CADEADOS QUE ETERNIZAM O AMOR


A Fonte ou Chafariz dos Cadeados na Avenida 18 de Julio em Montevidéu é um atrativo que sempre chama a atenção dos turistas que visitam a cidade por sua beleza e peculiaridade. A fonte é cercada de cadeados, muitos já enferrujados pelo ação da água e do tempo. Existe uma lenda de que todo o casal apaixonado que fixar um cadeado no aramado da fonte, com seus nomes ou suas iniciais, retornarão e seu amor será eternizado.


Na verdade esta atitude de fixar cadeados em fontes, pontes, perpetuando relações, se tornou uma mania mundial. A ponte mais romântica de Paris, Le Pont des Arts, também conhecida como a passarela das artes, se tornou alvo de casais apaixonados, que lá deixam seus cadeados, assim como a Brooklyn Bride, ponte que liga Manhattan ao Brooklyn desde 2010.
Há, ainda tem a antiga ponte de Vecchio na Itália, que as autoridades multam em euros quem for pego em flagrante, colocando algum cadeado na ponte. Mas quem se importa com multas se o negocio realmente funcionar, não é mesmo?..

Impermanência

A gente sente, percebe, mas as vezes é necessário que a informação chegue por outros meios, pra que se assimile de verdade alguns conceitos. Eu estava assistindo o filme O pequeno Buda, neste final de semana, que mostrou uma cena em que crianças estavam em volta de um Lama recebendo aprendizado, e então uma das crianças perguntou-lhe o significado da impermanência. O Lama então apontou para um grande grupo de pessoas realizando seus afazeres e disse com serenidade: _Esta vendo essas pessoas, diante de nós?.. A o cabo de cem anos, elas não estarão mais aqui diante dos nossos olhos, não existirão mais por que estarão mortas, isto é a impermanência, o sentido básico da vida! 
A impermanência faz parte do ensinamento básico do budismo que é a mudança. Para cada existência, a verdade básica é que tudo muda. Ninguém pode negar essa verdade e todo o ensinamento do budismo está condensado nela. Eu fiquei pensando sobre outras impermanências que nos são impostas pela vida e no quanto relutamos em aceitar-las. Eu sempre fui pouco atento a essas verdades, mas atualmente tenho a sensação de estar vivendo um período lento e dolorido de reeducação.

Roda de samba no Odomodê

A noite estava muita fria ontem, então decidi dar uma passada no Afrosul-Odomodê, para prestigiar a roda de samba protagonizada pelo Central do Samba, depois houve a apresentação de uma batucada de maracatu, que aqueceu o publico que reverencia a cultura negra. Algumas canecas de quentão com gemada servidas na instituição, também ajudaram a me aquecer. Eu havia experimentado esta versão de quentão com gemada em Curitiba; mas confesso, eu prefiro puro. O Odomodê, grupo carnavalesco que na lingua yorubá significa (jovem, novo, garoto), é o antigo bloco carnavalesco Garotos da Orgia, que faz parte da Afrosul criada 2000 com o objetivo de difundir a cultura negra pelo estado e com sede na Av. Ipiranga 3850- Poa.

SUR O REDUTO DO CANDAMBE

É no bairro Sur em Montevidéu, que se encontram os remanescentes afro descendentes do Uruguai. O bairro fica entre, Palermo e a Ciudad Vieja, dois outros bairros, nas proximidades da avenida 18 de Julio, centro financeiro da capital, limitando-se também ao sul com o Rio da Prata. 
Conta a história, que o bairro se iniciou por volta de 1835, com a fundação de um cemitério construído distante da cidade para evitar o risco de epidemias, com o fim da escravidão no Uruguai tornou-se mais tarde habitado por afro-uruguaios, frutos de miscigenações, que passaram a se concentrarem nas imediações e a reviver a cultura de seus antepassados. Foi nestes rituais que surgiu o candombe, cujo sentido é mais culturalmente de entretenimento do que religioso e posteriormente o tango.


O bairro Sur é composto de casas simples e alguns sobrados que no passado foram suntuosos e hoje apresentam alguma decadência em função da deficiente manutenção e incentivo governamental adequado na preservação desses prédios. Alguns são muito coloridos e grafitados, tornando-se singulares e alegres, no contexto arquitetônico mais austero que compõe Montevidéu. O Sur, tem nas sua características, aspectos que me fazem lembrar de Cuba, tanto na arquitetura desses prédios com fachadas e sacadas trabalhadas, quanto na batida de tambores e nos movimentos e jingas do candombe que lembram a salsa cubana. Os negros trazidos da África através das politicas escravagistas do passado, trouxeram uma bagagem cultural muito forte que com o tempo foi se adequando as realidades culturais ja existentes em cada pais a que serviram, como no Brasil, Argentina, Cuba e Uruguai, e compondo algumas particularidades que se diferenciaram. O candombe tem maior difusão no período do carnaval uruguaio, considerado o mais longo do mundo; São 40 dias de festa com a participação de toda a comunidade, de Janeiro à Março. A comunidade de negros afro descendentes no Uruguai é visivelmente maior do que em Buenos Aires, já que na Argentina os negros foram dizimados em guerras como a da Independência, da Tríplice Aliança e a do Paraguai, além das varias epidemias que ocorreram no país.

Mercado De La Abundancia.

O Mercado De La Abundancia, foi um dos lugares que visitei com meus colegas de curso num dos cinco dias em que estivemos em Montevidéu. Estávamos nesta noite à procura de pizza em metro, o que não encontramos no mercado, então ficamos algum tempo para conhecer seu interior de grande beleza arquitetônica, semelhante ao Mercado Del Puerto, depois fomos embora, já que estava quase vazio, pois a vida noturna dos montevideanos começa acontecer depois da meia noite. O Mercado De La Abundancia é o primeiro mercado da cidade, inaugurado em 1836. Posui em seu interior algumas tendas, onde são vendidas frutas, verduras e artesanatos durante o dia. O mercado também possui restaurantes e outros bares e é a sede do Joventango, um clube que oferece aulas de tango e outras danças populares como a milonga. 
As aulas de tango são diárias e a partir das 19:00 horas (exceto aos domingos) e atende a todos os níveis, inclusive iniciantes. Os valores são inferiores a R$ 15,00. Nas noites de Sexta-feira e Sábado, torna-se também um local livre e de encontro para os uruguaios que desejam dançar tangos ao ritmo de Gardel. O Mercado De La Abundancia fica na região central da cidade, na Calle Lanza 1290 esquina com a San José e diferencia-se do Mercado Del Puerto que funciona somente de dia como pólo gastronômico.


Fun Fun

O Fun Fun é considerado um dos melhores bares de Montevidéu com música ao vivo, possuí apresentação de tango quase todos as noites e é decorado com flâmulas, bandeiras e camisas de times de futebol do mundo inteiro. Apresenta em seu cardápio uma variedade de cervejas, chopes, petisco e a uvita (uma espécie de vermute de uva, muito doce), criado pela casa.
Mas é em função da fama de ter tido como cliente Carlos Gardel, entre outros ícones do tango, que o bar fundado a mais de 100 anos, vive lotado, tendo necessidade de se agendar uma mesa. Como a vida noturna em Montevidéu começa a bombar tarde, é depois das 2 horas da madrugada, quando os turistas ja foram embora, que o bar mostra sua verdadeira face com musicas populares da região como o candombe, uma espécie de salsa uruguaia, deixando o bar ainda mais charmoso. O bar é pequeno, não cabe muitas mesas, o que faz com que muitos clientes fiquem de pé aguardando uma vaga. 
Por garantia é necessário reservar antecipadamente por telefone, 598-2-915-8005 (umas 48 horas antes) ou pelo site Fun Fun. No período de férias, é bom chegar cedo (22h) para se conseguir uma mesa, já que as dimensões do lugar são menores do que a sua procura.

