domingo, 24 de junho de 2018

SIRMIONE E O LAGO DE GARDA



O Lago de Garda (em italiano: Lago di Garda), é o maior lago da Itália e localiza-se no norte do país entre as regiões da Lombardia (província de Bréscia), Vêneto (província de Verona) e Trentino-Alto Adige (província de Trento), estendo-se por uma área de cerca de 370 km² a uma altitude de 65 metros sobre o nível do mar. Simplificando, dá para dizer que ele está localizado entre Milão e Veneza, bem próximo de Verona. 
É de uma beleza natural estupenda, sua cor azul turquesa é de impressionar e tem às suas margens, os Alpes, as belas cidades e atrações que podem ser exploradas em apenas um dia.
A maior ilha do lago é a Ilha Del Garda, localizada nas proximidades da Comuna de São Felice Del Benaco, que no passado serviu como cemitério no Império Romano. Ou seja, o lugar é fantastico pois oferece todo o tipo de lazer, beleza, tranquilidade e muita história.


SIRMIONE: 
É uma cidade bem antiga, cujo os primeiros vestígios de presença humana, são datados de V ou VI a.C. É muito provável que tenha sido o balneário das famílias ricas de Verona, a principal cidade romana no nordeste da Itália. Seu acesso se dá pelo Castelo Scaligero, porta de entrada da cidade. O castelo fortificado foi construído no século 13, em uma posição estratégica e utilizado como forma de defesa da cidade medieval. Cercado por um fosso e ponte levadiça, tinha o controle de quem entrava na cidade.


Além de seu charme peculiar, por estar debruçada nas margens de cor azul, do Lago de Garda, quase todas as construções, são em estilo medieval. O centro histórico é aconchegante e colorido, com uma variedade de bares, restaurantes com mesas na rua e lojas para o deleite de alguns turistas.
Em Sirmione, os visitantes também podem conhecer a Grotte de Cattulio, que nada tem a ver com gruta, mas ruínas de uma vila romana, onde possivelmente viveu, Gaius Valerius Catullo, poeta romano do século I a.C, reconhecido por seus versos sofisticados sobre o cotidiano e controversos para época.


A cidade também se tornou popular devido às termas descobertas perto das ruínas romanas. As águas brotam de dentro do lago, a uma temperatura elevada, formando bolhas na superfície e são usadas para o tratamento da saúde.
A caminho da Grotte de Catullo, na parte mais alta está o Parque Tomelleri, situado entre as oliveiras e com vista panorâmica para o lago. O Parque Maria Callas conhecido também como Parco Arena Callas, também fica nesta área da cidade. O parque é uma homenagem a cantora lirica Maria Callas que viveu na cidade entre 1950 à 1959.
Sirmione destaca-se por ser um balneário de excelente  infra estrutura para acolher, moradores, visitantes das proximidades e turistas que buscam praias, ambientes para o descanso e uma tipica vida social nos moldes italianos durante o dia e a noite.


Sirmione conta com uma ótima estrutura turística e com muitas opções de hospedagem. Você pode se hospedar no Centro Histórico da cidade, mais badalado é claro, ou em Colombare di Sirmione, uma aldeia a 0,25 quilômetros de distancia do centro de Sirmione, onde os preços são mais ascensíveis.
Sirmione era fonte de inspiração para artistas e escritores que frequentavam e moravam na cidade, entre eles a cantora lírica Maria Callas, Dante Alighieri e a escritora inglesa, Naomi Jacob.

Até o próximo passeio!

sábado, 16 de junho de 2018

FLORENÇA


Não é a toa que Florença é considerada o berço do Renascimento italiano e uma das cidades mais belas do mundo. Nela nasceu, Dante Alighieri, autor da Divina Comédia, que é um marco da literatura universal, mas também atraiu, grande leva de escritores, artistas, cientistas como Galileu, Maquiavel, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Donatello, Boticelli.
De acordo com a Unesco, a Itália concentra 60% do patrimônio artístico do mundo e metade dessas obras estão lá. Florença é a grande referência do despertar artístico e cultural dos séculos XV e XVI rumo ao Renascimento. 
A cidade tem origem num antigo povoado etrusco, e desde o inicio do seculo XV até meados do seculo XVIII, foi governada pela família Médici. 
Localizada as margens do Rio Arno, a cidade com mais de 2 mil anos, é repleta de casarões, monumentos, igrejas e museus no centro histórico, que faz da cidade um dos maiores exemplares de beleza da Europa e do mundo.


Assim que chegamos na cidade, eu e meus colegas de viagem, fomos deixados nas proximidades do centro histórico, para incursionarmos à pé todos os cantinhos surpreendentes da cidade. As ruas repletas de casarões centenários, onde funcionam lojas, relojoarias, sorveterias, cafés, mercadinhos, bodegas, se abrem para praças monumentais com  chafarizes, enormes esculturas, museus, igrejas, pontes. E por falar em pontes, não deixe de visitar a mais famosa delas, a Ponte Vecchio.


Ponte Vecchio:
Construída sobre o Rio Arno em 1345, para substituir uma de madeira feita ainda na época do Império Romano, foi a unica que não foi destruída durante a II Guerra Mundial, por determinação de Adolf Hitler. Em cima da ponte passa o Corredor Vasariano, também chamado de: O Percurso do Príncipe.



