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RUÍNAS DA GRANJA CAROLA - CHARQUEADAS.

Um passeio nesta segunda feira 28/09/2015, com amigos, me proporcionou conhecer as ruínas da Granja Carola, localizada na Rodovia RS-401, km 19.5 - s/n em Charqueadas. Pouco se sabe sobre a granja carola, que é muito antiga e que um dia foi abandonada por seus proprietários.
Mas sua identidade remete-nos a o período das charqueadas, onde o rio Jacuí tinha sua importância no transporte do charque para Porto Alegre. No alto de uma colina, encontra-se uma antiga capela, que possivelmente foi construída estrategicamente, para proteger o lugar dos frequentes danos causados pela cheias do rio.
Estavam comigo neste passeio: Rosane Fonte, Ida Romano e Carlos Patrício que já conhecia este lugar, quando morou nesta região.


































  



A PONTE DE FERRO

Uma das grandes atrações num passeio para Nova Roma do Sul, é visitar a bela “Ponte de Ferro” e por esta razão decidi fazer um post aqui no blog, contando a sua história.


LOCALIZAÇÃO:
Construída sobre o Rio das Antas, demarcando o limite entre os municípios de Nova Roma do Sul e Farroupilha, a ponte de ferro é daqueles atrativos que a gente é surpreendido, por estar numa curva da estrada, quase no meio do nada e tem vontade de parar e contempla-la por algum tempo. Também é possível chegar até ela, vindo por caminhos alternativos de Antônio Prado, apreciando no caminho sinuoso, pequenas cascatas que escorrem pelos paredões rochosos, cercados por muita mata nativa e pequenas propriedades rurais que se dedicam a agricultura.


CARACTERÍSTICAS E DATA DA CONSTRUÇÃO:
A construção da ponte, é datada de 1928 durante o governo Getúlio Vargas, então presidente do Estado. Uma de suas características, é um pilar de 22 metros de altura, no meio do rio, cujas as pedras foram retiradas de duas pedreiras, do próprio rio.


HISTÓRIA DE SUA INAUGURAÇÃO:
Sobre a historia da sua inauguração, que deveria ocorrer no dia 12/10/1930, tem um fato pitoresco: A ponte permanecia fechada com correntes, aguardando a data escolhida para a inauguração, mas nove dias antes, quando culminou a Revolução de 30, caminhões do Exército, que dirigiram-se a São Paulo, chegando à ponte, desamarraram as correntes que a mantinham fechada, dispararam tiros de fuzil contra a placa, dando assim por inaugurada a ponte Getúlio Vargas, nome que não pegou. Hoje é chamada popularmente de “Ponte de Ferro”.

ANTÔNIO PRADO.


Minha motivação em conhecer Antônio Prado, foi por ela ter sido a última colônia italiana, criada pela governo imperial, a partir de uma política oficial de "embranquecimento da população brasileira". Alem disto, possuir o maior acervo arquitetônico construído em madeira do país, tombado pelo I.P.H.A.N tendo sido inclusive palco das gravações do filme "O Quatrilho".




Então neste Sábado, 22/08/2015, decidi convidar os amigos, Alba, Rosane e João (irmão de Alba) e visitarmos a cidade de Antonio Prado, que parece uma cidade cenográfica, com suas casinhas coloridas e alinhadas uma do lado da outra, como um desenho de uma revista de histórias infantis.
A cidade fica localizada no Vale do Rio das Antas, na serra gaucha, a 184 quilômetros de Porto Alegre e é considerada a cidade mais italiana do Brasil.


PRÉDIOS TOMBADOS PELO IPHAN:
Antonio Prado possui o maior e mais completo acervo arquitetônico construído em madeira e datado da época da colonização italiana no país, localizado em seu centro histórico e tombadas pelo IPHAN desde a década de 1980. São 48 imoveis preservados, com sobrados coloridas, floreiras nas janelas e cuja uma das marcas é o lambrequim, (ornamento de madeira usado na beira dos telhados), provocando em quem as visita, um clima bucólico e de romantismo.


PALCO DE UM FILME:
Em 1995, a cidade recebeu a equipe de filmagens de O Quatrilho, o segundo filme brasileiro a ser indicado ao Oscar. Algumas ruas da área central, tiveram os paralelepípedos cobertos de terra e os postes de iluminação retirados, para que fossem recriadas as ruas da cidade de Caxias do Sul no início do século XXI.