Endereço: Ciudadela 1229, atras do teatro Solis.

Sopa, vinho tinto, alegria e simplicidade.

Sabe do que que eu gosto?.. Eu gosto é de gente simples, lugares simples, com gente alegre, motivada, reunida num objetivo comum, tocando violão, cantando, contando suas historias, bebendo o que gostam de  beber, porque é isto que reúne as pessoas e aquece as relações que se dispersam por outras motivações e compromissos pessoais, que vão surgindo na vida à nossa contra ordem. 
A sopa dessa hoje estava ótima e serviu pra isto, para dar uma trégua, para aquecer a todos no grupo, para motivar a amizade. No final, descobri que estou devendo um churrasco, e a reprise de uma sopa de ervilhas, que prometi não sei quando e acabei esquecendo em função da correria do qual estava envolvido durante meses. Quanto as fotos postadas, foi descaradamente roubadas do Facebook da Ada Barua, para ilustrar este momento.


Esquecer me deixa louco.

Existe uma palavrinha no dicionario da língua portuguesa, que eu literalmente me esqueço sempre que estou fazendo meus textos aqui no blog e preciso dela. Eu não sei o que acontece, mas ela simplesmente desaparece dos meus arquivos mentais e entre algumas é a que mais se incide nesses esquecimentos. Chego a ficar dias sem conseguir lembrar-me da maldita palavra. Já tentei substitui-la por alguns sinônimos, como garantia na hora que me faltar, mas as vezes uma substituição não cabe, não causa o mesmo efeito desejado no contexto da frase. A palavra a que me refiro é VAIDADE, que qualquer ser humano possui mesmo que seja em gotas homeopáticas. Eu acredito não possuir problemas com a vaidade, mas sim com o esquecimento, que em certos momentos "me deixa looouco", como o Kiko do seriado do Chaves.
Mas isto tudo me fez pensar numa outra situação curiosa. Ontem quando encontrei uma tia que mora perto da minha casa e ficamos por longo tempo conversando, eu lhe fiz uma observação que eu acho pelo menos singular, pelo fato de ter passado tantos anos e eu ainda me lembrar disso. Eu deveria ter uns cinco ou seis anos e ainda me lembro do primeiro dia em que meu tio, já falecido, a levou até a minha casa, para ser apresentada para a família. Eu lembro até do dia do casamento deles, o que a deixou muito surpresa. Dá para entender estes artifícios provocados pela memória?..

Cenas de sexo incomum na TV.

Estávamos eu e meu colega no quarto do hotel, quando chegou um terceiro colega. A TV estava ligada num canal curioso onde começou a mostrava cenas de uma prostituta se relacionando com um homem sem braços e aquilo evidentemente nos chamou a atenção. Não era de forma alguma uma cena bizarra, mas meu colega diante da cena que eu chamaria de incomum, imediatamente exclamou numa especie de explosão de surpresa: 
_Mas é um aleijado!..
Nossa aquilo soo mal nos meus ouvidos!..
_Como assim um aleijado?.. _Perguntei em razão das palavras utilizadas, que achei inapropriada e     também discriminatória e não pela cena em si.
_Sim, um aleijado, não tem os dois braços! _Concluiu ele sem me olhar, ainda de olhos fixos e visivelmente escandalizado com as imagens que continuava a passar.
_Sim, uma pessoa com deficiência! _Reforcei para ver se caia a ficha, o cartão, ou qualquer outra coisa que o fizesse acordar para a realidade fora do seu mundinho de normalidades estéticas.
_Sim, que seja, mas é um aleijado, não tem os braços!
_Puta que pariu!.. _Respondi numa reação forte. Não era isto o que eu queria dizer, eu queria dizer muito mais coisas, quem sabe fazer um discurso, mas tem momentos que é mais fácil traduzir-se pela explosão de indignação, do que pela conivência passiva como fez o outro colega havia chegado depo.

No mapa das verdades pessoais.

Eu penso que quando ensinamos alguma coisa para alguém ou para um grupo de pessoas ou levantamos alguns estandartes em defesa de regras ou causas em que acreditamos, nossas atitudes devem servir de exemplo para essas verdades que estabelecemos, caso contrario, haverão de julgar que são inverdades e que existe hipocrisia naquilo que estamos defendendo. Por isso, devemos ser cuidadosos naquilo que divulgamos para não corremos o risco de ficarmos desacreditados. Nem toda a regra por mais bonita que seja é possível seguirmos, como nem todas as causas temos a facilidade em abraça-las e isso cedo ou tarde se revela nas nossas atitude. Antes de defende-las é necessário ter bom senso e sabermos onde nos enquadramos no mapa dessas verdades. Temos que ser democráticos e percebermos que algumas dessas regras e causas, nem sempre servem para todos, talvez nem para nós mesmos.

Ligações Perigosas.

Eu gostaria de ter tido algum domino que estabelecesse cuidados prévios nas relações entre algumas pessoas que eu convivi, por que cada dia fica mais difícil manter essas relações instáveis, num padrão saudável de convivência e sem que haja melindramentos por motivos aparentemente desconhecidos e muitas vezes banais. As pessoas alteram seus comportamentos, sem que saibamos do que se trata, jogam uma politica de falsidades possivelmente por falta de coragem de expor seus motivos e a relação se transforma numa reciprocidade mutua de reservas picotadas de cuidados que antes não existia.
Há alguns meses atras eu percebi que algumas coisas haviam mudado na atitude dessas pessoas da minha convivência, percebi isto principalmente no tratamento dispensado a mim, que parecia mais distante, menos caloroso e ninguém falava nada, não abriam o jogo, se retraiam, pareciam ficar naquele repasse de cartas marcadas, cuidadoso e propositalmente superficial; Queriam manter isto, uma atitude que colocasse a mim e a elas próprias numa penitencia velada, assistida, silenciosa... 
Eu não aceitei o novo tratamento falsamente cauteloso, reticente que recebi, depois de ter avançado para uma relação menos formal, mais supostamente honesta e calorosa. Eu não consigo varrer a sujeira pra debaixo do tapete, limpo tudo ou bato a porta deixando tudo como está, foi o que fiz. Relacionar-se é difícil, os cuidados são contínuos, um trabalho de artesão.

Aos meus colegas de Curso:

Eu resolvi fazer este post, primeiro, para que vocês colegas de curso, me conheçam melhor e não tirem conclusões apressadas nos primeiros contatos que tiverem comigo. Por que os primeiros contatos apesar de influenciarem na opinião que fizemos sobre as pessoas, ele não serve de base real para traçarmos  um perfil, um caráter, uma personalidade. [As aparências enganam aos que amam e aos que odeiam...] Sabe do que estou falando?..