Percurso do Príncipe:
No ano de 1565, o Grão Duque Cosme I, por ocasião do casamento de seu filho herdeiro com Giovana d'Austria, mandou construir um corredor aéreo, unindo o Palazzo Vecchio na Piazza della Signoria, sede do Governo e antiga residência da família Medici ao Palazzo Pitti.
O Corredor Vasariano era antes de tudo, um projeto para demonstrar o poder e a grandeza do ducado assim como vantagens. O corredor é uma passagem aérea, que permitia que a família Médici se locomovesse com segurança e sem necessidade de guardas armados e consentia ainda, uma fuga rápida em caso de necessidade. O Corredor foi construído em tempo record, menos de seis meses.



O Palazzo Pitti, Foi residência urbana de Luca Pitti, um banqueiro florentino, amigo de Cosme de Médici. Foi comprado em 1539 pela Família Médici, para servir de residência oficial dos Grandes Duques da Toscânia. Já alojou importantíssimas famílias para além dos Médici, como os Lorena, os Bourbon, os Bonaparte durante sua ocupação na Itália, os Saboia, o Rei Victor Emanuel II e seu neto Vítor Emanuel III que doou o palácio à nação em 1919.





Piazza della Signoria é a praça central de Florença, construída em forma de L e onde localiza-se o Palazzo Vecchio (Palácio Velho), construído no final do século XIII para abrigar o governo da cidade. Na praça aglomera-se numerosos turistas para fazer fotos, do que é um verdadeiro museu a céu aberto e onde é possível admirar belíssimas esculturas (algumas cópias e outras originais) que representam o que foi o poder político da cidade.


Loggia della Signoria: é um monumento histórico de Florença , localizado na Piazza della Signoria à direita do Palazzo Vecchio. A construção remonta ao período entre 1376 e 1382, É um elemento arquitetônico aberto (como um pórtico) e foi usada para sediar as numerosas assembleias públicas e cerimônias oficiais da República Florentina na presença do povo.
A Loggia della Signoria (também chamada de Loggia dei Lanzi), foi construída no século XIV e abriga esculturas romanas antigas, maneiristas e neoclássicas.


Basílica de Santa Croce: Santa Croce é a mais importante igreja franciscana de Florença, também conhecida como o Templo das Glórias Italianas por causa dos túmulos de personagens ilustres que se encontram no seu interior. Nesta basílica repousam Michelangelo, Galileu, Maquiavel, Rossini, Ugo Foscali, entre outros. Importante também o ciclo de afrescos feito por Giotto e seus seguidores, o crucifixo de Cimabue e as obras de Donatello.

Catedral de Santa Maria del Fiore: é o "Duomo" de Florença e está localizada na praça homônima. Era já em 1971 a quinta igreja da Europa em grandeza, depois da Basílica de São Pedro, da Catedral de São Paulo, da Catedral de Sevilha e da Catedral de Milão. Possui 153 metros de comprimento e 90 metros de largura no transepto, enquanto o tambor da cúpula possui 54 metros. É tão grande que pode acomodar até trinta mil pessoas,
Seu revestimento externo é um mosaico em mármores coloridos em estilo neogótico, com uma volumetria dinâmica e harmoniosa, em mármores brancos de Carrara, verdes de Prato e vermelhos de Siena, de acordo com o projeto original de Arnolfo.
Sobre a porta de entrada há um relógio colossal com decoração em pintura de Paolo Uccello, e acertado de acordo com a hora itálica, uma divisão do tempo comumente empregada na Itália até o século XVIII, que dava o por-do-sol como o início do dia.


O Batistério de São João: É um prédio religioso  localizado no Piazza del Duomo, a oeste da basílica Santa Maria del Fiore. Acredita-se que é o mais antigo prédio da cidade e famoso por suas magníficas portas de bronze. As portas agora no Batistério são cópias das originais que foram removidas em 1990, porque estavam entrando em estado de deterioração. As portas originais estão no Museu Opera del Duomo, preservadas em contêineres com nitrogênio.
Michelangelo se referiu a essas portas como Os Portões do Paraíso, nome que permanece até hoje. A obra tem 5,20 metros de altura por 3,10 de largura e 11 centímetros de espessura.


Mas voltando a o batistério: Por um longo tempo, acreditou-se que o batistério era um templo romano dedicado a Marte, contudo, essa era uma ideia errônea. Escavações no século XX mostraram que o Batistério era uma torre de guarda, parte de uma muralha que protegia a cidade. A construção mais próxima à atual foi feita e consagrada em 1059 pelo Papa Nicolau II. Sua construção octogonal, simboliza o oitavo dia (octava dies), o tempo da Ascensão de Cristo. Simbolizava a vida eterna, que é dada pelo batismo.


A Galleria dell'Accademia: É o segundo museu mais visitado de Florença. Possui uma grande coleção de pinturas, algumas não tão importantes, outras sim, mas o carro chefe são as obras de Michelangelo, os prisioneiros e o famoso David, herói bíblico com 5,17 metros de altura.
Originalmente encomendada como parte de uma série de outras estátuas de profetas e heróis bíblicos, David estava cotado para decorar uma das fachadas de Santa Maria del Fiore. No entanto, após sua conclusão, a escultura foi posicionada em frente ao Palazzo della Signoria, sede da governadoria de Florença, onde foi revelada ao público oficialmente.


