Atitudes que não se entende.

Uma ação, resulta numa reação, de sentimentos, de atitudes, muitas vezes introjetados no nosso intimo e de repente despenca como num jogo de dominó, onde uma pedra bate noutra pedra, desmanchando toda a estruturas antes montada e alterando todo o conceito que fazíamos de algumas coisas e pessoas. É como se não possuíssemos controle sobre esses novos sentimentos e quando nos damos por conta, já elaboramos outras verdades à cerca do que antes acreditávamos. Acho que isto se chama decepção.
Certa vez eu estava assistindo a um espetáculo de dança, junto de alguns conhecidos, quando dois deles começaram a fazer piadas com uma das bailarinas por ela estar bem acima de seu peso, mesmo demonstrando muita agilidade durante sua apresentação. As piadas e comentários discriminatórios, começaram a tomar um rumo que transformaram-se em gargalhadas descontroladas despertando a atenção de poucos que estavam em volta. O mais surpreendente é que um deles era de uma beleza tão duvidosa, que eu não entendi como era possível ele se achar mais aceitável do que a moça em cima do palco. Tem atitudes que a gente não entende por que acontecem. Fiquei imaginando também que tipo de comentários seriam capazes de fazer, quando eu lhes desse as costas e fosse embora.

Os erros também são nossos.

Conheci algumas semanas, outra mulher que se sente magoada por ter sido abandonada pelo marido. Eu digo outra, por que conheci pelo menos quatro, nestas ultimas semanas. 
Abandonada não é o termo correto, talves traída e tantas outras palavras que não caberiam aqui no corpo deste texto, se ficarmos ancorados apenas numa unica perspectiva de opinião, fragilizada por magoas, insatisfações, desafetos que se criaram dos dois lados, por consequência de  falhas geradas por uma serie de erros humanos conjuntos
Ora, mesmo com o risco de apanhar, eu arrisco a dizer que a união entre duas pessoas não deixa de ser uma prestação de serviços, cujas as regras emocionais vão sendo fixados em clausulas complexas  cheia de pontos, números, virgulas e letras pequenas e pouco legíveis à serem desvendados com o tempo. Cada um tem seu motivo para um dia chegar na frente de casa, chutar o balde de lixo, rasgar este contrato e dizer: _Chega, não quero mais isto pra mim!.. As vezes não é nem o companheiro o responsável pelo chute no balde, mas a gente mesmo envolvido em desacertos pessoais.
Mas fico observando esta mulher em sua inquietude, subserviência e falta de vaidade e me perguntando se ela agia assim quando vivia a o lado do marido, acumulando insatisfações e se permitindo criar uma distancia tal que a transformou numa especie de robô doméstico, um objeto que parece estar longe de oferecer prazer! 
Acho que tantas mulheres, assim como homens, se perdem neste ponto ao substituírem sua posição de amantes e amigos em simples serviçais, quebra-galhos, escravos, deixando de lado seus atrativos indispensáveis na manutenção de uma relação amorosa.
Muitas mulheres se protegem atras de baldes, vassouras, aspiradores de pó, cuidados excessivos com os filhos que costumam chamar de responsabilidade domestica e que sem perceberem, vão perdendo o que de melhor possuem, o prazer de viverem e dividirem afetividade com seus companheiros. 
Também não buscam socorro adequado, não param para se avaliarem e discutirem com civilidade o que possivelmente estará com os dias contados. Sentem vergonha de admitir para si mesmas que sua falta de habilidade em lidar com o problema, foi uma das responsáveis pelo inevitável fracasso. Depois que a casa cai, não adianta empilhar tijolos no alicerce e tentar coloca-la de pé, é necessário muito mais do que isto; é urgente uma mudança profunda e radical de atitudes, de pensamentos, sem garantias de que a relação seja salva. Eu não sei se conseguiria dizer isto pra ela, cujo o momento, não consegue assimilar quase nada além da indignação de ter sido enganada!.. As vezes leva muito tempo até que aprendamos alguma coisa com estes erros e admitirmos que eles também são nossos e não somente dos outros.

Estratégia de venda e marketing.