Acontece que eu não sou de todo uma má pessoa. Eu tenho os meus chiliques como é normal em qualquer ser humano e mesmo me descontrolando às vezes como mostra esta foto ai em cima, eu consigo me restabelecer retomando o equilíbrio pessoal e das coisas que me cercam com grande habilidade, como eu provo na foto de baixo.


Por vezes eu tenho opiniões e tomo posições pessoais inadequadas e mal compreendidas, que deixam as pessoas que estão a minha volta inibidas e inseguras, mas isto é apenas um modo de agir, de se fazer compreender na instância das relações que se permeiam em suas diferentes profundidades. Eu acredito que as pessoas estão neste mundo não por acaso, mas para aprenderem principalmente pelas trocas de experiencias que compartilham entre si, seja nos diversos espaços que ocupamos na vida, quanto no pessoal e é isto que nos faz crescer e nos tornarmos grandes. 


Eu também quero dizer e oportunizar aqui neste espaço, que acredito ser democrático, o quanto cada um de vocês foram importantes nesta curta trajetória de descobertas e que a vida é geradora destes momentos simples mas que se tornarão mágicos na memoria em decorrência dos raros momentos vividos, ora de expectativas, de alegrias e de insatisfações. 
Acredito que sentimos agora no final da caminhada, que tudo valeu a pena e que se pudéssemos esticaríamos um pouquinho mais estes momentos de interação antes da despedida, com certeza o faríamos. 
Um grande abraço, apertado e demorado, a todos vocês e que cada um siga seu rumo pelo caminho que conquistarem com muita luz.

Eu fui avisado!..

Semana passada eu ainda pensei com meus botões, tá na hora de trocar de carro, mas depois ponderei, afinal ele nunca me causou problemas, por que desfazer-se daquilo que não nos incomoda não é mesmo? Pois saibam que na ultima sexta-feira eu retornava da aula, quando em plena avenida movimentada ele começou a dar sinais de falha, ascender luzes que eu nunca tinha percebido e nem sabia que existiam no painel e de repente, pimba eu fiquei empenhado no meio da pista central, de uma grande avenida movimentada, arriscando levar uma batido de algum outro veiculo desatento. Bom.., eu contei até dez e tratei de providenciar sua retirada do local. Eu parecia estar adivinhando quando pensei estar na hora de troca-lo. Estas coincidências sempre nos deixa com a pulga atras da orelha, por que dá a impressão de que fomos avisados, mas não demos a devida atenção.

No terreno das vaidades.

Eu fiquei por meses me fazendo uma mesma pergunta, depois que criei este blog em 2007 e tomei gosto pela coisa e esta semana ela retornou na minha cabeça de forma insistente e mais reflexiva. Eu pensei em perguntar para Bertolzi, um amigo que fiz na internet, que também é blogueiro como eu e que acredita na importância de dar sua opinião, para quem quer ouvi-lo ou lê-lo, mas acho que a timidez  me impediu e logo a ideia voltou a cair no esquecimento. 
A pergunta que me faço e não tem jeito de se calar é a seguinte: Será que este meu blog, como o de Bertolzi e o de tantos outros, serviria de registro ou obra, para algumas pessoas do nosso meio afetivo nos manter na lembrança depois que morrermos? Serviria como um diário, um documento, um memorial para que nossas historias, idéias e opiniões permanecessem vivas? Passaríamos a viver somente em palavras, frases, pensamentos escritos? Não, eu não quero parecer um egocêntrico ou mesmo tentar atribuir uma importância maior do que possuo neste mundo, mas no fundo eu fico pensando e achando que é possível existir alguma lógica nisto tudo. 
Se a gente pensar que um cantor, um artista plastico, um escritor deixa seus registros em livros, CDs, por que não, num blog? A morte teria este poder em especial, já que ela é uma transformadora de opiniões para os que ficaram aqui na terra. Eu acredito ter comigo uma resposta que simplifique toda esta minha dúvida, que é a necessidade humana de nos mantermos eternos e esta preocupação é constatada desde os primórdios da humanidade. Não, eu também não acredito numa eternidade que resguarde nossa integridade física, por que esta é sucumbida a cada minuto pela impiedade do tempo, mas numa eternidade intelectual, que essa, acredito ser a que buscamos.

Bicicletas de aluguel em Porto Alegre.



A notícia de que a prefeitura de Porto Alegre implantará até meados do mês de outubro um sistema de alugueis de bicicletas ao uso da população, me deixa feliz e solidário. 
Este sistema já implantado em algumas capitais brasileiras, sul americanas e também europeias, já provou sua funcionalidade na forma de deslocamento das pessoas nos grandes centros urbanos, com diminuição do tempo nos deslocamentos e a longo prazo o caos provocado por veículos automotores, a crise do petróleo, além de outros benefícios no que tange a melhora da qualidade de vida dos usuários e da população.
A bicicleta pra mim e acredito que para a maioria das pessoas, ainda é vista como um objeto destinado a o lazer, o que há de se ter em mente dispositivos legais e de conscientização para as mudanças comportamentais necessárias entre seus usuários e o restante da população a serem implementadas.

Pasta de trigo duro com albahaca.

Eu comprei dois pacotes deste macarrão gravatinha chamado Pasta de Trigo Duro com albahaca,  que fiz hoje de almoço e achei uma delícia, meu filho também gostou. Primeiro eu não sabia o que era esse nome estranho "albahaca". Eu só fui descobrir mais tarde por curiosidade com o senhor. Google, que se tratava de manjericão. Eu comprei por causa da cor verde escura da massa que parecia prometer ser boa e realmente aprovamos. Ainda exala sutilmente o cheiro da erva que não a deixa forte nem amarga depois de cozida.
Comprei no Zaffari e somente mais tarde percebi lendo a embalagem que se tratava de um  produto de fabricação Uruguaia. Bom como eu já falei antes,  eu vim de lá no inicio do mês, quase de mãos abanando, por que aprendi que alguns produtos é perda de tempo trazer de fora. A gente traz peso extra na bagagem porque encontra tudo por aqui, bem nas nossas barbas. Eu lembro de ter trazido umas calças listradas do Peru, que mais tarde encontrei aos balaios num dos camelódromos de Porto Alegre. Agora ta tudo assim se, "globalizando".

