Esvaziar, repensar, preencher,...

Esvaziar, repensar, preencher com ideias novas mas não encontra-las. Não encontra-la?.. Não, acho que nem era isto, era apenas localizar um ponto de conforto, assim foi o meu plantão de 12 horas ontem, ouvindo algumas musicas de Vila Lobos na Voz de Mônica Salamaso, entre um socorro e outro que eu fazia. O dia estava abafado, numa promessa de chuva que não chegou a cair durante o dia; As nuvens se preparavam, se faziam escuras e nada da água cair. Estou certo de que o clima, a presão atmosférica tem alguma influencia no nosso estado emocional, no nosso humor, na nossa paciência e na aceitação de situações que carecem de mudanças mas provam que são imutáveis. De noite na aula, tudo parecia igual, as pessoas se mostravam desconfortadas, reticentes, resignadas, procurando o mesmo ponto de conforto mesmo que por motivos diferentes. Acho que na maioria das vezes vivemos assim, tentando procurar este ponto, sem retoma-lo e fingindo que estamos a vontade. Tem uma frase na musica da Marina que diz o seguinte: Talvez o fim não seja nada e a estrada seja tudo!.. Acho que estou precisando de algumas estradas.

Cruzando com o Adônis, anos depois.

Cruzei hoje na rua com um colega de escola, que eu não via a muito tempo, acho que desde a época do ginasial. Eu também não lembro mais do nome dele, mas sei que chamava muito a atenção das pessoas,  por sua beleza incomum e postura educada. Ele também não se deu por conta de quem era eu quando cruzou por mim, que bom, talvez isto evitasse constrangimentos das duas partes.
A minha maior surpresa ao vê-lo caminhando pela calçada, foi sua magreza e envelhecimento, a enorme  mudança que sofreu, transformando-o fisicamente numa outra pessoa que lembrava vagamente o que foi na sua juventude. O olhar sem brilho e a pele mais escura e opaca, dava a impressão de estar doente, ou de quem fazia algum tratamento quimioterápico ou hemodialise. A roupa que vestia, bastante surrada dava a impressão de um certo desleixo ou de estar vivendo serias dificuldades financeiras. 
Eu fiquei pensando depois, o que me fez reconhece-lo, já que ao primeiro golpe de vista, me parecia tão diferente da pessoa que conheci e então percebi que era o cabelo preto e liso jogado displicentemente para traz da nuca, o mesmo tipo de corte que usava no auge  de sua juventude, cheia de cuidados. Conclui com isso que não só ele, mas todos nós também de alguma forma, mantemos algumas particularidades físicas e comportamentais que se tornam atemporais em nossas vidas e que servem de referencia ao que fomos e que só se acabam depois de não existimos mais. 
Inacreditavelmente ao contrario de muitos homens, que perdem os cabelos, o dele se mantinha intacto como nos velhos tempos em que se parecia um Adônis, brilhoso e bem tratado. Talvez o cabelo fosse sua referencia, seu registro. Fiquei pensando também que o tempo, do qual é impossível das pessoas escaparem, a não ser que morram antes, pode se tornar um inimigo ou um aliado contemporizador e isto vai depender dos débitos e créditos que vão sendo acumulados no decorrer da vida, para evitar ou diminuir alguns aspectos degradativos. Vê-lo inesperadamente daquela maneira, me fez esvaziar alguns sentimentos secretos e preencher outros.

Marcha das Vadias

O Parque da Redenção virou neste Domingo dia 27, palco para a Marcha das Vadias cujo o objetivo era chamar a atenção da sociedade para diretos como: A igualdade entre os gêneros, liberdade de escolha das próprias roupas, igualdade salarial, o fim da violência física, sexual, verbal e psicológica contra a mulher e a legalização do aborto. 
A marcha foi às16 h. nas proximidades do espelho d'água e do monumento ao Expedicionário, na Redenção. Com cartazes dizendo:  "Meu corpo é só meu" e "Estupro não tem justificativa", homens e mulheres com corpos pintados realizavam o protesto. 
A Marcha das Vadias surgiu no Canada em 2011, após uma serie de estupros ocorridos na Universidade de Toronto. Um policial imbecil, convidado a orientar sobre segurança, disse que as mulheres poderiam evitar o estupro se não se vestissem como vadias. A fala preconceituosa gerou tamanha indignação surgindo a primeira manifestação.

Depoimento de Xuxa no Fantástico..

