Sobre a ponte eu estava, Há dias, na noite cinzenta Ao longe ouvi uma canção: Ela pingava gotas de ouro. Pela superfície trêmula Gôndolas, luzes, música - Ébria ela nadou para a escuridão... Minha alma, um alaúde, cantou a si, invisível e ferida, uma canção veneziana, e segredou, trêmula de ventura colorida. Será que alguém a escutou?
Ecce Homo - Nietzsche muito além da Filosofia
fragmentos
Não tenho passos, não tenho expressão.
Respiro silencio, resignação.
Proibiram-me de tudo, quase tudo, menos pensar, menos viver.
Subterfúgios
que cria subterfúgios sutis.
As vezes pacato, as vezes explosão.
Carrego marcas comigo,
pedras em meus bolsos,
mijada na cara e sombras que assustam.
Me escondo em porões escuros sob cantos de corujas.
As vezes vôo, perdido e sem direção.
A chuva
Quis estar entre elas, fugitivas, preocupadas. Totalmente encharcadas, desprotegidas de si mesmas.
O vagante
Hoje soube da história de um morador de rua que escolheu por esta vida após uma grande decepção amorosa. Tinha se formado em direito e estava prestes a casar-se, quando encontrou sua noiva com outro homem. Contam que depois de agredir o amante de sua noiva ele teve um surto psicótico do qual nunca mais se recuperou. Abandonou sua família e seu futuro como advogado para viver desleixado, fazendo caminhadas intermináveis pelas ruas a procurara de si mesmo. Vi-o passar pela rua um dia desses. Homem negro, alto, cabelos longos, com tranças sobre a nuca, tipo jamaicano. Traços delicados porem com um olhar distante, vago enquanto colhia pedrinhas no meio da rua.
Fiquei algumas horas com esta história na cabeça e não pude deixar de me perguntar se uma decepção amorosa é capaz de causar tamanho estrago na vida de uma pessoa.
Por que idealizamos castelos que nos soterram de uma hora para outra?
Por que sofremos tanto quando eles desmoronam a ponto de não nos recuperarmos mais?
Alguém disse-me uma vez que construímos nossa própria cruz!
Respostas em Ortdoor
Num dado momento percebi que precisava de respostas, não as coerentes, as automáticas em seus kits pré elaboradas, estudados. Mas as do tipo visceral, em forma de gestos que me arrebatasse de verdade, que me arrepiassem os pelos dos braços, que alterasse a força da gravidade e toda a rota do planeta. Que evento!
Pensei nestas respostas sendo publicadas em ortdoor por toda a cidade com suas letras gigantes, expostas pelos caminhos que habitualmente faço, chamando-me a atenção e a de todos que por ali passassem.
Seria isto possível?
Bebe de Rosemary "15 anos"

24 de dezembro.
A noite da Embrocação

Novas ambulâncias para o SAMU?

A rádio Fofoca-corredor do HPS estava comentando hoje, que foram compradas pelo Ministério da Saúde, mais oito ambulâncias para o SAMU de Porto Alegre, com a intenção de promover a abertura de mais três bases de atendimento na capital. Duas ambulâncias seriam medicalizadas ou como preferirem ASA- ambulância de suporte avançado. Parece que o entrave surgiu em onde instalar as bases novas e os recursos humanos já a muito tempo escasso no hospital. Será que é verdade ou é somente conversas pra boi dormir e socorrístas sonharem?
Histórias de Pronto Socorro!