Pois bem, já estou de óculos novo, que prometi tirar da cara somente para dormir e tomar banho. Estou ainda naquela fase de adaptação me sentindo como um daqueles avatares de três metros de altura e tropeçando em degraus inexistentes no meio rua, nas calçadas. Tô um verdadeiro perigo ambulante.
Comprei-o numa conhecida Ótica, que te convence a levar senão o mais caro com todas as novidades e recursos, qualquer óculos mesmo que seja um que te proteja os olhos dos raios de sol. A técnica de convencimento começa com aquela conversa chata de custo e benefícios, de comodidade visual e qualidade de vida e outras explicações técnicas de ajustes e foco de lente, mas com a esperteza de oferecerem também entre sorrisos e muita simpatia, um cafezinho expresso com mini torradinhas, depois água mineral, uma taça de vinho e por ultimo como o dia estava muito quente, picolés que evidenteente recusei.
Estive pensando que esta estratégia muito antiga de pegar o cliente pela barriga, até que funciona, tanto que fechei a compra, o marketing estou fazendo agora.

E não é verdade?

Carta De Um Defunto Rico.

Carta De Um Defunto Rico é desses contos que paradoxalmente aproxima o homem de duas faces distintas, num dialogo comum e de aproximação com a vida e a morte. Fala de um defunto muito rico que escreve uma carta a seus parentes, depois de morto. 
Ele descreve o lugar onde está e diz sentir uma grande satisfação por estar livre de seu corpo. Fala ainda das responsabilidades que tinha e que não tem mais, das etiquetas para receber convidados, de não ser mais obrigado a adquirir títulos de nobreza, de realizar festas pomposas.
Entre tantas bobagens espalhadas pela Internet é prazeroso encontrar uma obra dessas. O texto é de Lima Barreto, interpretado por Beth Goulart no programa Contos da Meia Noite, produzido e exibido pela TV Cultura de São Paulo.

Neguinho.

Neguinho some, desaparece, não telefona, não manda noticias, não pergunta como estou, o que tenho feito, com passei o Natal, o Ano Novo, se por acaso estou vivo, se morri e de repente ressurge com saudades, propostas, desejos de compartilhar coisas e eu fico pensando se é humanamente possível entender uma atitude destas. Não, eu não entendo e nem quero, por que pra mim amizade é outra coisa, não é um jogo de oportunidades que se traça quando outras falham.
Neguinho é descuidado e se trai em suas próprias atitudes e incoerências, neguinho precisa aprender mais sobre a vida e as pessoas. Neguinho precisa se reinventar para não ficar absolutamente desacreditado.

Por outro ângulo.

Hoje durante a macarronada que preparávamos de almoço entre vizinhos aqui do prédio, Jorge me perguntou quanto tempo fui casado antes de separar-me e eu respondi que foram vinte e três anos. Ele então me olhou com serenidade e disse-me ainda pensativo: _Mas vinte e três anos foi muito tempo para se dizer que não deu certo!.. Eu também parei um pouco para pensar e concordei com ele afirmando que nunca tinha pensado nisto por este angulo. Uma relação que acaba, não quer dizer necessariamente que não deu certo.

Os homens que odeiam suas mulheres.

Eu sempre desconfiei da existência de homens que odeiam as mulheres por algumas sutilezas de atitudes com que eles as tratam e acredito que o mundo está rodeado deles, inclusive camuflados nas nossas rodas de amizades e não estou me referindo aos enrustidos que por vezes necessitam se esconder à sombra de uma relação estável e aceitável, porem arrastada de raiva por não ser obviamente e sua praia. Refiro-me mas aos ditos héteros, de vida comum e pacata e os que diferentemente destes, colecionam muitas relações e acreditam que por terem um bom desempenho sexual, são capazes de seduzir e provocar na parceira sentimentos de gratidão e dependência emocional onde a partir disto, começam a escraviza-la, humilha-la, fazendo-a acreditar que são incapazes e que por pura sorte conseguiram pegar a ultima e mais gostosa bolachinha recheada do pacote. Este tipo de individuo é o que costuma punir sua companheira, lançando sobre ela a responsabilidade de suas frustrações e fracassos. Penso também que este tipo de relação muitas vezes é  endossada culturalmente pelas pessoas através daquela conhecida frase: _Ah este cara deve transar muito bem, pra ela aguentar tudo que aguenta dele.
Esta semana eu conversei pelo menos com dois indivíduos deste tipo, que me lembrou o Baltasar da novela das Nove. Eu pergunto ainda, se um bom desempenho sexual vale qualquer tipo de humilhação e desrespeito.

O racismo de cada dia.