Sobre o depoimento de Xuxa no programa Fantástico do dia 20, eu não tenho nenhuma opinião formada a respeito, nem sei das razões que a levaram a fazer-lo publicamente a não ser pela causa do qual está engajada. Primeiro por que não assisti, segundo, porque eu sei que a opinião publica reforçada pela repercussão da mídia transformará tudo isto num fato maior do que já é.  E eu tenho bem claro, que quando se joga merda no ventilador, as reações são das mais variadas possíveis. Tem os corajosos que te limpam o rosto e os que te repudiam por não aguentarem o mau cheiro, criando as mais absurdas incriminações. Mas o que eu sei, é que o seu depoimento serviu para aumentar vertiginosamente as denuncias de abusos para o disque 100 na mesma semana e isso é bom.

GABRIELA

Eu tenho comigo, sem me fixar em datas exatas, que as melhores telenovelas produzidas aqui no Brasil, foram criadas nas décadas de 70 e 80 e entre as inúmeras que já assisti ao longo desses anos, ainda elejo Gabriela como uma das melhores dentro do meu gosto pessoal. A novela abordava a seca nordestina e as divergências sócio-culturais na pacata cidade de Ilhéus da década de 1920, onde os poderosos do cacau, chamados de coronéis, criavam suas leis em defesa de seus interesses políticos e econômicos.  A vida dos personagens são questionadas sob os pontos de vista moral da época e de forma bem humorada, mas também com profundidade, sensibilidade e talento. Cada personagem é de tamanha riqueza, que por si só daria para criar uma nova história.
A memorável cena em que a personagem Gabriela sobe no telhado para pegar uma pipa, entrou para a história da televisão brasileira e Sonia Braga foi elevada à categoria de estrela depois da sua atuação como "Gabriela. Inesquecíveis também foram as cenas de adultério de dona Sinhazinha e seu assassinato executado pelo próprio marido, vivida pela atriz Maria Fernanda, a decepção amorosa de Malvina vivida por Elizabeth Savalla e a morte do Coronel Ramiro Bastos (Paulo Gracindo).
Eu particularmente acho que nesses dias de Fina Estampa, o jeito mesmo é trazer de volta para quem não viu, o que fez muito sucesso no passado, mesmo com as alterações necessárias em razão do tempo decorrido e seus possíveis riscos. Para os que já viram pode ser uma nova formula para matar saudades de uma verdadeira obra prima.

RIPONGO, ALTERNATIVO, DIFERENTE.


Ontem numa conversa informal entre colegas de aula, (papo vai.., papo vem..), descobri que passo para alguns deles a ideia de que sou meio ripongo. É, foi assim que um deles, referiu sua opinião a meu respeito em concordância com outros no grupo.
Para quem não sabe, ripongo é um apelido dado para classificar aquelas pessoas que se vestem diferente, alimentam-se de coisas do tipo natural e demonstram interesse por coisas alternativas e que são fora do convencional ao gosto da maioria, estão também a margem dos pensamentos comuns. Não sei se me aproximei de um conceito básico, mas acho que é isto.
Na verdade esta não foi a primeira vez que fui visto desta forma, pois já me chamaram certa vez de alternativo, o que acho ser a mesma coisa, quando eu usava o cabelo grande e fora dos padrões convencionais. 
Bom nesta gama imensa de conceitos que as pessoas fazem do que é ser alternativo ou ripongo, em algumas coisas eu até me sinto enquadrado, mas noutras completamente fora deste contexto.
Esta ideia é possivelmente construída pelas pessoas, à partir de tudo o que foge do habitual, da linha do senso comum, atitudes, apresentação estética, idéias, pensamentos, gostos diferentes a o da grande maioria. 
Também é normal entre os seres humanos classificar, como forma de estabelecer estas diferenças e pontua-las  na formação de seus conceitos, o que de forma alguma me deixa incomodado ou ofendido.

Os fanáticos também amam.

Foi quando eu retornava hoje de noite da escola para casa, que a mulher entrou no ônibus, cabelos longos, soltos, com  alguns fios grisalhos e saia comprida que lembrava os hippies dos anos 70. Deveria ter pelo menos uns 56 anos ao meu ver. Passou no corredor, diante da cada passageiro sentado nos bancos, (a maioria jovens retornando da faculdade) e disse com um sorriso largo: _Jesus te ama, alegrem-se que ele vai voltar! 
Eu estava com os fones de ouvido curtindo Amy Winehouse, mas consegui escuta-la quando repetiu pra mim e fiquei pensando a quanto tempo não ouvia uma apelação daquelas. Eu nunca acreditei nesta turminha do "Deus é Amor", nunca confiei nos seus excessos de alegria e amor por pessoas que nunca viram. Acho que por traz dessa cordialidade toda, desse amor sem restrições, existe uma doença emocional grave e prestes a explodir, em forma de suicídio em massa e em que busca seguidores.

Eu tô louco então?..