Uma senhora muito nervosa entrou na sala de emergência-6 enquanto empurrava seu pai numa cadeira de rodas fazendo toda a equipe de plantão se mobilizar. Era um senhor idoso de cabelos grisalhos e parecia realmente estar debilitado. Quando o médico solicitou para que ela fizesse o boletim de atendimento, se posicionou agressivamente para toda a equipe presente.
-Não vou fazer coisa alguma enquanto vocês não atenderem meu pai!- Disse gritando
-Sim ele será atendido, mas para isso precisa que seja feito o boletim- Respondeu o médico com tranqüilidade.
-Daqui eu não saio enquanto vocês não fizerem alguma coisa por ele!- gritou a mulher já em prantos.
-O que aconteceu a ele?- perguntou alguém da equipe, puxando a cadeira com o paciente até a maca mais próxima.
-Ele já teve isto antes, há alguns anos a traz... Quase morreu!-Respondeu a mulher, tentando refazer-se simultaneamente da sua ira.
-O médico dele me disse que quando acontecesse de novo era para procurar rapidamente uma emergência!- Disse com a voz mais branda.
-Acho que é um AVC hidráulico!- concluiu trêmula e temerosa de dar um diagnóstico errado.
Outra de Pronto Socorro, podem acreditar!
-Oh Trouxe este traste que só me dá trabalho, para vocês darem um jeito!- disse enraivecida.-
-Mas o que houve?- perguntou o médico plantonista.
Os dois silenciaram-se olhando para o médico e para mim e depois a senhora voltou a falar.
-Olha doutor este traste engoliu um garfo!
-Um garfo? Como pode alguém engolir um garfo?-disse o médico mais que surpreso.
-Não sei doutor, mas com meu filho tudo é possível!- respondeu a senhora envergonhada.
-Então...- completou o médico enquanto solicitava exames no boletim -Leva-o no RX e depois me traga para avaliar.
Passado alguns minutos , a senhora retornou ao lado do filho com o exame na mão. Entregou para o médico que se surpreendeu com a foto do garfo no estômago do paciente.
-Nossa! Que horas ele engoliu o objeto?- perguntou o médico abismado com toda aquela história e a imagem na radiografia.
-Antes de ontem. Não é filho?- perguntou a senhora com ar de preocupação.
-Certo, ele terá de ficar aqui no hospital em observação até que se decida o que será feito!-concluiu o médico.
-Não precisa doutor!- interferiu o paciente orgulhoso.
-Já tô acostumado!.. Já engoli pregos, tampinhas de garrafas e outras coisas que não me lembro. Com o garfo ganhei dez reais na aposta!
Plantão Mental
Certo dia, resolvi não ir trabalhar. Estava chateado com a vida, com a rotina do Pronto Socorro, com a cara mal humorada dos colegas e simplesmente me neguei a ir. Quando o despertador tocou de manhã, desativei-o enrraivecidamente, virei-me para o outro lado da cama e tentei esticar meu sono. Dormi e sonhei que estava sentado numa UTI a o lado de um senhor em coma e que minha função era controlar sua medicação colocada num frasco de soro. Tinha que administrar minuciosamente aquelas gotas para que não pingasse nem a mais nem a menos que o prescrito pelo médico. À medida que as horas passavam e eu ficando cansado da vigília, mais frascos de soro iam sendo colocados em seus braços para que eu cuidasse. Cheguei a contar dez frascos, pingando desenfreadamente sem que eu pudesse ter o controle da situação. Quando acordei, em cima da cama, suava frio e meu corpo doía. A o levantar-me senti que ainda contava mentalmente aquelas gotas de soro. Que plantão cansativo!
Desabafo.

Meu filho vai dormir até mais tarde. E digo,bem mais tarde se o conheço. sábado e domingo não foram suficientes para ele. Afinal madrugadas na internet, MSN, Orkut também cansam. Final de aulas, inicio de férias, incerteza da aprovação no ano letivo. Não demora começam outras queixas. Não tem nada pra se fazer nesta casa! Que saco mesmo!
Bom tenho uma série de coisas para fazer hoje. No mínimo uns seis compromissos gravados na agenda mental, e outros tenho ainda que ler.
!!100 anos!!
Bruxas
Acho legal essas iniciativas que valorizam as pessoas e seus interesses comuns estimulando inclusive seus vínculos profissionais.
Acho que devemos pensar nisto e amadurecer esta idéia.
O pardal manco
Por falar em passarinhos, devo contar que tem um pardal manco vivendo nas redondezas da base onde trabalho e que ja se tornou membro da equipe. Ele passeia todas as manhãs dentro de casa e entre nós sem o menor constrangimento em busca de farelos e insetos no chão. Lembro que este pardal foi atendido por algum colega quando caiu do ninho, ja adulto, e machucou uma das perninhas. Numa manhã quando cheguei ele tinha uma imobilização feita com palitos de fósforos e um pedaço de esparadrapo. Acho que ele não esqueceu disto.
Homens adimiraveis
Do que se compõe a elegância em um homem, me perguntei esses dias.
Seu corpo, seu gosto pessoal em se vestir, sua colônia pós-barba? Acho que não! Elegância não tem nada a ver com a beleza física ou acessórios de guarda- roupas, mas algo além. Alguma coisa que transcende a banalidade da estética e seus fricotes sociais. Alguma coisa que culmina do seu interior como individuo, como pessoa na sua mais ampla condição.
Amante, amigo leal, pai presente e ai se vão. Algo a ver com postura e suas atitudes diante das sinuosidades da vida e suas armadilhas. Algumas pessoas me passam esta idéia através de suas maneiras, sua serenidade e simplicidade de se relacionar, de interagem com o mundo sem contaminar sua dignidade. São elegantemente humanos.
Suicídio entre irmãos
Pense numa coisa, que você sabe que pode fazer mal a sua saúde, mas que quando colocam na sua frente, simplesmente não dá para resistir. Pensou? Então você não para mais de comer até ficar estufado, com náuseas e muita, muita culpa.
Primeiro voce começa educadamente, depois disfarçadamente e logo sem a minima vergonha na cara, esquece de tudo e manda vê. Hoje aconteceu comigo.
Minha irmã, que eu apelidei de Tadeu por causa do seu corte de cabelo e é meia fissuradinha nestes venenos lícitos, comprou um saco de torresmo, acho que de porco, sequinho e começamos a comer enquanto falávamos da vida alheia e contávamos piadas sem graça. Teve um momento em que nos olhamos com ar desafiador e começamos a disputar quem enchia a mão mais rápido na embalagem e colocava na boca. Começamos a rir compulsivamente, talvez um da cara do outro, como dois loucos até não sobrar nenhum farelo.
Da próxima vez quero tentar com um frango assado, destes de forno elétrico que vendem nas portas de padaria...Cheirosos e engordurados, se não a bricadeira do suicídio coletivo não tem graça!
Meu Jardim
Uma linguagem do amor
*texto retirado do livro:
As cinco linguagens do amor_ Gary Chapman
Puxando da memória
Lembrar da minha infância é também lembrar do Dino. Velho mulato que fazia batida de samba com a ponta dos dedos numa caixinha de fósforos. Chapéu de aba curta, calça comprida e um par de sapatos pretos que parecia nunca tirar dos pés.
Minha mãe conta que ele tinha uma ferida no pé que nunca cicatrizou provocada pela roda do bonde, quando ainda era jovem.
Sentava num banco de madeira, na calçada, todas as tardes e cantava trechos de musicas que nunca esqueci:
"Oh linda imagem de mulher que me seduz!.."
Ria e contava histórias que na época eu achava que eram mentiras.
Celulares
Meu colega de trabalho trocou de celular e passou quase todo o plantão mexendo naquela geringonça, na descoberta de todas as funções mágicas que o aparelho podia lhe oferecer.
Fiquei olhando enquanto ele apertava as teclas luminosas e torcia o canto da boca em sua expressão de curiosidade, alterando sons, fundo de telas, etc.. Fiquei pensando no encantamento que este objeto eletrônico provoca nas pessoas. Algumas chegam a ficarem mudas cegas e surdas quando entretidas naqueles joguinhos barulhentos e idiotas.
Conheço algumas pessoas que trocam de celular a cada dois, três meses, quando surge um novo modelo nas prateleiras das lojas, nos encartes de jornais.
Nova tecnologia e designer! Anunciam. Tira fotos com 5.2 megapixels! Filma até 2 horas sem perder qualidade!
Sem desmerecimento da importância dessas caixinhas de comunicação que facilitam nossa vida, a verdade é que tenho horror a estes recursos milagrosos que pouco uso e só geram despesas. Celular é um aparelho de comunicação para se falar com pessoas e pra mim basta. Tantos recursos assim, eu acho que só serve para encher morcelas da nossa vaidade. As crianças são ainda mais surpreendentes, não pedem mais brinquedos como carrinhos, bonecas, pois o top de consumo infantil é celular se possível que tirem fotos. Sem falar na sua influencia sobre os valores sociais. Quanto mais compacto e tecnologia apresentar mais poderoso e rico é seu proprietário.
Aquela frase que dizia: "Se conhece o homem pelo seu caráter". Deve ter mudado para: "Se conhece o homem pelo seu celular".
Feridas que não cicatrizam

