A rua vazia
Historias que se conhece
A barra da Morte é que ela não tem meio termo...
Resposta a o leitor
Dificil entender
Mas,..
Por que,..
Entender,..Respostas...
Será que estas palavrinhas são chaves para alguma resposta ou apenas uma técnica para tentar compreender o que me parece ser definitivamente incompreensível?
Mas é assim que deve ser escrito, pensei, na tentativa de que fique um pouco mais complexo para a compreensão e apenas chame a atenção de quem venha ler e que fique ainda mais difícil de entender, por que é difícil até pra mim, envolvido nesta trama entender. Cheguei ao ponto de não querer mais descobrir o que realmente é muito dificil e quase impossivel de se entender:
Seu Antenor deprimo com a dificuldade de solucionar seu caso na rede Pública de Saude, deu um tiro de 38 no tórax porque passou varios dias em hospitais com dor no abdomem sem que fosse resolvido? Foi o que ele justificou! As vezes é dificil entender uma queixa, diagnosticar um problema! Pensei.
Por que o médico do Samu, entendeu então que o tiro era no abdomem e não no tórax?
Por que a regulação do Samu mandou uma ambulância de suporte básica e não uma de suporte avançada, será que entenderam que um tiro no abdome fosse menos grave do que no tórax? Será que foi por isto?
Por que seu Antenor apesar do tiro, manteve-se estável, presumidamente pela regulação médica do Samu, apesar do tiro de 38 muito próximo do mamilo esquerdo?
Mas seu Antenor estava realmente estável. Que Sorte a dele!
E Se não estivesse, se piorasse? Presumir não é o mesmo que prevenir!
Se piorasse no caminho sem médico para o atendimento realmente eficaz?
O filho de seu Antenor estava preocupado era com a depressão do pai. E se voltasse a acontecer de novo? Questionava-me o jovem assustado.
Algumas coisas parecem dificeis de se entender e ficam sem respostas, e com varias interpretações porque talves sejam dificultadas pela comunicação, pelo entendimento, pela atenção e não tenham respostas mesmo!
Caminho das Indias
Para quem é normal ler:
Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Lições
Receita para um dia melhor
Diario de Bordo
Estranhamente faço deste blog uma terapia pessoal, uma sala aberta para diálogos com pessoas sem rosto. O Diario de Bordo é uma via de acesso pra dentro de mim.
Respostas

Bom, mas retomando:...Bebíamos eu e Marcio, um whisky de marca boa e gosto ruim quando lhe disse da curiosidade que eu tinha na infância de ver o (pau) do meu pai. Acho que queria fazer comparações com o meu, estas coisas de identificação, sei lá... Eu fantasiava demais esta história, pois assistia minha mãe sem roupas e com muita naturalidade sempre que saia do banho e ele não. Um dia eu já cansado desta história pensei ter desistir de tudo isto e sentia muita culpa e tudo passava a ser muito dificil de carregar. Mais tarde eu já adulto e ele de pernas amputadas pela doença, pude afinal ver o objeto de minha curiosidade enquanto auxiliava-o no banheiro de casa. Minha curiosidade acabou naquele momento aparentemente sem traumas, por que também já havia se dissipado o interesse, mas entendi o quanto eu precisava ser respondido a esta fixação antes, muitos anos atrás, antes de ter gasto tanta energia e alimentado tantas neuroses e monstros a este respeito.
Fiquei depois alguns minutos calado, pensando em outras coisas e me perguntando por que tenho tanta dificuldade de aceitar determinadas situações que me foram por demais dolorosas. Penso ter virado a pagina e quando menos espero a ferida volta a sangrar como um machucado novo, já quase esquecido, resolvido, cicatrizado. Penso que não consigo aceitar aquilo que fugiu da minha compreensão, que não metabolizei dentro da minha cabeça por que ficaram respostas vagas, subentendidas e sem a verdadeira razão de terem acontecido.
Bilhete
Revelações
Fragilidades
A hora da verdade
_Puxa meu velho ainda não te aposentaste?
Mais tarde quando levei um acidentado para a sala de emergência, observei que uma senhora empurrando uma cadeira de rodas me observava atentamente e depois quando retornei a o corredor ela me interpelou:
_Então não está lembrado de mim,.. a Maria Helena que foi vizinha da...!
_ah, claro!...
Sorri e fiquei envergonhado de não a tê-la reconhecido com um rosto agora enrugado e bem mais escuro do que eu lembrava de seu semblante. Putz, que coisa!...esta sucessão de fatos parecia-me um aviso insistente. Respirei fundo, bem fundo!
Lembrei daquelas pessoas que nunca nos viram antes mais jovens e que exclamam, (talvés mentirosamente), dizendo que estamos muito bem e nem aparentamos a idade que realmente temos. Felizmente ainda ainda encontro muito desses mentirosos por ai!
Carne, vale
O guarda-roupas
Quebrar o braço
Um dia pensei em como seria quebrar um braço e fiquei tão curioso e empolgado com a idéia que passei a sonhar e provocar situações perigosas com o objetivo de quebra-lo realmente e desvendar minha curiosidade que passara ser quase um objetivo. Sabia que sentiria dor e o quanto poderia ser incomodo o peso do gesso dificultando a liberdade dos meus movimentos. Esforçava-me nas tentativas que sempre saíram frustradas pôr medo do arrependimento, do que pudesse vir a sentir além da dor imediata e a responsabilidade de ter tido uma idéia tão idiota. Até hoje nunca quebrei meu braço, mas fico pensando em como me sentiria se tivesse
Colcha de retalhos
A colcha é o retrato de tudo, é o conjunto, é a história completa destes pedaços perdidos, e dividido que sou, que vejo com ou sem fantasias. A colcha é tudo, é o diferencial dos fragmentos, sem pedaços isolados, que dificulta a visão e compreensão geral.
Difícil estende-la para se ver a verdade!
A receita da Pizza...
Preconceito
Maio