Eu não tenho nenhum dado oficial à respeito, mas poderia afirmar que Porto Alegre está dentro das capitais brasileiras que mais discriminam os negros e esta opinião só começou a se definir mais acentuadamente dentro de mim, quando comecei a conhecer outras lugares e a perceber o quanto seus moradores são mais soltos, naturais e de hábitos culturais mais assumidos a exemplo do nordeste onde o numero de negros é bem maior. Ainda é possível  perceber-se por aqui no sul, alguém virando a cabeça com olhar de surpresa e reprovação ao notar um casal de raças diferentes de mãos dadas ou abraçados na rua; Se afastarem de um vendedor ambulante de pele escura achando que ele é um assaltante ou mesmo perceber um negro dentro de carro de luxo e tecerem comentários de que ele está querendo se exibir com o carro do patrão ou que é um jogador de futebol. Claro que isto não deve ser uma característica encontrada somente aqui, mas como me parece mais evidente e costumeiro por estas bandas de cá. É também difícil aceitar que algumas pessoas das nossas relações são capazes de dizerem que são amigas de negros, mas que jamais se envolveriam ou permitiriam que seus filhos se envolvessem amorosamente e sexualmente com algum deles.
Diante destas atitudes absurdas e discriminatórias cuja a cor de pele faz diferença, fica difícil não acreditar na acusação feita pelos dois estudantes inter-cambistas africanos que denunciaram a abordagem feita por uma policial militar do 9º BPM, no dia 17 de janeiro em Porto Alegre. 
Conforme o relato das vitimas, eles dirigiam-se à Polícia Federal de ônibus, para atualizar o visto de permanência no Brasil, quando o veículo foi cercado por quatro viaturas da Brigada Militar. A ação ocorreu depois que uma policial, que estava dentro do coletivo, desconfiou da dupla que conversava em francês e cujo o principal motivo teria sido o tênis usado por um dos estudantes. Ambos foram algemados e encaminhados a um posto da BM na avenida Oswaldo Aranha. Um dos africanos contou numa reportagem na TV, que chegou a ser imobilizado por um policial com uma gravata. 
A denúncia foi apresentada à imprensa nesta quinta-feira pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos. "_É uma manifestação expressa de racismo. Mas mais do que isso, é uma demonstração cabal do despreparo das nossas polícias, que agem sempre assim com qualquer negro, seja brasileiro ou estrangeiro", disse o presidente do movimento, Jair Krischke. Uma ocorrência por constrangimento ilegal e racismo foi registrada na Polícia Civil e também protocolado na Corregedoria da Brigada Militar. Além disso, Krischke solicitou audiência com o secretário estadual de Segurança Pública. "_O secretário certamente tomará essas providências: não só a punição dos autores deste crime, mas também no sentido de preparar melhor a nossa polícia, para que não se repita", disse Krischke. 

A SENZALA ESQUECIDA, EM PORTO ALEGRE. URBEX


Conheci ontem junto com meu colega, o que sobrou de uma antiga construção na Lomba do Pinheiro e que segundo alguns moradores das redondezas, possuía em seu porão uma senzala com instrumentos onde eram aprisionados os escravos nos séculos passados e que por esta razão o lugar é conhecido como a "Senzala da Lomba do Pinheiro". Na verdade constatamos que nada mais existe no local, alem de ruínas e um cofre destruído, que supostamente continha documentos de compra de escravos e que foram queimados, quando vândalos e ladrões invadiram esperando encontrar ouro e outros objetos de valor.


As ruínas na verdade, são vestígios de duas construções afastadas uma da outra e encrustadas no meio do mato: Uma com paredes feitas de pedra medindo mais de 50 centímetros de espessura, fazendo-me lembrar das antigas construções que conheci em Alcântara no Maranhão e a outra, que acredito ser menos antiga, com paredes de pedra e tijolos grandes e um tipo de reboro cujo os componentes são de difícil identificação pela ação do tempo e a minha falta de conhecimento técnico no assunto, mas visivelmente muito antiga.


Segundo o que nos contou dona Maria, uma das moradoras locais e cuidadora da senzala, o aumento do numero de pessoas e invasores, que iniciaram a construir suas casas naquela área antes quase deserta, a antiga casa e sua senzala, foi sendo destruída pelos novos moradores que ali foram se estabelecendo e saqueavam telhas, pedras, ferro e tudo que achavam reutilizável na construção de suas próprias casas, assim como outras pessoas que simplesmente depredavam por se tratar de uma casa velha e sem interesse. Mesmo com o seu pedido de conservação entre os moradores vizinhos, era sumariamente ignorada.

