terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Andando por Nova Iorque.

Ontem, enquanto retornava de algumas compras, nas proximidades do Marco Zero, memorial as vitimas das torres que desabaram, simplesmente comecou a nevar. A principio parecia uma chuva fina, mas em seguida percemos que as gotas eram muito leves e pousavam em pequenos flocos sobre a nossa roupa. Infelizmente nao foi o suficiente para cobrir as ruas, mas o pouco que caiu, valeu a pena. Tenho comido pizza e hotdog sem abusar para nao por em risco a minha dieta. Hoje de manha fiquei ouvindo os caras da portaria cantarem blues. Americanos negros gostam de cantar e abusam e se emocionam fazendo (ferulas) vocais.
Faltam muitos lugares lindos para visitarmos, por isto estou me organizando para ver se cabe tudo no pouco tempo que temos. Dormi cedo na noite de Natal e sem esperar os abracos, o pessoal nao tem este habito por aqui nao.

sábado, 22 de dezembro de 2012

NOVA IORQUE ME ESPERE QUE EU VOU JÁ.


Durante esta semana e particularmente hoje que é o dia do meu embarque, as pessoas ficaram perguntando-me quanto a minha expectativa com relação a viagem para Nova Iorque e eu respondia que até o presente momento, eu não tinha nenhuma e é uma verdade. Acho que só terei alguma expectativa quando colocar meus pés naquele país, com temperaturas negativas. 
O voo sai de Porto Alegre às 06 h 30 min deste domingo, com escala na capital peruana e depois em El Salvador e previsão de chegada as 21 h 05 min. - hora local em Nova Iorque.
A ideia é passar o Natal e reveillon na cidade e também conhecer, Washington, Philadelphia, Baltimore, Buffalo, Boston e Bloomsburg na Pensilvania onde conheço um amigo.


Ficarei hospedado com um grupo de amigos no New York Budget Inn, na East 34 Th Street bem no coração da cidade, próximo a o central Park, o terminal do Metro e o Empire State Building. Eu espero que tudo conspire a nosso favor. Até a volta!


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Enfatização das nossas diferenças.

Conheci algum tempo atras, uma jovem negra, gorda e de cabelos alisados e presos na nuca por grampos metálicos e que apesar de jovem, carregava consigo o peso da própria aceitação, percebida em suas atitudes de muita timidez. Acho que era por isto o seu silencio e olhar de conivência em grupo que me parecia pô-la tão pouco a vontade...
Depois de algumas conversas, tentei induzi-la a acreditar de que o caminho para sua identidade, talvez fosse obtida através da enfatização da sua própria diferença no contexto social e isto talvez fosse traduzido por algumas mudanças de atitudes e estética, que a deixariam-na mais bonita e verdadeira, como deixar os cabelos naturais, usar roupas mais ousadas e coloridas, o que ela não entendeu pois já estava contaminada pelos padrões morais embranquecidos que ditavam as regras. Eu acredito que a enfatização de alguns pontos, podem fazer a diferença e servirem de ajuda no momento em que instiga e agrega novos valores a serem observados. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Um sinal

Um sinal, um sinal, estou esperando apenas por um sinal!.. Mas se não surgir e alguém perguntar por mim, diga que fui por ai levando um violão debaixo do braço. Em qualquer esquina eu paro, em qualquer botequim eu entro...

Mudanças são bem vindas.

Eu falei (subentende-se que escrevi aqui no blog em algumas postagens anteriores sobre a minha necessidade de mudar e mudar para melhor). Mudar meu guarda roupas, a cor das minhas camisas, os meus jeans, os meus sapatos, a cor dos meus olhos, o corte dos cabelos, das unhas, mudar meus gostos pessoais ultrapassados, minha perspectiva de vida, minha postura pessoal diante das pessoas. Mudar também meus hábitos alimentares, meus pontos de vista, emagrecer, assumir verdades que nunca assumi  e olha que eu estou conseguindo e me sinto quase um vencedor..

domingo, 16 de dezembro de 2012

Festas, festas..

Ontem aconteceu a festa de confraternização de final de ano, entre meus colegas de trabalho onde eu também estive presente. A festa, com direito a churrasco, saladas, bebidas, tortas, revelações de amigos secretos, que sempre pedem cadeiras de praia, surpreendeu a todos e principalmente a mim, com o pedido de um colega que sugeriu como presente, livros de Agatha Cristie, usados, de sua escritora predileta. Claro que ele ganhou livros novos de sua amiga secreta. Depois fui até o Ocidente cuja  a fila fazia meia volta na quadra para compra de ingressos. Apesar de não encontrar se quer um conhecido, valeu a pena.

Dúvidas!

Eu tinha duas opções, pegar o telefone e dizer um monte de verdades, que são as minhas verdade e não as dele ou então me silenciar, resolvi ficar com a segunda opção. Mas acontece que tem um segundo numero registrado na minha agenda, que fico tentado a ligar, mas que tudo me leva a crer que não será um bom negócio se o fizer.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Fruta bichada.

Já aconteceu de você olhar para uma fruta de aspecto saborosa pendurada no galho de uma arvore, ao alcance da mão e de repente perceber que algo esta errado, olhando melhor, descobrir que a fruta está bichada? Pois foi o que aconteceu ontem, quando conheci Felipe, não valia o trabalho de ser arrancado pelo menos por mim.

Soltando as correntes.

Mais uma fase se fecha sem dores e sofrimentos, com a possibilidade de abrir outras. Eu pareço ter me equilibrado com os aspectos positivos e negativos que a vida tem me apresentado, aliado a certas exigências da idade, que me tornou mais seletivo e precavido e em busca essencialmente da uma maior qualidade de vida afetiva. Migalhas de pão, correntes e nós, não possuem mais espaço na minha vida, alias, já perdi muito tempo arrastando minhas próprias correntes pra agora arrastar a dos outros. Liberdade, mesmo com os seus riscos!..

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A Lua é a mesma.

Nossas revelações pessoais algumas vezes são importantes e necessárias para que nos redefinamos perante a vida e por vezes são recebidas como uma noticia natural ou um evento de grandes dimensões e alardeadas na medida dos preceitos morais de cada um que a recebe e eu percebi que dado o tiro inicial  da largada para isto, deve-se valorizar as pessoas que agem com a naturalidade dos fatos e como se nada tivesse mudado, porque afinal, lembrando das sabias palavras de minha avó: A Lua pode apresentar vários formatos, mas é a mesma no seu tempo e espaço e assim tenho encontrado muitos falsos liberais por esses caminhos.

