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ARRISCANDO O PESCOÇO

Às vezes saia a caminhar nas margens daquele rio, em pleno outono. Ia sozinha para ouvir a água se arrastar por entre os cascalhos pontiagudos e algum lixo que encalhava nas margens e no pilar da ponte que cruzava a cidade. 
Não percebia as horas passarem. Depois, sentava, onde possivelmente outras pessoas, em algum momento, deviam ter sentado, um banco solitário, abaixo do trafego pesado de veículos, para ver a água do rio se encostar  na linha do horizonte que mudava de um alaranjado, para o breu.

Aquele devia ser obviamente, um local perigoso de encontros? A água, a ponte, o banco, o horizonte e ela, que por não ter mais nada o que fazer, arriscava-se, diante de tamanha beleza inexplicável. 
*sob a ponte do rio Hudson- NY 

Sem perceber os sinais

Ela não lia os sinais dele e nem ele percebia mais os dela. Cada olhar tem uma dimensão pessoal daquilo que quer ver, e ele ficava pensando nesta dimensão que os desigualava fazendo-os tão solitariamente independentes um do outro e orgulhosamente duros. Falavam-se não só com os lábios, mas com o olhar, gestos e outras sutis atitudes nem sempre percebidas na contingencia dos dias.


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