cofre pertencente a casa
Algumas vezes foi solicitado por ela a ajuda da policia, da prefeitura e de alguns meios de comunicação para que fossem criados algumas medidas no que se refere a proteção da casa e sua senzala, mas nada foi feito, até a sua completa transformação numa ruína sem qualquer registro histórico que se tenha conhecimento.
Conforme Claudio Garcia Teixeira, ex presidente da Associação de Moradores da Quinta do Portal, que me acompanhou nesta visita, de 1998 à 2002 a antiga construção ainda se mantinha preservada, com cobertura de telhas de barro, azulejos europeus em algumas paredes e uma enorme banheira de mármore que posteriormente foi roubada. No porão da casa haviam correntes com tornozeleiras de ferro onde possivelmente eram amarrados os escravos. Nos fundos do pátio uma espécie de tronco e também uma imensa gaiola de ferro sem cobertura onde acreditavam que os escravos eram mantidos encarcerados. Foi também neste período que ele como presidente comunitário, tentou buscar apoio junto a Secretaria Municipal da Cultura, RBS, Correio do Povo e Rede Bandeirantes que lá estiveram, fotografaram e nada mais foi feito.


Dona Maria acredita que talvez não tenha buscado o apoio necessário para a salvação do lugar, por não ter conhecimento sobre os meios adequados para isto, já que possui pouca instrução.
Claudio Garcia disse que depois de informar a Secretária da Cultura, a mesma informou que a área se tratava de uma propriedade particular e passava por especulações imobiliárias cujo o dono de sobrenome Chaves Barcelos, morava nos Estados Unidos.
Ao questionarmos se o abandono e a falta de interesse na proteção deste patrimônio por parte dos órgãos públicos, seria pelo fato de estar localizado, num área distante e pobre da cidade, afastando o interesse em sua conservação e divulgação, dona Maria se posicionou positivamente:
_Quem viria do centro da cidade até aqui para ver um senzala?.. Só o senhor mesmo!.. disse-me sorrindo e meio sem graça. Quanto ao fato da área pertencer a alguma família de posses, ela negou conhecimento.



Como chegar onde foi a senzala:
A senzala, ou melhor dizendo o que sobrou dela, fica localizada no Bairro Lomba do Pinheiro-parada 6, seguindo pela Estrada Afonso Lourenço Mariante, na segunda entrada à esquerda, no Beco das Oliveiras que é sem saída. No final do beco, cruza-se por uma clareira sombreada à direita, seguindo por uma pequena trilha, (caminho de motociclistas adeptos do rally), uns 200 metros à frente, escondida no matagal. Esta área coberta pelo mato, faz divisa com um pequeno loteamento chamado Quinta do Portal e Estrada do Rincão no Bairro Belém Velho.
Dona Maria também nos contou que uma forma de ver e apreciar como era antes este casarão e sua senzala é assistindo o antigo filme de Teixeirinha, "Coração de Luto", onde muitas tomadas foram feitas no local. Eu dei uma olhada no filme e nada identifiquei do local.

COMPRANDO GATOS POR LEBRES.

Se existe um xixi, capaz de acabar com uma carreira profissional, foi aquele que o comandante do transatlântico Costa Concórdia levou depois de naufragar na costa italiana vitimando um grupo de turistas em pleno passeio de ferias e pior ainda, ter abandonado o navio descaradamente com algumas vitimas já mortas em seu interior. O xixi foi merecido e mundial,  que foi transmitido por quase todas as redes de televisão do mundo.
Este comandante, segundo uma das passageiras do navio, era do tipo arrogante, não falava e não cumprimentava quase ninguém, além de tomar atitudes pouco convencionais como trancafiar-se em sua cabine ao lado de uma mulher loira que caiu em suas graças e dando justificativas tão esfarrapadas, quanto as que deu ao comandante da guarda costeira pelo motivo de seu abandono as vitimas do naufrágio.
Eu fico pensando quantas vezes nesta vida compramos gato por lebre, acreditando que estamos nas mãos de profissionais competentes como a exemplo de (médicos, advogados, etc..) e temos uma grande surpresa ao descobrir que estávamos sob julgo e decisão de incompetentes e irresponsáveis.
No ano passado, quando retornava de Salvador à Porto Alegre pela companhia Webjet, algumas atitudes do comandante me deixou muito surpreso e inseguro com a viagem. Além de fazer brincadeiras pelo alto falante da aeronave, como pronunciar um monte de palavras sem sentido ou simulando estar falando em inglês e que nossa próxima parada seria em Nova Iorque, o que fez alguns passageiros gargalharem durante o vôo, a o aterrizar no aeroporto do Rio - numa das conexões previstas, chegou a dar um suspiro profundo no alto falante e dizer: _Ufa!.. Graças à Deus conseguimos!
Nesta mesma parada, no aeroporto do Rio, quando aproveitei para utilizar o banheiro, percebi em sua cabine a presença de duas crianças, onde uma delas estava sentada no seu assento de piloto, diante de toda aquela parafernália de equipamentos sofisticados. Não sei em que momentos as crianças entraram na cabine, mas aprendi desde cedo que devemos mante-las afastadas de painéis de carros, se não quisermos ter uma surpresa, quanto mais de uma aeronave. 
Acho que as crianças deviam ser seus parentes e ele disse para uma delas, visivelmente fascinada diante daqueles equipamentos cheio de botões e luzes: _Agora é tudo com você!.. 
Desde este incidente, que nunca se sabe, poderia ter virado uma tragédia, evito voar pela Webjet.

