COM A CARA DE LONDRES

O bairro aqui, onde eu moro, amanheceu com a cara das manhãs cinzentas de Londres. Uma densa neblina e um friozinho que parecia cortar a carne da gente e não parecia querer se dissipar tão cedo. Algumas pessoas caminhavam quietas na calçada bordada de gramas e grandes arvores; Iam ou voltavam de algum lugar secreto de suas vidas. Carregavam desejos em seus olhares disfarçados e uma certa cumplicidade com o que não podiam mudar, só aceitar a contragosto.

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