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UMA TELA DE VAN GOGH.

Hoje, 23 de Dezembro de 2018, visitei minha mãe. Liguei cedo pra ela, avisando que iria até a sua casa, para vê-la e levar seu presente de Natal, uma blusa de linhas coloridas que tenho certeza que ela vai gostar...Os traços e o colorido da blusa, me lembraram uma tela de Van Gogh.

Depois do almoço, ficamos sentados, cantarolando algumas musicas, lembrando de filmes antigos e de alguns fatos do passado que nos marcou na vida, momento em que ela aproveitou para elogiar a minha memória, que penso não estar tão boa assim, pois esqueço das coisas mais recentes que faço, com muita facilidade. 
Na verdade, nada em mim está tão bem, quanto parece, pequenas revoluções eclodem em mim a todo o momento, buscando pelo menos uma mentira que se ajuste ao injustificável.
Os mares não estão tão brandas e azuis, como as praças não estão tão verdes, mesmo com esforços para que haja mudanças no olhar, prelúdio de atitudes positivas a serem restabelecidas, sabe-se lá quando. 

Será que haverá tempo para qualquer mudança? Sublime ter uma família e puder trocar emoções com uma mãe. Nestes momentos é que eu me sinto, tão filho da mãe, tão filho da terra, tão filho da puta às vezes.

Penso que mexer em gavetas resuscita fantasmas, amores e histórias guardadas, já quase apagadas, quase esquecidas na lembrança. Encontrei um retrato de tio Nestor, (era assim que toda a família chamava o irmão de minha avó, padrinho de meu irmão e que vivia só).
Era educado e bem empregado, gentil e feminino.
Ganhava buquês de rosas vermelhas em seus aniversários. Falava sempre no grande amor que sentia pela irmã que morreu jovem de tuberculose. Nunca se casou, nunca teve filhos e passou toda a sua vida ganhando afilhados e lembrando deste amor, que alguns da familia acreditavam envergonhados, ser incestuoso.



Revirando gavetas

Hoje de noite minha mãe e eu ficamos revirando gavetas em busca de recordações, fotos e qualquer objeto que lembrasse nosso passado, nossa história. Enquanto mexíamos em alguns documentos velhos e amarelados, alguns corroidos pelo tempo e as traças, íamos fazendo comentários soltos sobre alguns fases que nos marcaram de alegrias ou de tristezas. .Em alguns momentos eu olhei para seu rosto, ora sorridente, ora tristonho e pensei em como eu e ela temos sentimentos em comum e que se agregam harmoniosamente quando nos encontramos e conversamosEste apego em lembrar das coisas do passadode remexer na terra, de plantar folhagens e reavivar lembranças como se tivéssemos a preocupação de um dia vir a esquecer de tudo que vivemos.

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TÔ PENSANDO QUE:

Quando as nossas emoções, alegrias e tristezas passam do tempo, nossos sentimentos humanos ficam acomodados numa cesta do tempo recebendo so...