Alguns amigos e colegas de trabalho, já me acusaram de eu estar ficando louco por demonstrar interesse em conhecer a Ilha do Presidio. _O que tu queres fazer lá? _ já me perguntaram surpresos. Minha professora de história, que eu acho que ensina história de uma maneira pessoalmente leve e informal, abordou na aula passada, seu desejo pessoal e que não é apenas dela, mas  também de outros  colegas, que é o de conhecer a ilha que está abandonada há mais de 20 anos por desinteresse do governo estadual de mante-la sustentável como parte de um patrimônio cultural e histórico e que guarda algumas fatos de um passado pelo menos obscuro. A ilha já foi ponto estratégico dos Farrapos, depósito de pólvora, laboratório de pesquisa da peste suína, e prisão. Em 1956, durante a Ditadura Militar, passou a ser cárcere para muitos presos políticos, entre eles pessoas hoje ilustres como o advogado e ex-marido da presidente Dilma Rousseff, Carlos Araújo, o advogado Índio Vargas e o deputado estadual Raul Pont.
Um dos casos mais emblemáticos foi o do ex-sargento do Exército Manuel Raymundo Soares, que cumpria pena no local. Em agosto de 1966, o corpo do ex-militar, apareceu boiando no Guaíba com as mãos amarradas em sinal evidente de tortura. O fato acarretou debate sobre o tratamento dado aos presos políticos em solo gaúcho. Diante de tantos fatos importantes, por que eu deixaria de conhece-la?... Então eu tô louco!

As máscaras exóticas de Gramado

Foi nesta manhã de Domingo, como a grande maioria dos porto alegrenses que gostam de uma movimentaçãozinha para não ficarem trancafiados e entediados em suas casas e apartamentos, enquanto aguardam a Segunda feira sem ter feito absolutamente nada referente ao lazer,  que fui a o Brique da Redenção, não só para curtir o dia ensolarado, mas também com a missão de fazer uma pesquisa sobre as diferentes modalidades de trabalhos artesanais que lá são comercializados. 
O objetivo principal desta atividade técnica, exigida pelo curso que estou fazendo, me forçou não só a  identificar e classificar dentro dos conceitos aprendidos em aula, as diferenças entre artesão-artista, artesão-artesão e artesão semi-industrial como a entrevistar os artesões na feira. O resultado desta atividade, será transformado num relatório escrito sobre tudo o que foi visto e colhido de informações com estes profissionais.
O encontro marcado com meu colega de curso foi as 10h 30min. em frente do monumento do Expedicionário e de lá saímos; Eu, ele, a irmã dele e uma amiga minha, com maquinas de fotografar, bloquinhos de anotações e canetas esferográficas em punho. 
Todos os artesões que nos receberam em suas barracas, se mostraram receptivos e cooperativos, embora alguns mais tímidos pareciam desconfortáveis para falar de seus trabalhos, inspirações e técnicas de produção. 
A grande revelação deste nosso trabalho de campo, ficou por conta de André Machado, que utiliza a técnica do couro repuxado para confeccionar esculturas e máscaras em estilo do "carnaval veneziano", junto com sua sócia Samara Almeida, desde 1994. 
O trabalho dos dois artesões, tem atraído a atenção e admiração de turistas do Brasil e do exterior por sua beleza, misticidade e diferença dos demais produtos que procuram seguir a mesma linha.
Mas voltando a falar no André, o cara é particularmente simpático, e o que deveria ser uma simples entrevista técnica, que às vezes emperra pela falta de espontaneidade e cria dificuldades de se expressar, se transformou num bate papo informal de muita energia, onde ele nos contou sobre toda a sua trajetória de vida,  com as mascaras que produz. 
O mais interessante sobra estas mascaras, é que elas possuem um poder de atração e transformação muito forte quando se tem contato com elas e coloca-se sobre o rosto. São expressivas, enigmáticas, exóticas, coloridas, bonitas, particularmente diferentes. Quando pensamos que elas servem apenas de um artificio ou fantasia para nos escondermos ou camuflarmos o rosto, contrariamente passam a revelar novos traços da nossa personalidade, de uma forma surpreendente e extraordinária. Não é a toa que o casal de artesões tem sido reconhecidos pelo trabalho que fazem, ganhando notoriedade em acontecimentos como desfiles de moda, festas de casamentos, aniversários e eventos artísticos. O uso das mascaras provocam não só uma transformação plastica, como também nas atitudes de quem as veste. 
Historicamente falando, as primeiras mascaras surgiram em Veneza no século XVII, onde a nobreza se disfarçava para sair a rua e misturar-se com o povo. Da mesma forma o povo também mascarado, podia se misturar com a aristocracia onde tudo era permitido. Sem hierarquias sociais, as pessoas podiam interferir nas regras aristocráticas e até ridiculariza-la sem repressão por parte das autoridades. O que atualmente faz com que o trabalho de André e de Samara, não seja apenas um atrativo estético, mas um resgate de tradições sociais históricas de grande importância, não é mesmo?
Moradores da cidade de Gramado, onde possuem seu ateliê, André e Samara (baiana  de Arraial da Ajuda), são responsáveis também pela produção temática da "Noite Veneziana de Gramado" festa que acontece anualmente na cidade serrana, atraindo diversos artistas, personalidades e gente ligada a outros setores.
Recentemente seus trabalhos foram divulgados no programa "A Grande Ideia" no SBT, conferindo-lhes novo reconhecimento em função da grande criatividade imprimida em seus trabalhos.
Como diz Samara na entrevista ao SBT: "_A mascara ao contrario do que se pensa, não esconde, mas ajuda a revelar segredos da personalidade, pois quem vê mascara vê coração". Para maiores informações, aqui vão endereços e telefones para contato:
Samara Almeida - fone: (54)9133.7893
André Machado - fone: (54)9103.1651
Ateliê /Loja em Gramado  fone: (54)3286.7430 
Ou ainda: mascaras13@terra.com.br

