Frio, intimismo.


Não faço ideia que temperatura está fazendo agora à noite em PoA, mas faz muito frio por aqui. Apesar disto, gostaria de estar neste momento na serra e particularmente num lugar bem afastado destes polos turísticos que enchem de gente, para apreciar as baixas temperaturas ou a neve que surge sempre de surpresa e de madrugada. 
Cambara do Sul, São Jose dos Ausentes, São Joaquim ou Bom Jesus seriam os lugares ideais para este momento de intimismo, por ser mais afastado e não possuírem toda a qualidade e infra estrutura oferecida por Gramado, Canela ou Nova Petrópolis.
Eu sou mais rural, mais reservado, menos chegado a lugares que circulam muita gente.

A Hora do Perdão

A cena dos últimos momentos de André (Lázaro Ramos), com  seu pai Gregório (Milton Gonçalves), no hospital antes de morrer, no capitulo de hoje em Insensato Coração, foi de cortar corações, uma especie de ressurreição pautada de ressentimentos, de solidão, com frases recortadas de sentimentos que perderam a referencia de paternidade causada pelo medo e o vicio do álcool e que somente o reconhecimento da finitude da vida é capaz restabelecer lacunas possíveis de perdão. A cena de hoje, deve ter mexido, não só comigo, mas com muitas pessoas que vivenciaram uma relação de ausência como essa, mostrada na novela.
Milton Gonçalves, dispensa qualquer comentário sobre sua competência como ator e cujo talento lhe valeu num só ano, os quatro principais prêmios brasileiros de melhor ator como o Troféu Candango, Air France, Governador do Estado e Coruja de Ouro, por sua atuação no  filme "A Rainha Diaba", alem de tantos outros prêmios merecidos.
Eu me lembro de mim e uma amiga, te-lo encontrado num Shopping no Rio de Janeiro, ao lado de sua filha, escolhendo lingeries numa boutique e nunca esqueci de sua amabilidade, simplicidade e simpatia conosco e  que sem dúvidas é uma características dos que são grandes.

O Pôr de Sol da minha janela.

Eu estava na janela falando ao telefone, alguns dias atras, quando olhei para o horizonte e percebi a variação de luzes e cores no céu. Estava entardecendo e tive a ideia de fotografa-lo e guardar as fotos para um futuro post. Eu ainda fiquei meio tímido pois era umas cinco horas da tarde e as pessoas e jovens que passavam na calçada, vindo talvez de suas escolas lá embaixo, olhavam pra mim desconfiadas de que sua privacidade pudesse estar sendo invadida.
Mesmo assim continuei. Infelizmente as fotos não saíram perfeitas, pois foram feitas com telefone celular e acionadas por um dedo nervoso e não profissional. Tudo acontecia muito rápido, pois como se sabe, as mudanças da natureza nada espera para se transformarem.
Pensei em bate-las em sequencia, mas não sei se consegui passar isto aqui no blog. A visão real é mil  vezes mais bonita que a fotografia em si, emboa até tenha gostado das fotos. De qualquer forma valeu pela intenção de transmitir este momento mágico em toda a sua grandeza e evidente beleza e que por vezes nos passa tão desapercebida pela pressa e falta de atenção.
Em seguida minha mãe ligou dizendo que o inverno estava chegando. Minha mãe é muito inserida nestas histórias, do qual sabe que também gosto. 
Pois bem, o inverno entrou hoje, dia 21 de Junho às 14horas e 16 minutos, depois de dois dias de chuva intensa, em que o Outono se despediu. A data de hoje, também era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral a associavam simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento.

A Justiça ou os juízes é que são cegos?

A gente sabe, ou ao menos se tem a impressão, de que algumas "autoridades" parecem viver num outro mundo e assim tornando-se inacessíveis a nós  pobres mortais, pelo fato de possuírem o poder de decidir sobre nossas vidas. São gente como a gente; comem, bebem, dormem, vão a supermercados, fazem xixi, coco, erram e acertam como é comum a qualquer ser humano. O que é inaceitável é perceber que alguns deles, cometam erros galgados em interpretações equivocadas da lei, através de suas visões e conceitos moralistas, o que também acaba por nos causar descrédito em sua  competência e no cumprimento da lei, fazendo-nos crer que tudo não passa de uma grande piada. Estou me referindo ao Meritíssimo Juiz Jeronymo Pedro Villas Boas, que determinou a anulação da primeira união estável reconhecida entre homossexuais, firmada em Goias. Villas Boas não só anulou o documento, como também determinou que todos os cartórios de Goiânia não realizassem qualquer contrato de união entre pessoas do mesmo sexo. 
Conforme foi publicado no Jornal Tribuna Norte nesta semana, para o juiz Villas Boas, reconhecer este tipo de direito à homossexuais é o "mesmo que admitir que um determinado vocalista de banda de rock fizesse a exposição de seus órgãos íntimos em público".
Eu me pergunto se é possível acreditar na competência de uma pessoa  desta, licenciada a tomar decisões sob o enfoque de se fazer cumprir a lei?
meritíssimo pelo que parece, se sente superior a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), cujos ministros votaram por unanimidade a decisão de reconhecer a união estável entre casais do mesmo sexo e esquecendo que tal decisão, baseou-se entre outras coisas, no artigo 5.º da Constituição, que diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.
A incidência deste fato lamentável, deverá abrir uma brecha para que o STF aprove uma legislação específica  que regulamente esta nova união e assim garantir seus direitos fundamentais. 

