Hoje eu acordei com os pingos da chuva, pingando, pingando, pingando. Pingando nos telhados, na vidraça, nas calçadas até o amanhecer. Escorrendo nas paredes e suas frestas. Nos espelhos embaçados e olhares de insônia.
Nos olhos vigilantes e aborrecidos de quem não dormiu. Ouvindo os pingos, pingando, pigando, pingando.
Pingando sobre os automóveis nas ruas e flores nos jardins. Alertando que amanhã será um novo dia, mesmo chovendo.
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