A IHA DAS BONECAS MORTAS

A postagem que eu fiz aqui no blog, falando sobre a ligação inapropriada que recebi de alguém durante a noite, dizendo se chamar Chuck, evidentemente me lembrou do filme "Chuck o brinquedo assassino", que assombrou as noites de muita gente algum tempo atrás, na telinha da TV, mas a cara do Chuck, também me faz lembrar de um lugar que tenho muita curiosidade de conhecer e que já andei pesquisando na Internet à respeito.
Fica no México, junto aos canais de Xochimilco. um local muito estranho e macabro, marcado pelo mistério e por temores à cerca do fantasma de uma menina que morreu afogada e cujo local foi transformado num santuário ou num cemitério de bonecas horripilantes.
Num desses canais existe uma ilha, que segundo seus moradores havia uma menina que perdeu a vida ao tentar retirar sua boneca que caíra na água. A numerosa coleção de bonecas iniciou quando um dos moradores da ilha, começou a ouvir choros da menina que pedia por sua boneca.
Sentindo-se ameaçado e atormentado pelos lamentos do fantasma da menina, começou a pendurar bonecas por todos os cantos do sitio onde podia.
Eram bonecas velhas, abandonadas que foram sendo penduradas nas arvores e no teto da casa, como se tivessem sido enforcadas, algumas empaladas em gravetos, sem olhos, cabeças ou braços e pernas, que começaram a decorar os vários espaços da ilha formando uma imagem de aspecto macabro, jamais visto em outro lugar. Com o passar do tempo, outros moradores e visitantes começaram também levar e a pendurar bonecas no lugar, se solidarizando com o morador que passou a viver mais tranquilo. Hoje são contabilizadas mais de mil bonecas que expostas as intempéries, adquiriram um aspecto assustador que lembram cadáveres mutilados e em decomposição. Para aumentar o mistério desta história, em 2001, após ter completado meio século da morte da menina, o mesmo homem que criou este verdadeiro santuário macabro, morreu afogado no mesmo sitio onde a garota perdeu a vida.

Paris é um luxo e também um lixo.

Não, não, péra aí me conta a verdade!., eu li certo ou estou ficando maluco?.. A maioria dos brasileiros que vão para a Europa, retornam de lá fascinados, contando sobre a organização, a pontualidade, a educação e a limpeza das cidades europeias e mais, dizem que se alguém largar um pedacinho de papel ou uma butuca de cigarro no chão, ou no passeio publico do metrô, onde ha grande circulação de pessoas, a multa pega e não adianta explicações ou fazer cara de bobo, do tipo não tô entendendo, por que a multa é aplicada em euros sem dó nem piedade.
Então eu comecei a ler o post de uma blogueira, a Marta Matuí, que eu acompanho o site a distancia e que está de férias em Paris com os filhos. Ela conta estar apavorada com toda a sujeira da Cidade Luz e que viu numa calçada um coco humano pisoteado na frente de uma loja, cujo os empregados não foram capazes de limpar, jogar um balde de água, o que fosse; e que a escadaria do metrô da cidade fica forrada de tickets, o povo joga no chão mesmo tendo lixeiras em volta. Eu fiquei me perguntando, se a lei é aplicada somente para os turistas estrangeiros?
Que bom que existem pessoas como ela, que tem um senso critico sobre as coisas que vê e não fica enebriada somente por estar em Paris. Eu também já fiquei de cara nas inúmeras vezes que fui para Montevidéu, a cidade é bonita, é considerada a mais verde da América Latina por sua quantidade praças e passeios públicos destinados a o lazer, as pessoas educadas, gentis, ainda assim as calçadas são lotadas de cocos de cachorro, que as pessoas não se dão a o trabalho de limpar.

O CHUCK PERDEU A NOÇÃO E LIGOU AQUI PRA CASA.

O mundo continua cheio de pessoas sem noção, não é mesmo? A poucos minutos atras, atendi meu telefone celular cuja a identificação era confidencial. De repente soou uma voz de homem com o volume acima do normal dizendo:
_Quem é que fala ai?..
Como assim quem é que fala ai, pensei rápido. A regra de educação não ensina que quem liga deve primeiro se identificar?
_Quem está falando?.. _ Perguntei em seguida.
_É o Chuck! _ Respondeu.
_Que Chuck, o brinquedo assassino?..
_Ora vai dizer que tu não tá sabendo quem é?
Nossa, perdi a paciência e desliguei o telefone acreditando que fosse um trote. Mas a criatura sem noção não voltou a ligar, acho que estava falando sério, somente errou de numero.

Decorações gastronomicas

Quando Alex Atala ainda não era um dos grandes nomes e reconhecido no Brasil e no mundo afora como um dos mais importantes chefes gastronômicos, eu pensei que tivesse alguma afinidade para criar pratos diferentes ou então criar uma releitura de alguns que conheço. O tempo foi me mostrando que não tenho, nem nunca tive a menor chance, pois coloco sal demais na comida e também não possuo nenhuma das técnicas necessárias para empreendimentos culinários. O que me sobra para fazer é somente aquela decoração  com maionese, Cat chup e mostarda no meio prato .

Na Moral eu não assisti...

E eu acabei não assistindo a o programa "Na Moral", veiculado pela Rede Globo nesta ultima Quinta- feira dia 19, cujo o tema "relacionamentos amorosos entre pessoas do mesmo sexo" é assunto da maior importância no panorama mundial e que ainda sofre resistências de países desenvolvidos como nos Estados Unidos e aqui no Brasil da forte bancada de religiosos políticos. Eu também fiquei com pé atras quanto a competência de Pedro Bial depois de seu comando nos reality shows e seus textos apelativos. "Na Moral" ao que a maioria comentou, pareceu até agora não oferecer nada além do que Serginho Groisman já não tenha feito há mais de 20 anos.

PRA QUE SERVEM OS NÚMEROS INTEIROS RELATIVOS...


Eu me lembro que certa vez numa aula de matemática, eu não conseguia entender a lógica dos números inteiros relativos. Eu não conseguia aceitar meu professor dizer que -1000 era menor que +3, por que eu enxergava apenas a quantidade de algarismos e os valores numéricos diante dos meus olhos, sem dar importância ao sinal positivo ou negativo que vinha na frente e a subjetividade que aquilo representava. O meu preconceito me impedia que eu fizesse uma linha de raciocínio de modo a entender a lógica matemática que aparentemente não tinha lógica.
Eu procurei o professor em varias ocasiões para que ele pudesse me fazer entender o incompreensível e numa dessas muitas tentativas ele já possivelmente de saco cheio da minha dúvida, me disse o seguinte: _Sabe de uma coisa, eu não sei mais como te explicar, se não puderes entender no momento, acredita em mim, uma hora tudo começa a ficar mais claro, por enquanto só acredita em mim! 


Eu saí de perto dele indignado e acreditando que nunca mais iria entender de fato aquela parte da matemática, cujo os meus colegas apresentavam habilidade. Os meses foram passando e eu vivia estressado, por que todo o resto daquele bimestre eram conteúdos que usavam números positivos e negativos que eu não conseguia desenvolver. Numa noite eu estava com a cabeça nas nuvens a contar estrelinhas no céu e de repente "BANG", sem mais nem menos, algo na minha cabeça pareceu se abrir e com isto, os números inteiros relativos. Eu mal podia me conter de surpresa e alegria e ao mesmo tempo me questionar como eu pude não ter entendido antes. 
Na semana seguinte, após ter passado toda a celeuma pessoal, comecei novamente a me sentir fazendo parte do grupo de colegas. Com isto eu aprendi algumas coisas: Matemática é uma logica subjetiva, mesmo que os entendidos afirmem categoricamente que não, que o professor tinha razão, só o tempo me faria ter mais clareza sobre isto, que o preconceito é uma merda e nos acompanha em todos os âmbitos da vida fazendo-nos enxergar as coisas de um modo imediatista e superficial, (inclusive na matemática), até nos libertarmos dele da forma mais surpreendente ou imbecil posivel.

Então não vamos falar sobre isto...