Vaga Zero

O Cremers- Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul,  publicou no Diário Oficial do Estado, no último dia 09, uma resolução disciplinando a conduta dos médicos reguladores acerca do conceito de "vaga zero". Também foi publicada nota oficial, no dia 15, informando a população sobre a medida, abrindo um leque de discussões entre a sociedade e profissionais de saúde envolvidos. A resolução, que será avaliada pela Promotoria de Direitos Humanos, irá instaurar um procedimento administrativo para acompanhar esta resolução.  A portaria 2.048 de 2002 do Ministério da Saúde, de acordo com o Cremers, permite que pacientes entregues por ambulâncias a hospitais sem vagas não sejam aceitos. Os Ministério Públicos do Estado e da União, estudarão a resolução para avaliar a legalidade do documento, publicado no Diário Oficial assim como  deverá chamar o Cremers para discutir a portaria.
Leia, a seguir, a íntegra do documento no site do Cremers: Aqui
Na minha opinião a portaria 2.048 que estabelece a Vaga Zero, é uma piada de mal gosto e que na pratica nunca funcionou pelo simples fato de obrigar os serviços de saúde  a acolherem pacientes, sem disponibilidade de leitos e recursos para isto. A portaria também forçou uma limosidade entre os profissionais das duas pontas; os que mandam e os que recebem estes pacientes. Não se pode criar leis, sem que haja recursos para cumpri-las e acordos que viabilizem, tal decisão.

PAPEL AMASSADO

Por que será que eu me apresso a tomar banho, trocar de roupa, me pentear, me perfumar e me deslocar, se no final.., fico tão deslocado de tudo e de todos? Acho que fui deslocado a vida toda!..
A minha felicidade não é esta, ela é fragmentada e cheia de armadilhas que me faz observar, questionar e depois me distrair, me distanciar. O meu desejo não é este, por que eu estou apenas emprestado nestas cenas de falsas alegrias sociais?

A Arte não pode morrer!



Toda a forma positiva e de manifestação em prol da criação, manutenção e crescimento de espaços para que seja difundida a arte, é digna de respeito e admiração. A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre se tornou pioneira quando lançou seu projeto de construção do Centro Histórico Cultural Santa Casa, um espaço de 3.200m²  dentro de seu complexo hospitalar e destinado a tornar público e acessível seu riquíssimo acervo de obras de arte, livros, móveis, utensílios e documentos dos séculos 19 e 20. O espaço, abriga museu, biblioteca, cineteatro, centro de convenções e de atividades culturais, que para se manter vivo, necessita constantemente de incentivos como doações, para que seja mantido viva a história desta cidade. Eu achei muito bonita e criativa a propaganda veiculada na TV, inclusive com a participação de um amigo meu, tocando violoncelo e que indiscutivelmente também é um lutador  de  causas nobres.  

Mortes em Bangkok

Eu me encontrava numa destas vilas em Bangkok, na Tailândia, mas antes de me parecer mentiroso e se surpreenderem com o que estou dizendo, vou logo explicando que não conheço Bangkok e que tudo que estou relatando, não passou de um sonho, um pesadelo. O que conheço deste lugar, deve-se a imagens de alguns filmes de gerra oyu ação que devo ter assistido na TV e que pelas características do lugar muito pobre e com pessoas de olhos meio puxado, caminhando nas ruas e se comunicando numa língua estranha, concluí que devia ser por lá. 
Eu estava num grupo de pessoas desconhecidas e precisávamos nos esconder de alguma coisa que acontecia na cidade e onde estávamos sendo procurados por algum crime. Dormíamos num esconderijo que parecia um grande celeiro, onde nos cobríamos com muita feno para nos protegermos do frio e da umidade, já que estávamos com a roupa toda molhada. Deitávamos espalhados, mas em grupos de dois e com nossos corpos colados para que pudéssemos nos aquecer. A noite parecia interminável e todos naquele grupo de seis pessoas, inclusive eu, parecíamos estar apavorados por corremos algum risco de sermos exterminados a qualquer momento por militares armados de fuzis. 
A medida em que a noite passava eramos despertados com a descoberta de um dos colegas inexplicavelmente morto, deitado do nosso lado. Seus corpos frios, pálidos e com manchas roxas, iam sendo descobertos pelos que ainda sobreviviam no meio dos fenos, causando pavor e muitas desconfianças entre todos. 
O cadáver que estava do meu lado, era de uma mulher de cabelos longos, alguns fios brancos, traços faciais que lhe conferiam mais de 58 anos e seus olhos sem brilho, davam-lhe uma expressão de que tinha sido morta por asfixiada. Eu a abraçava, sacudia seu corpo, sem saber oque estava acontecendo e por que estávamos ali. Lembrava que minutos antes, falava de seu desejo de ter uma plantação de girassóis.