Cha com bolachas.

Não, não importa os equívocos que a vida nos apresenta e olha que são muitos,  pois o importante é dar a volta por cima com os recursos necessários que se tem a mão e nessas horas os amigos são de extrema  importância,  mesmo que para tomar apenas um chá com bolachas e falar da novela das nove.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Ocidente.

O mundo pode ser pequeno, Porto Alegre ainda menor e em se tratando do Ocidente então, nem se fala. Ontem conheci um cara muito simpático na portaria do Ocidente, enquanto comprava o ingresso e depois nos reencontramos no bar onde ficamos conversando na beira do balcão, apreciando uma cerveja bem gelada.
Conversa vai, conversa vem, acabamos descobrindo que alem dele ser um ex morador do bairro onde eu atualmente moro, ele foi namorado de um conhecido meu, que viajará comigo, no final do més para Nova Iorque. Entre tanta conversa agradável e descobertas, começamos a cantarolar musicas do Chico que ele demonstrou ser um fã incondicional.
Breno é uma simpatia e disse uma frase talvez nem percebida por ele, durante a nossa conversa, mas que me fez reforçar a sua grandeza como pessoa assumida na sua, na minha, na nossa diferença: "Somos o que somos e não temos que ter vergonha disto". A noite correu rápida e agradável sob o som dos DJs Mau Mau e Maurício Lopes. Depois de quase me esvair em suor, ufa, retornei pra casa.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O meu primeiro crime.

Eu saia de Recife, inundada pelas águas, para encontrar voce numa cidade próxima e protegida da catástrofe já aguardada,  então começamos a caminhar pelas ruas estreitas, voce carregando sacolas dentro de sacolas que me deu para segurar e um carinho de bebe amarelo que empurrava e chamava a atenção de todos que cruzavam por nós.
Entramos numa loja para comprarmos coisas que voce achava necessário para a nossa viagem e eu não. Desconfiei do seu olhar que parecia tenso esconder algum golpe sem o meu conhecimento.
O homem gordo que nos atendeu, passou mal enquanto falava com voce, sendo amparado por outras pessoas que surpresas repetiam entre si: "Olha, é um carrinho amarelo, um carinho totalmente amarelo!.." enquanto nós, aproveitando o borborinho, nos afastávamos já a certa distancia, com a pressa de quem foge de um crime. O que estávamos fazendo, que crime cometemos?..
Atravessamos ruas abraçados e depois deslizamos por uma piramide gigantesca de ladrilhos de cerâmicas coloridas. Voce machucou o dedo, enquanto deslizava, que eu fiz questão de chupar, para limpar a ferida, deixando voce meio tímido com a minha atitude.
Do outro lado da rua, um velho e uma criança de mãos dadas, nos observavam surpresos por estarmos abraçados e sorridentes. Possivelmente assistiram eu chupar teu dedo com certo prazer e cumplicidade. Eu não sei para onde íamos e o que pretendíamos fazer das nossas vidas.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Devo confessar:

Eu sofro muito quando me perco das pessoas que amo e isto é inevitável pois cada um segue seu caminho na direção de seus interesses e depois retorna (ou não). Isto faz parte do processo de renovação pessoal de cada individuo na procura de seu crescimento, isto é uma regra, que eu também por vezes sigo e não me dou por conta. Mas eu também estou aprendendo a lidar com este sentimento de minha absoluta responsabilidade para promover mais aceitabilidade nestes processos naturais que pra mim as vezes tem outra conotação. Tenho de aprender a ter sentimentos menos egoístas. E não é somente eu, um amigo mineiro me relatou ter tido os mesmos sentimentos nesta semana.

O lugar mais lindo do mundo.

Encontrei Iracildes na entrada da vila, ela mantinha seu largo quadril, que tanto tem orgulho. Me achou mais gordo, já que me conhece de um período onde eu era magro e jovem. Para puxar mais conversa, eu disse que vi seu ex marido, bonito, numa das ruas do Jardim Ipê, próximo da Barão do Amazonas. Ela me confidenciou que nunca mais o viu depois da separação e ter descoberto que ele era ex agente secreto da CIA. Me convidou para subir o morro e colher alfaces. No caminho grandes guindastes colocavam o telhado de uma igreja em construção e que inexplicavelmente tocavam seus sinos. Cruzamos por trilhas onde o acesso era tão ingrime que mal podíamos ficar de pé. No cume do morro, entramos numa caverna forrada de grama verde orvalhada pela umidade da noite. Senti desejo de fazer fotos do lugar, mas meu celular estava literalmente desmontado dentro da pasta. Naquele momento pensei estar no lugar mais lindo do mundo do qual não podia registrar para mostrar aos amigos.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Pra que veio?

Sid veio no momento certo em que decidi arriscar e ser impetuoso. Não sei quanto tempo irá ficar, talvez o tempo necessário das novas descobertas, das urgências e outras trocas, não sei, não dá para prever o futuro e suas exigências!.. A vida é uma grande prova.

sábado, 1 de dezembro de 2012

PROIBIDO PROIBIR.

Para os que faziam planos junto de mim, na minha vida, devo dizer que eu já os tinha, porém não esclarecidos e estabelecidos, mas intuitivos e descobertos agora com a ajuda de conselheiros que tentei odiar enquanto me esperneava de dor, mas que também não foi possível, pois a verdade é imperativa. Por vezes é fácil e noutros momentos muito complexo, viver neste mundo que agora me parece tão pequeno e fugaz, diante das minhas perspectivas de vida. Acho estranho esta clareza de não me mentir, de não me abster do que antes considerava proibido. Nada mais é proibido, nada mais.

Que Deus o tenha.

Um amigo meu, inexplicavelmente temia ser morto pelos pés. Sempre que se preparava para dormir tratava de protege-los com almofadas, cobertas grossas e assim não ser surpreendido por algum ataque, enquanto estava entregue ao sono. Soube mais tarde que ele morreu de hemorragia cerebral num quarto de hospital, por sorte não foi pelos pés como ele temia, que Deus o tenha. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Vi um cara na praça...

