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CAIA A TARDE FEITO UM VIADUTO.



"Caia a tarde feito um viaduto e um bêbado trajando luto, me lembrou Carlitos..." Eu me perguntava o que que significava na musica "O Bêbado e a Equilibrista", magistralmente interpretada por Elis Regina, esta expressão; caia a tarde feito um viaduto, já que viadutos não caem rotineiramente como as tardes, então fui atrás de resposta junto a o seu Google que prontamente informou. Para os curiosos como eu, aí vai, mastigadinha:

Em 20 de novembro de 1971, o Rio de Janeiro viveu uma de suas maiores tragédias: Um trecho de 50 metros do Elevado Engenheiro Freyssinet — mais conhecido como viaduto Paulo de Frontin — desabou sobre o cruzamento da Rua Haddock Lobo com a Avenida Paulo de Frontin, na Tijuca, matando 29 pessoas e ferindo outras 18. O acidente no elevado, que ocorreu na manhã de um sábado, mobilizou a cidade durante vários dias, com a população acompanhando o passo a passo da retirada dos escombros e do resgate dos corpos das vítimas.
O desabamento aconteceu quando um caminhão betoneira de 2,5 toneladas — carregando oito toneladas de cimento — tentou atravessar o vão da Haddock Lobo. O peso fez a construção quebrar, com as vigas e o concreto desabando sobre os carros que aguardavam no sinal. Depois do desastre, num trecho de 122 metros do elevado, sobraram apenas as colunas.
O texto acima, é credito do Acervo do Jornal O Globo. 
Han han, agora já sabemos!




COLAGEM.

Patrick Bremer


COLAGEM

Somos homens sem lugar
Homens velhos com raça.
À espera de algum descuido
E com cuidado gozamos paz.
Somos homens bons demais
Sufocados pelo mal.
Só queremos acreditar
Que isso tudo
Pode acabar.

Este pedacinho de texto, que escolhi colocar nesta pagina do meu blog, faz parte da musica "Colagem", de Cláudio Lucci, gravada por Elis em 1977 e que eu gosto muito de ouvir. É sem duvidas um texto de grande profundidade e beleza e que nos põe a pensar e divagar sobre nossas vidas, além do cunho politico a que se propõe, quando foi feita. Os instrumentos musicais acompanham Elis, numa marcha lenta, como se fosse uma procissão, um lamento sonoro sofisticado e nevrálgico.

DESAFINADO.

A canção é uma resposta à crítica da época, que considerava a bossa nova "música para cantores desafinados". A canção e uma critica, um tapa de luvas na critica que determinava o que deveria ser cultura no pais. A canção foi posteriormente gravada por diversos artistas, incluindo Tom Jobim, Herb Alpert, Ella Fitzgerald e Stan Getz, que em 1963 ganhou o Grammy de Melhor Performance de Jazz por um Solista ou Grupo Pequeno pela canção.

Quando eu vou cantar, você não deixa
E sempre vêm a mesma queixa
Diz que eu desafino, que eu não sei cantar
Você é tão bonita
Mas tanta beleza também pode se acabar

Se você disser que eu desafino, amor
Saiba que isto em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm o ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu

Se você insiste em classificar
Meu comportamento de anti-musical
Eu mesmo mentindo devo argumentar
Que isto é Bossa Nova, isto é muito natural

O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Rolley-Flex
Revelou-se a sua enorme ingratidão

Só não poderá falar assim do meu amor
Este é o maior que você pode encontrar
Você com a sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados também bate um coração

AS CHICAS SÃO CHIQUES.


Este blog segue a rota dos rios turbulentos como é a vida e a visão sobre ela, portanto posta opiniões sinceras ao fluxo dos ventos carregado de pétalas de flores ou felpas afiadas. 
Hoje pendi para o primeiro caminho. O caminho da diversão, do bom humor e daquilo que me da prazer, como assistir os videos das Chicas, quarteto de mulheres de grande competência musical que se reuniram desde 1996, e lançaram dois CDs e um DVD.
Duas delas já se conheciam por motivos óbvios. Amora Pêra e Fernanda Gonzaga são filhas de Gonzaguinha e quando se juntaram com Isabella Medella e Paula Leal, o quarteto de meninas virou o Chicas. Conheci o grupo através do programa Som Brasil, onde o homenageado foi Caetano Veloso e suas composições. As Chicas deram uma roupagem absolutamente diferente e sofisticada as musicas como: As Gatas Extraordinárias e Divino e Maravilhoso, que dá para conferir AQUI e AQUI. Infelizmente uma delas, Fernanda Gonzaga, deixou o grupo em 2011. Seguem Amora Pêra, Isadora e Paula Leal.

QUE LOUCURA.