72 Horas

Cheguei em casa esfomeado, eu sabia que não chegaria a tempo do vernissage do amigo Cavalcanti que a muito não prestigio seus trabalhos. De qualquer forma ficará para uma nova oportunidade.
Está acontecendo hoje, com inicio às 19h 30min. na Casa de Cultura Mario Quintana, a exposição de 10 artistas plásticos chamada "72horas". 
São eles: Carlos Asp, Cláudia Sperb, Denise Helfenstein, Felipe Caldas, Gelson Radaelli, Marcelo Monteiro, Rodrigo  Núñes, Túlio Pinto e Wilson Cavalcanti (Cava). 
A curadoria está a cargo de Felipe Caldas e comemora os cinquenta anos do Atelier Livre de Porto Alegre. O trabalho surgiu a partir de uma residencia onde os artistas ficaram 72 horas, dividindo o mesmo espaço, com o objetivo criativo de executar trocas através de suas vivencias com a arte. Durante esta convivência eles foram  acompanhados por um teórico de arte – Maria Amélia Bulhões (doutora em história da arte, curadora, crítica e professora do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS). 
A Casa de Cultura Mario Quintana fica na (Rua dos Andradas, 736- sexto andar) com entrada franca.

Algumas das 100 Leis de Murphy

Esta tudo muito complicado nestas ultimas semanas. O que é que eu faço com esta dor nas costas que me escraviza a vários dias? Eu senti piora, desde aquela tarde que levantei na maca, um homem pesado que caiu do sotam, quando consertava o sistema de ar condicionado. Ele estava esteado no chão de porcelanato com as pernas e braços esticadas, mas a cabeça mexendo em todas as direções. Cara chato, reclamava o tempo todo do colar cervical apertado no pescoço e não parava quieto por um segundo, desconfiado com o que iríamos fazer com ele, enquanto eu quase morria de dor nas costas.
Já dormi  bons sonos, mas acordo destruído pela manhã. Usei Paracetamol, Dorflex, Ibuprofeno, exercícios de alongamento, chá de Maçanilha, de Quebra Pedra e nada de melhorar. O que mais terei de fazer? Estou com a semana cheia.
Tenho uma sindicância pela manhã, receber os novos médicos na base à tarde, limpeza dentaria à noite, que terei de adiar por falta de dinheiro. 
Semana passada enquanto saia para um atendimento, perdi a restauração de um dente que nem mais lembrava que um dia tinha restaurado. Por sorte, consertei-o na mesma noite, num consultório odontológico de urgência.  Dá pra imaginar minha cara com uma cratera no dente da frente, estilo Jeca Tatu? Não posso perder o humor! Pareço estar vivendo nestes dias, algumas das 100 Leis de Murphy.
Hoje ouvi uma piada na TV, que me fez rir demais: "Se quem tem boca vai à Roma, por que o fogão nunca saiu da cozinha?" Esta é boa e quem sabe somente eu ache graça!

Honoráveis bandidos

O projeto de lei que promove mudança na Lei Geral de Acesso à Informação está em tramitação no Senado, na Comissão de Relações Exteriores. Durante a tramitação na Câmara, os deputados mudaram o texto que, agora, prevê que todos os documentos considerados ultrassecretos terão que se tornar públicos após 50 anos. Inicialmente, o governo da presidenta Dilma queria que a proposta fosse aprovada pelo Senado a tempo de ser sancionada no dia 3 de maio, data em que se comemora do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Contudo, atendendo ao pedido dos ex-presidentes da República e atuais senadores Fernando Collor (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AP), o governo decidiu retirar a urgência da matéria para aprofundar a discussão sobre o tema. Meu Deus, até quando estas maracutaias? É evidente a preocupação de José Sarney e Fernando Collor. Eles temem e tem muito o que esconder. O presidente do Senado, José Sarney, defendeu a manutenção do sigilo eterno sobre documentos considerados ultrassecretos. Em entrevista ao Estado, a nova ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou que o governo vai defender o sigilo eterno para atender ao desejo de ex-presidentes, Sarney e Fernando Collor (PTB-AL), hoje senadores e integrantes da base aliada. 
De acordo com entrevista dada por José Sarney, a abertura de documentos histórico poderia abrir feridas do passado. 
Sarney também nega, que sua defesa do sigilo eterno tenha como objetivo ocultar ações ilicitas quando presidiu o país. Ele afirmou que é preciso divulgar tudo que for relativo ao passado recente:
“_Sou um homem que nada tenho a esconder”. 