Existem feridas que insistem em se abrirem, quando menos esperamos não é mesmo? Quando pensamos estar curados, volta a nos incomodar, causando aquela velha sensação de desconforto e impotência.
Pensamos já ter usado todos os antídotos para resolver-mos o problema e sem mais nem menos reaparece, soberana pesando em nossas cabeças, responsabilizando-nos pelo tratamento errado e conferindo-nos culpa.
A culpa, esta é pior, se relaxar-mos, nos arrasta para a UTI e aí só Deus sabe se teremos alta.
O jeito é ter paciência e procurar novos caminhos, novas técnicas para sarar-mos de vez sem palhativos. Saber que pra tudo tem solução em nossas vidas, se possível com menos sofrimento.
Impressão facial

Tem traços faciais que sugerem um nome, concordam comigo? Quero dizer que algumas pessoas parecem trazer imprimidas no rosto um determinado nome que não é o seu. Como se já nascesse com ele, independente do escolhido por seus pais.
Por exemplo: Já olhou para uma pessoa que você não conhece e pensou, esse sujeito tem cara de Paulo, quando na verdade se chama Francisco?
Dia desses mandei colocar um alarme no meu carro e fui atendido por um funcionário muito atencioso que se chamava Leonardo. Mesmo me dizendo seu nome, quando perguntei, olhava para o seu físico franzino e miúdo, seus olhos arregalados, e quase infantis eu tinha a sensação de que se chamava Zezinho. Algumas vezes até me referi a ele por este nome.
Olhando uma foto de minha irmã sentada a mesa com cigarro entre os dedos, óculos na cara, olhar rude, cabelo curto quase masculino pensei logo: "cara de Tadeu!" Mais tarde disse pra ela e a pegação de pé foi geral. Adicionei sua foto no meu Orkut com o nome de Tadeu.
Isto tudo parece loucura, mas trocaria o nome de muita gente que conheço, com raras exceções, por estes nomes que são quase impressões digitais impressos na cara, escolhido não por seus pais, mas por traços, marcas personais esculpidas pela vida.
Dias de outono

Gosto de dias como foi o de ontem, parecia Outono se não fosse dezembro. O vento batendo na cara, as árvores em movimento como se estivessem dançando balé.
Alguma coisa que não lembro, deve ter marcado minha vida, num dia como este, por que me transporto para outros tempos, outros momentos que não consigo identificar com certeza...
Pandorgas içadas a o vento, as vezes morta entre fios de alta tensão. Pernas de pau, pé de lata, pião girando na palma da mão...
Café da tarde

Minha mãe gostava de fazer polenta doce, para comer com café a tarde. Alguém ja provou?
Pra mim era um feito mágico!
Ela colocava a farinha de milho com açúcar na panela de ferro e ficava mexendo com a colher de pau até tudo se transformar... O amarelo da farinha a os poucos virava num marrom dourado, com aquele cheirinho de cravo e manteiga que se derretia.
As pequenas brigas entre irmãos concorrendo pelo maior pedaço, e o café preto eram apenas complemento daquelas tardes felizes em que o relógio parava.
02- xícaras de farinha de milho média.
01- xícara de açúcar.
05- cravos.
01- casca de canela.
01- colher de manteiga.
leite fervente até chegar ao ponto.
O Preço do cantinho de Paz