Não é que seja proibido, mas alguns assuntos são difíceis mesmo de se manter.          
É difícil, muito difícil falar com as pessoas sobre a androginia sem que elas deixem de confundir com homossexualidade e homossexualidade com doença ou sem-vergonhice, já que a maioria, não consegue ver com bons olhos aquilo que não conhece, não entende e acrescenta diante da estranheza suas perversidades e discriminações. Eu ontem tentei explicar isto, mas terminei desistindo, por que percebi que não iria vingar, por que tem assuntos que não desenvolvem, por falta de interesse das pessoas ou por deficiência intelectual mesmo. De qualquer forma vale a pena tentar por ser importante fazer esta difusão, mesmo com um pedaço de piza na boca e um copo de cerveja na mão.
A androginia não se refere apenas a mistura de características femininas e masculinas em um único ser, ou então algo que não é nem masculino nem feminino sob o ponto de vista da aparência física, pois está enquadrada na combinação de caracteristicas culturais masculinas e femininas, identificando-se e definindo-se  com níveis variáveis de sentimentos e traços comportamentais que são ora de um gênero, ora de outro, tornando-se difícil definir a qual pertence. A psicologia conceitua a androginia, como um transtorno de identidade de gênero e a sociedade como uma aberração que deve ser senão eliminada, pelo menos escondida do convívio da maioria das pessoas, ditas normais. Esta ditadura social que impõe regras e atitudes, contribui para a formação de guetos, que acabam se marginalizando em função do isolamento a que são submetidos.

Tecnicas e motivos para matar o marido com requintes de crueldade.

Ontem assisti no Programa do Jô, a entrevista concedida pela mulher do Fabrício Carpinejar, Cinthya Verry, que criou um blog na Internet, onde idealiza através de desenhos e textos cruéis e também humorados, o assassinato do marido como uma técnica de renovação emocional e de sustentabilidade da relação afetividade. Voce pode acessar e aprender aqui: Matando Carpinejar


Bom, eu dei uma olhada no blog e gostei. As técnicas utilizadas vão desde o enforcamento, afogamento, envenenamento e amputações que são sugeridas inclusive por amigos e filhos do casal. A psicoterapia defende alguns exercícios, muitas vezes vistos como agressivos e com a finalidade de descarregar as raivas e insatisfações pessoais, que jogamos nos ombros dos outros ou que guardamos em nossas gavetas e só são abertas quando não temos mais suporte para mante-las trancadas e em segredo, por que também temos vergonha de demonstrarmos raiva, ciumes e toda a gama de sentimentos pérfidos, mas que são da natureza humana e devem ser trabalhadas com transparência e verdade. Quem nunca quebrou um prato, um telefone celular, ou pelo menos desejou que seu amor se fodesse, que atire a primeira pedra.

Se a vida fosse um musical da Broadway.

Minha colega contou-me em aula, e acho que não foi somente pra mim, por que haviam outras pessoas presentes escutando, que quando era mais jovem tinha problemas de gagueira e para diminuir esse problema e a pegão de pé, falava cantando. Dizem que os gagos deixam de ser gagos quando cantam e eu fiquei imaginando como deveria ser se vida fosse como num musical da Broadway, onde as pessoas se comunicassem cantando. Fiquei imaginando também ela pedindo pra mãe: _Mãe, me prepara um copo de "Nescau"!.., em ritmo de um soul e a mãe respondendo: _Não vai tu preparar, deixa de ser preguiçosa!., em ritmo de fado.

O poder do comercial de TV.

Tem certas coisas que nos faz ganhar o dia e a gente nem percebe que elas foram responsáveis ou que pelo menos serviram de veículo para mudarem o nosso astral por vezes contaminado pelo stress a que somos submetidos diariamente e nem percebemos. O dia às vezes parece cinza, as pessoas cinzas e a gente na total ignorância do que realmente está acontecendo para que tudo se apresente diante de nossos olhos com  uma unica cor, cinza.
Eu vinha andando pela rua, meio apressado e desorientado, quando sem querer chutei uma dessas latas de creme de barbear Bozano. Ela devia ter caído de alguma sacola de lixo e estava solta sobre a calçada, talvez esperando que eu passasse, sei lá, vai entender!...  Eu não sei explicar a razão, mas frascos de creme de barbear com o nome Bozano, sempre me acalmaram e provocaram em  mim um stand-by inexplicável e mas eficiente do que um comprimido de Dienpax à noite, antes de deitar para dormir. A cor do frasco azul ou verde supostamente contendo uma espuma branca e perfumada, ainda me transcende para um mundo melhor e mais colorido como nos comerciais de TV que transbordam felicidade. Eu sou um doente recuperado desses comerciais de TV e ainda apresento alguns distúrbios colaterais, por ter acreditado neles quase que a minha vida toda e ainda esta marca Bozano, me estimula a fazer alguma referencia com a palavra similar, bonanza. Bom, eu disfarcei, olhei pros lados e chutei o frasco com a sensação confortável de  ter ganhado o dia. Bozano sempre vai me parecer bonanza, o que que eu posso fazer, leva-o pra casa? 

Contando histórias de viagens.

Na aula da noite passada, apresentei com alguns colegas, um trabalho sobre o Peru, que conheci em 2010 e que foi um dos países que eu achei dos mais interessantes, por sua beleza natural e seu acervo histórico e cultural à céu aberto. A pedido da professora, o trabalho deveria ser sucinto, sobre os pontos turísticos de interesse e algumas curiosidades, com apresentação no power point e no gogó. Acho que cumprimos a proposta exigida. O problema é que quando eu gosto de um assunto como esse e que também tenho algum domínio, eu falo demais, me empolgo, me estendo até tudo ficar a beira do cansaço e despertar bocejos e coceirinhas na nuca das pessoas. Este é o pior dos sintomas e que conheço bem... Mas eu gosto é assim mesmo, deste jeito, de falar descontraidamente das minhas experiencias como se estivesse contando uma história comum, sem me deter em datas, limites geográficos e outros dados que desconsidero interessante e que ninguém assimila. 

Ele sabe do que eu sou capaz!..

E então eu cheguei agora à noite em casa, com as duas provas de línguas estrangeiras (Inglês e espanhol) que me estressei de preocupação para faze-las desde a semana passada e que agora joguei no colo do meu filho, sentado no sofá da sala. Inglês nota 78 e espanhol 95; Dai veio a cara de surpresa e a pergunta fatídica: _Mas tu colastes né pai?..
Como mentir para o próprio filho? Ele me conhece e sabe do que eu sou capaz: _É claro que não colei, apenas dei um jeitinho e fui muito ajudado por colegas!

A doce bomba calórica no inverno.

O quentão tem ajudado a me aquecer nesta noites de inverno. É uma bebida quente tradicionalmente servida durante as quermesses e festas juninas e está. relacionada às noites frias do período em que ocorrem estas festas, sobretudo aqui no sul. Consiste em uma mistura aquecida de vinho, gengibre, açúcar e especiarias como cravo e canela. Em Curitiba experimentei-o com gemada (receita calórica com gemas de ovos, batidos com açúcar) que é colocada sobre a bebida quente depois de servida numa caneca de cerâmica. Apesar da bebida incidir-se por aqui, acredita-se que ela tenha sido feita  pela primeira vez no interior de Minas Gerais e São Paulo utilizando-se pinga, gengibre e especiarias. Com o tempo e com a adoção do quentão pelas festas juninas, as receitas começaram a variar, incorporando a cachaça, o vinho, canela e frutas como laranja e limão. As calorias também não são poucas. Com tanto álcool e açúcar, um copo de 200 ml de quentão pode chegar a 400 calorias e um pouquinho de culpa.