O Sobrevivente do holocausto

Hoje pela manhã fazendo minha caminhada, nem sempre diária,  na praça em frente da minha casa, me surpreendi com a presença de um galo passeando garbosamente sobre a grama e olhar desconfiado para as pessoas que passavam por ali. Era uma recíproca troca de olhares curiosos, os das pessoas que estranhavam a sua presença e o dele que parecia estar num ambiente completamente estranho ao que deveria estar acostumado.
Fiquei curioso de encontra-lo solto e me perguntei quem teria deixado uma ave, em particular um galo, num lugar publico,  onde circulam tantas pessoas que se deslocam para o trabalho, faculdade, supermercados e também realizam caminhadas para gastar seus quilinhos extras, como eu. Seu dono, de hábitos exóticos estaria por perto, controlando a ave em um de seus passeios matinais?..; Afinal tem mania pra tudo neste mundo cujos direitos e liberdade são cada vez mais exigidos e ter um galo como animal de estimação, não seria uma grande surpresa!.._ pensei com meus botões.
Bem, continuei fazendo minha caminhada e quando comecei a sentir que meu limite estava chegando, depois de 40 minutos, resolvi voltar para casa pelo mesmo caminho. O galo ainda estava circulando pelo mesmo lugar enquanto um instrutor de auto-escola, tentava se aproximar sem assusta-lo. Quando passei por perto, era o meu caminho, o homem me comentou que ele e seu aluno o haviam solto do despacho da esquina onde encontrava-se amarrado por alguns barbantes e inacreditavelmente vivo.
Fiquei mais surpreso ainda. Existem despachos feito com animais mortos e que na maioria das vezes são sacrificados nas esquinas em rituais sangrentos, durante a madrugada e nesta região onde moro, pela riqueza de praças,  se torna um ambiente facilitador para estes sacrifícios religiosos, deixando os moradores revoltados quando se deparam com toda esta sujeira na beira das calçadas, na frente de seus portões. São velas, bebidas, doces e animais mortos que ficam dias se decompondo, criando moscas e doenças. 
Quanto ao Serviço de Limpeza Publica, muitas equipes fazem vistas grossas a este tipo de lixo, por questões culturais, muitos não gostam de mexer em coisas de caráter religioso. Vamos que eles peguem algum feitiço, não é mesmo? 
Existe a Lei 4114/07 votada e aprovada na Câmara Municipal de Porto Alegre e publicada no Diário Oficial, que proíbe depositar em passeios, vias ou logradouros públicos, rios, lagos, lagoas, riachos, córregos ou em suas margens, animais mortos ou parte deles sob pena ou multa de 50 a 150 UFMs.(unidade financeira Municipal) que agora em 2011  vale: R$ 2,6048 implicando em multas de R$ 130.24,00 à R$ 390.72,00.
Por outro lado, segundo a legislação Brasileira, nenhuma lei municipal ou estadual, pode sobrepor os desígnios da Carta Magna. Sendo assim, proibir religiosos Africanistas, Umbandistas e/ou Candomblecistas de realizarem ritos envolvendo despachos em rios, matas ou encruzilhadas o que fere o princípio de liberdade religiosa estabelecido no Artigo V da constituição nacional.
Mais uma vez o cidadão contribuinte fica submetido a leis mal elaboradas que se desencontram nas diferentes instancias e não fornecem os devidos subsídios  para execício de seus direitos e cidadania. Mas voltando a historia do galo, é inacreditável ter sobrevivido.

O cara mais chato da Novela das 9.

Não é  à toa que seu  irmão Leonardo,  o odeia tanto. O cara é um pé no saco; passou parte da  novela brincando de ser herói, conquistou uma das mais belas e ricas personagens da trama, sem muito esforço e depois que sofreu o acidente aéreo e ficou parapléglico, entrou numa tal deprê  que perdurou até  depois de sua recuperação. Acho que o cara não tem saída mesmo, ele manterá seu mal humor e clima de tensão até o ultimo capitulo. Numa das conversas com seu pai esta semana, o cara parecia tão  dramático que visivelmente cuspia pelos cantos da boca. 

Pra que serve o amor?

No Sábado à noite tive dois compromissos marcados: Jantar na casa de amigos, uma galinhada feita com frango à caipira gigantesco e vinho; Depois dormir fora de casa por que tinha prometido emprestar o apartamento pelo Dia dos Namorados, num encontro de dois, olho à olho, fondue de chocolate, troca de presentes... 
No Domingo quando retornei para casa à noite, depois do plantão, encontrei este vídeo no YouTube que achei criativo para utiliza-lo em homenagem ao Dia dos Namorados (que posto agora no Diário de Bordo).

ENCONTRO ARTÍSTICO NO CLUBE CANTEGRIL EM VIAMÃO.