Fui internado ontem Na cabine 103
Do hospício do Engenho de Dentro
Só comigo tinham dez

Estou doente do peito Eu tô doente do coração
A minha cama já virou leito
Disseram que eu perdi a razão

Tô maluco da ideia
Guiando o carro na contramão
Saí do palco e fui pra platéia
Saí da sala e fui pro porão

QUEM CALA MORRE CONTIGO. QUEM GRITA VIVE CONTIGO.


Noite passada, depois de duas taças de vinho para tentar acelerar o sono e nada conseguir, me dediquei a assistir videos de Elis Regina, disponibilizados na Internet e que considero a maior interprete da musica popular do país e que é impressionante o quanto eu ainda me emociono a o vê-la cantando tão viva, com aquela voz afinadíssima e tão cheia de recursos técnicos que lhe era peculiar. 
Comecei assistindo alguns pedaços de shows como "Falso Brilhante", "Transversal do Tempo", "Essa Mulher" e "Saudade do Brasil"- de 1980, cujo o repertório me parece tão atual aos dias de insatisfações que estamos vivendo hoje. 
Neste show, tem uma musica em especial, que sempre me chamou a atenção por sua sonoridade agressiva e força empostada na voz de Elis, que me emocionava demais e fazia-me perguntar com angustia em função de sua beleza, dramaticidade dos arranjos e letra, que musica era aquela cuja a dor era evidente e o que estava querendo dizer?..
A musica a que estou me referindo é "Menino", autoria de Milton Nascimento, que foi escrita em homenagem ao estudante Edson Luis assassinado no dia 28 de Março de 1968, num confronto com a policia Militar no restaurante Calabouço no Rio de Janeiro, em plena Ditadura Militar. O estudante de apenas 18 anos, foi morto com um tiro certeiro no peito, disparado a queima-roupa por um oficial da PM. A bala, segundo laudo pericial, perfurou seu coração alojando-se na espinha. 
Seu corpo foi conduzido em passeata por amigos e estudantes, até o prédio da Assembleia Legislativa, sob cerco de polícias civis e militares, onde foi realizado a autópsia e aconteceu o velório. Ironicamente no dia de seu enterro, os cinemas da Cinelândia indicavam em seus cartazes os seguintes filmes: “A noite dos Generais”, “À queima-roupa” e “Coração de Luto”. 


O assassinato de Edson Luís foi o estopim para o que seria um dos piores momentos políticos e sociais vividos no Brasil, gerando a Passeata Dos Cem Mil, no dia 4 de abril do mesmo ano, com a adesão de inúmeros artistas e intelectuais como:
Cacá Diegues, cineasta. Caetano Veloso, cantor e compositor. César Benjamin, político. Chico Buarque de Holanda, cantor e compositor. Clarice Lispector, escritora. Dilma Rousseff, política e economista. (atual presidente) Edu Lobo, cantor e compositor. Fernando Gabeira, político. Gilberto Gil, cantor e compositor. Grande Otelo, ator. Hélio Pellegrino, psicanalista, poeta e escritor. José Dirceu, líder estudantil. Luís Travassos, líder estudantil. Marieta Severo, atriz. Milton Nascimento, cantor e compositor. Nana Caymmi, cantora. Nara Leão, cantora. Norma Bengell, atriz e cineasta. Orestes Quércia, político. Paulo Autran, ator. Tancredo Neves, político. Tônia Carrero, atriz. Vera Silvia Magalhães, líder estudantil. Vladimir Palmeira, líder estudantil. Wellington Moreira Franco, político. Zuenir Ventura, jornalista.
A musica foi composta por Milton Nascimento em 1968, que ficou receoso de que achassem que ele estaria se aproveitando do acontecido pra lançar a música, que só foi gravada em 1976. 
A letra, forte, segue abaixo:

            "Quem cala sobre teu corpo
     Consente na tua morte
      Talhada a ferro e fogo
             Nas profundezas do corte
              Que a bala riscou no peito
                                Quem cala morre contigo
                                    Mais morto que estás agora
                                 Relógio no chão da praça
                                 Batendo, avisando a hora
                      Que a raiva traçou
                                          No incêndio repetindo
                                         O brilho de teu cabelo
                                             Quem grita vive contigo."

Criança.

                     Vou
                        Vou levar
                            O tempo que for
                                      Vou
                                           Vou levar
                                                   Até desvendar caminhos e ver
                                                            Como eu chego em você...

                                                                                                   Vou

Eu gosto desta batida ritmada nas musicas de Marina Lima, a letra que parece não caber nos espaços e cai perfeitamente, recortada, urbana, tensa, sensacional.
A janela do carro aberta e o vento batendo na cara, lembra Marina gravida de um liquidificador. 

COMO SE FOSSE..

Me acordei cedo para trabalhar sentindo-me tão normal, equilibrado, envolvido nestes conceitos de aceitabilidade para com as coisas que normalmente me ponho contra e me rebelo. Então me veio a letra de uma musica do Fagner na cabeça que ficou presa em mim quase que o dia todo. Nada a ver com que eu sentia, mas ela ficava ali dentro de mim repetitiva, como ave saltando, como se eu buscasse energia para conquistar as estrelas.