Por conta da natureza heroica representada, a estátua simbolizou o sentimento de liberdades civis que dominava a República de Florença à época. Os olhos de David, com semblante sério e cauteloso, estavam posicionados em direção a Roma. Em 1873, a escultura foi transferida para o interior da Galeria da Academia de Belas Artes enquanto a praça pública recebeu uma réplica em seu lugar.
Florença é uma cidade linda e com uma infinidade de coisas para se ver, experimentar e sentir. Esta pagina não seria o suficiente para descrever detalhadamente minha experiencia por lá, então eu aconselho, se surgir a oportunidade de conhece-la, não perca tempo, você não irá se arrepender!
Outras dica: Visite o Mercado Publico de Florença, alguém me disse que só conhecemos de verdade uma cidade, quando conhecemos seu mercado publico. No andar superior existem bares, restaurantes que servem deliciosos almoços, acompanhados de vinho ou água, o verdadeiro sabor de Itália.

**Uma dica importantíssima que reforçamos para todos que estão planejando ir à qualquer país da Europa é que não se esqueça que fazer um Seguro Viagem Internacional é obrigatório para viajar para lá.

Até a próxima viagem!



domingo, 10 de junho de 2018

ASSIS.




Assis é uma cidade situada numa colina na região da Umbria, Província de Perúgia, no centro da Itália, famosa especialmente por ser a terra natal de São Francisco de Assis, criador da Ordem dos Franciscanos e de Santa Clara, que pertencia a nobreza e decidiu abrir mão de tudo que possuía, seguindo os preceitos de São Francisco.Santa Clara fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana, também conhecido por "Damas Pobres" ou Clarissas e viveu na prática e no amor da mais estrita pobreza.
O vilarejo atrai milhares de turistas anualmente, graças ao grandioso patrimônio artístico, arqueológico. A própria figura nobre e caridosa destes santos, fez com que este município durante os séculos, se tornasse um símbolo de paz e um estimado ponto de encontro e peregrinações, para quem reconhece a religião católica.
É possível, Visitar Assis, saindo de Roma de trem ou de ônibus, fazer uma visita de um dia, voltando à capital italiana no fim da tarde.
Não é permitido entrar no centro histórico de carro, somente moradores e táxis tem autorização. Existe um estacionamento na “parte baixa” (e mais perto da Basílica de São Francisco de Assis): o Parcheggio Saba. Ele é o primeiro a ficar lotado.


Situada no alto de uma colina e em estilo medieval, a cidade parece uma fortaleza. Prepare-se para subir, subir, seguir por ruelas estreitas e sinuosas, enfrentar degraus e subir mais um pouco. No final desta escalada meio cansativa, ninguém se arrepende de parar, tomar fôlego e admirar as magnificas construções em pedra, datadas do século XII e XIII e algumas floreiras nas janelas que encantam olhares.


Mas o grande encontro de visitas e peregrinações em Assis, se dão no centro histórico e nas basílicas Alta e Baixa. A Baixa, mais antiga, do século 13, possui vitrais belíssimos, além de afrescos atribuídos a Maestro delle Vele, que trabalhou com Giotto. Na cripta estão os restos mortais de São Francisco de Assis. 
A Basílica Alta, um pouco mais recente, mas também do século 13, possui um impressionante conjunto de afrescos, que retratam a vida do santo, protetor dos animais. 
Não deixe de visitar também a Basílica de Santa Clara (Santa Chiara), a santa que, tal como São Francisco, renunciou à vida em uma família abastada, para se dedicar à vida espiritual e a pobreza.
As igrejas foram construídas no século XIII, por ordem do Papa Gregório IX – e são verdadeiras obras-prima da arquitetura e também um dos tesouros da arte sacra italiana.


Depois de visitar as Basílicas e apreciar o clima medieval e bucólico do vilarejo, seguindo pela Via San Francesco chega-se à Praça del Comune, onde está o Templo de Minerva (antigo santuário romano do século I a.C.). O Templo de Minerva, antes de se tornar um monumento religioso, foi um tribunal que abrigava no subsolo as celas da prisão. A clássica fachada é elegante e seu interior é decorado com características barrocas do século XVII.
Para recepcionar os turistas e peregrinos, a cidade possui diversos restaurantes e (osterias) que são lugares onde servem vinho e comida simples.
Assis possui uma energia que desperta nas pessoas, grandes emoções. Minha amiga e colega de viagem conta, que quando subiu as escadarias para o centro histórico, sentimentos inexplicáveis tomou-lhe a alma de tal forma, que não pode conter as lágrimas.
Até o próximo passeio!

sábado, 2 de junho de 2018

SIENA


Num muro de pedras eu parei para descansar e apreciar a beleza da cidade em estilo medieval, murada, construída sobre uma íngreme colina, cercada por vinhedos na região da Toscana.💗
Sabe o que eu pensei, recostado naquele muro de pedras que protege a cidade, enquanto tomava fôlego?.. Que forças maiores, tinham me presenteado de estar ali, dando-me a chance de conhecer um lugar único, com sua história, cultura e forma de cruzar as cortinas do tempo, de uma jeito tão singular. A sensação é que esta cidade ultrapassou o tempo, sem que nada ou que pouca coisa a mudasse de fato. Siena é esteticamente extraordinária e mexeu com todos os meus sentimentos e com os que ali estavam presentes, me deixando boquiabertos com sua energia e beleza inigualável. 😍


A cidade se diz, ter sido fundada por Aschio e Senio, filhos de Remo, um dos fundadores lendários de Roma, lembra?.. e assim, seu emblema (a bandeira) é a loba amamentando Rómulo e Remo.