As bactérias vão fazer a festa.

Hoje não foi meu dia de sorte e por que não dizer, mais um dia incomum, por que resolvi cortar as unhas dos pés com meu novo cortador extra G G que comprei no Chuy. Fiz tudo certinho, depois do banho deixei os pés de molho na água morna e na hora de cortar as unhas, cadê a habilidade? Descobri que não tenho. Pra tudo nesta vida tem que ter habilidade senão acontece acidentes como o que eu provoquei, arrancando pedaços dos dedos de cada pé, que sangrou por alguns minutos. Já com o sangramento hemostasiado cruzei por minha vizinha e seu cachorrinho que decidiu lamber o machucado na boa, sem pedir licença. Ora, eu sei que a língua animal, com também a humana é um Maracanã lotado de bactérias prontas para uma comemoração de final de jogo, se meus dois dedos começarem a inchar, certamente é resultado do meu horoscopo que não deve estar muito bom hoje.

Rememorando

Eu terminei de olhar algumas fotos de Porto Alegre antiga que eu curto demais e percebi que algumas dessas imagens eu ainda tenho na lembrança da minha infância, mas outras eu ainda nem era nascido. Agora da janela no terceiro andar, onde moro, mesmo sendo noite eu me surpreendo no como a cidade mudou parecendo ter se transformado num outro lugar as custas da responsabilidade do tempo e da modernidade. Eu também devo ter mudado, porém fizemos o percurso inverso, eu envelheci e ela se renovou. Nuvens estão passando no horizonte como uma faixa larga e branca e alguns edifícios parecem encostarem-se nelas; Mais abaixo arvores fazem sombras na rua e o silencio que envolve tudo é tão melancólico quanto belo. Bancos na praça vazios, luzes amarelas, cães que não ladram e aquele carro preto abandonado na esquina...Por que não tiram ele de lá? Sabe de uma coisa, eu vou é dormir que amanhã eu tenho o que fazer!

O tempo não para...Não para não.

Eu juro que fiquei pasmo quando vi este cartaz na parede do Hotel Resort Conrad em Punta Del Este, na semana passada. Eu lia o nome Paralamas do Sucesso, mas meu cérebro não descodificava a informação que lia. Eu decididamente levei alguns minutos para identifica-los. Cheguei a pensar que se tratava de um outro grupo homônimo. O que aconteceu é que o tempo passa para qualquer um, inclusive pra eles.

Cada um com suas habilidades

Semana passada enquanto tomava um café na cobertura do prédio, encontrei minha vizinha que me disse empolgada estar trocando de setor no Call Center de cobranças onde trabalha, para um outro  que serve para convencer os clientes que não querem mais o serviço da empresa, a permanecerem com eles. Disse que o funcionário treinado, tem que usar todos os recursos persuasivos para convencer o cliente a não desfazer o contrato e finalizou dizendo com certa excitação, que este era o seu novo desafio. 
Eu fiquei pensando, por alguns segundos, que algumas palavras utilizadas nos meios comerciais me provocam a sensação incomoda de tomar um chá amargo que me estragará definitivamente o estômago pelo resto do dia. As palavras, regras, metas e desafios também me provocam um peso e a sensação de  um sentido religioso cujo o objetivo serve para reforçar a fé cega de seus seguidores. Eu não tenho muita persistência para convencer as pessoas e respeito a opinião e a decisão delas sem muito esforço. Acho que estou mais do lado do ser humano do que das empresas com suas articulações comerciais que visam o lucro acima de tudo. 


Loucuras de mulher.

Hoje no programa "Vamos Combinar" do G N T, mulheres confessavam diante das câmeras, suas insatisfações com os cabelos, o que não é nenhuma novidade. Quem tem cabelo crespo quer cabelo liso, quem tem liso quer crespo, a conhecida regra das insatisfações humanas... Uma moça entrevistada, chegou a confessar que não sai de casa sem chapa-los, jamais lava os cabelos em casa, somente no cabeleireiro, nunca toma banho de mar  e de sol, chuva nem pensar... Eu fico pensando se isto não é o inferno na terra, vamos combinar não é? Mas os homens também tem suas insatisfações que não assumem publicamente como as mulheres, embora, cada vez mais eles estejam saindo em busca de recursos que não seja a antiga toquinha de meia de náilon roubada da irmã ou da amiga e usada durante a noite na cabeça para alisar ou diminuir o volume do cabelo.

Perdoem a falta de tempo, os dias eram assim!..

Tenho me sentido em falta com algumas coisas e isto tem me deixado envergonhado pela minha total ausência que devo dizer é somente física, por que minha cabeça esta dividida em outros espaços. Uma pessoa emocionalmente ligada a mim está hospitalizada e eu ainda não consegui arrumar tempo para vê-la. Outras pessoas também especiais que eu não tenho conseguido visitar, por que minha vida está acumulada de compromissos que não são possíveis neste momento desfaze-los. Mas eu também não posso reclamar, me propus a cumprir estes objetivos pessoais até o final, que já está bem próximo de acontecer. A vida tem desses ganchos de açougue, que nos abriga a pendurar obrigações em favor de outros não menos importantes e necessárias. Hoje é o meu primeiro dia em casa, contemplado por uma licença funcional a que tenho direito e dando uma olhadinha pra traz, percebo o quanto sobraram coisinhas que fui adiando pela falta de tempo e que agora devem ser resolvidas neste curto espaço de 15 dias. 

Es-ti-lo-so.

Soube em conversa com um amigo, que meu atual cabeleireiro me acha um cara estiloso. Eu tenho cortado o cabelo com ele, a pouco mais de dois meses e fiquei pensando sobre isto por alguns minutos e conclui que "não gosto desta palavra", ela pesa demais sobre os meus ombros, porque me submete a uma responsabilidade maior do que eu tenho para oferecer. Por exemplo, quando alguém nos fala alguma coisa positiva, e que parece elogiosa, seja de caráter estético ou não, temos a tendencia de nos esforçarmos ainda mais para não decepcionarmos- (Mas não decepcionar a quem?..) e em se tratando desses padrões, tudo é muito relativo sob o prisma das percepções pessoais que se alteram a todo o momento.

SANTA VITÓRIA DO PALMAR, A CIDADE DOS FARÓIS.



A primeira vez que eu estive em Santa Vitoria do Palmar foi em Abri de 2010, no feriadão de Sexta Feira Santa e Domingo de Pascoa, que pode ser LIDO AQUI e esta semana por ocasião de uma visita técnica a o Uruguai, tive que falar aos meus colegas de curso sobre a cidade, em função dela estar na rota do país que visitamos. Santa Vitória do Palmar é um município privilegiado por suas belezas naturais, possuindo tanto água doce como salgada em seu entorno. Em função disso, caracteriza-se cada vez mais como um pólo turístico no extremo Sul do Estado, tendo como destaques na área do lazer o surf, body board e a pesca.