Sábado de tarde, aconteceu no quiosque do Clube Cantegril em Viamão, as 15 horas, o novo encontro de artistas de Viamão promovido pelo ICV- Instituto Cultural Viamonense, que tem por objetivo divulgar a cultura no município, agregando artistas das diversas áreas de expressão.


Alem de visitantes e representantes do setor Cultural da cidade vizinha, Gravataí, participaram do encontro os artistas visuais Tania Danuzzia Morrone, Luid, Silvia Cestari, Elizete Cristina com exposição de alguns de seus trabalhos, na modalidade musical a cantora Michele Cavalcanti acompanhada da banda Tambor Falante com mostras de seu trabalho autoral, o escritor Dirk Hesseling, considerado uns dos patrimônios da cultura local e as poetisas Jane Peixoto, Fernanda Blaya Figueró, uma das principais incentivadoras do evento. Ainda dentro das atividades, aconteceu apresentação de dança cigana, dança do ventre e capoeira promovidas por algumas escolas especializadas nesta arte.


As manifestações culturais em Viamão, ainda sobrevivem do trabalho árduo de seus artistas que promovem e executam esses encontros através de iniciativa pessoais com recursos do próprio bolso e com muto pouco ou nenhuma representação empresarial que apoie de maneira efetiva a cultura local.


Promessas são dívidas?

Tenho alguns planos, que aprendi a não revela-los antes de encaminha-los, de pô-los em pratica. É verdade!., isto é uma teoria que virou regra, pois na maioria das vezes funciona como uma medida de segurança, no caso de eu mudar de ideia, de descobrir que não era bem o que eu queria, de ter outros motivos que me impeçam de conclui-lo, já que na vida surgem tantos empecilhos, imprevistos... Coisa mais frustrante, ter planos, sonhar com eles, falar deles e não realiza-los. Lembro-me da história de um amigo que sempre falava pras pessoas do seu projeto de viajar pelo nordeste, com uma mochila nas costas. No tempo em que mochila nas costas era moda e conhecer o nordeste um feito corajoso. Ele falou tantas vezes nisto, que as pessoas passaram a lhe cobrar a tal aventura, sempre que o viam. O tempo foi passando e nada acontecia. Um dia já sem muita vontade de ir, por que até os projetos também tem prazo de validade emocional e desconfiado de estar sendo desacreditado,  foi obrigado a arrumar as malas e ir na marra, de tanto que lhe perguntavam sobre o tal projeto. Viajou mais por pressão externa, do que por vontade própria. Devia isto para as pessoas a quem falava frequentemente. Devia mais aos outros, do que pra si mesmo esta conquista que já tinha perdido metade do sabor inicial.
Portanto eu fico cuidadoso para que minhas palavras ou intensões pessoais, não se transformem aos olhos dos outros, numa promessa impagável. As vezes não é esta a intenção, mas acaba virando, por causa das expectativas, empolgações, ansiedades e exacerbações geradas. É preciso cuidado para que sonhos não virem obrigações desnecessárias.

Entrando na linha

No plantão passado um colega passou a mão na minha cabeça, dizendo:
_Agora sim, tá com cara de homenzinho! Embora esta observação paressesse simpática, apresentava também suas subjetividades alinhavada em conceitos de um evangélico que obviamente discordo dele.
Ele estava se referindo ao meu novo corte de cabelo já modificado à cerca de um mês, do qual ele ainda não tinha visto. Depois de usa-lo por muito tempo comprido, muitas vezes amarrado, em razão do meu trabalho e onde ouvi de alguns colegas as mais diferentes críticas negativas e alguns poucos elogios, decidí mudar por que já estava enjoado. Mas oque me fez corta-lo, foi muito mais a necessidade pessoal de modificar-me do que a  aceitação ou não das pessoas. Acho que sou daquelas criaturas que acreditam que o externo pode interferir de alguma forma no interno, quando as coisas não vão bem e eu precisava naquele momento me  ver diferente. O ruim desta alteração visual, é que deixei de ser confundido com um artista. Isto sempre acontecia. Passei do alternativo contemporâneo, para o comum socialmente aceitável. 
Mas o mundo é assim mesmo, algumas regras se apoiam em estereótipos  e não mudam nunca, vão se cristalizando em opiniões que os "homens de bem" sempre adotam para não saírem da linha,  mas antes mesmo que voltem a se acostumarem com esta normalidade diante dos olhos, minha ansiedade já tratará de fazer suas mudanças novamente. É só uma questão de tempo, aliás de espirito.