Nestes dias de calor nada melhor do que uma cerveja estupidamente gelada para se refrescar e tentar esquecer-se do roubo que legalmente te aplicam. Foi o que fiz hoje depois de idas e vindas por imobiliárias da cidade na investigação de preços de aluguéis de imóveis, que, diga-se de passagem, está um absurdo de caro. Apartamentos de um quarto, por exemplo, não se encontra por menos de 380,00 reis mais taxas de condomínio que variam entre 100,00 a 200,00 reais. Quando não tem estacionamento próprio então você marcha com mais 80,00 reais. O aluguel então fica ao preço final por 560,00 reais mensais.
Passado o susto, você entra na fase da humilhação de ter que pedir que alguém lhe sirva de fiador, cuja exigência é possuir dois imóveis quitados e registrados no cartório de imóveis e na localidade onde você vai tentar locar.
Caso você não queira incomodar familiares, ou perder amigos com o risco de um não na sua cara é bom partir para o seguro fiança, oferecido por uma empresa particular de seguros que te cobra nada menos do que 150% do valor do aluguel mais taxas de condomínio anualmente. Ou seja, a cada ano você tem uma divida a mais de 840,00 reais do qual nunca mais verá a cor deste dinheiro pago, por que é apenas um seguro e seguro morre de velho matando quem o desembolsa.
No final de cada ano você pagou nada menos do que 7.560,00 para ter o seu cantinho de paz.
As Cinco linguagens do Amor
1-Palavras de afirmação,
2-tempo de qualidade,
3-presentes,
4-atos de serviço,
5-toque físico.
Essas cinco linguagens do amor mostram, segundo ele, por que só nos sentimos realmente amados e compreendidos quando a outra pessoa que compartilhamos nosso sentimento, expressa seu amor através de uma linguagem que aprendemos na infância, chamada linguagem única.
Este livro, ganhei de uma amiga, durante o período de minha separação. Talvez ajudasse se não tivesse chegado em minhas mãos, depois da decisão.
De qualquer forma vou ler e depois conto o que achei!
Cuxilada, quem não tira?
Não aguentava o peso dos olhos.
Cuxilava descaradamente a cada retorno para a base. Mas valeu a pena, a festa estava muito boa, na beira da piscina, com musica a o vivo e gente conhecida.
Desta vez fiz diferente, sentei a mesa com pessoas que já vi em outros ambientes mas pouco conhecia.
Precisava de papo novo...
...piadas novas e mentiras novas...
Vivendo e aprendendo!

A mudança em minha vida veio assim, como comida exótica banhada em molho diferente, nunca experimentado. Colocada na boca em pequenas doses, silenciosa, sem cobranças mas embalado em olhares de insatisfação.
Sabia que tinha de experimentar esta mudança solitária, pois bateria na porta de minha alma a qualquer instante. Demorou dias , meses, anos, mas bateu e foi recebida por mim com surpresa.
Não pensei em abrir mão do que achava ser o caminho certo. Redimensionar valores. Afastei-me do que acreditei amar, por batalhas menores!
Adoeci na procura por melhores dias.
Fui convencido de que perdi e devo buscar novos caminhos.
O INICIO DO FIM.
Deitou calada e adormeceu...
Senti naquele momento que tudo tinha acabado!
O SAMU come Casquinha