O APELIDO DE MERGULHÕES:
Santa Vitória do Palmar possui um baixo índice populacional e a simplicidade de seus moradores, aliada a alguma inibição diante de pessoas de fora da cidade, lhes concedeu o apelido de mergulhões, pássaro da região que ao sentirem-se ameaçados com a presença de estranhos, mergulhavam para não serem percebidos.

ORIGEM DO NOME:
Seu nome Santa Vitória do Palmar é uma homenagem a Santa Vitória, uma santa italiana da qual a família do fundador da cidade era devota. A imagem da santa chegou ao povoado em 1858, vinda da cidade de Ravena, na Itália e o termo "Palmar" foi dado em razão da grande quantidade de palmeiras de Butiá existentes na região, possivelmente trazida pelas aves migratória que sobrevoam aquelas bandas e suas lagoas até hoje.


RESERVA DO TAIM:
Santa vitória do Palmar é uma cidade pequena e para se chegar até a sua sede, cruza-se a Reserva Ecológica do Taim, uma grande planície, cuja a paisagem é uma imensa faixa de terra com áreas extensas de campo, ora pantanoso, alagadiças, habitat de aves, jacarés, capivaras, e outras espécies de mamíferos. Esta extensa faixa de terra, que passa por Santa Vitoria do Palmar e adentra o Uruguai, era conhecido no passado por campos Neutrais. Durante a travessia de carro é necessário o controle da velocidade, para evitar atropelar animais que cruzam a pista, alguns de grande porte, como as capivaras.


CAMPOS NEUTRAIS:
Em 1777, portugueses e espanhóis celebraram o tratado de Santo Ildefonso, onde estes trocavam Colônia do Sacramento pelas Missões. Entre estes dois territórios ficou uma faixa de terra "sem dono". Essa zona (da Estação Ecológica do Taim ao município do Chui), onde hoje se encontra Santa Vitória do Palmar, ficou conhecida como Campos Neutrais, ou seja, não pertencentes nem a espanhóis e nem a portugueses. Sua proximidade geográfica com o Uruguai, favoreceu a concentração de muitos criminosos na região conhecida, na época, como "terra sem lei". Mais tarde, as terras passaram da Espanha a o domínio português de acordo com o Tratado de Tordesilhas. 


LAGOA MIRIM:
A cidade possui duas grandes lagoas em seu território: a Lagoa Mirim e a Lagoa Mangueira. Um pequeno porto lacustre se encontra às margens da Lagoa Mirim a dez minutos do centro de Santa Vitória do Palmar, tendo acesso pela Av. Getúlio Vargas. Durante os últimos anos, a prefeitura do município investiu em reformas para a revitalização do porto com a finalidade de desenvolvê-lo em relação ao turismo e também, com a tentativa de integrá-lo como porta de entrada e saída de produtos comercializados pelo Brasil ao Mercosul. À beira da lagoa, no entorno do porto dispõe de quiosques e churrasqueiras, o que oferece à população da cidade uma oportunidade de lazer. A Lagoa Mirim é palco de intensa atividade pesqueira e apresenta preciosas paisagens, incluindo o seu pôr-do-sol, considerado um dos mais belos da região. A lagoa permite a prática do iatismo esportivo e a pesca.




PRAIA DO HERMENEGILDO:
Santa Vitória do Palmar possui duas praias; a Praia do Hermenegildo e a Praia da Barra do Chuí, onde faz fronteira com o Uruguai. A Praia do Hermenegildo é o balneário mais frequentado. Em 1978 ocorreu o fenômeno ambiental descrito como maré vermelha, que chegou a atingir outras praias mais distantes como a Praia do Cassino, e Punta del Este, no Uruguai. O acontecimento teve grande repercussão na mídia nacional e internacional. Na época, surgiram diversas hipóteses para justificar a mortandade de peixes e outros animais marinhos na região, além de problemas respiratórios em algumas pessoas.



PRAIA DA BARRA DO CHUI:
A Praia da Barra do Chui é a primeira praia brasileira chegando do Uruguai. Faz fronteira com a Barra del Chuy, balneário uruguaio de mesmo nome, separada desta pela foz do Arroio Chui - de onde origina-se o nome. Por muito tempo, a Barra do Chuí foi considerada um balneário exclusivo da elite vitoriense, hoje em dia, seus veranistas são, em maior parte, turistas uruguaios e argentinos. Isso se deve à sua proximidade com a zona de comércio internacional do Chuy, formada por seus free shops.



FAROL DE ALBARDÃO:
O litoral de Santa Vitória do Palmar também é conhecido como "a cidade dos faróis". Em toda sua extensão litorânea, estão distribuídos quatro faróis de sinalização náutica. São eles: o Farol do Chuí, localizado na praia da Barra do Chuí, ao lado do Arroio Chuí; Farol do Albardão, distante 87 quilômetros da Barra do Chuí; Farol Verga, a 110 quilômetros da Barra do Chuí; e o Farol da Sarita, situado no limite do município com Rio Grande, a 135 quilômetros da Barra do Chuí.

Afinal de contas quem está mentindo?



Acabo de ler no G1, a história de um menino de 11anos, que contou para sua mãe, ter sido estuprado por um professor, durante um evento numa cidade vizinha a sua no interior do Ceara. Segundo o relato da mãe, o menino só contou sobre o abuso dois dias após ter ocorrido a violência. Os dois não se conheciam, mas o garoto afirma que o professor o chamou até um beco e o estuprou. O professor, de 25 anos, compareceu à delegacia e prestou depoimento negando ter praticado o ato sexual com o menino e alegando que o garoto o assediou, que houve o encontro e carícias, mas nega o ato sexual. O suspeito vai responder ao processo em liberdade, pois não houve flagrante. O garoto e a família foram para a cidade de Quixeramobim, onde o menino será submetido ao exame de corpo de delito para prosseguimento ou não no processo criminal.
O que eu me pergunto intimamente aqui com os meus botões, é se um garoto de apenas 11 anos, seria tão ardiloso e capaz de articular uma situação desta. Por outro lado a explicação do professor diante deste fato, não convence nem a mim como ao cachorro faminto da esquina e considerando-se que o abuso não se restringe somente ao ato sexual em si, ele parece já estar encrencado no próprio depoimento, não é mesmo...

A festa de Nani Sexy.

A animação feita por meu colega de curso, dentro do ônibus, no retorno de Montevidéu para Porto Alegre, fez o maior sucesso, constatado pela alegria e muitas gargalhadas de todos presentes, inclusive eu. A figura de um homem fazendo humor travestido de mulher, parece sempre provocar este comportamento de liberação das pessoas, que certamente não seria o mesmo se não fosse um teatro com o objetivo de provocar risos.
Este estereótipo da bixa louca, afetada, cheia de trejeitos afeminados e exageros posturais é a divisa limítrofe que distancia a fantasia da realidade em que vivem os gays na atualidade e que lutam pela garantia não só de seus direitos, como pelo respeito ao que são na sua totalidade. A brincadeira foi ótima, mas eu não deixei de pensar também sobre isto.

Amiguxo...

