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OLINDA- PERNAMBUCO

 “Ó linda situação para se construir uma vila”.



A HISTÓRIA:
Eu ouvi falar de Olinda ainda na escola, por uma professora nordestina que coincidentemente se chamava Olinda: Um lugar entre colinas, fundado por um fidalgo português, chamado Duarte Coelho, que tomou posse da região, quando está, ainda era habitada por índios, no período que foi instituído as capitanias hereditárias pela realeza portuguesa.
Olinda é uma das mais antigas cidades brasileiras, tendo sido fundada (ainda como um povoado) em 1535 pelo primeiro donatário.
Foi a cidade mais rica do Brasil -Colônia entre o século XVI e as primeiras décadas do século XVII, chegando a ser referida como uma "Lisboa pequena", dada a opulência, só comparável à da Corte portuguesa.


Depois de povoado, Olinda prosperou chegando a posição de vila e mais tarde invadida e depois  incendiada peles holandeses, nas disputas por terras. 
Olinda foi perdendo seu espaço para Recife, onde seus invasores se estabeleceram e prosperaram.
Muitas edificações foram saqueadas e levadas para Recife, localizada a 7 quilômetros de Olinda. Somente em 27 de janeiro de 1654, os holandeses foram expulsos e iniciou-se a lenta reconstrução da Vila de Olinda.




O QUE ENCANTA NA CIDADE:
Olinda até hoje desperta encantos, por apresentar uma arquitetura colonial com casinhas e sobrados coloridos, pois naquela época não era usado números nas residências, eram identificadas apenas pela cor vibrantes das fachadas.


As ruas sinuosas e estreitas são iluminadas por lampiões de luzes amarelas nas fachadas das casas, sem postes e com calçamentos de pedras, muitas retiradas do mar. Essas pequenas ruas descem colina a baixo e desembocam em praias de águas límpidas, morna  e cor esverdeada.


CENTRO HISTÓRICO:
Subindo a Ladeira Da Misericórdia, chega-se no seu centro histórico, onde é possível vislumbrar a beleza do mar, com algumas barreiras naturais e a cidade de Recife.
Foi no alto desta colina, que surgiu o nome da vila, a partir de uma exclamação feita por seu donatário Duarte Coelho: “Ó linda situação para se construir uma vila”.


Sua vida noturna e agitada, com muitos bares e restaurantes que disputam espaço no centro histórico e na beira-mar. Durante o dia, alem da maravilhosa praia, feiras de artesanato comercializam diversos trabalhos de artistas locais por preços acessíveis.


BASÍLICA DE SÃO BENTO:
É a igreja mais rica de Olinda, fundada em 1582 com um altar de madeira banhado de ouro 22. Este altar foi desmontado 2001 em 52 peças e levado para Nova Iorque, numa exposição que comemorava os 500 anos do Brasil. Possui também o quadro mais antigo do pais, mais ou menos 400 anos, em estilo renascentista com a imagem de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro.
Também é a unica igreja em que a imagem de Cristo fica virado para a rua e de costas para o altar. O Convento de São Francisco e suas quatro capelas com azulejos portugueses e a Igreja da Sé, de onde se tem a clássica panorâmica da cidade, tendo Recife e o mar como pano de fundo. 


Vale a pena também conhecer: O antigo observatório astronômico de Olinda, do século XIX, atualmente fechado sendo restaurado e transformado num Centro de Informações Turísticas.

MERCADO DA RIBEIRA:
Neste local eram presos e comercializados os escravos e hoje transformado num mercado de artesanato.




ELEVADOR PANORÂMICO E MIRANTE DA CAIXA D'ÁGUA DA SÉ:
Inaugurado no final de 2011, o elevador panorâmico e o mirante da caixa d'água da Sé de Olinda, são as mais novas atrações turísticas do Sítio Histórico. A 20 metros do solo, o mirante descortina uma visão de 360 graus de Olinda e do Recife, assim como o elevador. A viagem é R$ 5,00 e pode ser feita das 14h às 17h.
Listada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, Olinda possui 22 templos católicos e 11 capelas de singular beleza par se conhecer e nunca mais esquecer.



CARNAVAL E OS BONECOS GIGANTES:
Uma das principais marcas de Olinda é o Carnaval e o desfile dos Bonecos Gigantes. Confeccionados de madeira, papel e tecidos, estes bonecos são conduzidos pelas ruas da cidade, animando os foliões. Um dos bonecos mais conhecidos e tradicionais é o “Homem da meia-noite”.
Estes bonecos são representações de importantes personalidades históricas do Brasil e do mundo. Políticos, músicos, atletas e artistas famosos são transformados, com muito talento e arte, nestes lindos símbolos do carnaval olindense.


