Nestes dias de feriados prolongados, tenho ficado em casa, grudado na cama, como se meu corpo fizesse parte dela. Não tenho vontade de levantar-me. Penso que não conseguiria um lugar melhor para ficar, para pensar, para esquecer.
Minha casa é uma extensão da minha própria história. Uma mistura de muitas coisas que a mim pertencem. É repleto de objetos que lembram onde vivi e passei meus dias repletos de esperança. Tudo me remete a uma cena de vida, uma lembrança qualquer, um sonho do passado, uma significação inventada. Minha casa é encharcada de coisas com pouco ou sem nenhum valor, mas cheia de lembranças que não dá para apagar.

FELIZMENTE OS FANTASMAS ESTÃO DE FÉRIAS


Depois de tantas noites em claro, ele conta que vem tomando um remedinho para manter o bom humor do dia no trabalho. Às vezes tudo se atrapalha, o remédio não faz efeito à noite e o sono que se acumula o deixa exausto. Ainda bem que os fantasmas estão de férias e não estão invadindo seu quarto à noite tentando asfixiá-lo. A presença de dois felinos que moram com ele parece espantá-los, e a luz laranja do abajur, que lembra as noites memoráveis em Veneza, deixa tudo mais seguro e pacífico, tudo mais acolhedor. 

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