A caça ilegal de onças no Mato Grosso



Assisti na tarde de hoje, pela TV Record, um vídeo revoltante e que faz parte do inquérito instaurado pela Policia Federal brasileira, que investiga a caça clandestina de onças no Pantanal mato-grossense, revelando a ação de caçadores estrangeiros e brasileiros durante a matança de animais. O vídeo em forma de um documentário com duração de uns 20 minutos, possivelmente com o objetivo de vender esta pratica criminosa como atração turística para outros países, chegou as mãos da policia através de um estrangeiro que teve acesso às imagens.
A mulher que aparece no vídeo, a proprietária da fazenda, Beatriz Rondon, afirmou através de seu advogado, que  nunca permitiu caças em sua propriedade, uma vez que ela faz parte da Organização Não-Governamental (ONG) Sodepan, fundada por proprietários rurais, ambientalistas, pesquisadores e empresários do setor turístico e que sua fazenda, é considerada uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e faz parte da Associação de Proprietários de Reservas Particulares de Mato Grosso do Sul (REPAMS), apoiada por diversas instituições ambientais como a WWF-Brasil embora sua participação no vídeo, prova seu desinteresse a qualquer tipo de preservação.  
O que mais me surpreende em tudo isto, é a certeza que gente como ela tem, de que nunca serão descobertos, a ponto de se deixar filmar num vídeo tão incriminador.

IVOTI A CIDADE DAS FLORES




Era uma bela manhã de sol quando levantei da cama, olhei pela janela e decidi pegar o carro e sair para conhecer alguma cidade perto de Porto Alegre. Olhei no mapa e escolhi Ivoti à poucos quilômetros da capital.
Ivoti é uma cidade de colonização Alemã, com inicio em (1826) e posteriormente imigração japonesa nos meados de (1966), localizada à 54 quilômetros de Porto Alegre- no vale do Rio dos Sinos. 
São mais ou menos 50 minutos de carro por estradas asfaltadas e bem sinalizadas. 

Significado do nome:
O nome Ivoti é derivada da língua Tupi-Guarani,(ipoti-catu), que significa flor. Sua entrada principal é composta de um elegante pórtico com dois pilares de pedras de arenito à vista, com 10 metros de altura e uma torre onde foi instalado um relógio de mármore nas duas faces. Toda a estrutura do pórtico é estilizado as construções enxaimel, arquitetura colonial alemã da época. 

Casas em estilo enxaimel: 
As casas, são construções com estruturas aparentes de madeira, fixadas por encaixes e pregos de pau (tarugos). As vedações eram feitas de barro amassado ou de alvenaria (pedra ou tijolos) e os telhados de tábuas arredondadas na ponta.


Outra característica, são os tetos baixos e assoalhos em madeira maciça e larga, normalmente de uma grande durabilidade, que resistiu ao tempo até nossos dias. Entrar no interior destas casas é como retornar ao passado e conferir de perto todos os objetos e utensílios usados por seus colonizadores, tudo muito simples e conservado, no Museu Municipal Cláudio Oscar Beckerda, no bairro histórico.


O maior aglomerado de casas construída com esta técnica, está na localidade da Feitoria Nova (Buraco do Diabo), considerado o maior núcleo deste estilo arquitetônico no país. O local é conhecido por este nome, pois os primeiros imigrantes se assustavam com os animais da fauna brasileira, chegando a confundir um Tamanduá com o coisa-ruim. Quanto mais distante do centro da cidade, em direção à áreas rurais, mais encontramos este modelo arquitetônico, que por vezes nos faz lembrar uma casinha de boneca enfeitada com jardins floridos.


Casa Amarela:
Ainda no bairro histórico, encontra-se uma construção de alvenaria antiga e de cor amarela e aberturas branca. A casa em estilo eclético foi construída em 1907, como um importante ponto comercial da região. Foi restaurada, com recursos recebidos do Consulado Alemão em 2007. Atualmente, serve de espaço gastronômico, para quem deseja provar a típica comida alemã nos fins de semana. 


Ponte do Imperador: 
O acesso à Feitoria Nova, se dá cruzando a Ponte do Imperador, outra atração histórica turística de Ivoti. Esta ponte foi construída em pedra Grês, na forma de arcos em estilo romano. As pedras são encaixadas e sem o uso de cimento nos encaixes, somente na parte submersa. Cruza sobre o Arroio Feitoria, construída em 1855 onde recebeu este nome em homenagem à D.Pedro II que destinou 14 contos e 317 réis para sua construção. A ponte localiza-se a 2 quilômetros do centro da cidade e é patrimônio histórico nacional.


Buraco do Diabo:
Todo seu calçamento são de pedras irregulares e por ali circulam veículos que se deslocam do centro da cidade (parte alta), para visitarem o bairro histórico na (parte baixa). Outro motivo para a conservação das casas no local, além da resistência do material empregado, foi justamente o abandono, uma vez que a área é conhecida pelas freqüentes enchentes, recorrentes até os dias de hoje. O local acabou sendo abandonado e a cidade "subiu o morro". Ivoti se desenvolveu onde hoje fica o centro da cidade e o Buraco do Diabo - (Feitoria Nova), acabou ficando abandonada, quando iniciou-se a restauração do conjunto e após as ameaças da construção de uma represa no local.
Hoje é a principal atração turística da cidade, e local onde acontecem vários eventos culturais.