Vi um cara na praça fazendo exercícios físicos, enquanto eu me ajeitava numa dessas cadeiras de praia, para ler um livro espirita sob a sombra das arvores. Ele me observava discretamente entre os exercícios  enquanto eu fazia o mesmo com alguma curiosidade, já que ele não estava vestido com roupas apropriadas para exercícios. Eu tenho certeza que me ele me observava, pois a gente sabe quando esta sendo observado com disfarçado desinteresse, a gente simplesmente sente. Depois de alguns exercícios ele acendeu um cigarro, fumou ate acabar o cigarro, de cabeça baixa, montou em sua moto e foi embora. Eu fiquei me perguntando o que impulsiona alguém que esta dirigindo, simplesmente parar num lugar, mesmo que seja uma praça, sem estar com roupas apropriadas e começar a fazer exercícios em barra, apoios e abdominais e depois de tudo acender um cigarro, botar bastante fumaça para dentro dos pulmões e depois ir embora suado? Pensei também na possibilidade dele estar querendo fumar um baseado e a o me ver por perto, embora o espaço fosse grande, tenha  se sentido inibido e daí.., bem não sei...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mudanças.

Eu to precisando mudar tudo: Meu guarda roupas, a cor das minhas camisas, dos meus jeans, dos meus sapatos, dos meus olhos, cortar os cabelos, as unhas, mudar meus gostos pessoais duvidosos... Talvez eu já tenha dado inicio neste processo de mudança, tão rapidamente que até me assusto por pensar que não sou eu. Eu me pergunto se mudanças internas exigem alterações externas?

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sinais de contemporaneidade.

Nesta noite sonhei que Porto Alegre estava toda diferente, haviam inúmeros viadutos construídos e outros em andamento, espalhados por toda a cidade, iluminada à noite. Avenidas largas e ampliadas criavam uma paisagem tão contemporânea, que lembravam as grandes cidades de primeiro mundo que ´só se vê em documentários da TV fechada. A praia do Lago Guaíba vinha até a avenida Osvaldo Aranha entre a Sarmento Leite e a Ramiro Barcelos e na sua orla, num canteiro de obras, um grande calçadão com pedras portuguesas estava sendo construído. Pedras portuguesas?.. Mas isto não pode ser verdade - pensei enquanto ia sendo acordado pela claridade do dia que invadia a janela do quarto.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Conselhos de um médium espirita.

Eu entrei neste lance de caminhar, comer pouco e distribuir em varias etapas do dia, pequenos lanches leves a base de frutas que me fizeram perder peso sem consulta com nutricionistas. Quando me perguntam o que fiz para baixar os  números da balança, respondo com a mais pura verdade: Segui os conselhos de uma médium espirita, que me aconselhou a modificar meus hábitos alimentares por outros mais saudável e eventualmente fazer caminhadas para perder algumas calorias em nome da saúde e da qualidade de vida e não é que deu certo? Maravilha sentir-me mais leve, usar roupas dois números abaixo do meu manequim, entrar em roupas que eu já havia perdido as esperanças e começar a ouvir elogios de algumas pessoas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Na curva.

Tenho te visto entre minhas idas e vindas rápidas, bem na curva que se faz veloz e te desencontro, te perco. Teu rosto esta sempre sobre o muro e não decifro as palavras do teu olhar, distante, silencioso, curioso, que fica pra traz e desaparece quase que na velocidade da luz ou no deslocamento do ar. No fundo tenho medo de saber o que pensas, de desvendar este teu mistério que me fomenta a alma e finjo desconhecer. Por que razão ainda tenho medo?

sábado, 24 de novembro de 2012

É preciso ter paciência.

Fazia mais de vinte anos que eu não entrava no Auditório Araujo Vianna inaugurado em 1964 no Parque Farroupilha, aqui em Porto Alegre. Alias nem me lembro quando foi a ultima vez. O auditório ficou por muito tempo esquecido de alguns porto alegrenses, devido a sua falta de reformas, o que obrigou-o a ficar de portas fechadas durante muito tempo. Retornei ao Araujo nesta Quinta-feira, para assistir a o Show do Lenine, cuja renda arrecadada foi doada para outro grande grande musico, o flautista Plauto Cruz, que completou 83 anos no dia 15 de novembro e está com a saúde debilitada, quando se comemora também o Dia do Músico. O espetáculo de Lenine, Chão, foi visto em mais de 20 cidades brasileiras, passando também pelo Uruguai, Argentina, Chile, Paris, Toulouse, Milão e Viena.
Chão, revela evidencias eletrônicas mais acentuadas que os trabalhos anteriores do cantor, porem não faltou os grandes sucessos como: Paciência,  Jack soul brasileiro, Leão do Norte, para completar a alegria e empolgação dos espectadores. Apesar de mais uma vez reformado para receber espetáculos, percebi algumas deficiências na acústica do auditório a serem reparadas, uma pena!.. Como diz a musica do Lenine: É preciso ter paciência...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Eu gosto de homens e de mulheres e voce o que prefere?

"E eu gosto de homens e de mulheres e você o que prefere? E você o que prefere?..." Nunca o estrofe desta musica, de Ana Carolina,  tantas vezes ouvida por mim, fez tanto sentido neste momento da minha vida. Ontem me perguntaram, por que só agora, depois de muito tempo, esta decisão de abrir o jogo publicamente e eu respondi: Por liberdade, existe razão maior do que esta? Alguns até disseram que eu joguei merda no ventilador, o que eu não me importo. Nada substitui a importância de se viver a nossa verdade e por inteiro.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Cantar para subir.

Uma velha amiga costumava dizer: Sabe de uma coisa...,eu vou é cantar para subir! É o que devo fazer neste momento: Cantar para subir!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Na sala de espera do consultório.

Na quarta-feira, na sala de espera do consultório dentário  fiquei conversando com o pai do cirurgião dentista, que também faz às vezes de recepcionista, enquanto eu aguardava o momento de ser atendido. Sujeito muito simpático, inteligente e bem humorado que conquista qualquer pessoa que gosta de um bom papo e que também conquistou minha simpatia por esta razão, desde o primeiro dia que comecei o tratamento dentário e não paramos mais de conversar.
Nas diversas vezes que estive por lá em consulta, já falamos sobre politica, história, viagens, educação de filhos e a conversa é sempre tão proveitosa, que não sinto o tempo passar. Na quarta falávamos sobre a influencia da cultura judaica na Europa e no mundo, (assunto que pode dar pano pra manga por horas), quando surgiu um outro cliente na recepção (aparentemente seu conhecido de longa data) para ser atendido, fazendo-nos desviar da conversa empolgante para os cumprimentos e outro assunto, ao meu ver menos interessante e que recaiu mais em queixas curriqueiras, do que qualquer outra coisa.
Não demorou muito até ele entrar no assunto polemico da homossexualidade, e que ele havia lido em alguma revista cientifica a possível descoberta de um hormônio desenvolvido pela mãe na gravidez, capaz de gerar por algum mecanismo biológico, filhos homossexuais. Eu desconhecia esta informação e fiquei pensando com meus botões. Será?..
De qualquer forma o outro cliente não me pareceu se interessar pelo assunto, pois demostrava visível desconforto e inibição e logo começou a vomitar opiniões preconceituosas e ao mesmo tempo se  desculpar por elas para aliviar sua tensão, dizendo: _Eu entendo a ate aceito nos outros, mas se fosse com meus filhos, não conseguiria admitir... Imagina um filho me apresentar um namorado!
Eu estava prestes a dar a minha opinião sincera sobre tudo o que estava ouvindo, quando fui chamado para o atendimento. Eu acho que este assunto ainda não terminou e ficará para próxima consulta, infelizmente sem a presença do preconceituoso, uma lastima.