Passos para uma mudança.

Foi com grande surpresa que me deparei hoje na pagina do meu Facebook com seguinte comentário positivo de um usuário chamado Ogro Grenga, abaixo da foto do outdoor da Unimed de Blumenau: 
"Juro que eu poderia fazer qualquer tipo de piadinha com esse outdoor, ainda mais sendo do Rio Grande do Sul..... Mas venho aqui humildemente dar os parabéns a UNIMED, pela coragem e principalmente por ajudar a demonstrar que o Brasil apesar de tudo, começa a demonstrar sinais de amadurecimento. Isso sim é digno de se compartilhar e não a bombagem da Luiza!!"
Atitudes como esta, são passos largos em direção da mudança de conceitos e atitudes sócias mais justa.

Calendário Cristão 2012

Enquanto isto.., conforme foi notificado no site da Revista Eletrônica Vipado, o Vaticano continua apostando no poder da imagem, mantendo em sua agenda de 2012 a produção de calendários com fotos de padres jovens que mais parecem modelos... A folhinha é vendida nos arredores de Roma ou pela a Internet com o objetivo de levar informações sobre a Santa Sé para os fiéis cristãos. O que eu gostaria de saber é quem fez a seleção dos modelos.
Não é difícil  perceber a investida da igreja neste tipo de marketing nos últimos anos, basta lembrar do padre Fabio de Melo e outros Made in Brasil, que arrancam suspiros até da platéia que não é cristã.

Estão de olho em você.

Foi noticiado ontem no Jornal Nacional um alerta para as pessoas que buscam oportunidades no mercado de trabalho, quanto a exposição de dados pessoais em sites sócias como Facebook, Orkut, Twitter, etc.. Segundo o que foi apresentado no telejornal, as empresas estão investigando através da Internet o perfil de seus candidatos na adequação de vagas oferecidas pelas empresa. Ai que meda!..
O comportamento virtual dos candidatos são avaliados por recrutadores do RH das empresas, que analisam criticas, comentários sobre colegas, erros de português, imagens postadas com pouca roupa ou enjerindo bebidas alcoólicas. Ou seja; se você está procurando um bom emprego, entre no esquema do candidato perfeito sendo o menos humano possível. Se exima de expor seus próprios erros e abstenha-se de opiniões pessoais que não seja as previamente esperadas pelo mercado que possivelmente já deve ter publicado alguma cartilha; acabe com sua vida social lembrando que jamais deve se permitir ser fotografado com um copo de chope na mão, numa roda entre amigos; não use também na praia, roupas de banho fora dos moldes do bem comportado e também esqueça da liberdade de expressão que um dia disseram que você tem direito, já que o importante é ser exatamente o que você não é, para ter alguma oportunidade nestas empresas perfeitas de recrutadores perfeitos.

AS FONTES HISTÓRICAS DE VIAMÃO

FONTE DA PACIENCIA



No Domingo 15/01/2012, depois de almoçar na casa da amiga Tania, decidi no meio da tarde, caminhar pelo centro de Viamão e aproveitar para conhecer alguns lugares que fazem parte da historia da cidade viamonense e que a grande maioria dos moradores desconhecem. 
Trata-se de fontes datadas de 1768, que serviram ao abastecimento de água potável na antiga Vila de Viamão. São quatro fontes localizadas bem no centro da cidade e que podem ser visitadas a partir de informações colhidas com alguns moradores, e que conhece a existência e localização das mesma. A visita a estas fontes, deve ser realizada por uma iniciativa pessoal, uma vez que não existe na cidade um roteiro turístico, com profissionais guias habilitados para o acompanhamento. 