Coelhinhos põem ovos de chocolate

Cheguei em casa hoje a noite sem luz, foi cortada por falta de pagamento (....), o que tentei reverter pagando hoje mesmo a conta atrasada com a promessa de religação da energia até as 20h. 38min. Fiquei de plantão aguardando os funcionários desde as 19h. 15min. quando cheguei do trabalho e nada de aparecerem. Voltei a ligar as 21h. quando a atendente me informou que eu deveria abrir um novo protocolo pois o pedido anterior havia vencido, pelo fato dos funcionários terem comparecido na minha casa as 17h. 30 min., sem encontrar ninguém que abrisse o portão para eles. A partir daí, comecei a desconfiar que começaria o jogo de enrolação, o que eu estava certo.
Bom, se eles tivessem apertado o interfone do meu apartamento, realmente não conseguiriam contato, pois a energia estava cortada. Mas eu estive o tempo todo sobre a área aberta  do edifício observando caso eles chegassem e nem sinal de algum veiculo credenciado da companhia de energia. Também não apertaram o interfone do sindico ou de qualquer outro morador, pois me informei, assim como não deixaram qualquer notificação da presença deles na caixa de correio, o que seria uma comprovação de que realmente vieram. Além disto, tudo me pareceu uma grande falta de interesse, a começar pela atendente do qual eu falava a o telefone e defendia a ideia cega de que eles realmente estiveram na minha casa e não me encontraram, prometendo nova visita de instalação no outro dia até as 12h.
O que mais me aborrece neste tipo de serviço que se diz essencial e a grande mentira instituída de que dão cobertura garantida de serviço 24 horas, quando não é verdade. Não apareceram para cumprir o que prometeram, religação no prazo máximo de 4 horas e ainda jogaram a culpa em cima do cliente idiota aqui, acusando-me de não estar presente quando supostamente estiveram na minha casa. Ah, mais uma coisa: Voces sabiam que coelhinhos poem ovos de chocolate?

Em tempos de globalização.

Eu poderia estar neste momento no Bourbon Shopping bebendo um vinho tinto com uma esfirra de camarão, ou estar por aí me prostituindo, mas não, não, não.., eu estou em casa diante do site do Ministério da Saúde lendo protocolos e me preparando para fazer um teste online cujo o ultimo dia para realiza-lo é amanhã; Uma exigência do trabalho. E por falar nisto, por que Irving São Paulo, morto em 2006, virou assunto nas redes sócias esta semana? 
Alguns blogueiros, sites e redes sociais reproduziram a notícia como se a morte do ator tivesse ocorrida nesta quinta feira dia 17. 
O cara morreu, no Rio de Janeiro, aos 41 anos de falência múltipla dos órgãos após ter sido internado com um quadro avançado de pancreatite a seis anos atras. Fatos com este serve para que afinal? Provar que em tempos de globalização uma falsa informação pode se disseminar e tomar dimensões inimagináveis? 

