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ÁREAS DE RISCO.

Lendo em algum blog, sobre  essas particularidades que encontramos em alguns lugares atingidos por acidentes naturais, lembrei de minha visita à Valparaíso no Chile e o quanto  me surpreendi com  algumas particularidades da cultura local. Alguns detalhes parecem surrealistas, como esta placa posicionada na beira da praia, no Pacifico e que seus frequentadores nem davam atenção. Parecia  tudo tão normal, que isto não os impediam de entrar na água gelada e tomarem seu banho na mais tranquila paz e alegria. Mas eu em particular, fiquei impressionado e temeroso.


Algumas semanas mais tarde quando já estava em  casa ocorreu o ultimo terremoto no Chile, onde um tsunami destruiu alguns lugares que visitei e pelo que soube, nada sobrou dos prédios construídos naquela costa marítima. O mesmo aconteceu quando estava num restaurante em Cusco no Peru e percebi este outro aviso, fixado sobre uma coluna reforçada que cruzava sobre  a minha cabeça, enquanto almoçava.

 

No nosso país, a paz com relação a  acidentes naturais, sempre reinou, embora não devemos  nos esquecer do furacão Catarina, secas no norte e nordeste, enchentes, e desmoronamentos  causados pelo excesso da chuvas responsabilizando o aquecimento global e o crescimento desenfreado das cidades; Mas agora, em particular no Rio de Janeiro, embora tudo que vem acontecendo nada tem haver  com acidentes naturais, é inacreditável vê-lo transformado numa praça de combate onde circulam tanques de guerra, policia armada, ambulâncias e o desespero dos moradores como é transmitido pela TV.
Quando falo em cultura, não me refiro a manifestações artísticas sociais, (como musica, teatro, dança, língua escrita, mitos, etc.), mas as situações que motivam alterações comportamentais por se tornarem tão comum a o dia à dia das pessoas, que passam a fazer parte da historia de um lugar e de seu povo, modificando de fato suas atitudes. Espero que as incidências geradas nesta ultima semana no Rio, não se transforme em algo cultural e mais tarde seja colocada alguma placa informando: "Atenção - área de risco - traficantes no local.". Ou já existe?...

VIDA NO DESERTO


Ontem lembrei da viagem que fiz ao Chile com meu filho e que me deixou por um lado revigorado e por outro reflexivo. Ver tanta beleza natural me deixou orgulhoso de estar vivo e de poder testemunhar com ele, coisas que eu só via por cartões postais e revistas e outras que eu nem imaginava que existiam. 


Cruzar a Cordilheira Andina, pisar no deserto do Atacama, no deserto de sal e visitar as ruínas de comunidad Atacameña El Pukara de Quitor a apenas 3 quilômetros de San Pedro do Atacama, com estruturas de pedras construídas no século XII para se protegerem de invasores, me causou sentimentos de valorização da vida que eu pouco conhecia. 
Cada canto, povoado desta parte tão inóspita e árida do planeta, nos obriga a fazer uma reflexão sobre tudo, sobre a nossa vida diante de diferentes hábitos e culturas. A pensar nas exigências que fizemos para nos sentirmos felizes e realizados como cidadãos cobertos de vícios civilizatórios. A valorização da vida e pensar que a sobrevivência pode ser uma forma simples de adaptação ao meio em que vivemos e no quanto somos insuficientes diante de toda esta complexidade. 

Algumas curiosidades que você não sabia sobre o Deserto do Atacama!

DESERTO MAIS SECO DO MUNDO:

O deserto do Atacama é o mais seco dentre todos os desertos do planeta. A precipitação média da região é de apenas 1 mm/ano e em alguns lugares específicos do deserto não há registros de chuva desde 1570. Imagina só: um lugar que não chove há mais de 400 anos!



DESERTO FLORIDO:

Algumas espécies de flores do Atacama possuem a chamada “dormência”. Elas ficam debaixo da terra protegidas do calor intenso, da aridez e do frio, só esperando a umidade necessária para florescer.

A cada 5 a 10 anos, uma forte onda de vapor d’água toma o ar nas proximidades das montanhas, fazendo com que essas plantas brotem dando vida a esse fenômeno formado por um espetacular tapete de flores coloridas.



AS CIDADES FANTASMAS

Parecem mais um cenário de filme de terror ou de faroeste, mas essa cidades eram prósperas e abrigavam os trabalhadores das antigas minas do local. Os mineiros construíam essas cidades e viviam nelas até que a exploração do minério durasse, depois disso, as abandonavam e construíam outras próximas às novas minas.