Sera que eu andava de olhos fechados?

A vida me parece afinal apresentar uma cor definida, um brilho e um gosto diferentemente agradável e amplo aos meus sentidos. Que estranho esta capacidade que temos de construir, destruir e reconstruir novos conceitos à cerca de nossas valores.
Quando podemos falar e somos ouvidos, compreendidos por pessoas de grande sensibilidade, capazes de perceberem e valorizarem nossas mais simples ou complexas intenções e atitudes, nos sentimos meio vencedores de nossos fracassos internos. Algo nos faz acreditar que nem tudo está perdido e que ainda existe uma ínfima luz no final do túnel, possivelmente propagadas pela alma dessas pessoas valorosas que circulam a nossa volta. Será que antes eu não as via, por andar de olhos fechados? Começo a nova experiencia de ser uma pessoa mais verdadeira, mais completa sem os costumeiros medos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Desfazendo uma mentira.

Neste Sábado dia 10 de Novembro, durante o almoço no Marco Zero com minha mãe e no Domingo à noite aqui em casa com meu filho, acabaram de se tornar um marco de liberdade na minha vida após 54 anos de existência cheia de medos, culpas e negações, pois tomei a decisão de revelar para essas duas pessoas  importantes na minha vida e que mais amo, (minha mãe e meu filho), uma verdade que durante anos me tornou pela metade. Eu pensava que seria muito difícil  desfazer a mentira, que por anos me fez viver de olhos vendados e infeliz, por que quando se vive uma mentira, ela passa a ser uma verdade, num incompreensível jogo de quebra-cabeças, cuja as peças não se encaixam na nossa vida. Descobri que não foi difícil falar e sim ter vivido todos esses anos me enganando, mentindo pra mim mesmo e sendo discriminado, marginalizado, por atitudes que não vivenciei em razão de meus próprios preconceitos e conservadorismo, que o peso das imposições sociais, que eu sentia sobre os ombros, nada mais era do que uma cobrança de postura para assumir corajosamente o que de fato sou. Neste momento me sinto liberto, de alma lavada e com coragem para dizer que sou gay. Minha mãe disse uma frase, durante o almoço, enquanto conversávamos, que serviu de prova e mostrar-me o quanto valorizamos os nossos medos e engordamos nossos fantasmas. "_Pra mim nada mudou meu filho, tu continuas sendo a mesma pessoa que eu amo e admiro demais. Vai viver tua vida, porque ninguém vai vive-la por ti. Vá ser feliz!.." Meu filho que já é adulto, seguiu a mesma linha de pensamento de minha mãe, apoiando-me e encorajando-me a viver minha vida com honestidade e verdade, que é o que importa nesta vida.
Resolvi postar isto, que é tão pessoal, aqui no blog, pelo dever e a necessidade de dizer a verdade e me libertar, e por que não me parece uma novidade para os que me conhecem, mas sim uma reafirmação daquilo que provavelmente sempre desconfiaram e por respeito a mim, se mantiveram em silencio e sem invasões.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Tchau, uma hora dessas eu volto!

...Menos amolado, menos irritado, menos resistente, menos triste, menos desconsolado, quem sabe outra pessoa depois de desfazer estes nós que ajudei a amarrar... Num outro dia quem sabe eu volto a te encontrar, a me encontrar depois que tudo passar. Quem sabe eu volto outro...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Os sonhos me perseguem.

E os sonhos continuam persistentes, me surpreendendo a cada manhã quando acordo. Eu já perdi a ingenuidade de acreditar que eles são premunitórios e com o objetivo de me mostrarem qualquer coisa sobre o futuro. O futuro é apenas consequência "de"... Os sonhos partem de mim e por isto são de minha invenção, são reafirmações guardadas do que foi por mim lido e não aceitado. São respostas codificadas a perguntas que me faço no dia a dia e não as obtenho por covardia, medo ou medida de segurança. Eu sei da força que tenho para recuperar-me, mesmo tendo de fechar portas e janelas que lutei para mante-las abertas, mas sei também que às vezes é necessário razões fictícias para voltar a fecha-las para não sair ferido gravemente. Já pensei em mudar-me de cidade, de Estado, de país, mas a que duras penas isto seria possível? Portas se abrem e se fecham a todo o instante, alem das minhas.

domingo, 4 de novembro de 2012

ILHA DE PAQUETÁ - RIO DE JANEIRO.


Paqueta é uma ilha- bairro, pertencente a cidade do Rio de Janeiro e com aspecto de cidadezinha do interior a cerca de 15 quilômetros do centro do Rio, transformada em área de preservação ambiental e cultural.


Para se chegar até lá é necessário uma travessia marítima de mais ou menos 70 minutos em barcas pela Baia da Guanabara, que saem no cais da histórica Praça XV, no Centro da cidade, pelo preço de R$ 4,50 o trecho. Já na travessia, é possível se vislumbrar com o belo visual da Baía de Guanabara, a Ilha Fiscal, a Ponte Rio - Niterói, a Ilha do Sol e a incessante chegada de aviões em voos rasantes pela baia,  cujo o local é rota de aviões para o aeroporto Santos Dumont, nas imediações.


A Ilha de Paqueta, foi no passado colonial, um refugio para os nobres que deslocavam-se com suas famílias do centro do Rio de Janeiro, para desfrutarem de um ambiente mais tranquilo, junto a natureza. O próprio Dom João VI visitava Paquetá com regularidade, hospedando-se num solar, hoje chamado de "O Solar D’El Rei".