Mais tarde quando começou a chover, um silencio misterioso caiu sobre as casas, a rua, o bairro inteiro. Acho que sempre quis esta sensação de quietude, de pit stop, para que o som da minha alma de mãos dadas ao silencio da natureza, falassem mais alto acompanhados do ruido da chuva.
A Festa de Aniversário

Poema dos Olhos da Amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe dos breus...
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus...
De olhos ateus
Quem dera um dia
Quisesse Deus
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus...
Vinicius de Moraes.
UM FELIZ ANIVERSÁRIO
Olhos de luz e sombra
que empurram-me sobre paredes, montanhas
e abismos sombrios?
Eu ja sem força,
já quase morto, silenciado.
Olhos de luz com sombra de tristeza que me alimentam de culpa,
que me ateia fogo de Invernos distantes.
Sonoras verdades, mudas...
Possuem neles perguntas que não tem respostas, fazendo-me somente baixar a cabeça!
Soneto
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono
Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo
Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar, com que navio
E me deixaste só, com que saída
Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio.
Chico Buarque
Meu medo e meu champagne
Visão do espaço sideral
Onde o que seu sou se afoga
Meu fumo e minha ioga
Você é minha droga
Paixão e carnaval
Meu zem, meu bem, meu mal...
Oque quebrou a gente cola
♪ ♪...o que quebrou a gente cola, refaz a nossa história de amor..' ♪ ♪
Estrela de Luz própria

Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for".
Canção de Amor

Emoção diferente
Que aniquila a vida da gente
Uma dor que eu não sei de onde vem
Deixaste o meu coração vazio
Deixaste a saudade
Ao desprezares aquela amizade
Que nasceu ao chamar-te meu bem
Nas cinzas do meu sonho
Um hino então componho
Sofrendo a desilusão
Que me invade
Canção de amor, saudade
(Elano de Paula/Chocolate).
Instante
Que de tão fugitivo não é mais,
Porque já tornou-se um novo instante.
Cada coisa tem um instante em que ela é.
Eu quero apossar-me do é da coisa.
Eu tenho um pouco de medo.
Medo ainda de me entregar,
Pois o próximo instante é desconhecido..."
Clarisse Lispector.
Lobisomem
_Filho, a partir de hoje quero que tu seja padrinho deste menino que tu atropelastes. Quero que tu o visite todos os dias e se responsabilize pela recuperação emocional dele. Esta será a tua missão de agora em diante. Uma obrigação que assumirás em agradecimento a bênção que vocês receberam por estarem vivos!_ Dizia.
Fiquei ouvindo em silencio, surpreso e feliz com as palavras deste pai e sua atitude de conciência e respeito pela vida.
Augusto de Boal
Morreu ontem Augusto de Boal, diretor, dramaturgo e intelectual carioca do subúrbio da Penha aos 78 anos, vitima de insuficiência respiratória. Boal foi um dos expoentes de transformação no panorama teatral dos anos 60, frente ao Teatro de Arena.
"Todas as sociedades humanas são espetaculares no seu cotidiano, e produzem espetáculos em momentos especiais. São espetaculares como forma de organização social, e produzem espetáculos como este que vocês vieram ver. Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de ideias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro! Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática --tudo é teatro. Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a plateia e a plateia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana. Em setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa --nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias. Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: - 'Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida'. Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida. Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento, é forma de vida! Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!"
*Discurso feito por Boal em 27/03/2009 em homenagem ao dia do Teatro, quando foi nomeado embaixador do teatro pela Unesco.
Ganhava buquês de rosas vermelhas em seus aniversários. Falava sempre no grande amor que sentia pela irmã que morreu jovem de tuberculose. Nunca se casou, nunca teve filhos e passou toda a sua vida ganhando afilhados e lembrando deste amor, que alguns da familia acreditavam envergonhados, ser incestuoso.
Mas enquanto olhava a revista onde mostrava praias belíssimas, em lugares onde sempre é verão, lembrei-me da dificuldade que tenho de me manter exposto a o Sol. Não que não goste de sol, mas a combinação de sal, sol, areia e calor ardendo o corpo me é perfeitamente dispensável, quanto a ficar espremido sob os minúsculo centímetros de sombra de um guarda-sol. Quando se trata do ar das montanhas, serra e lugares aconchegante em que se posso tomar um banho de água doce e ficar de baixo da sombra acolhedora de alguma árvore daí é perfeito. Acho que no decorre da vida, vamos fazendo adaptações em função de nos socializarmos com o próprio meio, com as pessoas, os amigos, a família e o que recebemos de informações dizendo-nos que é bom. Aderimos a gostos e prazeres que nem sempre é o nosso, mas dos outros e assim fica aquela sensação de um gostar, porém de menos.
Samu em ação
Fiquei sem telefone celular, que depois de várias semanas dando sinais de mal funcionamento parou por completo. Sinto-me parcialmente incomunicável e ansioso, por vezes irritado e lembrando do homem que atendi ontem, véspera do Dia do Trabalhador, e que morreu diante dos meus olhos, soterrado sob um deslizamento de terra sem que eu pudesse fazer muita coisa. Foram horas de tensão, estresse, dor e sofrimento e por fim a sensação incomoda de impotência, de que nada poderia ser feito.
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