AS MÚMIAS MAIS ANTIGAS NÃO SÃO EGIPCIAS:

Pasme: as múmias mais antigas do mundo não são egípcias… são chilenas, chico! As múmias datam entre 7.000 a 2.000 a.c., são da cultura “chinchorro” e foram encontradas a partir de 1917 no deserto do Atacama.


Os chinchorros era caçadores, coletores e pescadores que viviam na região. Suas técnicas de mumificação eram extremamente eficientes, que conservaram seus corpos até os dias de hoje. Pelo menos 2.000 anos antes de os egípcios desenvolverem estes rituais de mumificação, os chinchorros já estavam com todo gás!

SÃO PEDRO DO ATACAMA - PARTE 2




Depois de cruzarmos a noite pelo deserto, dentro do ônibus, chegamos em São Pedro do Atacama pela manhã bem cedo. A cidade que é um Oasis no meio do deserto e reúne centenas de turistas do mundo todo, parecia estar adormecida. Logo que o dia clareou avistamos ao longe o vulcão Licancabur, o cemitério da cidade a nossa frente, e a torre da igreja, na praça principal à poucos metros.

A igreja pintada de branco com seu interior em madeira de cactos é um legado espanhol, datada de 1744. Já foi submetida a varias reformas e é hoje, um dos cartões postais da praça sem nome no centro da cidade. San Pedro lembra aqueles vilarejos de filmes de caubói mexicano, com construções baixas, paredes e telhados de adobe, ruas estreitas e muita poeira vermelha. Mas não se engane na primeira vista: Existe uma variedade de bares, pubs, restaurantes, pousadas, lojas de artesanato para atrair todo o tipo de turista. Afinas a cidade vive disto. Se durante o dia o calor aproxima-se dos 40 graus, à noite cai para temperaturas quase negativas.


Em torno das 8 horas da manhã já havia movimentação de moradores locais deslocando-se para o trabalho e em seguida iniciamos a incursão pelo centro da cidade. San Pedro do Atacama é o centro cultural atacamenho e portanto precisávamos descobri-la. Batemos perna quase que a manhã toda entre lojinhas de artesanato, prédios culturais e agencias de turismos que nos levassem a outros pontos turísticos do lugar. Depois do almoço fomos à pé, conhecer o Pukara de Quitor à 3 quilômetros do centro da cidade e que é considerado um dos sítios arqueológicos mais impressionantes das Américas por seu tamanho e antiguidade. Seguimos por uma estrada onde notamos o escoamento de água por canaletas que abastece a cidade. Esta água escorre das montanhas por quilômetros de distancia. Depois de caminhar-mos por uma estrada poeirenta e muito sol na cabeça, chegamos ao Pukara de Quitor.


O Pukara de Quitor: é uma gigantesca fortaleza pré-Inca, datada do século XII, e foram construídas estrategicamente nas encostas dos morros e totalizam 2,5 hectares com mais de 160 cômodos, para defender o povo atacamenho dos ataques dos Incas, em 1450. Depois de ocupado foi a vez dos Incas defenderem-se contra os espanhóis nesta mesma fortaleza ocupada. Na entrada da fortaleza tem um posto de controle que vende ingressos para a visitação e um pequeno museu com exposição de utensílios da época.



Segundo informações de um guia, O local ficou conhecido como "Pueblo de Las Cabezas, pois os espanhóis decepavam as cabeças dos caciques e exibiam-nas ao povo sobrevivente, a fim de mostrar sua soberania. No dia de nossa visita, fez um calor de quase 40 graus, que nem o uso de protetor solar foi suficiente para nos proteger.





O retorno ao centro da cidade, fizemos de carro por que tem momentos em que 3 quilômetros parece ter mais três zeros.
Em San Pedro, fechamos o pacote turístico que nos prometeu levar no dia seguinte para conhecer outros lugares nas imediações da cidade e estava incluído: Visita ao Gêiseres Del Tatio com café e bufê, trilha sobre o Vale da Morte e subida até o Valle de La Luna para assistir ao Pôr do Sol sobre as montanhas. Como estávamos num grupo grande, conseguimos um bom desconto.
Como a saída para o passeio seria muito cedo, na madrugada, resolvemos por votação ficarmos na rua e aguardar o horário sem ter de pagar um pernoite por poucas horas de sono. "Ledo engano", percebemos nesta noite, como uma cama macia faz falta!..