Descobrindo a América com fones de ouvido

Minha ida ao Shopping durante este final de semana, serviu também para eu  trocar de telefone celular pelo sistema de pontuações; Coisa que eu até esqueço que existe por que sou completamente desligado desses jogos de engodo comercial, onde as companhias de telefonias moveis nunca põem para perder. Eu fui beneficiado, pelo tempo que sou cliente da companhia e recebi a notificação por SMS longos meses atras. Sou capaz de ficar com um aparelho velho pro resto da vida, desde que tenha funcionalidade. Mas enfim, decidi trocar, por que não aguentava mais a minha dificuldade para  enxergar as minusculas teclas do meu dinossáurico Nokia, até quando eu estava de óculos. Recebi na troca, sem custos, um Smart fone que estou apanhando para me acostumar a lidar com todos os recursos que tem disponível. Meu filho que é muito espertinho,(os jovens são para essas novidades tecnológicas), salvou na memoria do aparelho, pelo menos uns doze CDs que eu fui ouvindo na rua, no ônibus, no trem até a escola. Que maravilha!.. Percebi que ouvir musicas enquanto me deslocava de um lugar para o outro, me proporcionava uma relação pessoal muito diferente com o que estava acontecendo a minha volta. O fato de ouvir musica, diminuindo consideravelmente o ruido comum da cidade, dos buzinaços e etc.., já é um ganho positivo ao nosso conforto mental. Agora começo a entender o por que encontrava tantas pessoas com fones de ouvido e cara de não tô nem ai, elas descobriram uma forma agradável de estar dentro do contexto louco da urbanidade e a o mesmo tempo deslocados, embalados por um clima pessoalmente mais leve, agradável e musicado; possivelmente descobriram a América com fones de ouvido.

Pequenas diferenças entre as pessoas.

Ontem presenteei uma colega de aula com um pequeno mimo, pelo fato dela ter me ajudado com tarefas e trabalhos escolares em momentos em que eu me encontrava perdido e sem tempo diante de tantos compromissos profissionais e trabalhos escolares. Fiquei muito feliz pelo presente de minha escolha ter sido de seu agrado e por ela ter demonstrado surpresa e alegria logo que o entreguei. Acho que era o minimo que eu deveria fazer em reconhecimento por seu empenho e grandeza, me favorecendo com sua ajuda, num momento em que eu mais precisava.
Este acontecimento, me fez lembrar de outra situação a alguns meses atrás quando retornei de Cuba e trouxe de presente para um conhecido uma caixa de charutos, a seu pedido e que ele nunca me agradeceu. Tudo bem que eu tenha lhe mandado o presente por outra pessoa, por não te-lo encontrado, mas não ouvir pelo menos um muito obrigado nem que fosse por telefone, me fez pensar na importância de um simples reconhecimento. Eu fico pensando em como algumas atitudes que parecem de pouca importância, fazem a diferença entre as pessoas.

Sem hipocresia.

Vou ser excessivo, todo mundo é um pouco excessivo, por que às vezes não podemos fingir que somos perfeitos diante de provas a que somos submetidos e se assim fossemos, perfeitos, seríamos até duvidosamente humanos. A verdade é que fui obrigado a reagir contra atitudes que considero desrespeitosas e antiéticas e se não reagisse, provavelmente enveredaria para o  terreno do desafeto, pelo qual já vinha se manifestando dentro de mim a algum tempo. 
Ora, a vida termina nos ensinando a não ficar calado não só diante do que não concordamos, como do que achamos abusivo e que também não é nos apresentado de forma digna, respeitosa e não dita "olho no olho". Acontece que algumas pessoas preferem resolver o que lhes incomoda através de métodos infantis, duvidosos e debochados como briguinha de comadres, abstendo-se do enfrentamento direto, maduro e corajoso, aquilo que lhes incomoda. Preferem jogos dissimulados em favor de um corporativismo barato e de causa pessoal. O jeito é acabar com o teatro e dizer que não concordamos com o que está acontecendo, mostrar que com hipocrisia e cinismo, não se resolve os diferentes pontos de vista. Que existem formas mais dignas e maduras de exprimirmos o que de fato nos incomoda, sem parecermos grosseiros. 

Vestuário desta estação

Depois da V.T. de ecologia realizado no final da tarde deste Sábado, fui com uma amiga no Shopping Praia de Belas, ver o preço das maquinas fotográficas semi profissionais que ando de olho para comprar faz algum tempo e não tenho qualquer intimidade com elas. Mais do que ver preços eu queria conhece-las melhor, toca-las, maneja-las, pedir informações técnicas, utilizando o famoso custo beneficio, que pra mim se traduz em preços razoáveis, adicionado a um boa funcionalidade e qualidade. Não sou bom em fotografas, pois tenho problemas com ângulos e enquadramentos, mas isto não significa que devo me satisfazer com menos.
De qualquer forma era essa a minha intenção, o que acabou sendo desviada para outros objetivos como vestuário. Nossa eu fico impressionado como as sugestões de roupas para esta estação do ano, estão bonitas em termos de composição e cores. Aliás, sempre achei que as pessoas se vestem melhor no inverno. No final, acabei comprando cuecas, jeans e um blusão que não precisava, mas fui seduzido por sua beleza. Comprei também um perfume para o meu filho se desassociar dos meus. Agora que perdi a chance de olhar os modelos de maquinas fotográficas, não sei quando conseguirei nova disposição e tempo para isso.

