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A ESPIÃ ELLIS DE VRIES,


Conheci outra Elis, esta Ellis de Vries é o nome falso de Rachel Stein, uma cantora judia que após perder a família num bombardeio acidental pelas forças aliadas, decide atravessar uma rede de rios e banhados, para chegar ao sul da Holanda, que já estava livre da ocupação nazista.
Entretanto o barco deles é interceptado por uma patrulha alemã, que mata todos a bordo com exceção de Rachel, que se alia a um grupo da resistência nos países baixos, contra a ocupação nazista da segunda guerra mundial.


A Espiã (título no Brasil) ou Livro Negro (título em Portugal)) é um filme de época, ambientado na Holanda e realizado em 2006 por Paul Verhoeven, que recebeu diversos prêmios de cinema nos Países Baixos, entre eles: Gouden Film (Prêmio de Ouro). 
O filme tem todos os ingredientes que eu particularmente gosto; Guerra, espionagem, traição, musica e amor proibido.

COLAGEM.

Patrick Bremer


COLAGEM

Somos homens sem lugar
Homens velhos com raça.
À espera de algum descuido
E com cuidado gozamos paz.
Somos homens bons demais
Sufocados pelo mal.
Só queremos acreditar
Que isso tudo
Pode acabar.

Este pedacinho de texto, que escolhi colocar nesta pagina do meu blog, faz parte da musica "Colagem", de Cláudio Lucci, gravada por Elis em 1977 e que eu gosto muito de ouvir. É sem duvidas um texto de grande profundidade e beleza e que nos põe a pensar e divagar sobre nossas vidas, além do cunho politico a que se propõe, quando foi feita. Os instrumentos musicais acompanham Elis, numa marcha lenta, como se fosse uma procissão, um lamento sonoro sofisticado e nevrálgico.

TRANSVERSAL DO TEMPO


Em novembro de 1977 eu tive o privilegio de ver Elis Regina subir no palco do Teatro Leopoldina, por ocasião de seu show Transversal Do Tempo e que decididamente marcou profundamente o meu gosto pessoal pelo estilo musical da cantora.
Naquela tempo, rolava por aqui um desconforto entre os porto alegrenses de que Elis era uma cantora esnobe e que teria renegado suas raízes ao ir de muda para o eixo cultural Rio/ São Paulo em busca de uma carreira sólida. "Ela ate já tá falando arrastado que nem carioca - diziam alguns porto alegrenses". Eu tinha 19 anos e juntei tostão por tostão, para comprar o ingresso e assisti-la no teatro.


Ha quem diga, que o show surgiu de uma neura de Elis, presa num engarrafamento de transito em São Paulo. Pelo menos é o que faz entender a letra da musica que levava o titulo do show:
"As coisas que eu sei de mim, são pivetes da cidade. Pedem, insistem e eu. Me sinto pouco à vontade. Fechada dentro de um táxi. Numa transversal do tempo. Acho que o amor. É a ausência de engarrafamento..."
O show era tenso e questionava não só o stress de viver nas cidades grandes, mas passeava por outras questões politicas e sociais, muita delicadas de serem ditas num pais que vivia a tensa ditadura do governo Geisel. 
Outra musica que provocou espanto no segundo ato do show foi "Gente", que ninguém esperava naquele momento do espetáculo e que o próprio autor, Caetano Veloso, não gostou da forma debochada como Elis a cantou: "Gente é pra viver, não pra morrer de fome..." O que parecia sugerir uma denúncia da situação do músico no Brasil.
Este foi o primeiro e ultimo show de Elis, que eu assisti ao vivo, os outros que surgiram, também de incontestável qualidade, assisti somente na televisão, mas guardo na lembrança Transversal Do Tempo, como uma relíquia pessoal inestimável.

ELIS, A MUSICAL.

Ontem assisti a uma palhinha do musical "Elis, A Musical", na Internet, que surgiu de um projeto escrito por Nelson Motta e Patricia Andrade, que ao serem convidados pelos produtores do espetáculo, já escreviam um roteiro sobre a vida da cantora para o cinema.
Trinta anos depois de sua morte, ela continua vitoriosa e aclamada como a maior referência de todas as novas gerações de cantoras. O espetáculo é um musical que conta a história e a trajetória de Elis Regina, um dos maiores nomes da música brasileira. 
O espetáculo já foi visto por mais de 80 mil pessoas no Rio de Janeiro e aclamado pelo publico e pela critica e a estreia em São Paulo foi no dia 14 de março com apresentação até o dia 13 de julho. Em Porto Alegre, (((....)))?
A responsabilidade de interpretar a dona de uma das maiores vozes femininas da MPB, ficou a cargo de Laila Garin, com grande competência.
Nascida em Salvador, filha de mãe baiana, pai francês, e sem nenhum traço que lembre de fato a cantora gaúcha homenageada, Laila tem sido apelidada de a nova Elis. 
Ao lado de Laila, estão Felipe Camargo no papel de Ronaldo Bôscoli, Caike Luna como Luiz Carlos Miele, Ícaro Silva como Jair Rodrigues, Claudio Lins como Cesar Camargo Mariano, Leo Diniz como Tom Jobim, Rafael de Castro nos papeis de Marcos Lázaro e Vinícius de Moraes, Danilo Timm como Lennie Dale, Peter Boos como Henfil, Letícia Mandella como Ercy, e Ricardo Vieira e Letícia Medella como Romeu e Eva, os pais de Elis, além dos atores Guilherme Logullo, Alessandro Brandão,Thiago Marinho, Leo Wagner, Lincoln Tornado, Carla de Sá, Maíra Charken e Lilian Menezes, que completam o elenco.
Por acaso alguém sabe quando é que este espetáculo vem pra cá?..

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