Todos os anos, mais de um milhão de foliões participam da festa popular. São aproximadamente 500 grupos carnavalescos que desfilam pelas ruas, principalmente do centro histórico de Olinda desembocando na região dos 4 Cantos, uma encruzilhada formada por 4 ruas que se encontram. Além dos clubes carnavalescos, saem às ruas clubes de frevos, blocos, maracatus, troças, afoxés e caboclinhos.
Olinda é a mais antiga entre as cidades brasileiras declaradas Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, e foi o segundo centro histórico do país a receber tal título, em 1982, após Ouro Preto.
Tambem foi eleita a primeira Capital Brasileira da Cultura, após concorrer com as cidades de Salvador e João Pessoa.

Até o próximo passeio!

LA POESIA NO REDUTO BOÊMIO.


Minha paixão por cafés, não é de hoje e quando me refiro a eles, não estou falando da bebida, mas do ambiente onde são servidos esta maravilha, capaz de provocar as mais diversas inspirações poéticas que se pode colher da vida.


Dentre todas as classificações que se pode fazer de um cafe como: os de bairro, os de tribos, os de esquina, os de meio de quadra, os alternativos, os literários, parece-me que todos tem algo em comum, o encontro com o intimismo e as emoções que se afloram principalmente quando ajudadas por uma ambientação que o tempo ajudou a construir.


O café e bar La Poesia, no número 502 da Rua Chile, em San Telmo - Buenos Aires, é desses lugares típicos, mesas e cadeiras de madeira simples e antigas, pé-direito alto, piso cerâmico quadriculado e que serviu desde os anos 1970, para o encontro de artistas, intelectuais e boêmios, que promoviam concorridos saraus de musica e poesia nas noites portenhas.




RELEMBRANDO PARIS.

Quando eu coloquei os meu pés em Paris pela primeira vez, eu não acreditei que estava lá. Pra dizer a verdade, em todos os outros lugares que visitei pelo mundo, fiquei incrédulo até que algo se identificasse pra mim fazendo-me ter certeza de que eu estava no lugar que escolhi para visitar. Era como se faltasse uma peça que não se encaixava no mosaico da minha satisfação, até eu encontra-la. 


Em Paris inicialmente, todas as sensações me levavam a acreditar que eu estava num lugar comum, andando por ruas cheias de carros e pessoas diferentes, falando em vários idiomas, algumas com roupas exóticas, ruas sujas, algumas com o esgoto correndo a céu aberto, ladrões e golpistas, o que poderia ter em qualquer lugar, menos na Paris que eu havia idealizado.


Eu estava hospedado em Crimée, na 19ª arrondissement, que me parecia uma localização difícil, quando não se domina o idioma e também não se está acostumado a andar em metrôs, que trafegam no subterrâneo e daí não visualizamos pra onde estamos indo. Também me faltava alguma referencia visual que eu não sabia dizer o que era, para que eu e a cidade fossemos enfim apresentados. Uma estranha sensação de desconforto, que durou uns dois dias, até surgir a primeira identificação.


Numa tarde, passeando com alguns amigos por uma das ruas que levam a Champ de Mars, localizei um dos pés da torre de ferro, que aparecia pela metade e logo sumia por de traz de alguns prédios antigos, criando alguma coisa meio inexplicavelmente assustadora, dentro de mim. 
Este jogo de esconde esconde, durou alguns minutos, até chegarmos diante daquele gigantesco monumento, que me deixou quase paralisado, com toda a sua estrutura apoteótica. 


A tarde já estava acabando e com o sol se pondo, quando decidimos subir na torre, que naquele dia e horário, havia pouquíssima concorrência de turistas. Quando a noite chegou e as luzes da torre foram acesas, a visão lá do alto mostrava, o por quê Paris é chamada de A Cidade Luz.
Enxergávamos o belo desenho da cidade, o rio Senna,  o Palácio de Chaillot, o Trócadero, o Arco do Triunfo e tantos outros monumentos espetaculares, que a cidade podia mostrar iluminados e que ainda iriamos conhecer nos próximos dias.


Mesmo sendo uma estrutura segura, subir na torre não deixou de me dar aquele friozinho na barriga que eu não sabia dizer se era por causa da altura, ou por estar sobre algo que representa tanto na cultura e historia mundial e de um país como a França.
Naqueles momentos em que estive diante dela e sobre ela, pensei comigo em silencio; Agora sim, cheguei em Paris!