Gêiseres de El Tatio:
No outro dia, a Van e o micro-ônibus nos pegou às 4 horas da manhã, no endereço marcado, para chegarmos cedo e apreciar o gêiseres com toda a sua magnitude. Faz bastante frio no complexo do Tatio, onde as temperaturas chegam a ser muito negativas. Informaram-nos neste dia estar fazendo apenas -3 graus com uma sensação de -6 graus por causa dos ventos fortes. Não é à toa que o passeio começa tão cedo, pois é o horário em que os vapores quentes em contato com a temperatura baixa, mostra toda a sua beleza.

Eu e outras pessoas que vinham penando no deslocamento, sentimos todo o tipo de mal estar e dificuldade para respirar, precisamos de alguns minutos para nos refazermos e contemplar toda a beleza do lugar, quando chegamos. A sensação é de que estamos fora de nosso planeta, num lugar cuja a beleza é indescritível. Depois do cafe o pessoal foi para um banho nas piscinas quentes de águas vulcânicas a poucos metros. Este foi pra mim o passeio mais difícil por causa do mal estar da altura e o frio, como também o mais gratificante por constatar tanta beleza. O Gêiser Del Tatio está localizado à 95 quilômetros de San Pedro, a 4.000 metros sobre o nível do mar e é o mais numeroso grupo de gêiseres do hemisfério sul.


Vale da Morte:
Com rara presença de vida, motivo pelo qual leva o nome de Vale da Morte, serve para a prática de sandboard e é disputada pelos turistas para ver o pôr-do-sol do alto de suas dunas. Com cerca de 2 km de extensão, fica no caminho para o Vale da Lua, próximo à cidade de San Pedro de Atacama, a 4 km do centro.


Valle de la Luna:
Localizado a 17 quilômetros de San Pedro de Atacama, na zona da Cordilheira do Sal. É um lugar muito visitado e declarado Santuário da Natureza por sua extraordinária beleza e semelhança com a superfice lunar.

O Salar do Atacama: está a 55 quilômetros ao sul de San Pedro e o acesso é por um caminho que permite observar a impressionante beleza dos vulcões Lascar e Licancabur. Na rota, primeiro deixa-se para trás o povoado Toconao e finalmente chega-se à Laguna Chaxa. O enorme campo salgado mede 100 km de comprimento e 80 km de largura. É o terceiro maior salar do mundo, depois do Uyuni na Bolívia e do Grande Lago Salgado de Utah, nos Estados Unidos.


O Salar do Atacama se caracteriza por seu ar limpo e seco que permite ver o outro extremo do salar a mais 70 quilômetros. Sob o campo de sal oculta-se um lago que aflora em pequenas lagunas; a mais visitada é Chaxa, que forma parte da Reserva Nacional Os Flamingos. Admiráveis são as aves, guallatas, gaivotas andinas, chorlo de la puna, colegiales e flamingos.
Machuca - Esse povoado há mais de 4.000 metros de altura também faz parte de roteiros turísticos que levam aos gêiseres de El Tatio e apresenta construções muito similares às de Río Grande. No entanto, o maior charme desse lugar é o fato de viverem ali apenas 6 habitantes, o que lhe garante um ar de cidade perdida no deserto. As poucas famílias que viviam em Machuca foram deixando o local para garantirem uma vida melhor em cidades maiores do Chile. Os que decidiram ficar sobrevivem da pecuária e de turistas que passam por ali em busca da famosa empanada de queijo de cabra e churrasquinho de ilhamas.


Uma sugestão é visitar a zona entre as 5 h e 7 h da manhã, quando a intensidade dos jorros é muito mais forte e podem alcançar alturas de 10 metros ou mais. Além disso, no setor existem poços termais para um reparador banho na metade do dia.

Toconao:
Um típico povoado colonial a 39 km de San Pedro. É famoso por seu artesanato de pedra liparita de origem vulcânica. A torre do campanário da igreja foi construída com o mesmo material. Ao redor de Toconao está a Quebrada de Jerez, cuja característica são seus peculiares petróglifos. Neste vilarejo há um restaurante e uma casa de alojamento do lado da praça de armas. Por suas ruas se podem ver lhamas e vicunhas dividindo o espaço com as crianças e os jovens.

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