Na casa de minha avó, o portão era alto como uma porta. A cerca de madeira velha era tomada por um tipo de trepadeira que formava uma barricada do pátio para a calçada, Parreiras com uvas e pés de ameixas amarelas formavam uma grande sombra no quintal.
Passarinhos sempre apareciam para se alimentar de frutas que caíam do pé e que não dávamos conta de comer. Cantavam nas horas certas e minha avó preparava o almoço no fogão de lenha, cuja chapa, depois de limpa, brilhava feito aço inoxidável.
Na cozinha, onde fazíamos as refeições, sobressaía-se uma grande pedra da parede que fazia parte estrutural da casa. Naquele paraíso com cheiro de macarrão, molho de carne e feijão recém-feito e temperado, passávamos nossos dias sem pensar que um dia terminaria.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Você pode fazer seu comentário clicando sobre o título da postagem onde será direcionado para Conversa Fiada, com espaço para a publicação da sua opinião. Ela será acolhida com atenção e carinho e sempre que possível respondidas.