A beleza de Siena pode ser apreciada em alguns dias, se você tiver mais tempo, ou em um único dia se esse tempo for escasso. A cidade é pequena e pelo menos o que há de interessante, dá para ser visto e apreciado sem maiores correrias. Tome um café nas cafeterias locais. Visite as lojinhas de cerâmica e louças pintadas a mão. São esplendidas!


As cores ocre e cinza das fachadas, manchadas pelo tempo, faz com que a paisagem da cidade seja intimista, bucólica, mas agradável de assistir. Freud explica isto!..
Siena não mudou muito desde a idade média, até os dias atuais e caminhar por suas ruas é uma espécie de viagem no tempo, um olhar para um passado ainda com registros vivos de toda a sua história de existência.


Palio di Siena
A grande atração da cidade é uma das mais antigas corridas de cavalos do mundo, o Palio, (não, não é o Siena carro da Fiat. kkkkk). São duas competições, em julho e agosto, que movimentam toda a cidade, envolvida em disputas dos diferentes bairros.


Caso esteja interessado em ver o evento, tenha em mente que os hotéis precisam ser reservados com muita antecedência. Neste quesito, vale a pena se hospedar em cidades da região e chegar cedo a Siena, senão não conseguirá um bom lugar para assistir à corrida. A praça fica lotada para assistir ao evento.


COMO CHEGAR A SIENA:

O mais conveniente é optar pelos ônibus, porque a rodoviária (Piazza Gramsci, 0577/204-246) é mais central do que a estação ferroviária. Ali chegam ônibus vindos de Florença, San Gimignano, Montalcino, Montepulciano e até do aeroporto de Pisa. Siena também recebe ônibus de Roma e Milão. Trens diretos (www.trenitalia.ci  que ligam a cidade a Florença.

COMO CIRCULAR NA CIDADE:

Depois de cruzar o antigo muro da cidade, e andar por ruelas estreitas e sinuosas, percebe-se dentro da cidade amuralhada, com todas as principais atrações turísticas. Assim, você aproveita para caminhar pelo Centro Histórico, listado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade e se deliciar na historia desta cidade tão singular.



PRINCIPAIS ATRATIVOS:

Piazza del Campo em Siena
Logo que você chega no centro histórico da cidade, se depara com Piazza del Campo, uma praça enorme, com formato inclinado, onde varias pessoas costumam se reunir para conversar, tomar banho de sol e apreciar a paisagem. A Praça tem esta inclinação para que os espectadores de corridas de cavalos tenham uma boa visibilidade durante as disputas


Nesta mesma praça encontram-se diversos restaurantes, cafeterias, lanchonetes, galerias de arte, lojas de artesanato, cerâmicas coloridas e uma bela fonte: A Fonte de Gaia, que a noite fica iluminada e ha alguns metros, no Piazza del Duomo, a catedral de Siena em estilo gótico romântica. De dia, alem de turistas, a Piazza del Campo, se enche de pombos que disputam espaço, pra alegria de uns e desespero de outros.



Catedral de Siena:
De fato, quem passa diante da catedral, inevitavelmente pára para admirar todo o seu esplendor representado nas cores rosa (mármore rosado proveniente de Siena) e verde escuro que parece preto, (originário de Prato, cidade nas imediações de Florença), além da grandiosa fachada repleta de estátuas de santos e de mosaicos que representam os principais eventos bíblicos.
Construída entre 1215 e 1263 no local de uma estrutura antiga, tem a forma de uma cruz Latina, um cúpula e uma torre de sinos. O interior são feitos de mármore preto e branco, as cores simbólicas de Siena, derivadas dos lendários cavalos dos fundadores da cidade, Senius e Aschius.


Pallazzo Pubblico:
Mas o prédio mais imponente é o Pallazzo Pubblico, a câmara municipal. Nele há um museu com várias pinturas que retratam o Governo dos Nove, nove pessoas eleitas pelo povo e que não eram nobres, para governar a cidade por 2 meses. Legal né?.. Na mesma entrada do museu, é possível subir na Torre del Mangia, onde fica o sino. Essa torre foi construída por volta de 1340 e possui 88 metros.