A tradicional festa de São Roque, padroeiro da Ilha, atraia muitos visitantes e sempre contava regularmente com a presença do Príncipe Regente, que segundo contam, graças às águas milagrosas do Poço de São Roque teria se curado de uma úlcera na perna.
As ruas de Paqueta são de saibro, (sem asfalto ou calçamento), o meio de transporte se faz por charretes, bicicletas, bondinho, ou à pé em deliciosas caminhadas, descobrindo caminhos românticos, monumentos históricos, casarios centenários e o mar.


Entre os atrativos que visitei de charrete como: A Praça Pintor Pedro Bruno, localizada na saída da estação das barcas, a Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte e sua praça à esquerda da estação, o caramanchão dos Tamoioso canhão de saudação a D. João VI, que fazia parte de uma bateria de canhões usada para saudar a chegada do rei ao bairro, a arvore Maria Gorda, um raro exemplo de Baobá africano com centenas de anos, medindo mais de sete metros de circunferência, localizados na Praia dos Tamoios.


A escola Municipal Pedro Bruno, localizada na Rua Padre Juvenal, 74 - na Praça de São Roque, cuja a visitação é basicamente do lado de fora do prédio,  uma vez que funciona como escola. O prédio é um perfeito exemplo de arquitetura neo-clássica que também foi sede da Fazenda São Roque, uma das primeiras propriedades da ilha. A simpática capela localizada também na mesma Praça, que pode ser visitada aos Domingos quando há missa semanal.


A o lado da Capela existe um poço, que foi aberto inicialmente para abastecer a fazenda e posteriormente, para toda a região pela fartura e qualidade da água. Outra coisa que me surpreendeu, foi o cemitério de pássaros, ao lado do cemitério de Paqueta, na rua Manoel de Macedo, com visitação permanente e único no mundo. O cemitério de pássaros foi originalmente concebido como uma homenagem ao amor pela natureza e aos pássaros e hoje é usado pela comunidade, que o mantem, para enterrar seus pássaros de estimação.


Outro local imperdível para a visitação e a Pedra da Moreninha, um mirante de fácil acesso, através de escadas e uma ponte de madeira, onde existem varias trilhas pela mata, com ampla vista da Baia da Guanabara e da Ilha do Brocoió.
Até a próxima viagem!..






sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O maior museu de pintura ingênua do mundo.

Fica no Rio de janeiro, na rua Cosme Velho 561 e bairro de mesmo nome, o maior e mais completo museu da artes naif do mundo o (MIAN- Museu Internacional de Arte Naif do Brasil), que visitei na semana em estive no Rio, com aproximadamente 6.000 obras de artistas nacionais e de mais de 100 países com obras do seculo XV aos nossos dias, registrando a historia desta arte no mundo.
Aírton das Neves

A arte naif é também conhecida pelo gênero de pintura ingenua e as vezes primitiva, onde os artistas podem pintar sem regras e ousar tudo. São também chamados de poetas anarquistas do pincel. As obras são produzidas por artistas sem preparação acadêmica na arte que executam, o que não implica que a qualidade das suas obras seja inferior. No museu encontra-se também camisetas, posters  cartões postais e uma infinidade de outros objetos com motivos naif, além de catálogos e literatura relacionadas a esse gênero de arte. O ingresso para visitação: R$ 6,00.

Sonhos e mais sonhos, o que são afinal?

Sonhos, ah os sonhos, o que são eles afinal, uma premonição do futuro, ou uma releitura sub consciente das nossas emoções agregadas a fatos do passado e do presente em forma de códigos muitas vezes indecifráveis?
Eu estava num centro cultural de um lugar desconhecido, junto de um alguns amigos, quando um deles precisou ir  ao banheiro. Inacreditavelmente o banheiro era separado do prédio e tínhamos de atravessar um patio com muita lama, pedras soltas e fossas sanitárias abertas cujo o cheiro era insuportável. De um momento para o outro, eu estava carregando nos braços, roupas novas, recém compradas numa loja, que caíram dentro de uma dessas fossas. Desesperado em recupera-las, eu tentava resgata-las com um pedaço de taquara que encontrei, enquanto um dos amigos tentava  me impedir aos gritos: _Larga isto, não vale a pena, deixa isso pra lá, já tá tudo perdido mesmo!.. Senti que esta ultima frase, era a chave de tudo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Auto exames necessários.

Alguns dias de caminhada e meu corpo doe demais na região lombar, o que era de se esperar, mas doe também os dedos do pé direito, que percebi apresentarem uma alteração que não tinha antes. Inacreditavelmente, três unhas ficaram concavas e deram para crescerem em direção vertical a linha anatômica dos dedos. Olhando-as de lado, parecem empinadas como a proa de um navio. Impossível não sentir dor ao caminhar mesmo de calçados macios. Estaria eu cortando as unhas de modo errado?Algumas coisas negligenciamos demais e então só percebemos quando sentimos dor e isto também em outros campos. Eu lembro de uma vizinha examinar seus filhos da raiz dos cabelos à ponta dos pés, dizia que isto era uma obrigação de mãe, fazer esta investigação, já que crianças depois de uma certa idade não tem por habito se auto examinarem, até se tornarem adultas e então dar de cara com as surpresas que o corpo apresenta. Ela estava certa!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Incursões num Sábado a noite.

Neste Sábado, fiz uma incursão por alguns bares de Porto Alegre, como a muito tempo não fazia, e falo é de incursão mesmo, de entrar num, não se agradar e ir até outro e outro, até encontrar o que enfim te agrada.
Eu estava acompanhado de três pessoas e o primeiro bar que entramos foi o Parangolé, onde bebemos umas quatro cervejas, acompanhadas de um prato de batatas fritas e outro de picles, tipo: Pepino, queijo provolone, ovos de codorna, salame italiano fatiado e pimenta de bico. Faltou as azeitonas!..
Tinha um cara cantando MPB, mas o repertório era tão sem graça e a voz tão baixinha que nós que estávamos do lado de fora do bar, por vezes não entendíamos o que ele estava cantando. Tem algum dia da semana que o bar apresenta um Chorinho de primeira. Outra coisa que me incomoda nesses bares com mesas na rua e que somos assediados a tempo todo por vendedores de poesias, de CDs autorais piratas. Pedi pro garçom  de saideira, aquela conhecida dose de cachaça licorada de maçã com canela e saímos a esmo...
Ah, uma coisa que reparei, não tem como não reparar, foi a nova iluminação com postes estilizados na rua Republica, ficou bárbaro!
Fomos até o novo Bar do Marinho, na Sarmento Leite, onde o cantor que se apresentava, tocava e cantava algumas baladas de Zé Ramalho e que pra nosso azar, em seguida se despediu e logo veio a musica eletrônica com som mais baixo, que eu acredito ser por causa do horário em que o resto da cidade dorme. Devo ter tomado uma cerveja e logo fomos embora. 
Lembrei de um boteco  na João Alfredo e que frequentei no passado, onde serviam na madrugada um prato de canja ou arroz com linguiça, dependendo da noite era um ou o outro. Tempo bom!..
Já na esquina da Jose do Patrocínio com a Joaquim Nabuco, decidimos ir ao Venezianos, que estava bombando. Eu acho que era isto que estávamos  procurando, agitação, alegria, um ambiente para suar a camiseta. Acho que menos um dos integrantes concordou com a ideia.