UMA NOVA VISITA AO VIADUTO 13


Foi neste domingo 10/07/2016 que revisitei com alguns amigos o Viaduto 13 em Vespasiano Correia, umas das obras magnificas construído pelo Exercito Brasileiro, durante a década de 70, no governo do então Presidente Ernesto Geisel.


É o maior viaduto ferroviário das Américas e o terceiro mais alto do mundo, superado apenas pelo Viaduto Mala Rijeka, em Montenegro, de 198 metros de altura, e a ponte de Beipanjiang, na China, que possui uma altura de 275 metros.
A denominação 13 tem sua origem no fato de ser o 13º de uma sequência de viadutos que se inicia no centro da cidade de Muçum, conhecida como a "Princesa das Pontes".


CURIOSIDADES:
Os moradores do local costumam mostrar aos visitantes um "X" pintado a carvão, que pode ser visualizado mais ou menos no meio do pilar do centro, que indica o local onde supostamente três trabalhadores do Exército teriam caído no vão entre as paredes dos pilares, durante o desabamento de um andaime utilizado durante a construção, e que seus corpos jamais teriam sido removidos de dentro do pilar. Outros dois soldados teriam ficado dependurados durante dois dias no local, aguardando a montagem de um novo andaime para poderem descer, mas esses acontecimentos não são confirmados pelo Exército. Complementando a informação acima, apenas um militar se acidentou, quando caiu de um andaime, era o então sargento Dias, que não caiu no interior do pilar, mas sim no chão, uma queda de aproximadamente 90 metros.


Neste viaduto também teria acontecido uma revolta de motivos políticos por parte de agricultores locais, que teriam ateado fogo a um trem de carga, que passou em chamas pelo local numa madrugada de 1981.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Atualmente o viaduto é uma atração turística local e atrai amantes de esportes radicais como o rapel. Segundo informações ainda existe trafego de trens no local, que passam duas vezes por dia transportando trigo.


TRÊS COROAS.

Quando pensamos em Três Coroas, o que logo vem a nossa cabeça é o rafting. Mas a cidade, não é apenas isto, é composta por uma exuberante beleza natural desenhada por rios, cascatas, morros e uma mata nativa de tirar o folego. Alem disto, muitas de suas construções em estilo enxaimel, encontradas na cidade e em áreas mais distantes, nos reporta a sua colonização alemã e tudo que rodeia esta  cultura.



ORIGEM DO NOME:
Outra coisa: Eu sempre tenho muita curiosidade de saber, a razão do nome de um lugar, de uma cidade que eu visito e com Três Coroas, não foi diferente. O senhor Google me informou, que antes de ser chamada de Três Coroas, o lugar já teve várias denominações: Colônia de Santa Maria do Mundo Novo, Santa Maria de Cima, distrito Mundo Novo, e por último Três Coroas, devido a um pinheiro Araucária, com três copas (coroas), que existia no vale do Arroio Kampf.












HISTÓRIA DA CIDADE:
A história da cidade, inicia junto com a colonização da Colônia de Santa Maria do Mundo Novo, atual Vale do Paranhana, em 1846. Diversos imigrantes de origem alemã, vindos de São Leopoldo, fixaram residência no vale, deixando suas marcas em alguns hábitos culturais, na gastronomia e principalmente no tipo de construção que se encontra pelo caminho.






Emoldurada por montanhas de mata nativa preservada, a cidade e banhada pelo Rio Paranhana que afomenta o turismo local com suas corredeiras.
Três Coroas é conhecida como "Cidade Verde" e esta localizada na encosta da serra gaúcha a poucos quilômetros de Gramado. É conhecida também como a cidade do Rafting e dos calçados femininos.
Dentre tantas opções de lazer, a cidade oferece desde Camping, trilhas, esportes como rafting, Mountain Bike, Canoagem slalom, rodeio, Canoagem-asteca, tirolesa, rapel, oferecidos por empresas esportivas especializadas locais e a chance de um contato intimo com o natureza.


A os visitantes que preferem uma visita mais contemplativa, voltada a mente e ao espirito através das tradições orientais milenares, tem a opção de ir a o Centro Budista Khadro Ling, localizado a poucos quilômetros do centro da cidade, pela Estrada de Águas Brancas. 
Esse templo tibetano é o maior da América do Sul e pode ser visitado gratuitamente. Também é possível deliciar-se com o sabor das iguarias oferecidas pelo Tashi Ling, restaurante temático tibetano na Rua Alagoas 361 - Águas Brancas, Três Coroas - RS, 95660-000 Telemóvel:(51) 3546-5763.