Nossa hoje como trabalhei! A cidade parecia estar louca.
Motoqueiros caindo por todos os cantos que se possa imaginar.
Calor infernal!
Colisão em postes, quedas de telhados, nos pontos de ônibus, nas vias publicas.
Dor no peito, fraqueza geral.
Náuseas, ânsia de vômitos, dor de cabeça intensa, perda da consciência. Toda a cidade parece doente.
Fui almoçar às 15h30min horas, sem tréguas.
Transito lerdo, engarrafamento, condutores desatentos, transeuntes ansiosos.
Vida de cidade grande em véspera de Natal e Ano Novo. Mas assim mesmo roubei um tempinho para comprar um sorvete de casquinha entre tanta loucura.
...Tenho compromisso à noite, jantar com amigos. Sinto-me cansado!Dor nas pernas, amargo na boca. Será que consigo o papo informal, descompromissado?...
... "Acho que o necessário vem assim, meio que urgente, no sobressalto de outras intenções, apresado, cruzando ruas, atravessando calçadas, pulando janelas e vindo até você sem fazer alardes!"...
Urgente...aviso !!!Leiam, é sério e muito importante!
No dia 6, uma amiga, dirigia seu carro na Av. Ipiranga (sempre anda com os vidros fechados e com a bolsa escondida embaixo do banco).Em um sinal ela foi abordada por um
flanelinha, daqueles com um borrifador plástico (tipo Vidrex) e uma flanela nas mãos. Ao invés de já começar a limpar o vidro dianteiro, sem perguntar nada, como normalmente fazem, o rapaz (que aparentava ter uns 12/13 anos) veio tentar conversar.
Acenou dizendo que não tinha dinheiro com ela, e não deu muita atenção. O jovem começou a ficar nervoso, como se estivesse drogado, tentando fazer com que ela abrisse a janela.Ela ficou assustada, mas fingiu que não era com ela. Esperou o sinal abrir e saíu normalmente com o carro. Pouco depois, percebeu que o rapaz havia borrifado aquela espuma na janela lateral.. Na hora não se preocupou.
Ao estacionar o carro, no pátio da firma, percebeu que o vidro estava sujo, desgastado em algumas partes.O segurança da empresa perguntou se isto havia sido feito por algum menino de rua. Ele disse que ela teve sorte de estar com os vidros fechados, pois aquilo que o menino de rua havia jogado na
janela era ÁCIDO.
O segurança afirmou que sua cunhada,enfermeira do Hospital, já atendeu três casos, todos envolvendo mulheres que dirigiam sozinhas no carro.Em um dos casos foi necessária uma cirurgia plástica reconstrutiva de parte do rosto.
Outro Caso:
Meu nome éJosé Carlos Maia antos. Acabo de receber esta mensagem e quero endossar esta denúncia sobre esta nova modalidade de assalto.
Não são apenas as mulheres o alvo dos assaltantes. Eu mesmo fui vítima desse tipo de
assalto. No dia 24, por volta das 01h30min, retornava de um
aniversário nas proximidades do Shopping
Iguatemi. Em um sinal um garoto, portando um borrifador e uma esponja, abordou meu amigo,Guilherme, que estava a meulado e pediu cinco reais.
Guilherme
respondeu que não possuía os cinco reais, mas que procuraria uma moeda. Fez um movimento no banco para colocar a mão no bolso e virou o rosto para dentro do carro. Foi sua sorte. O garoto borrifou o líquido
na cabeça de Guilherme e saiu correndo. Em poucos segundos Guilherme começou a sentir uma queimação no pescoço.
Corremos para o Hospital. Lá fomos informados que se tratava de ácido muriático.
Após o atendimento, Guilherme (que terá de se submeter a uma cirurgia corretiva e poderia ter ficado cego) e eu fomos
fazer um boletim de ocorrência..
Na delegacia:
fomos informados que está aumentado este tipo de ocorrência. Soubemos, ainda que onze menores (meninos e meninas), entre12 e 15 anos, todos usuários de drogas, já foram identificados e encaminhados a
instituição de menores infratores. Soubemos que um desses menores,
quando abordado pelos policiais, reagiu, borrifando o ácido nos
mesmos.
Três dos policiais tiveram queimaduras graves nos braços e
peito.
SOLICITO QUE ESTAS MENSAGENS SEJAM REPASSADAS PARA O
MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS.
NÃO ABRA O VIDRO POR NADA!

Uma das capas mais bonitas que já vi neste ano. Não lembra sangue derramado sobre alguma superfície? Quem tiver a oportunidade ouça o cd de Vanessa Da Mata, não vai se arrepender!
Por falar nisto, comentei com algum colega, sobre a capa deste disco e ele me disse que: Achar bonito? Só poderia ter vindo de alguém que trabalha vendo sangue!
Qual o nome do perfume?

Sai para comprar um perfume que usava há muito tempo a traz, porem não lembrava o nome. Depois de experimentar varias fragrâncias, colocada na pele do meu braço pela vendedora, me confundi completamente e não identificava mais cheiro nenhum. Comprei um, chamado Biografia, atraído pelo seu nome. Por uns momentos até pensei fosse o que eu estava procurando. Dois dias depois, descobri que não gostara tanto do seu aroma por que era muito doce e sendo assim não podia ser o mesmo perfume. Fiquei irritado com a situação. Como podia não lembrar mais, aquele tinha sido meu perfume de tanto tempo e simplesmente tinha esquecido o seu nome? Existia uma identificação obvia entre nós!
Hoje retornei na perfumaria. Contei para a vendedora toda a minha confusa história e recebi um novo bombardeio de perfumes no meu braço. Sai novamente duvidoso. Talvez seja... Essencial o nome do perfume? ...Não sei!
Você acredita em boas más intenções?
Quinquagésimo Terceiro