Eu preciso acordar!..

Esta noite eu estava preso num sonho, donde não conseguia sair, nem com os truques que aprendi para me acordar quando tudo parece muito forte e real e vou perdendo o domínio de tudo. Enfim, sonhei a noite toda, me sentindo prisioneiro no próprio sonho. Agora já acordado e lembrando do ocorrido, tenho a sensação de estar noutra prisão que sei da impossibilidade de escapar. Esta eu conheço, tô acostumado e sei que não dá para acordar!

domingo, 28 de outubro de 2012

ONDE O RIO DE JANEIRO COMEÇOU.

Das praias que banham a capital carioca, a Urca foi a que elegi na semana passada, quando estive no Rio, o melhor balneário para se passar um tranquilo e agradável final de semana. Não sei se o mesmo panorama se repete em outros períodos do ano como férias, mas encontrei um ambiente tranquilo, com ruas muito arborizadas e sombreadas, pouca circulação de veículos e de casas de comercio comparado ao numero de residencias, a tranquilidade de um bairro residencial, sem a muvuca de Copacabana, Ipanema ou Leblon.

A Urca, paradoxalmente um bairro novo do Rio, construído em grande parte sobre aterros, na primeira metade do século 20. Entretanto foi neste lugar que Estácio de Sá fundou a Cidade do Rio de Janeiro, anteriormente chamada de São Sebastião do Rio de Janeiro, entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar, posteriormente deixando marcas históricas em construções na costa marítima, como o forte São João que defendia a entrada da baia dos franceses invasores. O Forte está localizado dentro de instalações do Exército e sua visitação acontece nos fins de semana mediante agendamento prévio, o que infelizmente não foi possível visitar.



Ainda na mesma visita é possível conhecer o Forte São José localizado ao longo da costa recortada pelo mar numa protuberância do Morro Cara de Cão.
Outra opção de entretenimento muito apreciado pelos turistas é o passeio de bondinho sobre o morro da Urca e o Pão de Açúcar que arrisquei fazer, mesmo não gostando de alturas. A viagem completa fica em 53 reais para adultos e 26 para crianças de 6 a 12 anos. Menores de 6 anos não pagam.


A vista lá de cima é deslumbrante, (vale os R$ 53,00) e o fluxo de pessoas impressionante, já que cada bondinho tem a capacidade de transportar até 70 pessoas, num viagem de 3 minutos por estagio entre um morro e o outro.

O Pão de Açúcar localizado no bairro da Urca, mais precisamente na Praia Vermelha. Alguns ônibus levam até lá, o 107 (central-urca) e 511/512 (Urca-Leblon/ circular). Mais recentemente o Metrô criou uma integração que leva os passageiros da estação Botafogo, até a Urca por R$ 3,00 (metrô incluso).

Outra atividade prazerosa de fazer é uma caminhada pela Pista Claudio Coutinho. Situado também nas proximidades da Praia Vermelha, na Urca, o caminho, é um local dentro de uma reserva natural e ecológica. Um longo caminho pavimentado que contorna o Morro da Urca e o Pão de Açúcar com belas vistas das montanhas, do mar e da enseada da Praia Vermelha.


Bye bye, so long, far well.

Esta semana, fiquei com uma musica do Guilherme Arantes tocando na minha cabeça logo que voltei do Rio e isto me fez lembrar também de uma amiga que já partiu e a cantarolava, fazendo não só eu, mas alguns amigos em comum, criar um elo de referencia com a musica e a pessoa dela que foi muita querida e sempre que é lembrada hoje, deixa muitas saudades. 
A musica é "Pedacinhos"- de 1983, quando Guilherme Arantes ainda era jovem e dono de uma longa cabeleira que provocava frenesi entre suas fãs, no auge de seus 30 anos de idade. Isto me causou um saudosismo imenso e me provou o quanto algumas coisas na vida, e neste momento me refiro a mensagem da letra da musica, podem ser atemporais no que se refere aos sentimentos humanos tão complexos e cheios de surpresas. Portanto posto este vídeo, em celebração a esta amiga que quando lembro sinto saudades e a reflexão desses sentimentos que por vezes parecem menores mas nos faz grande, na medida que são  percebidos, assumidos e digeridos com a maturidade necessária, de cada dia.


sábado, 27 de outubro de 2012

DESCOBRINDO SANTA TERESA NO RIO DE JANEIRO.


Santa Tereza, fica do lado da Lapa, no centro do Rio, dando a impressão de que são um só. Andar por suas ruas, é como estar numa cidade do interior e fora do nosso tempo, num passeio da época de glória do Rio de Janeiro antigo. São palacetes,  casarios  e pequenos castelos em estilo europeu encrustados no morro de rica vegetação nativa.
Eu fico imaginando se ainda tivesse o bonde circulando por suas ruas estreitas e sinuosas... Alias, a volta do bonde é uma reivindicação permanente dos moradores, que reclamam a sua volta, percebido quando se anda pelas ruas e observa-se cartazes em lojas, outdoors, pinturas em muros,  panfletos com poemas em postes e até no meio das ruas entre trilhos o pedido de seu retorno, que parece ser alma de Santa Teresa e seus moradores.


O bairro surgiu à partir do convento de mesmo nome, no século passado e foi inicialmente habitado pela classe alta da época, numa das primeiras expansões da cidade para fora do núcleo inicial de povoamento, no Centro da cidade.

Por volta de 1850, a região foi intensivamente ocupada pela população que fugia da epidemia de febre amarela na cidade, pelo fato de estar localizado numa região mais elevada, desta forma menos atingida pela epidemia do que os bairros que o circundavam.
Atualmente o bairro vem se transformando num novo polo cultural e gastronômico, principalmente nas imediações do Largo do Guimarães, onde se encontram restaurantes, atelies e botecos da moda.