PÉRE-LACHAISE


E já que eu estou neste clima de admiração a arte tumular, nesta semana, embora eu já tenha uma paixão secreta e mal compreendida, que tal  se você for a Paris, incluir em seu roteiro uma visita ao Pére-Lachaise, situado no 20º arrondissement de Paris, considerado o maior cemitério da cidade e um dos mais famosos do mundo. Nele estão sepultadas  uma imensa lista de celebridades como, Alan Kardec, Edith Piaf, Modigliane, Chopin, Maria Callas, Jim Morrison, Oscar Wilde, Sarah Bernhardt, Honoré de Balzac, Molière, Yves Montand, Proust, Isadora Duncan, entre outros e sua visitação é gratuita.


Mesmo parecendo estranho escolher um cemitério para passear, eu posso garantir que há ótimos motivos para passarmos um tempinho neles. Alguns são verdadeiros bosques onde o clima fresco da vegetação, o silencio nos reporta para uma paz interior muitas vezes não conseguida em outro lugares agitados e barulhentos, são cheios de belos e enigmáticos epitáfios, esculturas que são verdadeiras obras de arte construídas em pedras, metais e madeiras, com a diferença de estarem expostas a céu aberto, garantindo o contato intimo e direto com a natureza.





Caminhar por suas alamedas, nos transporta para uma viagem ao passado, através da arte cemiterial, que em seus detalhes podemos perceber as transformações sociais, econômicas, políticas e culturais ocorridas ao longo do tempo na história do mundo. Alguns se destacam por sua suntuosidade e outros pela simplicidade como o de Isadora Duncan, de Edith Piaf e Jim Morrison,


O Pére-Lachaise, impressiona não só por seu tamanho e sua rica arquitetura neoclássica, criada por um arquiteto no século 18, chamado Alexandre Théodore Brongniart, mas também pela quantidade de gente famosas que lá estão sepultados.





O cemitério recebeu a sua denominação em homenagem a o padre , confessor do rei Luís XIV da França. padre François d'Aix de La Chaise. O cemitério foi oficialmente aberto em maio de 1804 os parisienses não aceitavam de bom grado a necrópole, localizada distante do centro, numa zona de difícil acesso. Esta situação só mudaria quando para lá foram transferidas ossadas de importantes personalidades, apaziguando as críticas da elite.

DICA:
Como o cemitério é enorme, você precisa comprar o mapa, pra encontrar o túmulo dos famosos que quer visitar, caso contrario poderá correr o risco de ficar perdido.

COMO CHEGAR:
Como referencia usei o Champs-Élysées  como ponto de partida até o Père Lachaise Cemetery, utilizado o metrô num tempo aproximado de 30 a 40 minutos. Veja no mapa:

MATANZAS E TRINIDAD EM CUBA

Estando em terras cubanas, a gente tem vontade de ser onipresente, estar em vários lugares ao mesmo tempo, desfrutar de suas ruas, musicas, betecos, vielas, histórias e isto é compreensível, já que o país é de uma beleza e uma variedade cultural tão grande, que não queremos perder nada, queremos vivenciar tudo. A alegria daquele povo é tão contagiante, que as condições econômicas estabelecida pelo regime no país, fica quase que em ultimo plano.
De Havana, capital cubana, seguindo pela autopista nacional, você pode chegar a outros dois destinos incríveis: A cidade de Matanzas e Trinidad. Esta ultima, há 315 quilômetros de Havana e considerada uma das cidades mais bem preservadas do Caribe.



MATANZAS: 
Está localizada na província de mesmo nome, no litoral norte da ilha de Cuba, na Baía de Matanzas, 90 km a leste da capital Havana e 32 km a oeste do resort de Varadero. É conhecida como a cidade das pontes, por causa das 17 pontes que atravessam os três rios que cortam a cidade e também pelo seu rico folclore afro-cubano.


ORIGEM DO NOME:
O nome Matanzas significa exatamente o que supomos, "matança", "massacre" e refere-se a um massacre combinado e realizado no porto de mesmo nome. Contam que trinta soldados espanhóis estavam cruzando um dos rios, para atacar um acampamento aborígene na margem oposta. Entretanto, eles não possuíam barcos e solicitaram a ajuda de pescadores nativos. Ao atingir o meio do rio os pescadores viraram os barcos e, por causa de suas pesadas armaduras, a maioria dos soldados se afogaram.
A beleza de Matanzas pode ser observada na arquitetura de suas construções, praças, cavernas, grutas, nas belas praias de águas azuis ora esverdeadas, nos passeios de barcos pelo rio, na culinária regional e internacional, nos passeios de escunas, parques e na beleza de uma das mais belas praias do caribe "Varadero" sem falar nas casas noturnas onde a beleza do calor cubano é esbanjado em forma de dança e muita sensualidade.