HISTORIA DA IMIGRAÇÃO:
A antiga colonia surgiu, a partir de uma política oficial do governo brasileiro de "embranquecimento da população brasileira". Isto abriu espaço, no final do século XIX, para que o governo imperial colonizasse a região com uma população europeia. Desta forma, milhares de imigrantes foram instados, após a expulsão dos índios caigangues pelos "bugreiros" (homens contratados pelos colonos-imigrantes, para exterminar os índios. O termo se origina da palavra bugre, como eram conhecidos pejorativamente os indígenas do sul do Brasil.
Antônio Prado foi a sexta e última colônia italiana, criada pela governo imperial. Em 1886, os primeiros italianos se instalam na região, dedicando-se à pequena agricultura de subsistência.


Atualmente Antônio Prado é uma cidade limpa, com 12.837 habitantes no último censo, onde 91,8% são brancos, 5,2% são pardos, 2,3% são negros e 0,6% indígenas, que divide espaço entre construções antigas e modernas e sua maior qualidade é a hospitalidade com que recebem seus visitantes.


ORIGEM DO NOME:
Surgiu em homenagem a Antônio da Silva Prado, fazendeiro paulista que como Ministro da Agricultura da época, promoveu a vinda dos imigrantes italianos ao Brasil, e instalou núcleos coloniais no Rio Grande do Sul.





O QUE VISITAR NA CIDADE:

CENTRO HISTÓRICO: 
Composto por todo o acervo arquitetônico, com casas de madeira e outras não, datadas do final do Seculo XIX e inicio do Século XX, onde em suas fachadas apresentam uma placa com uma numeração de tombamento, o nome da casa, a identificação de seu antigo proprietário, data aproximada de sua construção, e o depoimento de alguém que teve alguma ligação com sua historia. É importante salientar, que muitas outras casas igualmente antigas e espalhadas pela cidade, não foram tombadas pelo IPHAN, mesmo mantendo suas características do passado.


MUSEU MUNICIPAL: 
Instalado numa casa de madeira, construída em 1910, abrigava na parte térrea, uma ourivesaria (local onde eram trabalhados metais preciosos na fabricação de joias e ornamentos. No andar superior, fica a antiga moradia da família. 
É a única casa tombada e inscrita no livro tombo de Belas Artes, considerada uma obra de arte.






No espaço destinado ao Museu Municipal, encontra-se boa parte da história de Antônio Prado, como peças e objetos de grande significado histórico-cultural, que retratam a identidade local. A visita ao museu proporciona uma viagem ao passado. Atualmente a casa abriga também o Arquivo Histórico e a Central de Informações Turísticas.
Rua Laurindo Zanotto, 158 Centro.


IGREJA MATRIZ: 
Construída em alvenaria entre  1891 a 1897. Entre os anos de 1925 a 1928, passou por reformas onde ganhou vitrais e nova escadaria de acesso. Seu interior foi pintado pelo artista italiano, Emílio Benvenutto Zanon, na década de 50.


MOINHO FRANCESCATTO: 
Trata-se de um antigo moinho, construído pela família Francescatto, localizado na linha 30. O moinho é visitado e admirado por visitantes das mais diversas partes do país.

CASCATA DA USINA: 
Localizada na Estrada Julio de Castilhos, a cerca de 6 quilômetros do centro da cidade. As quedas d'água, oferecem a os visitantes a beleza oferecida pela natureza. que podem ser apreciadas através de três plataformas no local.

Apesar de sermos agraciados com toda a beleza natural serrana em torno e seu acervo arquitetônico, bem preservado no centro histórico, Antônio Prado nos presenteia com outras surpreendentes construções, não menos belas, localizadas em outros cantos da cidade e em zonas rurais, que foram marcadas pelo desgaste do tempo e que nos faz navegar por épocas de simplicidade, de luta, sonhos, principalmente na construção de uma identidade própria que é mantida até hoje.

EVENTOS:
Antônio Prado possui muitos eventos festivos como a FENAMASSA e a FESTA ITALIANA, que mobiliza toda a cidade e recebe visitantes de varias partes do país.
Até a próxima viagem!..




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