O boteco do Mineiro, na Rua Paschoal Carlos Magno- 99, é o mais conhecido, por sua informalidade, ambiente festivo e um cardápio de variedades que vai do feijão tropeiro, carne seca com abóbora, tutu à mineira, vaca atolada e outros petiscos. Para se conseguir uma mesa, é um trabalho de paciência, já que se forma na calçada, uma fila de espera interminável.


Seguindo os trilhos do bonde, morro acima, na direção do bairro Cosme Velho, a mata nativa invade cada vez mais as ruas sinuosas, transformando-se numa bela paisagem bucólica. É a floresta da Tijuca onde encontrei varias pessoas fazendo caminhadas. Em alguns espaços abertos na mata, é possível ver o cristo Redentor de braços abertos sobre a baia da Guanabara e algumas favelas sobre morros vizinhos.


Entre tantas visitas que fiz nestes cinco dias hospedados em Santa Teresa, o que mais me chamou a atenção, foi o Parque das Ruínas na Rua Murtinho Nobre 169. Trata-se de um centro cultural criado em 1997 pela Prefeitura do Rio, numa programação variada de eventos culturais.


O Centro Cultural Parque das Ruínas, foi a casa da grande mecenas da Bela Época carioca, Laurinda Santos Lobo, que sediava grandes saraus em seu palacete, atraindo os mais importantes artistas do país como Villa Lobos e personalidades internacionais como Isadora Duncan que dançou em sua casa.



Conhecida como a “marechala da elegância”, Laurinda reunia intelectuais e artistas nas magníficas dependências do palacete, que apos sua morte foi invadido, depredado, saqueado até transformar-se em ruínas e hoje é um dos mais belos projetos premiados do arquiteto Ernani Freire, que manteve a estrutura das ruínas agregando contemporaneidade sem apagar a memória histórica e do período de abandono.

Nas áreas internas foram instalados estruturas de vidro e ferro que cruzam os três andares do antigo palacete em ruínas dando maior espaço e transparência a estrutura. Do alto da construção, através de uma cobertura envidraçada, se tem uma magnifica vista do Rio de Janeiro e da Baia de Guanabara, outro espetáculo disponível à parte.


Outro lugar imperdível para quem gosta de passeios culturais é o Museu Chácara do Céu, ao lado do Parque das Ruínas. Com um acervo cheio de obras importantes de arte moderna, (com artistas nacionais e internacionais). Nomes como Di Cavalcanti, Matisse, Degas, Joan Miró, Modigliani e Portinari estão presentes na casa conhecida desde 1876 como Chácara do Céu. Na casa, uma parte integrada aos jardins, também dá uma bela visão para a baía de Guanabara.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

OS BOTECOS DA LAPA E A ESCADARIA SELERON


Foram cinco dias e quatro noites, nos dois bairros mais emblemáticos do Rio de Janeiro: Lapa e Santa Tereza, que são vizinhos, localizados na região central da cidade, conhecidos como berços da boemia carioca e também por suas edificações de inestimável valor histórico e cultural.


LAPA - AQUEDUTO DA CARIOCA:
É na Lapa que se encontra o enorme Aqueduto da Carioca, construído no período colonial, para distribuição de água para a cidade e posteriormente serviu como via para o bonde que ligava o Centro do Rio ao Morro de Santa Teresa.  O bonde hoje, está fora de circulação depois do acidente ocorrido em 27 de Agosto do ano passado, vitimando fatalmente algumas pessoas.


Ao contrario de Santa Tereza, que durante a semana lembra uma cidadezinha do interior, parada no tempo e com fluxo de turistas visitantes e frequentadores de seus bares noturnos nas sextas, sábados e domingos, a Lapa não para nunca, mantendo a efervescência de seus bares e botecos de segunda a segunda, sempre com numerosa circulação de pessoas de diversas tribos que se reúnem para apreciar a boa musica e entrarem no clima da boemia. Visitamos o Boteco do Gomes, na esquina da Rua do Riachuelo com a Gomes Freire, o bar Mofo que usa sua decoração, ambientação e trilha sonora para prestar uma homenagem ao Rio da década de 50, nas paredes, fotos expostas em um painel, na trilha sonora sambas e choros de artistas como Noel Rosa e Cartola. A choperia Brazooca, considerada uma das maiores choperias da Lapa, a casa possui quatro andares em forma de mezaninos, a programação musical é composta por samba.


Muitos desses bares restaurados, mantem suas características dos velhos tempos, através do mobiliário antigo, louças, lustres e fotografias de autoridades do samba, que são ostentados nas paredes como verdadeiras relíquias documentais.


A maioria desses botecos e restaurantes apresentam uma variada carta gastronômica como feijoada, rabada, frango à passarinho, provolone à milanesa, pratos a base de frutos de mar, massas, carne-seca com aipim e outros petiscos de botequim, cujos os preços salgados são dirigidos a o publico turístico que não se importa em estar pagando ou não um preço justo pelo que consome. Para se ter uma ideia, numa mesma quadra, podemos encontrar bares vendendo a mesma marca de cerveja, por preços que variam de R$ 4,50 à R$ 9,00-dependendo do tipo de estabelecimento.


ESCADARIA SELARÓN:
Ainda nas proximidades dos Arcos da Lapa, nome também dado a o Aqueduto da Carioca, na rua Manoel Carneiro, podemos visitar a escadaria do convento de Santa Tereza, toda revestida de azulejos coloridos, pelo artista e ceramista chinelo Jorge Selarón, que depois de viajar por diversos países escolheu o Rio de Janeiro para fazer sua morada permanente.


São 215 degraus, decorados com mais de 2 000 azulejos diferentes, provenientes de diversos países e que são enviados ao artista por apreciadores de sua obra. O mais interessante é que os azulejos são frequentemente trocados, fazendo da obra a originalidade de estar sempre se modificando. 


A escadaria foi inicialmente revestida por Selarón em 1994, por ocasião da copa do mundo de futebol e em 2005, foi tombada pela prefeitura da cidade, onde Selarón recebeu o título de cidadão honorário do Rio de Janeiro. Nesta tarde conversamos sobre o que ele mais gosta de falar: Futebol.

sábado, 13 de outubro de 2012

Aniversario do Diário de Bordo.

