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LEVEZA DE GESTOS.

Na Sexta- feira 31/07 quando eu estava passeando pela Praça da Liberdade em BH, não pude deixar de sentir uma pontinha de estranheza ao me deparar com esta menina alimentando os pombos enquanto era supervisionada por uma senhora. Ora, nada demais em alimentar bombos, mas a singeleza da cena, me fez tomar coragem e bater uma foto com alguma ansiedade de estar invadindo. Depois sai a passos e pensando, que minha estranheza estava na leveza daquele gesto singelo...


Não é por que o mundo está cheio de exploradores, como a maioria dos patrões que visam lucros, de desonestos e corruptos como grande parte dos políticos que buscam poder, de pessoas falsas e discriminadoras, que parasitam almas libertarias, que a gente vai dar o braço a torcer e nos sentirmos derrotados.
Existem pequenas coisas que ainda podemos apreciar para aliviar este fardo, que nos põe pra baixo, que nos faz sentir uma simples moeda de baixa negociação.
Ainda nos resta respirar sândalos, abraçar com ternura gigantescas arvores de casca grossa, saborear um magnifico sorvete de framboesa, ate a boca ficar manchada,  se surpreender com as palavras humildes de algum desconhecido que encontramos na rua, com o seu olhar, ou  gesto silencioso, fotografar flores que naturalmente brotam das pedras e emendas das calçadas.
O mais importante de tudo, é fazer desses gestos capturados a o acaso, um elemento modificador das nossas próprias ações com relação a os absurdos da vida. 

Lembranças e suas relações fragmentadas.


Eu vinha no carro ouvindo John Coltrane, quando lembrei de um amigo que gostava de comer cabeças de palitos de fósforos depois de risca-las.
Eu não sei por que lembrei disto, ao olhar para uma sacola xadrez vermelha, sobre o banco do carro.
Ele devorava uma infinidade de cabeças de palitos de fósforos e eu, picolés de groselha que sua mãe vendia para melhorar a renda da família.
Ele só abandonou este hábito, depois de começar a criar um filhote de pombo que caiu do telhado. Ele alimentou este pombo em sua mão, até a ave morrer velha e cega. O pombo nunca aprendeu a comer sozinho e também voar.
É estranho lembrar deste fato, que me parece não possuir nenhuma relação com eu estar voltando pra casa, dirigindo meu carro enquanto ouço John Coltrane e estar vendo a sacola xadrez vermelha no banco traseiro do carro.
Eu não gosto de pombos com seus olhinhos sinistros  assim como palitos de fósforos. Eu gosto de ouvir John Coltrane e de sacolas xadrez. 

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