TRINIDAD:
É a cidade que atrai turistas de todas as partes do mundo, por sua rica arquitetura colonial espanhola, bem conservada. A cidade oferece através de suas ruas e construções antigas, um passeio contemplativo ao passado de glória e decadência, registrados em seus grandes palácios e praças coloniais, ruínas de refinarias de açúcar e antigos abrigos dos escravos que trabalhavam nas fábricas e plantações de cana de açúcar em volta da cidade.
No auge da indústria em Cuba, havia mais de cinquenta usinas de cana de açúcar em operação nos três vales, que circunvizinham a cidade, onde mais de 30.000 escravos trabalharam nas fábricas.


Trinidad foi fundada em 1514 e declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1988. Suas casas são de um colorido vibrante e calçamentos de pedra, que faz a gente lembrar da também histórica Parati e Ouro Preto.
Como é uma cidade muito turística, desta forma, seus visitantes são incessantemente assediados por vendedores, taxistas, panfleteiros que oferecem de tudo, como pousadas em casas particulares, bares, bodegas, restaurantes, guiamento turístico. 
Foi numa bodega simples em Trinidad que experimentei a Canchánchara, bebida considerada um símbolo da cidade. Seu delicioso bálsamo consiste em rum de cana de açúcar, mel e suco de limão. No passado, essa bebida era apreciada quente, servida em uma 1/2 casca de güira, fruta que lembra um porongo e utilizado como recipiente. 
Foi em Trinidad que ouvi pela primeira vez o bolero "Como Fue"  escrito pelo compositor Ernesto Duarte Brito nascido em Havana, Cuba em 1923, e morreu em Madri em 1988.
A música é de uma singular beleza que a o longo dos anos se consagrou num grande sucesso interpretado por vários cantores no mundo,

O QUE VISITAR NA CIDADE:
O Plaza Mayor, o Museu Histórico Municipal e o Museu de Arquitetura de Trinidad, localizados bem pertinho,  na praça central. 

PLAYA ANCÓN:
Tata-se de uma linda praia de águas transparentes que lembra uma piscina, ha mais ou menos 12 quilômetros do centro da cidade. Alias esta é uma características comum nas praias cubanas.


IZNAGA TOWER:
Um pouco mais distante da cidade, estão as ruínas das antigas refinarias de açúcar e a "Iznaga Tower" uma torre de 45 metros, construída por Alejo Maria Iznaga y Borrell em 1816, proprietário da refinaria. A torre foi construída, com o objetivo de anunciar o início e o fim do dia de trabalho para os escravos, assim como os horários de orações à Virgem Santa, na parte da manhã, meio-dia, e à tarde.


Também foi usado para soar um alarme em caso de incêndio ou de escravos em fuga. A altura e a magnificência da torre, serviu para mostrar o poder de Iznaga, sobre seus escravos e sua estatura na indústria do açúcar e da sociedade local. Um passeio por Trinidad, tornará sua visita à Cuba, ainda mais inesquecível.



TRANSPORTE:
Trinidad é uma cidade pequena e quase todos os percursos podem ser feitos a pé.Você só vai precisar de transporte para ir até a praia de Ancón, que fica a uns 15 minutos de distância do centro da cidade, ou nas antigas refinarias de açúcar que levam em media, uma hora a uma hora e meia para chegar.
Ônibus: Alguns ônibus te levam a lugares mais distantes, mas os horários normalmente sofrem atrasos.
Táxis: Os serviços são oferecidos naqueles Chevrolés, anos 50, cujo o preço pode ser combinado e ainda com a opção de compartilhamento com até 4 pessoas. Ou seja, você pode dividir com outras pessoas o valor do transporte. Sai mais em conta.
Bicicletas: É possível também alugar bicicletas. Meio de transporte bem comum na cidade, apesar das ruas serem de pedra e as bikes não tão novas. 
Cavalos: Muitos cubanos utilizam cavalos para se deslocarem a lugares mais distantes do centro da cidade. É possível você fazer um passeio até as antigas refinarias por exemplo, utilizando o mesmo transporte. Eles podem ser alugados, junto com um guia, que te acompanha montado.
Até o próximo passeio!

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