Entre tantos atendimentos que realizei trabalhando no SAMU, auxiliei no nascimento de 52 bebes entre partos domiciliares, em postos de saúde sem médico e dentro da ambulância. Dia 30 de novembro, não foi diferente. Recebi via radio a informação de que uma gestante estava em trabalho de parto, na sua casa, num dos becos próximo a Avenida Juca Batista. Quando chegamos la estava sentada em sua cama, gemente, com contrações intermitentes pernas abertas e os olhos esbugalhados e assustados. Depois de feito o protocolo, o médico nos informou via rádio que a levássemos ao centro obstétrico do Hospital Santa Casa, onde ela tinha estado um dia antes. Fizemos o deslocamento rápido e quando avistamos a portaria do hospital, as contrações eram incontáveis. Fomos recepcionados por um estagiário de medicina completamente perdido no tempo e no espaço que nos perguntou o que estava acontecendo com aquela paciente. Meu Deus, se não fosse pelo obvio de entrar numa emergência obstétrica eu teria dito deliberadamente que desconfiava de um calculo renal. Alertei-os educadamente para se agilizarem, caso contrario o bebe nasceria em cima da maca. Poucos instantes depois ouvi a gestante dizer entre gemidos que achava que estava nascendo o bebe, aparei-o em minhas mãos sob o olhar da equipe e a lembrança de que era o quinquagésimo terceiro que eu auxiliava a vir ao mundo.
Burro-cracias...
Parece que tudo tem burocracia a ser seguida neste mundo. È burocracia para fazer documentos, para comprar a casa própria, para operar a apendicite e ai se vai. A burocracia deve ser algum tipo de protocolo criado para assegurar direitos para uma parte e deveres pra outra. E por que não dizer, proteger quem esta por cima, das impossibilidades de quem está por baixo. Maldades a parte, mas neste jogo de regras e informações, papeis, senhas numeradas, alguém sofre o pênalti. Dia desses fui levar um paciente obeso para o andar do hospital da PUC e sai à cata de uma cadeira de rodas por que a da ambulância era muito estreita. Quando cheguei à recepção principal e vi um monte delas, informei a funcionaria que pegaria uma emprestada, então ela me disse que eu teria que pegar uma ficha de liberação da administração para poder usar a cadeira. Ontem ouvi pelo radio, o motorista de uma das equipes do SAMU pedir para a gerência entrar em contato com o Hospital Conceição por que as ambulâncias não tinham liberação para estacionarem no pátio do hospital. Deveriam largar os pacientes na sala de emergência e ficarem fazendo voltinhas até encontrarem uma vaga na rua ou serem liberadas pelo médico plantonista. Dá pra acreditar?
Tendencioso?
Será que sou tendencioso?
Quando me sinto pra baixo, mudo de grupo, de pessoas com quem me relaciono. Como se de repente procurasse gente que está disposta e aberta as minhas angustias e que está falando de coisas que estou a fim de falar e ouvir. Não sou do tipo chato que fica derramando meus problemas em cima das pessoas, mas às vezes é quase inevitável. Nem daqueles que rompe com antigos parceiros quando tenho problemas. Mas papo vai, papo vem... E logo encontro a possibilidade de pistas, de luz no fim do túnel, e de opiniões novas nestas pessoas que não vejo há algum tempo.
Quando tenho minhas angústias, anseio por coisas originais, por pessoas equilibradas e sensíveis que em apenas um gesto, um sorriso transformam o rotineiro numa possibilidade melhor.
Encontrei hoje durante o plantão a Lenita, pessoa muito especial para mim, por sua audácia e visão de vida. Por sua coragem ímpar diante de tantos fatos que a marcaram como mulher, esposa e mãe e que apesar de todas as dores já sofridas, continua bem humorada, perspicaz e terna.
Encontro com Nei Lisboa
Lembro também de uma noite quando Nei e eu nos cruzamos a o atravessar a avenida Osvaldo Aranha e nos cumprimentamos naturalmente como qualquer transeunte cúmplices das noites agitadas do bairro Bom Fim. Era tarde e eu estava indo para o bar Ocidente. Acho que ele estava vindo de lá.
Mesmo assim encontro no caminho
Milhares mais otários do que eu
Por isso meu amor
Não leve tão a sério
Nem o que eu digo nem o que eu deixo de esconder
Não vai ter graça o dia
Em que bater na porta
E você não abrir pra responder..."
A Outra. filme de: woody Allen