Aprendi com alguns jovens tempos atrás, uma gíria muito utilizada entre eles que achei engraçada e que acabei utilizando-a também por acha-la divertida e que por mais boba ou absurda que pareça, tem sua lógica ancorada num conceito com características obvias a cerca de algumas atitudes humanas também engraçadas... Essas linguagens novas, se tornam parte do nosso cotidiano e chegam até nós na maioria das vezes, sem conhecermos sua verdadeira origem e das mais variadas formas  possíveis, seja numa brincadeira entre amigos ou numa observação intencional e então por alguma simpatia a adotamos e a transformamos numa espécie de clichê que passamos para os outros, como forma de torna-la publica e darmos boas gargalhadas em conjunto.
O amiguxo deve ter surgido assim, uma palavra inventada a o acaso para designar um tipo de pessoa num grupo, que está sempre na volta da uma outra, ouvindo-a passiva e amigavelmente, sem nunca ser incisivo nas suas colocações. É do tipo amável, que aconselha, que se cala na hora certa, que ouve, que apóia, que apazígua as magoas com palavras mansas e reforçadas por alguns carinhos tímidos, sem nunca ultrapassar limites. Divide o mesmo cobertor para aquecerem os pés, o pacote de bolachas recheadas e até os fones de ouvido para curtirem a mesma musica juntos. Troca confidencias, sonhos, beijos de selinho e às vezes até sente ciumes sem saber por que razão. Sofre de uma especie de amor platônico. O amiguxo está sempre a volta do outro de antenas ligadas, expressando cumplicidade no olhar e resistência a aproximação de terceiros. Se perguntado pra ele se estão namorando a resposta é imediata, somos apenas amigos. Há quem diga que o amiguxo é um esperto, uma espécie de predador de unhas e dentes aparados, aguardando o momento certo para devorar sua presa ao acaso e sem nenhum esforço. 

A noiva e o Cão.

Hoje à noite em aula, eu e meus colegas fizemos a tradução do espanhol para o português, da musica "En el muelle de San Blas", de autoria de Fher Olvera, líder e vocalista da Banda Maná, que conta a história de uma velha senhora de 70 anos, que perambulava no Puerto San Blás, no México, com seu vestido de noiva em trapos, a espera de seu grande amor que partiu para o mar e nunca mais voltou. A historia parece ter realmente existido, e a musica nasceu quando esta mulher foi vista sentada no cais, possivelmente esperando o retorno dos barcos do qual acreditava trazer de volta o seu amado. Fher Olvera e Alex que passavam férias por lá, a teriam visto e indagado junto aos moradores quem era aquela mulher e lhes foi contado que ela era tida como louca e que todos os dias vinha até o caís, vestida de noiva, a espera do homem, que prometeu busca-la mas nunca retornou. 
Esta historia me fez lembrar do filme "Sempre ao Seu Lado" que também foi verídica, porém conta a forte relação de amizade entre um professor universitário vivido por (Richard Gere) e seu cão adotado. O professor morre de infarto, e o cão todos os dias vai até a estação do metrô durante 9 anos, na expectativa de que seu dono reapareça. Ao cão foi construído uma estatua de bronze em sua homenagem, para a velha mulher vestida de noiva, uma bela musica, para nós o aprendizado de duas tristes histórias, apoiadas em expectativas que não se cumpriram por determinação do destino.

Viagem Técnica em Montevidéu


Desta vez minha ida para Montevidéu não se destinou a fazer turismo pessoal como das outras vezes, mas uma viagem técnica de aprendizado e conhecimentos, guiado por profissionais da área de turismo, em função do Curso de Guia de Turismo que estive envolvido desde Março deste ano. Claro que revi lugares anteriormente visitados, mas acabei conhecendo outros de muito interesse que serviram para ampliar o leque de possibilidades culturais e de entretenimentos que a cidade tem para oferecer, para quem a visita.

E eu estava certo, para se conhecer uma cidade, devemos retornar outras vezes, quantas vezes forem necessárias, porque uma cidade não se revela numa unica vez, em cada momento podemos descobrir mais detalhes, colher mais informações e é isto que torna essas experiencias pessoais mais interessantes e apaixonantes, as surpresas. O ônibus que locamos da Orion Turismos, era de um conforto por excelência, com bancos tão amplos que eu consegui dormir na viagem, coisa rara e o hotel foi o London Palace localizado no centro de Montevidéu, a poucos metros da Avenida 18 de Julho, cercada por galerias, cafés, restaurantes, boutiques, cinemas, teatros, cassinos, pubs e o Centro Histórico a poucas quadras. Não pretendo me estender demais neste post, pois já descrevi em outras postagens alguns detalhes desta viagem, mas na medida do possível em que eu for lembrando, compartilharei outras coisa que achei interessante.

O que tem na Parrilha uruguaia?

Se tem uma coisa que eu não aceito comer na parrilha uruguaia, (churrasco feito sobre a lenha e não carvão, onde se aproveita todas as partes do gado e ainda utilizam embutidos) é a tal de morcilha preta adocicada e feita de sangue do boi.



Me dá uma sensação absolutamente desagradável. Eu penso que aquilo pode ser qualquer coisa, menos algo que se possa colocar na boca e comer. Agora pensem o que quiserem, não tô nem ai!.. Até um gato gordo eu mandava ver, se não assistisse ao sacrifício e depois de duas garrafas de "médio y médio". uma aparente inocente mistura de vinho branco e champanhe que parece deixar tudo possível depois de alguns goles. Que tal este gorducho que encontramos num Café, no caminho da viagem?..


Um grupo diferente.

Cheguei de Montevidéu em Porto Alegre no Domingo de noite, sendo recepcionado por algumas pancadas de chuva, que ficaram mais fortes durante a madrugada. Não precisava ir ao trabalho na Segunda e mesmo cansado da viagem, fiquei resistindo a o sono e me lembrando que talvez esta viagem tenha sido melhor que a de Curitiba, realizada entre os dias 15, 16 e 17 do mês passado. Curitiba foi uma experiencia ótima, mas, [...] 
A professora acertou em cheio quando me confidenciou que em Curitiba eramos um grupo e que em Montevidéu eramos outro totalmente diferente. 
Também acertou quando disse numa outra ocasião em aula, que não seriamos os mesmo depois destas viagens técnicas, possivelmente por que alem do conhecimento e do aprendizado, perceberíamos outras descobertas pessoais favorecidas pelo meio e as relações que se instalam entre as pessoas num grupo com objetivos semelhantes, porem com métodos diferentes para alcança-los.
Em Montevidéu me senti mais seguro e solto, talvez por já conhecer a cidade e também menos irritado por estar mais desligado de algumas regras impostas que me incomodavam e que as considerava absurdas. Me senti também mais leve, principalmente por ter decidido por desobedece-las de maneira consciente e racional, pois se contrapunham aos conceitos que tenho de civilidade, confiabilidade, maturidade e tudo mais que acredito. O grupo estava realmente diferente e me atrevo a dizer; mais confiante, mais critico e principalmente mais corajoso em demonstrar suas opiniões pessoais que vão se revelando com a maturidade das relações e isto é crescimento.

Postagem em destaque

TÔ PENSANDO QUE:

Quando as nossas emoções, alegrias e tristezas passam do tempo, nossos sentimentos humanos ficam acomodados numa cesta do tempo recebendo so...