Hoje dia 13 de Outubro, meu blog está completando cinco anos de existência. Eu dei uma olhada nas postagens que fiz a cinco anos atras e foram duas. Uma homenagem a Porto Alegre, com uma foto do Cais do Porto e a letra da musica do J. Fogaça, "Porto Alegre é demais" e um outro texto chamado "O Fantasma da Rua Liberdade", que eu conto sobre o primeiro contato que tive com um fantasma, quando eu era um adolescente e morava com meus avós. Bom, muitas coisas mudaram nestes cinco anos de blog, inclusive eu que envelheci. Eu pretendia fazer uma festa para comemorar (conforme prometi) junto com meus seguidores, estes cinco anos de literatura barata e cheia de erros de português, mas me perdi entre datas e compromissos assumidos. De qualquer forma terei que adiar, sabendo que sou devedor deste compromisso.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

MARATÁ, POR ONDE O TREM PASSAVA.


Neste Sábado fui conhecer com colegas de viagem e alguns amigos, a cidade de Maratá, localizada a 90 quilômetros de Porto Alegre, nas proximidades de Montenegro e Brochier, cidades vizinhas.
Maratá é um termo indígena que significa lugar onde os elementos água e solo, entram em choque, num combate eterno em homenagem à natureza e não é a toa, visto a sua exuberante região de mata nativa preservada, morros e cascatas que se despejam de altos paredões de pedra.


Sua colonização iniciou-se em 1856, quando imigrantes alemães, desembarcados em São Leopoldo, se instalam nas margens do Arroio Maratá, motivados pela beleza do lugar e a possibilidade de terra fértil para implementação agrícola.  Posteriormente em 1909 foi inaugurado um terminal de estação de trem em Maratá, que circulava de Porto Alegre, Montenegro, para Caxias do Sul, desativada no final de 1970. 
A vila de Maratá, depois emancipada de Montenegro em 1992, desenvolveu-se com a construção da linha férrea, que transportava produtos e passageiros de toda a região até  Estrela, no vale do Taquari. Pegar o trem na estação do Maratá, era uma opção para as pessoas de Estrela ou Teutônia, que queriam ir até Porto Alegre, por isso; entre 1950 e 1977, havia uma linha de ônibus ligando estas cidades à estação de Maratá, mais tarde com o fechamento da linha férrea, a cidade voltou a cair no anonimato.


Atualmente o município apresenta características comuns a tipica cultura alemã, do qual foi colonizada, ruas e praças muito limpas, arquitetura em estilo enxaimel e algumas poucas construções antigas ainda preservadas, já que a maioria sofreu reformas em função dos tempos modernos.


Maratá faz parte da Rota Microrregional "Caminhos das Velhas Colônias", projeto implantado pelos municípios de Brochier, Salvador do Sul, Barão e São Pedro da Serra, estimulando o turista a conhecer os atrativos de cada cidade através de roteiros culturais, históricos e gastronômicos. 
Ente os principais pontos atrativos da cidade estão:

Parque da Cachoeira Maratá:
Localizado a poucos quilômetros da sede, com acesso pela Rua Erno Pletsch, o Parque possui uma cachoeira com 15 metros de altura, com amplo espaço para Camping com churrasqueiras, banheiros, chuveiros, lancheria e uma gruta em homenagem á Nossa Senhora de Lurdes. Possui trilhas no interior da mata, onde pode-se chegar ao topo da cachoeira ou encontrar uma pequena cascata, escondida ao pé do morro.




Parque Municipal da Cascata Vitória:
Também localizada a poucos quilômetros do centro da cidade com acesso pela Rua Miguel Schneider. A queda d'água tem 30 metros de altura. No local, já funcionou uma usina hidrelétrica, mantida pelos moradores de Maratá entre 1928 e 1938.


O local conta com infraestrutura completa para os turistas com restaurante, churrasqueiras espalhadas pelo Parque, Feira de Produtos Coloniais, ponte pênsil sobre o Arroio Brochier, área de Camping, iluminação, banheiros com chuveiros quentes e trilhas até o topo da cascata.


Ainda passeando por suas ruas, é possível apreciar algumas construções antigas e charmosas, em estilo europeu, do tempo em que o trem por ali passava.

Até a próxima viagem!..

Desencontros.

As veze estamos sozinhos, precisando de uma companhia para dividirmos as angustias ou compartilharmos do silencio e é  ai nestes momentos, que todos parecem estarem ocupados. Telefones não são atendidos, mensagens não retornam, nos condenando a dor e ao isolamento. Que leis são essas que nos amargam desencontros, que nos transformam em bichos acuados? Mas daí que no outro dia, tudo se inverte, o que fazer senão descartar a amargura?..

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sinais proféticos de verdade

É oito horas, eu chego na janela do apartamento à procura de sinais e onde estão os sinais?... Olho pra baixo e vejo o instrutor arrumando as balizas para iniciar sua aula pratica de direção, do outro lado da rua. Olho para a direita e percebo a mesma tranqueira no trafego da avenida Ipiranga, o sol se incidindo na mesma direção sobre a minha janela. Sabe de uma coisa, eu acho que nada vai mudar, se fosse mudar, alguma coisa desta rotina habitual estaria diferente, haveria um sinal mais perceptível. A avenida Ipiranga estaria vazia, ou os carros estariam andando no sentido contrario, o instrutor estaria fazendo peripécias de circo e eu talvez nem estivesse acordado tão cedo como sempre faço. Isto tudo me parece um sinal obvio, de que nada mudou, nem vai mudar tão cedo, haveria de ter um sinal pelo menos surpreendente que me fizesse acreditar em alguma mudança verdadeira.

domingo, 7 de outubro de 2012

Um preságio, um mal sinal.

Não, hoje eu não quero escrever mais nada neste blog, alem disto que sai agora como um desabafo, um suspiro de cansaço, por que me sinto esvaziado. Eu comecei a ter esta sensação logo que acordei, mas se evidenciou à tarde, quando minhas vísceras deram os primeiros sinais, que não valorizei, enquanto caminhava sobre aquele grosso tapete de propagandas politicas espalhados pela rua. Era um presagio, um mal sinal Então foram feitas as escolhas e eu me pergunto se era este o resultado que todos queriam? Quando retornava para casa, encontrei um senhor conhecido, que me disse o seguinte; Deveriam nos pagar  para votarmos, já que não elegemos políticos, mas carteis que vão mandar na nossa cidade! Em seguida me veio à cabeça, a ultima lei sancionada pela administração municipal, que restringe o uso do Largo Glênio Peres, um espaço publico tanto tempo esquecido e que pertence a o povo desta cidade, para o uso de manifestações culturais e politicas, que são elementos fundamentais para liberdade de expressão democrática.

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