Para escrever seu novo livro, uma intelectual de Nova York aluga um apartamento que tem como vizinho um consultório de psicanálise. Através do seu apartamento é possível ouvir as confissões dos pacientes, em especial de uma paciente grávida, fazendo intensificar nela uma crise existencial adormecida.
*Na minha opinião um dos melhores filmes de woody Allen que já assisti. Custei a lembrar do nome, por que tinha assistido a muito tempo. Mas coisas boas como esta é sempre bom indicar.
Título Original: Another Woman
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 80 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1988
Estúdio: Jack Rollins & Charles H. Joffe Productions
Distribuição: Orion Pictures Corporation
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Produção: Robert Greenhut
Fotografia: Sven Nykvist
Desenho de Produção: Santo Loquasto
Direção de Arte: Speed Hopkins
Figurino: Jeffrey Kurland
Edição: Susan E. Morse
Gena Rowlands (Marion)
Mia Farrow (Hope)
Ian Holm (Ken)
Blythe Danner (Lydia)
Gene Hackman (Larry)
Betty Buckley (Kathy)
Martha Plimpton (Laura)
John Houseman (Pai de Marion)
Sandy Dennis (Claire)
Philip Bosco (Sam)
Harris Yulin (Paul)
Frances Conroy (Lynn)
Valéria...
Hoje estou vazio, sem qualquer senso criativo para postar alguma coisa.
Trabalhei muito, comi pouco e fumei demais. Fez um dia muito quente hoje e suei o macacão.
Esqueci que iria ficar só durante a noite, quando voltasse para casa. Todos tinham compromissos marcados. Eu também. Trabalhei hoje, trabalho amanhã novamente e depois de amanhã.
Vou tomar uma cerveja bem gelada, talvez isso me relaxe. O sono é o melhor remédio quando se quer que as horas passem.
A noite está bonita. Céu estrelado. Nada de bom passando na tv.
Não quero falar com ninguém no MSN.
Tô sem saco para ler e'mails.
Vou tentar dormir, deve ser tarde, quem sabe amanhã melhoro.
Lembrei deste filme que postei aí em cima, é um pouco de mim, talvez de todos nós. Real, verdadeiro, atual.
pensando....
Faz parte
Somente no papel
Gente, o que é isto?
Faz mais de 10 anos que trabalho no SAMU e nunca ouvi tantas reclamações dos usuários contra o serviço, como tenho ouvido nos últimos meses. Pensando bem, acho que sempre ouvi, só está aumentando a cada dia. As pessoas chegam a vir a onde se estou trabalhando (atendendo) e começam a reclamar. As queixas mais freqüentes são:
-Pedimos uma ambulância e não mandaram!
-Levaram mais de meia hora para chegarem!
-Aquela mocinha que atende ao telefone, só faltou me pedir carteira de identidade e CPF!
-Aquele médico que atendeu ao telefone parece um animal!
-liguei uma três vezes e eles batiam o telefone na minha cara, moço!
Nos hospitais, dito referencia, então: quando não nos ignoram completamente nos tratam como os piores inimigos. Humilham-nos na frente de familiares e pacientes e inventam todos os tipos de mecanismos burocráticos para dificultar o nosso serviço. A técnica mais comum é prender a maca, alegando que estão sem, quando se vê um monte delas estacionada pelos corredores. Outra resposta é a de que não tem vaga, que todos os leitos estão lotados, que deveríamos levar o paciente para outro lugar. Pergunto-me então sobre a tal portaria ministerial que tanto ouvimos falar no percurso árduo de nossas profissões que regulamenta nosso serviço e é clara sobre a aceitação de pacientes atendidos pelo SAMU mesmo com vaga zero.
Um dia destes fui tão mal recebido por uma profissional médica de um hospital de Porto Alegre que se eu não tivesse imbuído na minha responsabilidade profissional, teria abandonado o paciente ali mesmo e fugido pela porta de incêndio. Era um paciente acamado e que sentia muita dor. Mesmo clara para todos, que ali estavam presentes, a sua situação de enfermidade, ela perguntou se ele poderia aguardar consulta no corredor.
Respondi que não, pois ele sentia muita dor. Então com ar de pouco caso me respondeu que para nós do SAMU tudo era grave e mesmo sabendo dos problemas de superlotação dos hospitais nós insistíamos em jogar pacientes lá dentro. Depois se virou para o familiar que acompanhava-nos e concluiu com arrogância: -Viu como está isto aqui... Depois quando morrem a culpa é nossa!
Picuinhas
Tem dias que acordo com a sensação de que algo está errado. Digo isto, por que começo a procurar instintivamente respostas que muitas vezes não acho para me acalmar ou então me deixar ainda mais inquieto. Nestes momentos de pura comoção e irritabilidade, encontro manchas no teto, buraquinhos no reboco das paredes e sujeira no tapete do quarto.
Quando vou para o banheiro iniciar minha higiene pessoal, o gosto do creme dental tem sabor diferente, o sabonete outro aroma. Depois começo a contar os azulejos e procurar novas imperfeições. Tenho um método particular para isto: conto-os de quatro em quatro e depois confirmo minha contagem, multiplicando os da vertical pelos da horizontal, buscando assim o retângulo perfeito.
Às vezes, perco-me nos cálculos e reinicio a contagem.
Que saco! Sei que alguma coisa está errada com os objetos a o meu redor, na minha casa, no meu bairro, no meu banheiro.
Meu deus! Acho que sou do tipo que alimenta neuroses viscerais através de picuinhas sem a menor importância. Tento respirar fundo, me situar para diminuir a angustia, já que não sei a quem responsabilizar por tantos erros.
Odeio Supermercados

Essa tal Felicidade

Quando as coisas começam a não dar certo na sua vida você fica atônito e logo se pergunta: Onde foi que eu errei?
No Limite da Realidade