Igreja Abandonada:
Outra atração que chama a atenção dos visitantes, no centro da cidade, é a Igreja Matriz de São Pedro, que os moradores chamam-na de Igreja Abandonada. Contam que o primeiro de outros incêndios que ocorreram, surgiu por ocasião de um menino ter subido em sua torre, com um lampião aceso, na intenção de observar o ninho de um passarinho, deflagrando a destruição do prédio. 


Sua pedra fundamental foi lançada em 1869 e serviu à comunidade, mesmo depois do grande incêndio, ocorrido em 1924. O templo foi tombado pelo Estado em 1986. Seu interior completamente abandonado, dá a sensação de um enorme mausoléu com paredes grossas e corroídas pelo tempo. Eu particularmente fiquei surpreso de encontrar um patrimônio histórico-cultural deste, em total abandono e desinteresse pelas autoridades locais. Encontrei nesta manhã um homem também fotografando a igreja com uma câmera profissional, que se dizia ser o tataraneto do homem que a construiu.


O QUE ACONTECEU:
Em novembro de 1924, a igreja incendiou. Conta-se que o incêndio ocorreu quando alguns meninos quiseram ir ver os ninhos de pássaros no alto da torre, à noite, e levaram consigo um lampião. Naquele mesmo ano, iniciou-se a reconstrução da igreja, que, com as reformas feitas em 1944, tomou a forma atual.
Em 1986, novamente o fogo destruiu a antiga igreja, que não mais foi reconstruída. Suas janelas quebraram e seu telhado desabou. Não se sabe o que exatamente causou esse segundo incêndio. Em 2004, o telhado foi refeito, por meio de recursos do Ministério da Cultura.

Para quem curte história, casas antigas e natureza, visitar o município é uma boa opção. Há um mirante, com vista para a Panela do Diabo, uma antiga igreja que passou por dois incêndios, estradas rurais, cachoeira e uma cachaçaria. Mas, o principal atrativo é o Núcleo de Casas Enxaimel, onde nos segundos e terceiros domingos de cada mês, ocorre a Feira Colonial de Ivoti.

Bem, havia mais coisas para se olhar e conhecer na cidade, mas como tinha a intenção de seguir viagem por outras localidades da serra, me despedi de Ivoti. Tão bela quanto as flores que ornamentam seus canteiros, a cidade das flores, conta hoje com cerca 18 mil habitantes numa área de 75 km², onde são mantidas as tradições de uma cidade pequena, alegre e festeira. 




A Cascata de São Miguel é formada pela queda d’água do Arroio Feitoria e possui aproximadamente 50 metros. Para chegar à cascata, basta cruzar o Núcleo de Casas Enxaimel e seguir por aproximadamente 4 km de estrada de chão. Uma escadaria de 300 degraus, dá acesso à parte alta da cascata.

A Cascata São Miguel abriga uma das primeiras hidrelétricas do Rio Grande do Sul, construída em 1914. Ela era responsável pelo fornecimento de energia para as cidades de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha, Ivoti e Dois Irmãos, sendo desativada em 1971.



COMO CHEGAR EM IVOTI: 
De Porto Alegre pela BR- 290, acesso para a BR- 116, passando por Canoas, Esteio, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Ivoti à esquerda.

Noite fria em Canela

Sábado estava muito frio em Canela. Tratei logo de me esquentar na cama, quer dizer, no colchão que acomodei no chão do quarto. Uma garrafa de vinho tinto, um edredon de lã de ovelha ao som de uma TV que não se ajeitava, tinha vontade própria. Acho que ela somente sintonizou os canais, depois que caí em sono profundo.
Canela estava com poucos bares e restaurantes abertos e tão frio, que os próprios moradores se queixavam da noite. A sopa de capellete  oferecida num restaurante, dentro de um pão (italiano?..),  28 reais. Tem cabimento um preço desses para uma sopa, se um café colonial estava por 30? Acho que os capelletes eram de ouro. Desisti! Bebi somente vinho. Pela manhã encontrei meu carro com uma camada grossa de gelo.

Meu filho riu desta foto quando voltei pra casa e lhe mostrei. Não, ele riu de mim por ter tirado esta foto explicando que esta camada sobre a lata do carro é realmente água cristalizada, gelo!
Com o passar do dia, o Sol foi surgindo meio minguado, aquecendo tudo, embora um ventinho frio subjugasse a temperatura real.
Ainda pela manhã, depois do café com leite, mais o básico pão d água, presunto e queijo, deu para caminhar pelas ruas e tirar algumas fotos.


