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Confeitaria Rocco.

Saiu no Diário Oficial do município esta semana, dia 24, a desapropriação da antiga Confeitaria Rocco, patrimônio cultural da cidade desde 1997 conferido pelo poder público. A prefeitura declarou que o imóvel é de utilidade publica da cidade, viabilizando assim sua desapropriação.


Segundo informações dos herdeiros, faz alguns anos que se reúnem com as diferentes administrações municipais, para negociarem a venda do prédio sem chegarem a um consenso. Mesmo com o desejo de se desfazerem do imóvel por causa dos custos de manutenção e restauros elevados, o valor oferecido pela Prefeitura de R$ 450 mil, esbarra em valores, que seria menos da metade do pretendido pelos herdeiros.


O prédio localizado na esquina das ruas Riachuelo e Dr. Flores, foi um dos mais importantes pontos da cidade, construído a mando do italiano Nicola Rocco e inaugurado, em 20 de setembro de 1912. Recebeu autoridades como os presidentes da República Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra, o presidente da província Borges de Medeiros e o escritor Mario de Andrade.




De arquitetura eclética, como a grande maioria dos prédios em Porto Alegre, a confeitaria mistura linhas barrocas e neoclássicas, com elementos simbólicos do positivismo em sua fachada e traços art nouveau em seu interior. A estrutura da edificação é mista, composta de alvenaria de tijolos de barro e vigamentos de ferro trabalhado.


Na fachada há três pares de esculturas, apoiando as sacadas sobre os ombros, denominadas atlantes: Um jovem, representando a América e a fartura e um idoso, representando a Europa e a abundância. A figura feminina central está emoldurada por uma lira tendo ao seu lado duas crianças, em alusão às artes, em especial à música.
Eu fiz no Sábado passado, dia 29, uma visita técnica para identificação dos prédio históricos da capital e soube da boa noticia, que faz parte dos interesses dos atuais administradores, revitalizar o centro histórico da cidade e em particular a confeitaria Rocco. Como eu havia dito nas postagens anteriores, a cidade de Porto Alegre é um sitio de riquezas históricas demonstrados na arquitetura de seus antigos prédios espalhados pelo centro da cidade, ainda pouco reconhecido e divulgado pelas autoridades competentes. Esta atitude demonstra mesmo que tardia, a preocupação de recuperar um passado cultural que por longos anos nos foi tirado, por puro desinteresse.

Histórias da Cidade, Confeitaria Rocco


Este de face velha, simboliza a Europae a abundância.



E este de face jovem a América e a fartura. 


A tarde passei em frente da antiga confeitaria Rocco, na esquina das ruas Riachuelo com Dr. Flores, já alguns anos fechada e fiquei admirando a sua faixada imponente. Lembrei que sempre me chamou a atenção aquelas esculturas que seguram com uma das mãos as belas sacadas do prédio como Deuses Gregos poderosos, impondo força e respeito aos mortais que por ali passam. Descobri que as esculturas são atlantes de duas feições: Três são jovens e representam a América e a fartura e os outros três são velhos simbolizando a Europa e a abundância.
A confeitaria Rocco existe desde 1912 e foi tombada como patrimônio da cidade em 1997. O requintado trabalho arquitetônico como colunas, pilastras, capitéis, etc. fizeram do local ponto de encontro da sociedade riograndense, pela qualidade de serviços e produtos e pela suntuosidade do espaço decorado com beleza e luxo.
Atlante, segundo a Teosofia, foi a quarta Raça-raiz desta Ronda (período de tempo ou ciclos). Eles foram os gigantes que viveram 18 milhões de anos atrás, em um continente chamado Atlântida. São os primeiros que podemos chamar de "homens". A Raça Atlante representou o ponto mediano da evolução nesta atual Ronda.
Segundo a Teosofia, os Atlantes foram os descobridores da ciência, religião, arte e magia.
O método de reprodução desta Raça era sexuado. Durante o ponto mediano da evolução dos Atlantes, eles se cruzaram com seres simiescos, produzindo os animais que hoje são chamados de primatas. Esta atitude condenou a Raça, pois perante o Karma esta bestialidade era um pecado grave. Segundo Helena Petrovna Blavatsky, os Atlantes foram punidos com a destruição da Raça e de seu continente.

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