FONTE DA BICA:
Saindo do núcleo central da cidade pela rua Alcebíades Azevedo dos Santos, está localizada a primeira fonte no interior da Praça Tristão Jose de Fraga, cujo o espaço geográfico fica numa especie de depressão com saída para a rua Luis Rossetti. A praça atualmente está em péssimas condições pela falta de manutenção e com acumulo de lixo e mato por todos o lados. Existem também algumas churrasqueiras depredadas que possivelmente eram usadas pelos moradores locais. Visivelmente se percebe o abandono do local, que se parece mais com um terreno abandonado, do que propriamente uma praça.


PRAÇA TRISTÃO JOSÉ FRAGA:
O acesso a fonte se dá por uma escadaria de pedras e um pequeno corredor, onde o calçamento está destruído e é preciso um certo cuidado para não se resvalar sobre a lama acumulada e levar um tombo. A fonte propriamente dita, está a poucos metros da escadaria e completamente coberta de musgos que esconde o tipo de material que foi feita. Além disto; existe apenas um pedestal de pedras, onde possivelmente existia uma placa de identificação. A Fonte da Bica, também denominada Bica dos Fundos, foi ponto de referencia do movimento tropeirismo da época, além de abastecer a vila. Atualmente encontra-se completamente abandonada e sem a mínima proteção da ação de vândalos.


FONTE DA PACIÊNCIA::
Bem próxima a Fonte da Bica, na Rua Luís Rossetti encontra-se a segunda fonte, chamada de Fonte da Paciência, em melhor estado de conservação, porém aparentemente seca. Esta servia também ao abastecimento de água potável na vila e fora conhecida antes como Fonte Beco do Pinheiro. O nome "Paciência", foi dado em homenagem a uma escrava sempre presente no local. Existe uma placa de identificação em madeira, doada pela escola Adventista e seus alunos, que no ano passado realizaram um mutirão para revitalizar o local.


HISTÓRIA SOBRE A ESCRAVA PACIÊNCIA:
Contam, que a escrava Paciência se suicidara devido aos maus tratos recebidos dos seus senhores.
Outros, dizem que a preta estava embriagada quando se afogou; finalmente,  um outro segmento  afirmava que a escrava teria sido vítima de uma ataque de epilepsia, no momento em que apanhava água na tradicional fonte. 
O fato é que a preta escrava morreu ali afogada e o seu nome se acha forçosamente ligado ao histórico local. O registro mais antigo à respeito destas fontes, Bica e Paciência, é o documento da Câmara Provincial datado de 1768, que manda construir benfeitorias em ambos os locais com finalidades sanitárias pelo crescimento da vila. trecho retirado do livro: "Fontes Históricas de Viamão Adônis dos Santos, Branquinha, Viamão: História, Lendas, Tradições, Vultos do Passado- 1965",


Existem mais duas fontes que infelizmente não foi possível o acesso por ser um Domingo e estarem localizadas em espaços fechados. São elas:

FONTE DOM DIOGO:
Ponto de abastecimento popular na cidade no século XVIII. Bastante conhecida por sua água límpida e cristalina que brotava entre as rochas da propriedade de Dom Diogo de Souza, ex-governador da província de São Pedro do Rio Grande do Sul. A fonte está localizada Junto a atual sede da Escola Municipal Dom Diogo, na rua XV de Novembro.

FONTE DO ESPICHO:
Diferente das demais fontes na cidade, pela característica de suas águas, consideradas salobras pelos moradores da época, está intimamente ligada à construção da Igreja no século XVIII, já que seu uso era preferido em construções e serviços e dispensado para consumo humano. A fonte está localizada junto a área da Escola Stella Maris, na rua Mário Antunes da Veiga 453.
O desconhecimento destes pontos de importância histórica para a cidade, é bastante compreensível, quando se entende que para manter uma memoria viva é necessário a divulgação dessas informações históricas inicialmente entre a própria população da cidade, pelos meios de comunicações disponíveis como, jornais, palestras escolares, eventos culturais e artísticos. É necessário ainda que estes eventos culturais tenham parcerias na criação de mecanismos que incentive e multiplique a informação e educação social. É também fundamental a participação de administradores e órgãos públicos como difusores destas propostas conjuntas, uma vez que é deles a competência de administrar, preservar e manter um patrimônio dessa importância.

Até o próximo roteiro

UMA NOITE CHUVOSA E O JARDINEIRO FIÉL.