Gostei demais do jogo de luzes, na Igreja Matriz à noite. Os caras sabem como atrair os turistas com essas fantasias guardadas no sub. Muitos fotografavam a mudança de cores na fachada da Igreja, inclusive eu que depois me senti comprado por uma mentira.
Antes do horário de almoço, fui para São Francisco de Paula, lá eu sabia ter comida garantida por preços que não são um assalto no bolso das pessoas. Buffet livre com carnes grelhadas: 12 Reais. Agora sim falávamos numa linguagem universal e que todos entendiam, tanto que o restaurante lotou e ainda tinha gente fazendo fila na rua.


Depois do almoço, o sacrifício de sentar na praça e fazer a digestão, ver as pessoas passarem, tirarem fotografias, sorrirem. Mas tarde tive a ideia de ir até Cambara do Sul, visitar um dos cânons para completar o dia. 

ITAIMBÉZINHO - TRILHA DO COTOVELO


Depois de passarmos a manhã de Sábado em Ivoti, cidade que eu não conhecia, e postei minha impressão aqui no blog com o titulo de: Cidade das Flores, decidi dar uma passada em Nova Petrópolis e Gramado cujas as pousadas estavam lotadas e com preços muito salgados. Canela foi então a opção garantida, onde eu e uma amiga pernoitamos num quarto simples, com TV e sem direito á café da manhã. Era um final de semana e não tínhamos pressa de voltar para casa. No Domingo, almoçamos em São Francisco de Paula e seguimos viagem até Cambará do Sul para uma visita ao cânion Itaimbézinho, totalizando quase 250 quilômetros de passeio pela serra. 


Cambará do Sul, é uma cidade pacata e serve de porta de entrada para quem deseja visitar os cânions Fortaleza (24 quilômetros) e Itaimbézinho (18 quilômetros). Apesar de pequena, a cidade oferece varias opções e pousadas como: Pousada Pôr do Sol e Itaimbeleza. Muitas não possuem site e o contato para reservas são feitos por telefone ou e'mail.




De Cambará do Sul ao Cânion Itaimbézinho são 18 quilômetros até a entrada do Parque onde são vendido os ingressos a (R$ 5,00 por pessoa, mais R$ 7,00 por veiculo estacionado). Depois anda-se mais 4 quilômetros de estrada asfaltado até a sede turística, onde um funcionário distribui panfletos informativos e orienta sobre os horário dos passeios e os tipos de trilhas a serem feitas. As trilhas por cima dos cânions pelo que entendi, não tem a necessidade de guias, são fáceis de fazer e a todo o momento circula um veiculo com três funcionários da fiscalização ambiental.


Conforme explicou o funcionário, existem 3 trilhas dentro dos limites do parque: 
A trilhas do Vértice que oferece (30% de visibilidade do cânion)
A trilha do Cotovelo com (70% de visibilidade) 
A trilha do Rio do Boi (no interior do abismo).
Como chegamos próximo das 15 horas,  informaram-nos da possibilidade de fazer apenas uma das trilhas sobre o penhasco (a do Vértice ou do Cotovelo), visto que a região rapidamente escurece ou surge neblina dentro do abismo, dificultando a visibilidade. Escolhi fazer então a Trilha do Cotovelo, com maior visão de extensão e profundidade do abismo.


A trilha do Cotovelo:
É uma caminhada fácil por estrada de chão, num percurso de mais ou menos 6 quilômetros, que leva em torno de  2 h. 30 min.(ida e volta), até um mirante com uma visão geral do Cânion. A vista dos paredões e o abismo, são imperdíveis. O tempo todo encontra-se pessoas na trilha, fazendo o caminho de volta, espantados com tamanha beleza do lugar. As paredes rochosas tem uma coloração branca misturada com o verde da vegetação e rapidamente o fundo do abismo começa escurecer como se as próprias paredes fizessem sombra no seu interior. 


O Cânion do Itaimbézinho é o mais famoso do parque e também um dos maiores do Brasil. Sua extensão chega à 5.800 metros e sua largura máxima alcança os 2000 metros. As paredes rochosas têm uma altura máxima de 720 metros e são cobertas por uma vegetação tipica baixa e pinheiros nativos. Para quem nunca esteve à beira de um cânion, a sensação é realmente indescritível. São formações rochosas de pelo menos 130 milhões de anos, que parecem terem sido cortadas ou aparadas de maneira minuciosa com uma grande lâmina afiada. Por sinal o nome do cânion vem do Tupi-Guarani que significa: Ita (pedra) Aí'be (afiada). 


Toda esta região dos Aparados da Serra possui uma farta riqueza de lugares a serem visitados, que apenas num dia  se torna impossível ver tudo; são rios, cachoeiras, montanhas, campos, abismos, pequenos vilarejos que parecem ilustrações.
Retornei para casa à noite e com a promessa pessoal de retornar a este magnífico lugar e fazer as outras trilhas que também devem ser de uma beleza incalculável. Até a próxima!


Postagem em destaque

TÔ PENSANDO QUE:

Quando as nossas emoções, alegrias e tristezas passam do tempo, nossos sentimentos humanos ficam acomodados numa cesta do tempo recebendo so...