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Silêncio é a morte vestida com elegância

Depois da conversa e dos desabafos que pensei serem íntegros e sinceros, dos textos espremidos e denominados mais tarde como bobeiras, minha decisão foi a de arrancar a ultima arvore pela raiz, depois decepar cada galho, cada folha, cada botão que por ventura tencionasse brotar flores ou frutos, com minhas próprias mãos. Fiz isto com muita dor e lágrimas nos olhos, enterrados sobre os travesseiros e lençóis da cama.
Tudo não passou de uma farça, cuja a doença camuflou-se de verdade, num longo espaço de convivência. 
Na verdade nada mais poderia crescer e florescer em sentimentos potencialmente mais pessoais do que fraternais e  recheados de simulações e outras intenções.
O silêncio não é só a persistência de uma birra, ou a comprovação da imaturidade de sentimentos gastos, mas a prova da morte, vestida com muita elegância e saindo de cena.
Sinto muita raiva e vergonha de tudo isto pela minha perda de tempo e também dos outros. Com algumas raras exceções, o silencio sempre foi algo de que nunca gostei. Sempre me pareceu a inexistência de conteúdos ou a prisão deles, o nada, o vértice final de todas as coisas e de sentimentos cheios de pequenas reticências mal resolvidas e inibidas à trancas. Sempre tentei ficar a margem dele, mas às vezes se faz necessário como medida de segurança e unica opção.
O silencio corroê, deixa estagnado o que poderia ser despejado pra fora, impedindo ciclos de renovarem-se reconhecerem-se.
O silencio pesa muito mais do que aquilo que carregamos e precisam ser ditas. O silencio pesa mais do que um boi morto pendurado no gancho do frigorífico para o consumo final. 
Tenho um fascínio especial pelo vento, maior que as outras manifestações da natureza. Senti-lo bater em meu rosto causa-me uma sensação solitaria de liberdade inexplicável, ouvir seu ruído sobre telhados e janelas um certo conforto aliado a um sentimento de abandono que aconchega, assistir seu movimento ao fazer flutuar papeis e folhas sobre o chão, um momento de magia trazido da infância que não sei se vivi ou criei, é como delirar num sonho acordado. Acredito que este sentimento difícil de compreender, foi marcado em minha vida por algum momento passado cuja a sensibilidade ea fragilidade estavam a flor da pele e que hoje não encontro respostas que o defina. Na verdade tantas coisas não tenho resposta e muito menos sei definir das minhas emoções como gostaria.

Revirando gavetas

Hoje de noite minha mãe e eu ficamos revirando gavetas em busca de recordações, fotos e qualquer objeto que lembrasse nosso passado, nossa história. Enquanto mexíamos em alguns documentos velhos e amarelados, alguns corroidos pelo tempo e as traças, íamos fazendo comentários soltos sobre alguns fases que nos marcaram de alegrias ou de tristezas. .Em alguns momentos eu olhei para seu rosto, ora sorridente, ora tristonho e pensei em como eu e ela temos sentimentos em comum e que se agregam harmoniosamente quando nos encontramos e conversamosEste apego em lembrar das coisas do passadode remexer na terra, de plantar folhagens e reavivar lembranças como se tivéssemos a preocupação de um dia vir a esquecer de tudo que vivemos.

Postagem em destaque

Nestes dias de feriados prolongados, tenho ficado em casa, grudado na cama, como se meu corpo fizesse parte dela. Não conseguiria um lugar ...