À PROCURA...



E a gente vai se solitariando...
Vai, através de gestos e palavras que não vieram a tempo do que se queria.
Do olhar que não aconteceu.

Tenho em mim esta vontade que se reacende, em flashes rápidos,
de que tudo se encontre no momento certo,
No minuto cronometrado e não sabido.

Que os olhos e gestos se achem,
Que se reconheçam,
Que se cruzem na surpresa do acaso,
Na dobra das esquinas e ilumine as contramãos,
a escuridão,
a vida já cansada desta procura.

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