Perdi o sono e fui dormir lá pelas 3 horas da madrugada, depois de assistir "O Jardineiro Fiel". Acho que foi a carne de panela feita na pressão e as três folhas de alface que me fizeram perder o sono. Lembrei do compromisso que tenho este ano de visitar Cabo Polônio em Rocha e levar uma amiga de arrasto. Esta praia inóspita é desses lugares que mistifiquei e  preciso conhecer sem entender bem os motivos desta urgência...
Mas voltando ao filme, era sobre isto que eu queria falar, tem uma cena onde o personagem principal Justin, está num acampamento no meio do deserto africano, resgatando as ultimas informações que envolveram o assassinato de sua esposa, quando surge um ataque eminente de saqueadores armados e à cavalo e todos começam a fugir para não serem mortos. 


Os ingleses evidentemente correm para um avião que esta prestes a decolar as pressas e Justin segura a mão de uma menina que desde a sua chegada no acampamento, está a sua volta e ele tenta coloca-la dentro da aeronave mas é impedido por um dos tripulantes que diz que ela não pode ir junto pelo fato de ser uma nativa e que estes já possuem seu destino escrito. Justin fica desesperado por se tratar de uma criança e começa a protestar aos gritos. A menina parecendo entender  a decisão descriminatória sobre sua ida, desce da aeronave de volta para o deserto, correndo ao lado do avião que desaparece no horizonte montanhoso. Dentro do avião Justin pergunta para o outro Inglês, o que será dela, que lhe responde resignado que com um pouco de sorte talvez consiga chegar a algum lugar, num campo de refugiados e sobreviver aos saqueadores ou ao calor do deserto. Este tipo de cena que envolve massacres de inocentes e crianças e imita a realidade desse povo sofrido, sempre me parte ao meio.

Um dia chuvoso.

Um dia chuvoso como eu não lembrava mais, pois como todo o bom brasileiro, tenho andado com a memória curta... O plantão foi calmo. Não sei por que as pessoas parecem adoecerem menos em dias de chuva e não chamam ambulâncias a não ser para suicidas, psicóticos e para aqueles que já estão mortos por falhas no sistema cardiovascular. A chuva parece um inibidor de pedidos de socorro e tudo parece esperar até que vingue um novo Sol. Isto merece um estudo mais profundo dos entendedores em saúde publica
Estou indo para casa apesar de ter trabalhado pouco e me angustiado muito. Tenho um desejo de comer carne de panela amaciada na pressão e salada de alface. Acho que esta noite está perfeita para isto.

A BEM DO SERVIÇO PUBLICO

A gente esquece, mas as coisas vão acontecendo na sombra de nossas vidas sem percebermos que elas vão sendo encaminhadas e tendo um ciclo de continuidade até chegar a um desfecho final que nos põe de fato surpresos. É claro que pagamos pelos erros cometidos no decorrer da vida e só conhecemos o peso desta frase, quando realmente temos de pagar. 
Mas o nosso engano maior é pensarmos que com o passar do tempo, estes erros poderão ser perdoados ou simplesmente esquecidos e engavetados, por que ficamos mais velhos e nossa impulsividade também perdeu suas forças transformando-nos em pessoas mais amenas, confiáveis e talvez melhores. Acreditamos que nossa velhice pode ser um salvo conduto para que nossos erros do passado sejam perdoados e quem sabe esquecidos; mas não é isto o que acontece, por que somos julgados pelo que fizemos ontem e não pelo que somos hoje. 
Na verdade todo este blablablá aqui no blog, surgiu em consequência da minha surpresa e de alguns colegas, por uma outra colega ter sido exonerada a bem do serviço publico, nesta ultima semana aos cinquenta anos de idade, num processo longo que parecia realmente ter sido esquecido.

Danem-se os astros, os dogmas, os búzios,..

Tenho a impressão de que o Chico é destes profundos conhecedores da paixão, da alma, do pecado, das controvérsias emocionais humanas. Não é a toa que ele é um dos sonhos de consumo da mulherada que tem mais preferencia pelo conteúdo. 


O resultado da seca.

Nestas ultimas semanas tenho sofrido com os prejuízos da estiagem e do calor infernal que tem feito aqui no sul. São dias difíceis para trabalhar e até chegar em casa pra descansar sem me sentir exausto e com a desconfiança de que me foi sugado até a ultima gota de liquido do corpo. O desanimo e a irritabilidade tomam conta da alma, do corpo praticamente moído e desobediente. Por vezes sobra apenas transformar esta irritabilidade durante o dia, em brincadeira que de tão absurda, faz a gente rir dos nossos próprios pensamentos imorais.  

Objetos.