V.T. de PEPA

Neste Sábado participei de outra V.T. (visita técnica), porém da cadeira de  PEPA, no curso que estou fazendo e que nunca soube ao certo a razão desta sigla de mal gosto. Trocando em miúdos, trata-se de algumas noções técnicas sobre princípios de Ecologia e Meio Ambiente aplicados ao turismo.
O dia amanheceu chuvoso mas com o desenrolar das horas, foi melhorando até abrir Sol. Eu saí de casa com um moletom grosso, sem camiseta por baixo e na metade do dia, não aguentava mais de tanto calor. Mas devo também dizer o quanto tem sido proveitosas estas saídas.
A visita técnica foi dividida em dois momentos: De manhã no pequeno zoológico do Capão do Corvo em Canoas, que eu nem sabia que existia e a tarde no Jardim Botânico de Porto Alegre que eu acho largado as traças para uma cidade do porte de Porto Alegre. 
Entre tantas espécies como Platanus orientalis, Lagenaria vulgaris, Dicksonia sellowiana, deu para aprender muitas coisas curiosas à respeito desses seres vivos de grande importância para a sobrevivência do planeta e por vezes desmerecidamente esquecido pelo homem.

Have a nice trip

Uma colega de viagem e que eu já considero-a uma amiga, pelo fato de entrarmos noite a dentro no quarto compartilhado do hotel em Havana trocando longos bate papos e confidencias, me disse ontem via Facebook, que esta indo para o Texas no inicio do mês de Junho. Que maravilha esta descoberta feita por ela e também por mim nos últimos anos de que o mundo não se restringe ao nosso pais,  a nossa cidade, o nosso trabalho, a nossa casa, a nossa família. É sempre bom retornar de uma grande viagem cheio de experiencias e histórias para contar, mas a expectativa de partir tem um gosto especial de liberdade e ousadia quase inexplicável em palavras e que somente quem se atreve sabe do que estou falando. Boa viagem!..

Balada Segura

A prefeitura em parceria com a EPTC e Cia Carris, implantou uma nova linha de ônibus na cidade, com o objetivo de diminuir a incidência de acidentes provocados por motoristas etilizados que circulam pelas ruas da cidade, nas saídas de casas noturnas. A nova linha circular-noturna, a C4, chamada de Balada Segura, está funcionando das 22h às 04h. 40min. com intervalos de 25 minutos, desde o dia 16 de Dezembro de 2011 quando entrou em funcionamento. Os veículos são adaptados a portadores de deficiência física, com ar condicionado e o valor da passagem é de R$ 2,70, igual a todos ônibus da cidade. 
Esta é mais uma opção de transporte para o público noturno, incentivando o não uso de álcool e direção. O itinerário realizado pela nova linha, começa no Terminal Parobé, Mauá, Pres. João Goulart, Loureiro da Silva, José do Patrocínio, Dr. Sebastião Leão, João Pessoa, Luiz Englert, Osvaldo Aranha, Protásio Alves, Silva Só,  Mariante, Goethe, Dr. Timóteo, Cristovão Colombo, Dom Pedro II, Plínio Brasil Milano, 24 de Outubro, Independência, Pinto Bandeira, Chaves Barcelos, Mauá, retornando ao Terminal Parobé. 
Apesar da iniciativa positiva, alguns moradores de outros bairros mais distantes já reclamam que a linha implantada só contempla os moradores da zona nobre do bairro Moinhos de Vento e arredores. Quem mora na zona sul, leste e outras regiões não foi contemplado, afinal os frequentadores de baladas não residem somente neste bairro, cujos os moradores tem condições de pagar um taxi. 

DO ÁLBUM LERO-LERO

De repente uma musica começou a tocar no radio do carro, depois de um breve comentário sobre o filme Xingu e eu fiquei atento para saber quem estava cantando. O radialista anunciou seu nome, Luisa Maita e a musica chamava-se Alento de seu álbum Lero Lero de 2010. A musica começou a fluir pelos auto falantes do veiculo em movimento e em meus ouvidos. Bom!, muito bom!, pensei.
Pesquisei ao chegar em casa, e descobri que a moça é paulista e já recebeu o prêmio de Artista Revelação do Ano na vigésima segunda edição do conceituado Prêmio da Música Brasileira. Eu particularmente gostei de tudo, da musica, da voz, dos arranjos e também do clip confiscado do Youtube, que excluiu daqui. Mas voce pode assistir AQUI

A pele Que Habito.