Ah, e se você estiver passando por Siena, não esqueça de experimentar o pan forte, uma sobremesa, tradicional, tipo torta ou bolo, de sabor picante, que contém mel, açúcar, frutas, nozes e outras especiarias como canela e cravo moído. A origem deste pão delicioso, remonta às cruzadas na Turquia. 🙏

Até a próxima viagem!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

VENEZA

Veneza nasceu para ser glamourosa, tanto por sua história de grande prosperidade no passado e riqueza cultural , quanto por sua arquitetura e geografia incomum. Imagina uma cidade composta por pequenas ilhas, cujas as ruas que se interligam, são canais de água salgada com pontes e todo o tráfego composto por barcos dos mais variados tipos e tamanhos que prestam serviço a cidade aquática como; táxis, ônibus, ambulâncias, carros de policia, surpreendente!...
Mas mesmo sendo linda e incomum, viver em Veneza é muito caro e deve ter suas adversidades de locomoção e acessos rápido em certos locais pouco conhecido do eixo turístico. Evidente, que grande parte das dificuldades, fica por conta do turismo de massas que diariamente invadem a cidade, incapacitando seus moradores de terem uma vida normal. Imaginem (74.000 turistas por dia, numa cidade de 50.000 habitantes) que ao mesmo tempo que movimenta a renda per capta da cidade, também inflaciona seu custo de vida, tornando-a inviável pra viver. Se o objetivo foi o enriquecimento às custas do turismo desenfreado, por outro lado obriga seus moradores a viverem no caos e abandonarem a cidade. Uma cidade lotada de turistas diariamente e com preços exorbitantes, ninguém merece...
Mas este é outro papo, que eu ainda pretendo comentar em outro momento, aqui no blogue! 😜



UM POUCO DA HISTÓRIA DE VENEZA:

A cidade começou a surgir  quando o império romano foi invadido por tribos nômades barbaras  ainda no século V. e cidadãos da região de Vêneto, na Itália, resolveram refugiarem-se em ilhas que ficavam numa laguna do Mar Adriático, no noroeste do país, já ocupada por poucos pescadores. 
O domínio da região ficou por conta do Império Bizantino, cujo o centro de poder, se estabeleceu em Ravena, que só era acessível por rotas marítimas, o que permitiu que Veneza crescesse de maneira independente.


No século VII, aquela região passou a ser chamada de Sereníssima República de Veneza. Mas o que significava isto:
A Justiça em Veneza, na época da Sereníssima República, era exercida de modo exemplar e se transformou em um dos seus grandes mitos. Aos acusados era dada oportunidade de defesa e usava o mesmo rigor no caso em que eles pertencessem à classe dirigente. A inexorabilidade e a eficácia dos órgãos da justiça vêneta de então permitiram conter a criminalidade. No período compreendido entre os anos de 1300 e 1797, portanto em quase quinhentos anos, as condenações à morte foram em número de 1279, ou aproximadamente de duas ao ano. Trata-se de um número pequeno em relação ao que acontecia nesse mesmo período no resto da Europa. A pena mais severa depois da de morte era a de exílio, expulsão dos domínios da República de Veneza.
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta.



No século IX, o crescimento econômico e social garantiu a independência da cidade-Estado. Veneza estava se tornando a mais importante e poderosa cidade das quatro Repúblicas Marítimas da península itálica, que tinham o domínio comercial das rotas do mar Mediterrâneo.
A posição estratégica no mar Adriático, garantiu que os navios, usados tanto para o comércio quanto para fins militares, a tornassem rica e poderosa. Era em Veneza que acontecia o comércio entre o Ocidente e o Oriente, muito antes da América sonhar em ser descoberta.
Com o crescimento e desenvolvimento, foi necessário ampliar a cidade unindo as pequenas ilhotas separadas pelo mar, aumentando o seu espaço de terra, remodelando  os canais e construindo pontes que as interligassem. Das 65 ilhotas que formavam a cidade, passaram a 118, o que permanece até hoje.


A queda de Constantinopla em 1453 marcou o princípio da decadência de Veneza. A descoberta da America por Cristóvão Colombo (1492) e do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama (1498) deslocaram as rotas de comércio e Veneza viu-se obrigada a sustentar uma luta esgotante contra os turcos otomanos.
Em 1797, foi invadida pelas tropas de Napoleão Bonaparte que com a assinatura do tratado de Campofórmio, dividiu seu território entre França e Império Habsburgo.(Áustria).


Veneza ainda é rodeada de lagoas de pouco profundidade, e isso valeu-lhe sempre como excelente defesa. Nas suas águas encalhavam facilmente os navios que não conheciam sua profundidade. Era também uma cidade entrincheirada, protegida por grandes muralhas. As "muralhas" de Veneza são os perigosos bancos de areia que ficam submersos e só descobertos na baixa-maré. Para chegar a Veneza vindo do mar Adriático, é preciso conhecer as passagens, que em tempos de paz eram sinalizadas com fileiras de estacas, com luzes à noite. Até os dias de hoje, se faz necessária a limpeza e manutenção destes canais, cujo o fundo é composto de camadas de madeira (arvores) que em contato com a água salgada não apodrecem, areia e pedras.


Veneza funciona como qualquer outra cidade da Europa e do mundo, a diferença é que todos os serviços, como segurança publica, ambulâncias, transportes públicos, de cargas e descargas em geral, são feitos por barcos. 
Veneza é dividida em duas partes. “Veneza Mestre”, que fica no continente; e a Veneza propriamente dita, a parte turística recortada por canais, que conhecemos de fotos e dos filmes. A Veneza turística tem o formato de um peixe e é dividida em seis regiões ou bairros: Cannaregio, Castello, Dorsoduro, San Marco, San Polo e Santa Croce.