"De azul carinho Vi a noite pintada Fosse alegre como ave soltando Fosse triste como ser virgem Fosse linda como a conquista Das estrelas, das estrelas De azul carinho Veio o desenho pintado Jeito de amar desesperado Mais chorando que vivido Como se vivê-la fosse não vê-la."

Fagner/Capinan

Estrela de Luz própria


Marisa Monte é dessas cantoras que me emociona demais quando vejo-a em raras aparições na TV ou somente ouço cantar. Sua voz e repertório pra mim é da mais alta qualidade e sensibilidade. E sua postura diante da midia me faz acreditar que algumas pessoas nascem estrelas e não precisam de recursos extras para poderem brilhar, portando-se como uma trabalhadora que tem na voz a magia de espalhar delicadamente arte e emoção para quem a ouve. Tenho um infinito e particular apreço pela musica "Vilarejo" que ouvi pela primeira vez na miniserie "A Casa das Sete Mulheres". A letra da musica fala de força, simplicidade e amor que podem revelar sutis diferenças na qualidade de vida e na alma das pessoas quando se permitem ir de encontro a isto.
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor
Para quando você for".

Al' zira

"A minha dor é enorme, mas eu sei que não dorme quem zela por nós. Há um Deus sim, há um Deus e esse Deus lá no céu há de ouvir minha voz!..."

Quando eu ouvia Zira, (apelido entre familiares), cantar esta e outras musicas, era pra mim a abertura de outros mundos, mesmo ainda sendo um menino. A minha dor, também era enorme.
Sentada envolta de uma mesa ou num palco de madeira alto, improvisado nas festa de família e amigos, eu pensava que sua dor era realmente tão enorme quanto sua voz. 
Tinha a voz rouca, parecida com a de Maria Bethânia e o olhar tristonho como o de Zilah Machado. Cantava com paixão, sempre acompanhada dos irmãos e marido, músicos de fim de semana, de festas entre os mais chegados. Afinal durante a semana eram feirantes, pedreiros da obra civil.
Portava-se como uma verdadeira dama e artista que era. Uma dama interpretando emoções de rasgar a alma das  pessoas que a assistiam e a sua própria. 

Outubro

Um dia elegi Outubro o mês de minha vida e então passei a -lo de forma diferente, com uma beleza que jamais tinha visto em outros meses que vinham antes ou depois dele. Era um mês de renovações, transformações, partidas, renascimento. Outubro passou a provocar-me descobertas, tristezas, alegrias com um sabor diferene e pessoal! Virou referencia em minha vida sem que eu pudesse entender direito oque ocorria!...
Outubro:

Tanta gente no meu rumo
Mas eu sempre vou só
Nessa terra desse jeito
Já não sei viver
Deixo tudo deixo nada
Só do tempo eu não posso me livrar
E ele corre para ter meu dia de morrer
Mas se eu tiro do lamento um novo canto
Outra vida vai nascer
Vou achar um novo amor
Vou morrer só quando for
E jogar no meu braço no mundo
Fazer meu Outubro de homem
Matar com amor essa dor
Vou
Fazer desse chão minha vida
Meu peito é que era deserto
O mundo já era assim
Tanta gente no meu rumo
Já não sei viver só
Foi um dia e é sem jeito
Que eu vou contar
Certa moça me falando alegria
De repente ressurgiu
Minha história está contada

Milton Nascimento

A voz do Jazz


Madaleine Peyroux é uma cantora de jazz nascida na Geógia que escreve e interpreta suas proprias composições e letras. É especialmente lembrada por seu estilo vocal, que em muito lembra o estilo da cantora Billie Holiday.
Peyroux
viveu também no sul da Califónia, na cidade de Nova Iorque e em Paris. Começou a cantar com quinze anos de idade, quando descobriu os artistas de rua do boêmio Quartier Latin em Paris. Ela integrou o grupo The Riverboat Shufflers, primeiro passando o chapéu, e então, depois, cantando. Aos 16 anos, passou a fazer parte dos The Lost Wandering Blues and Jazz Band, grupo com o qual passou dois anos em turnê pela Europa interpretando canções de estrelas dojazz como FatsWaller, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, entre outros, dando base às interpretações de seu primeiro álbum, Dreamland.

Blues da Piedade.

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Cazuza

Postei a letra da musica de Cazuza, em meu blog, para mim mesmo. Para que de vez em quando eu leia e lembre de não fixar-me em coisas menores, em sentimentos que não levam a lugar algum, que serve apenas para aumentar angustias.


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TÔ PENSANDO QUE:

Quando as nossas emoções, alegrias e tristezas passam do tempo, nossos sentimentos humanos ficam acomodados numa cesta do tempo recebendo so...