Li esta semana na internet, entre tantas coisas que habitualmente leio, alguns textos curiosos. O que mais chamou a atenção foi um escrito por Susan Blackmore com o título de: No limite da realidade, onde ela fala sobre sonhos e seus mecanismos. Não vou me atrever a falar com vocês sobre os tópicos científicos que contém o texto, mas apenas pincelar algumas coisas que me chamaram a curiosidade. O tema central é o sonho e como sou um sonhador inveterado, este assunto aguçou meus vermes cerebrais.
Por exemplo, ela faz a seguinte colocação: Que em algum momento de nossas vidas nós aprendemos a controlar nossos sonhos.
Lembro de alguns momentos em que eu acordava no meio de um sonho agradável pela manhã e deliberadamente voltava a dormir para terminá-lo da maneira que mais desejava. Também já me ocorreu a experiência de perceber durante o sonho que estava sonhando, dando a sensação de estar no comando do sonho. Isso segundo ela, se chama sonho lúcido e que estamos realmente dormindo e sonhando, quando isso acontece. Estudos comprovam que algo em torno de 40% das pessoas informa ter tido essa experiência variando consideravelmente os sonhos ligados a vôo e quedas.
Outra experiência que já tive com sonhos, foi a sensação de que deixei meu próprio corpo, para viajar para outros lugares, as vezes desconhecidos, ou visitar algum amigo que não via a muito tempo. Isso descrito no texto chama-se projeção astral e acomete 15% das pessoas.
E quando você sonha que acordou quando na realidade ainda está dormindo? Você pode jurar que fez varias coisas quando na realidade não fez.
Numa manhã,pensei ter levantado da cama as 5:45 como sempre faço para me preparar para ir a o trabalho. Escovei os dentes, tomei meu banho, quando já ia colocar a água na cafeteira, percebi que ainda estava na cama e o relógio ainda não tinha despertado. Isto é o que Susan chama de falso despertar.
Em uma pesquisa paralela de 224 estudantes universitários de primeiro ano, ela descobriu que 83% afirmaram terem tido falso despertar.
Tive outra experiência com sonho: De repente eu notei que estava deitado em minha cama parcialmente acordado. Podia ouvir ruídos a minha volta como o do ar condicionado ligado. O barulho da água do chuveiro, enquanto meu filho tomava seu banho para ir a escola, mas não conseguia me movimentar na cama. Como se estivesse paralisados, sem forças em todos os músculos do corpo. Senti que quando tentei me esforçar para sair daquela situação ruim meu corpo parecia doer de uma forma diferente do que habitualmente é a dor. Entrei em pânico com a sensação absoluta de morte e que precisava fazer algo por mim. Tentei relaxar ainda em meu desespero e acho que consegui dormir, mesmo por alguns segundos e acordar em seguida.
No texto escrito por Susan ela descreve esse tipo de experiência que tive como Paralisia do sono, e que existe pouca pesquisa sobre ela. Há evidências de pessoas que sofrem de paralisia do sono são bem ajustadas psicológicamente, e não há nenhuma evidência de patologias ou doenças associadas a ela. Outro estudo realizado no Japão descobriu que 40% das pessoas alegavam tê-la experimentado. Nos experimentos de Susan, ela descreve ter descoberto que 34% das crianças e 46% dos adultos relataram tê-la experimentado.
O buraco é mais embaixo.

Dia desses, estava conversando com alguns colegas de trabalho e entre tantos assuntos pautados sobre risos e discordâncias da galera que só ouve e pouco se envolve, surgiu o assunto vencer na vida.
Alguém entre nós deve ter dito que fulano ou sicrano tinha vencido na vida por estar com um apartamento bem montado e desfilando de carro do ano, novinho em folha. Fiquei ouvindo aquelas baboseiras e contrabalanceando mentalmente sobre as diversidades de valores que cada indivíduo atribui a o seu ideal de bem estar e por que não arriscar dizer de felicidade.
Ora se estamos bem, afinal, estamos felizes!
Na verdade sabemos que não é bem assim, que tudo funciona. Que nossas cabeças são complexas e não funcionam da seguinte maneira:
Tenho isto, logo sou feliz!
Sou aquilo, logo estou realizado!
Talvez devêssemos fazer uma introspecção minuciosa de nossos valores reais para podermos quem sabe organizar uma lista do que precisamos para nos realizarmos. O que eu acho sinceramente que seria uma perda de tempo. Não acredito que nossas realizações sejam montadas por equações desta forma.
Será que algumas pessoas que moram em seus palácios luxuosos e que estão com seus dias contados pelo câncer estão realizadas?
O jovem play boy com seu Porsche estourando da loja não pensa em trocar seu carro usado a poucas semanas por outro mais fashion a fim de realizar seus sonhos?
O garanhão com suas tres amantes insacíaveis está satisfeito e não pensa em consquistar uma quarta que está lhe dando mole?
Sinto que o buraco é mais embaixo. Que os desejos de nossas realizações são interminaves.
Vencer na vida, chiii, mais ainda!
Peixe assado do Beto
trouxinhas de repolho. Hummm!

Tive um desejo louco a quase duas semanas atrás de comer trouxinhas de repolho com guisado.
Chegava a sonhar e dava água na boca, quando lembrava. Que situação!
Acho que dá tanto trabalho pra fazer que nem me atrevo tentar. Mas hoje fui salvo por um ser divino que me ofereceu uma porção, antes que eu enlouquecesse definitivamente. (Borba!)
Comprovadamente homens tem desejos mesmo não estando grávidos e não só de trouxinhas de repolho...mas de carinho de mãe.
- Trouxinhas de repolho c/ guisado:
A quantidade de folhas será igual a o numero de trouxinhas.
Reserve.
- Recheio:
01- tomate sem casca.
01-cebola grande picada
1/2-pimentão picado
01-dente de alho picada
sal
pimenta a gosto
Frite e coloque o guisado dentro das folhas de repolho, formando as trouxinhas e firmando-as para não abrir c/ palitos de madeira.
- Pulo do gato:
- Contra indicação:
Apenas cozidas se tornam mais leves, porém ingeridas em grande quantidades provocam gazes. Que horror!
'Existem pessoas que voce tem tantas coisas para dizer a elas mas quando tenta... As palavras ensaidas na cabeça dominam de tal forma a sua emoção que se forma um bolo na sua garganta impedindo que voce prossiga. Colocam voce em nocaute. Borba, obrigado pelas coisa mais simples, pelos olhares sem palavras, pelo silencio as vezes necessario.
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