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Sentença matemática

Alguém me cochichou no ouvido, que são as relações que movem o mundo, todas as relações num ciclo pessoal ou global e eu fiquei pensando que gosto desta palavra, embora toda a complexidade conceitual que me provoca cada vez que a ouço ou a pronuncio.
As relações pessoais vão se modificando com o passar do tempo e me causando surpresas que parecem não terem  explicações lógicas. Talves tenham mas eu não tenho saco pra pensar nisto agora.
Será que tudo é um jogo do tipo: Causa e consequencia?..
A única certeza que tenho é que (1+1 não é = 2), se fosse explicaria a razão de pessoas que estavam a quem de minhas verdades perecerem tão próximas, ao contrario das que estavam tão próximas se manterem tão distantes.

A gente ainda se sente devendo!

Na tarde em que fiz o passeio pelo Guaiba, fui um dos primeiros a entrar no barco, depois de aguardar na fila. Isto me possibilitou a escolha de um lugar que achei mais adequado para me posicionar e poder olhar os lugares interessantes e tirar fotografias. Depois de algum tempo um homem, também passageiro, se aproximou meio inquieto a onde eu permanescia de pé, dando-me a impressão de que parecia desconfortável. Tentei dar-lhe mais espaço mesmo o barco estando quase vazio, mas parecia não ser este o problema. Então puxei algum assunto sobre os coletes salva-vidas e ele com aquela expressão de "Não tô nem ai para o que estou ouvindo", me deu uma olhada como se fizesse alguma avaliação qualquer e deu as costas saindo em outra direção. Fiquei pensando sobre alguma destas atitudes estranhas que as pessoas tomam e a gente ainda fica com a sensação de estar devendo à elas. Por certo eu não era a pessoa interessante do qual ele gostaria de manter uma conversa após sua rápida avaliação com o olhar, talvés ele pensasse que meu objetivo real não fosse falar sobre coletes salva- vidas, embora fosse. Talvés não lhe interessasse falar sobre isto e daí é possível se fazer uma relação interminável de possibilidades. Mas o que me deixou de cara é que algumas pessoas tem por costume tomarem estas atitudes de virem avançando o espaço físico dos outros, como se não as vise, como se as pessoas estivessem invisíveis a o seu raio de visão,  ou não tivessem qualquer importancia, se achegam sem pedir licença e quando se puxa algum assunto ou a cumprimentamos, te lançam um olhar do tipo: "Há você estava ai, mas também não quero tomar conhecimento da sua existência". Não fazem nenhum esforço para serem amáveis, quanto menos educados. Voltei a tirar minha fotos e fiquei  alguns minutos revisando minhas atitudes, achando que talvés eu tivesse exagerado em alguma coisa e também alguma opinião errada à respeito, mas acredito que não.

O convite.

Danuzia me ligou convidando-me à participar como palestrante de uma atividade escolar, cujo o tema refere-se a conciencia negra e onde um amigo dela é professor responsável pelo evento. Segundo ela, eu teria sido apontado para conversar com os alunos, por ser negro, inteligente, viajar muito e  ser um exemplo de ter "vencido na vida". Noooossa!.., esta ultima observação feita por ela, me caiu os butias do bolso, como diria um amigo meu.  
Como dizer pra ela que não me sinto como alguém que "venceu na vida", mas uma pessoa que conquistou seu espaço e sobrevive dele como é de merecimento a todo e qualquer cidadão que busque isto
Eu até vivo "dando de pau" no trabalho, nos chefes, nas regras institucionais e politicas que comandam o serviço e por vezes fico tão insatisfeito, que sinto vontade de jogar tudo pro alto e mudar de profissão, de cidade, de corte de cabelo. 
Eu  acho que "vencer na vida" tem um conceito tão amplo e  pessoal  que parece não caber em  mim. Como dizer pra ela, que estou mais para sobrevivente do que para vencedor? 
Devo repensar sobre o convite!

Sem palavras!

De vez em quando surgem noticias que me deixam abalado e não são aquelas da televisão, que atinge grandes massas da sociedade informando tragédias, mas as que batem na porta, ou vêm  por telefone iniciando-se com a fatídica frase: (Você sabia que?..),ou: (Tenho uma coisa desagradável pra te contar!...) e então estas noticias vão se disseminando entre as pessoas de um grupo como um grande segredo e a gente fica de mãos atadas, impossibilitado de se aproximar da pessoa e tentar dar um pouco de atenção ou apenas ficar do seu lado, quieto, acreditando que em certos momentos o silencio pode ser o melhor aliado. Algumas doenças me agridem demais e o fato de parecerem sem cura me faz pensar nesta fragilidade a qual todos estamos expostos, independente de sexo, cor ou condição social.

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