MAS COMO CHEGAR ATÉ VENEZA SE É PROIBIDO A CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS NA CIDADE E AS RUAS SÃO AQUÁTICAS?

Chega-se atravessando a Ponte della Libertà. que liga o continente à laguna.  Sendo que, ao chegar à laguna, temos de imediatamente seguir para os enormes prédios de estacionamentos, onde são deixados os veículos que andam por terra. São vários prédios, com preços de diárias em torno de 21 à 26 Euros: (Venezia Tronchetto Parking)  (Autorimessa Comunale). O Autorimessa Comunale o mais bem localizado e o mais econômico: Tronchetto.
Em seguida toma-se um vaporetto, embarcação típica de Veneza usada como meio de transporte público nos canais da cidade cujo o preço do bilhete é 7,50 euros e dura 75 minutos. Nesse espaço de tempo você pode subir e descer da embarcação quantas vezes quiser.
Veneza é uma cidade unica, que te remete ao romantismo, principalmente a noite quando suas luzes de cor amarela, formando sombras nas estreitas ruelas e casarões seculares que também se refletem sobre os canais.


Recortada por um emaranhado de becos estreitos, alguns sem saída, não é difícil se perder nas calçadas da cidade. É possível percorrê-la toda a pé tranquilamente, até mesmo porque, como dizem: O melhor modo de conhecê-la é caminhar e se “perder por lá” Mas para os que preferem se orientar com segurança em Veneza, sem o risco de se perder, é preciso saber que existem basicamente três direções a serem seguidas: A Piazza de São Marco, a Ponte Rialto e a Ferrovia. Por onde você andar, sempre encontrará placas indicando o sentido de um desses locais. E aí fica muito fácil se locomover. Basta você saber para onde quer ir e seguir as placas amarelas.


Piazza San Marco:
Esta é a praça principal de Veneza. Na Piazza San Marco estão vários pontos turísticos importantes para você conhecer em Veneza: A Basílica di San Marco, a Torre do Campanário, a Torre dell”Orologio (original do século 14), o Palácio Ducal e a Piazzetta di San Marco, praça famosa com o Leão Alado, o símbolo da cidade.
Visite a praça durante o dia e também durante a noite: o cenário é o mesmo, mas a sua percepção será totalmente diferente. Existe agencias de turismo que vendem passeios pela cidade, durante a noite. Inicia com passeio de barco pelo grande canal, um jantar incluído e depois passeio á pé pelos principais atrativos. 


Basílica di San Marco:
A igreja mais famosa da cidade construída no ano de 828, para abrigar o corpo de São Marcos trazido de Alexandria. Situada na Piazza di San Marco, a construção realmente impressiona pelo tamanho e beleza arquitetônica. união entre a cultura oriental e ocidental. Embora a obra atual pertença basicamente ao século XI, a basílica sofreu diferentes alterações e modificações com o passar do tempo.
A basílica atual, de planta em forma de cruz latina e cinco cúpulas, se tornou a catedral da cidade em 1807. Conta com mais de 4.000 metros quadrados de mosaicos, predominantemente dourado e 500 colunas do século III.


Torre do Campanário:
A primeira versão da construção da torre data do século IX e desmoronou em 1902 – sendo reconstruída com base em um projeto do século 16. A vista que você terá lá de cima, da Torre do Campanário, é sensacional!
Você consegue ver Veneza por outro ângulo e logo abaixo de você está a Basílica di San Marco. Inclusive, foi nesta torre que Galileu Galilei apresentou seu telescópio para o governante de Veneza em 1609.


Palazzo Ducale:
O Palácio Ducal também é conhecido como Palácio do Doge e foi construído em 1424. A arquitetura possui um estilo gótico e o local era a antiga sede do doge, o governante de Veneza. Como praticamente todas as construções da cidade, você ficará encantado ao observar os detalhes da fachada do local.


Ponte dos Suspiros:
Apesar dos turistas fazerem fotos diante dela, a maioria casais, remetendo-a a ideia de  romantismo, nada tem a ver com história de amor, a ponte é chamada de Ponte dos Suspiros porque ligava o Palazzo Ducale às Prigioni Nove, edifício famoso e construído para abrigar uma prisão. Dessa forma, os réus eram julgados no Palazzo Ducale e, se condenados, atravessavam pela Ponte dos Suspiros e eram encaminhados à prisão. Por isso a origem do nome, por ser o último suspiro de liberdade.


Ponte Rialto:
Uma das pontes mais lindas da Europa. A Ponte Rialto inicialmente era toda de madeira que com o tempo começou a ruir. Em 1588, foi reerguida sendo toda de pedra e contendo um único arco. Se você fizer um passeio de Vaporetto, com certeza passará por baixo desta ponte.


Ilha de Murano: 
Murano, embora descrita como uma ilha da lagoa de Veneza, é de fato um arquipélago de sete ilhas menores, das quais duas são artificiais, unidas por pontes entre si e localizada a somente a 1 km do centro de Veneza.
É neste lugar cheio de casinhas coloridas, que são confeccionado belas peças de artesanato em vidro como colares, vasos, taças, copos, esculturas em cristal. A tradição de objetos em vidro, data do império Bizantino.