Agora vou falar do filme que assisti ontem, no Sábado à noite, entre amigos e que coincidentemente postei na sexta- feira, falando sobre a dificuldade que encontrava para me organizar e sair para assistir no cinema, pela falta de tempo e outros compromissos, fazendo-me por vezes perder o estímulo e ficar no aguardo de novas oportunidades: Pois bem, no Sábado surgiu a oportunidade sem nenhum esforço através de um convite e agora posto rapidamente o que achei do filme.
Analisar ou fazer qualquer comentário rápido sobre A pele Que Habito do Pedro Almodóvar, corre-se o risco de nos tornarmos simplistas e de raciocínio raso, porem corro o risco já que é quase impossível ficar calado diante de algo que nos põe atento do inicio ao fim, num filme que concentra em seus 120 minutos fortes jogos emocionais mergulhados em temas como a solidão, vingança, morte, poder, aceitação, inversão de valores estéticos. Almodóvar consegue com grande maestria, trabalhar estes temas já batidos por outros diretores, sem ser repetitivo e piegas, mostrando numa fracionada dinâmica de tempo, cada episódio com revelações inusitadas. A estética fotográfica também é primorosa em suas nuances que se contrapõe entre o claro e o vibrante e tomadas de objetos fálicos e pequenas esculturas mostradas em cenas para denunciar o psique do algoz e de sua vitima, numa historia pelo menos surpreendente e sem estardalhaços.
Seria esta a história de um Frankenstein contemporâneo? Almodôvar surpreende, sempre surpreende deixando em seus espectadores ao menos aquela sensação incomoda de mal estar.

 


Eu estava precisando disto

Hoje estava uma noite de temperatura agradável para se comer um bom cachorro-quente do Rosário, acompanhado de uma ou duas cervejinhas, um bate papo descompromissado e sem preocupação com horários e foi o que acabei fazendo. Puxa vida, eu estava precisando disto depois de um dia intenso de trabalho e algumas semanas de correria!
Mais tarde a decisão de assistir com alguns amigos A Pele que Habito, numa seção de cinema, diante de uma tela de trinta e duas polegadas com rapadura de amendoim e água mineral com gás.

OLHA A CHUVA VITORINO

Na esquina da Rua Valado com a Rua Evangelina Porto, existia uma armazém cujo o dono era um português chamado Manuel Vitorino. Ele tinha o rosto bonachudo, cabelos ralos e um bigode preto que quase fazia a volta no queixo proeminente. Ele deixava as frutas, verduras e legumes de seu armazém, dentro de caixas de madeira que vinham da CEASA na calçada, o que deixava meu tio muito irritado. Meu tio que trabalhava de motorista na fiscalização da indústria e comercio da prefeitura, dizia que aqueles produtos não podiam ficar apertados dentro de caixas, pois facilitavam o apodrecimento rápido dos produtos. Orientava ao português, que os colocassem num lugar com sombra e mais ventilado, o que o português por desinteresse ou esquecimento nunca fazia.
Em dias em que o tempo estava para chover, meu tio passava diante deste armazém e gritava: Olha chuva Vitorino! Este bordão ficou gravado na minha memoria e da minha família até os dias atuais e servia para lembrar ao português de recolher os produtos que estavam expostos na rua, além de causar-lhe provocação, já que costumava reclamar por traz do balcão que dias de chuva eram ruins para o comércio.
Com o tempo o armazém foi escasseando seus produtos e passando a comercializar apenas cachaça para os poucos clientes que a consumiam de pé na beira do balcão.

Imediatista

Sou um bocado sem paciência até mesmo com os meus próprios pensamentos, por esta razão não consigo planejar demais. Planejar significa passar por etapas que requerem tempo e espera demasiado longas, que acabam me desestimulando e quando me dou por conta já substituí minhas expectativas atuais por outras ainda mais novas. Sou imediatista e para concluir a demanda de meus desejos, preciso me jogar no curso de algumas impulsividades.
Estive pensando, que raramente consigo assistir a um filme novo, em cartaz e do meu interesse; quando consigo assisti-lo já não é mais novidade. Termino por assisti-los meses depois, diante do aparelho de TV por que vou perdendo a curiosidade e interesse.
Planejei ir a o cinema assistir Xingu, mas até agora a falta de tempo e outros compromissos estão trabalhando contra. Este provavelmente ficara também na lista de espera, como Meia noite em Paris, A pele que habito e alguns outros.

Entre o medo e a expectativa.