Passeio de Gondolas:
Mas quem visita Veneza e não deseja desfrutar de um inesquecível passeio pelos canais da cidade, na famosa gondola e ainda com musica ao vivo por todo o percurso? Este é um sonho realizável, porem caro, muito caro!
Os gondoleiros estão por todas as partes aqui em Veneza. Eles comunicam uns com os outros em dialeto e todos se conhecem. Por muitos anos, a licença para praticar a profissão era passada de pai para filho. O gondoleiro que não tinha filhos homens, podia passar para um aprendiz em que confiava. Para ter a licença porém, o aprendiz ou o gondoleiro herdeiro tinha que passar por um teste de remo. Hoje, para tornar-se gondoleiro é necessário muito mais do que isso.Os aspirantes a gondoleiro devem fazer um curso onde aprendem história e a arte de Veneza, além de pelo menos uma língua estrangeira. Depois é necessário fazer um concurso público. Com a aprovação, o gondoleiro deve realizar um estágio com um profissional e depois deste período passa por uma prova prática, com uma banca formada por outros gondoleiros. Passada esta etapa ele finalmente obtém a licença e pode trabalhar oficialmente como gondoleiro.


No passado as gôndolas eram coloridas e decoradas com muito esmero. As famílias enriqueciam as gôndolas com decorações, pinturas, ornamentos dourados, flores e gastavam uma verdadeira fortuna para demonstrarem seu poder e riqueza por meio de sua gôndola. A mania de ostentação acabou depois que uma lei do Senado definiu que todas as gôndolas deveriam ser pretas e proibiu as decorações exageradas, padronizando assim o meio de transporte. Nos dias de hoje, as gondolas são mais usadas para o turismo. O ingresso é bem salgado, cerca de 80£ para mais, por 45 minutos.
Veneza é uma cidade de identidade própria, tão diferente, tão bonita e emblemática, que nos remete a sentimentos humanos de difícil explicação.

RESPONDENDO ALGUMAS PERGUNTAS SOBRE VENEZA:

  • As águas de Veneza são fétidas? -Não. Nos dois dias em que visitei a cidade, a lagoa não tinha nenhum cheiro fétido e suas águas era de um verde claro que parecia limpa.Em alguns periodos do ano surge um odor desagradável em função da proliferação de algas.
  • Veneza com o passar do tempo vai afundar sob as águas? -Segundo informaram, não, Veneza não está afundando, mas sim inundando. Somente nos períodos de cheia, a água invade a Piazza San Marco, e outras localidades, desde tempos imemoriais, mas isto somente nas cheias. As portas no térreo de alguns prédios, precisam ser seladas com barreiras e, se a água estiver particularmente alta, os barcos podem ser incapazes de passar debaixo de diversas pontes, até que a água eventualmente desça.
  • Mas as marés altas, responsáveis por inundações recorrentes na cidade, não é um fator que colapsaria a cidade e todo o seu patrimônio histórico-cultural? -Sim este é um problema que demanda cuidados e ações não só em Veneza, mas no mundo todo, quando se pensa nos problemas causados pelo aquecimento global. Atualmente Veneza passa por uma questão tão seria quanto, que é o turismo de massa. Veneza recebe anualmente 30 milhões de turistas. Especialmente no verão, as visitas crescem e a situação torna-se insustentável. Além dos turistas que chegam pela estação de trem, e de ônibus e carro pela Piazzale Roma, existem ainda os navios de cruzeiro que desembarcam na cidade. Em 2015, um milhão e meio de pessoas chegaram a Veneza com os navios. As estatísticas mostram que a cada ano Veneza ganha mais turistas e perde residentes. Todos os dias os residentes convivem com o turismo massivo. É muito óbvio que a principal fonte de renda da cidade provenha destas visitas, mas é necessário encontrar um equilíbrio entre a saúde financeira e a saúde física da cidade. 
Até o próximo destino!



quinta-feira, 17 de maio de 2018

MILÃO.


Minha primeira parada ao chegar na Itália foi em Milão, capital da região da Lombardia, com cerca de 1 308 735 habitantes. A área urbana de Milão é a quinta maior da União Europeia, e a região metropolitana é a maior e mais populosa da Itália. Apelidada de a capital da moda,  possui a catedral gótica mais bela do mundo.

DUOMO DE MILÃO:
Essa maravilha da arquitetura medieval tem um pouco de tudo para agradar turistas e deixar os milaneses orgulhosos: O belíssimo revestimento de mármore de Candoglia, (pedra cristalina de cor rosa, retirado da aldeia de Candoglia, no município de Mergozzo), que combina com uma resistência excepcional devido às propriedades físico-químicas). Os vitrais da Catedral do século 13 são de impressionar qualquer simples mortal.