Meus colegas do curso de guia de turismo, estão organizando um voo de paraglider sobre os morros de Nova Petrópolis no próximo mês e eu me vi entre o medo e a expectativa de realizar esta proeza. Nossa, se jogar lá de cima tem que ter muita coragem, que eu ainda não sei se tenho.
Sabe aquelas situações em a gente se borra de medo, mas que intimamente tem muita curiosidade de experimetar? Acho que é como querer experimentar pela primeira vez uma droga: Muitas expectativas agregada ao medo de ficar fissurado e morrer na viagem.
Eu nunca fui um adepto de esportes radicais, me sinto completamente inseguro e fora do meu habitat natural, que é estar com os pés bem firmes sobre a terra e de olhos bem abertos sabendo por onde estou indo. Mergulhos, alpinismo, rafting, exploração de cavernas é como estar a poucos passos de uma morte iminente, mas por outro lado penso que nada nos dá garantias de uma vida longa e contra acidentes inesperados, então por que não experimentar não é mesmo?

A ANTIGA PONTE DE PEDRA

A antiga Ponte de Pedra é um monumento histórico da cidade de Porto Alegre, construída por escravos por volta de 1846 durante o período de pacificação da província Rio-grandense, no então governo do Conde de Caxias. Está situada no local hoje denominado Largo dos Açorianos, uma praça construída em homenagem aos primeiro casais açorianos que chegaram por aqui em meados do século XVIII, quando a cidade ainda não era cidade.


Antigamente a ponte cruzava um dos braços do arroio Dilúvio que vinha até ali e cujo o curso foi modificado em 1937, fazendo a ligação entre o centro da cidade com as áreas rurais da região sul (chácaras). 
A ponte de Pedra, mais durável, veio substituir outra de madeira erguida quase no mesmo lugar, varias vezes reconstruída em razão das enchentes que ocorriam na cidade e pela deterioração natural da madeira. A ponte começou a ser utilizada em março de 1848. Um século mais tarde, a obra ficou ociosa em virtude da canalização do riacho.


Apesar da sua importância histórica para a cidade, a ponte sempre me lembrou um grande prendedor de roupas atravessado sobre um pequeno espelho d'água. Esta minha impressão é causada por seu reflexo, em função de seus pilares estarem bem abaixo do nível da água, o que no passado ficavam descobertos.
A Ponte de Pedra foi tombada pela municipalidade em 1979 e ganhou este pequeno lago sob os seus três pilares em forma de arco.

SEM DEFERENCIA

Eu estava no trem, indo de Porto Alegre para Canoas, quando percebi que um senhor já passando dos sessenta anos, levantou do banco onde estava acomodado e deu seu lugar a uma jovem mulher que carregava uma criança nos braços. Havia outras pessoas mais jovens entre os passageiros que estavam sentados, mas ele tomou a iniciativa de levantar-se e dar seu lugar num gesto de gentileza, aceita pela mulher que logo se acomodou sem ao menos levantar os olhos e lhe agradecer. Fiquei pensando que as vezes um ato gentil, não gera uma resposta gentil de reconhecimento, quebrando todo o encanto
Atitudes como a deste senhor pode ser vista como um dever, mas não uma obrigação e eu entendo que deveria partir dela, ao menos um muito obrigado em deferência a sua atitude, o que não aconteceu. Nos dias de hoje, a boa educação as vezes se quebra pela falta de um simples gesto reconhecimento.

CAIS DO PORTO DOS CASAIS.


Poucos porto alegrenses sabem que o pórtico do Cais do Porto foi produzido e encomendadas à Casa Costa Daydée, de Paris, em 1919. Sua estrutura é de um ferro muito leve, emoldurada com um vitreaux da época e tombado como patrimônio histórico da cidade desde 1983 pelo IPHAN - Instituto do patrimônio Histórico e Artístico Nacional e pela EPAHC - Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural. Os panos de vidro da fachada foram executados pela vidraçaria De Lucca, daqui de Porto Alegre. Sua construção insere-se no contexto de desenvolvimento do Brasil na arquitetura de estruturas metálicas industrializadas, importadas da Europa, apreciada pelo baixo custo e pela facilidade de montagem. Essa modalidade de construção foi praticada no Brasil, sobretudo entre 1870 e 1920, restando nos dias de hoje poucos exemplares.



O antigo cais do porto possuía, além dos armazéns, escadaria de granito rosa, pela qual ligava-se a Praça da Alfândega e a Avenida Sepúlveda. O pórtico, era a porta de entrada da capital para os viajantes que chegavam a bordo das embarcações da época.


Atualmente, circula um projeto na prefeitura, para redesenhar os 1.500 metros do Cais Mauá, que será aposentado como porto para virar espaço de lazer, cultura e convivência dos porto-alegrenses. Os armazéns A e B e do Pórtico Central serão recuperados. O novo cais do porto será chamado de Porto dos Casais.

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