Um pouco de história: O Duomo conforme dizem os italianos é o mesmo que catedral. (A palavra duomo vem do latin: domus e significa casa. Pode ser qualquer casa, que no contexto religioso passou a ser a casa de Deus.)  A sede da arquidiocese ou Duomo de Milão, está localizado na praça central da cidade e é a quarta maior igreja da Europa com uma superfície interna de 11.700 metros quadrados. Começou a ser construída em 1386 e só foi finalizada no no século XIX, ou seja, levou mais de 400 anos para ser concluída.
O que ver no Duomo de Milão?
Além do magnifico edifício com inúmeras belas esculturas, em cima da torre mais alta da catedral, encontra-se a famosa Madoninna, uma estátua dourada (de cobre), que representa a Madonna Assunta e é o símbolo da cidade.
Os batistérios de S. Giovanni alle Fonti e de Santo Stefano, o museu do Duomo e as inúmeras obras de arte como a tumba de Gian Giacomo Medici de Leone Leoni (1563); o banco em nogueira reservado aos bispos (1572-1620); o santo chiodo (prego santo) da cruz de Jesus, conservado num tabernáculo em cima do altar; os vitrais históricos dos séculos XV e XVI; o candelabro Trivulzio, obra em bronze predominantemente gótica; a Meridiana e a cripta de San Carlo di Richini (1606) com o caixão que conserva o corpo de Carlo Borromeo.
Uma das maiores e mais conhecidas obras de arte do mundo está em Milão. O que poucos sabem é que a obra A Santa Ceia, trata-se de uma parede pintada por Leonardo da Vinci e não um quadro. A visitação é controlada e feita a grupos de 25 pessoas a cada 15 minutos.
O terraço, com vista para a praça do Duomo, para a cúpula da galeria Vittorio Emanuele, para os arranha-céus de Porta Nuova, tem uma superfície de 8.000 metros quadrados, feita com mármore de Condoglia. Para subir no terraço pega-se um elevador e paga-se € 13 por pessoa, mas se você quiser enfrentar os 201 a pé, é de graça.


GALERIA VITTÓRIO EMANUELE:


A Galeria Vittorio Emanuele,  foi inaugurada em 15 de setembro de 1867, na presença do rei Vittorio Emanuele II e está localizada na praça a o lado da Duomo de Milão, que por sua vez, possui as boutiques, lojas, relojoarias, restaurantes mais caros da cidade. Projetada como um corredor entre a Praça Duomo e a Praça Scala, era usada pela burguesia milanesa para passear antes ou depois dos espetáculos do Teatro Scala. A bela cupula de ferro e vidro em estilo eclético, abriga lojas como a primeira Prada aberta na Itália,  restaurantes e bares históricos e luxuosos como o Campari e  o Camparino, com uma variável lista de coquetéis a base de campari e de fama mundial.


Milão conta com 18 linhas de bonde que percorrem a cidade até depois da meia-noite, sendo o meio de transporte com o horário mais amplo. Os bondes estão numerados de 1 a 33. As passagens podem ser adquiridas nas estações de metrô ou nas bancas de jornal, a partir de 1,50 euros, de acordo com o tempo de uso. £1,50 por 90 minutos após a validação. Os bondes circulam por Milão desde 1876, quando eram puxados por cavalos.


Milão é a capital italiana da moda e reúne lojas de grandes estilistas e joalherias renomadas no exclusivo quadrilátero do ouro, delimitado pelas vias Monte Napoleone, Alessandro Manzoni, della Spiga e pela corso Venezia.
A porta de entrada do quadrilátero da moda é a via Monte Napoleone, considerada uma das dez ruas de compras mais luxuosas do mundo e embora as ruas não sejam muito longas, a quantidade de lojas concentradas por ali é enorme.


HISTÓRIA DO QUADRILÁTERO DA MODA:
Desde a Idade Média até o começo do século XVIII, a atual via Monte Napoleone chamava-se Contrada di Sant’Andrea e era uma espécie de fronteira urbana, uma região de conventos e mosteiros com grandes hortas.
No final do século XVIII e no início do século XIX, os aristocratas, que juntamente com o clero representavam apenas 9% da população, mas eram proprietários de dois terços das terras milanesas, invadiram a região desalojando freiras e monges e transformando as hortas em jardins públicos.
O nome Contrada di Sant’Andrea foi substituído por Monte di Santa Teresa em 1872, quando a imperatriz Maria Teresa da Áustria ordenou a abertura de uma loja de penhores no número 12 da rua Contrada. A loja de penhores fechou doze anos depois, mas foi reaberta por Napoleão Bonaparte. Em sua homenagem, a casa de penhores e a rua mudaram de nome mais uma vez.
No século XIX, a via Monte Napoleone recebeu muitas famílias ricas e alguns personagens milaneses ilustres como o escritor Carlo Porta e o poeta Tommaso Grossi. Também reza a lenda que Giuseppe Verdi compôs Nabucco ali.
A partir dos anos 50, a via Monte Napoleone impôs-se como uma das ruas de compras mais importantes do mundo.
Hoje caracteriza-se pela presença massiva de marcas de grande prestígio, responsáveis por cerca de 12% do PIB total de Milão.
créditos ao site: O Guai de Milão.
Milão e composta por prédios muito antigos, praças com chafarizes, lambretas, ruas sinuosas por onde passam saudosos bondes que circulam por toda a cidade. Por traz de cada porta, se esconde uma loja, uma relojoaria de fama internacional, que assustam os simples mortais pela elegância e o preço.
Até o próximo passeio!

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