A diferença de mim, para as outras pessoas é eu possuir uma latinha azul de chá inglês no canto da mesa, lotada de rolhas que guardo não sei pra que! 
É, eu agrego valores estéticos e emocionais a pequenos objetos sem valor por pura precaução, achando que não faço parte da grande produção em série com código de barras invisível sobre o couro cabeludo. Sou também capaz de dar estes objetos para alguém, distribui-los sem dor na consciência e em seguida adquirir outros.

Nego

Uma das melhores interpretações que assisti em 2010 e quase esqueci de postar aqui no blog foi: Bewitched bothered and bewildered, no Programa Altas Horas - do Serginho Groismann, na voz impecável de Maria Rita. A musica faz parte do projeto que traz clássicos da canção americana composta por judeus, em versão para o português, pelo letrista, produtor e jornalista Carlos Rennó e arranjos assinados pelo maestro, produtor e violoncelista Jaques Morelenbaum. O álbum reúne um seleto time da MPB, que deu forma a uma obra-prima da música, transformado num CD chamado Nego.



O projeto foi criado pelo Centro de Cultura Judaica e teve por objetivo estabelecer vínculos culturais entre a comunidade judaica e a sociedade brasileira nesta linguagem universal que é a musica.
Participaram deste CD além de Maria Rita, Carlinhos Brown, Dominguinhos, Elba Ramalho, Emílio Santiago, Erasmo Carlos, Gal Costa, João Bosco, João Donato, Luciana Souza, Moreno Veloso, Ná Ozzetti, Olivia Hime, Paula Morelenbaum, Seu Jorge, Wilson Simoninha e Zélia Duncan.

Recanto

Gal é daquelas cantoras cujo o brilho e qualidade já comprovados no decorrer de sua carreira, não oferece mais riscos de ofuscar-se por escolher composições de vanguarda, que não atraem os ouvidos viciados nas antigas receitas da MPB.
Eu sempre achei que sua voz pudesse ousar mais e que se embrenhasse mais profundamente no terreno jazzístico, com interpretações vocais mais recortadas e de mobilidades sonoros cuja a voz peculiar  tem alcance e qualidade para isto. 
Gosto de suas interpretações diferentes como o Sorriso do Gato de Alice, O Amor, O Ultimo Blues. Estou com seu ultimo CD Recanto nas mãos, que segue por batidas eletrônicas e outras experimentações sonoras sob direção de Caetano Veloso, cujo os últimos trabalhos eu não gostei. 
No CD de Gal, gostei particularmente de quatro musicas: Mansidão, Segunda, O menino, Neguinho, que considero poucas para um CD de onze musicas, mas ainda preciso de mais tempo para mastigar, sentir e aprovar ou não este ultimo trabalho. Gal é comprovadamente maravilhosa, mas tenho duvidas quanto as ultimas investidas inovadoras de Caetano na produção deste ultimo CD.
Ah, uma observação: Esses últimos trabalhos de Caetano, "Cê" e "Zii e Zie", que eu não gostei e acredito que muita gente também não, agora sobre cai no ultimo trabalho de Gal, me parecendo mais com a identidade de Moreno e sua turminha eletro music, vocês não acham? Axé!

TRAVESSIA DE CATAMARÃ DE POA A GUAÍBA.

Entrada do terminal hidroviário.

Eu já tinha pensado em fazer este passeio antes, mas como era uma novidade e novidade sempre atrai muitas pessoas, resolvi dar um tempo; Tempo que durou até ontem, quando eu estava no centro da cidade e resolvi conhecer a travessia feita pelo catamarã que sai de Porto Alegre para Guaíba, inaugurada no dia 28 de outubro do ano passado.

pátio do terminal em POA. 

Surpreendentemente o Terminal Hidroviário ficou muito bonito e chama a atenção com suas cores quentes - amarelo e laranja, portas de vidro com abertura automática, dois ou três clichés para venda de ingressos, roletas automáticas, toaletes, sala de embarque climatizada e com áudio visual. Do lado de fora, um pequeno espaço aberto com amplos bancos para se observar o Guaíba e o acesso aos barcos são feitos por rampas e corredores cobertos para proteger os passageiros em dias de chuva. O serviço oferecido pela CatSul, empresa gaúcha que venceu a licitação para operar a Travessia, não termina somente aí, dentro dos barcos, 02 TVs de LCD, 120 poltronas e acesso à Internet completam o conforto dos passageiros. Os usuários do transporte, podem chegar à estação de Porto Alegre, localizado no armazém B3 do Cais Mauá, pela passarela subterrânea sob o Trensurb, com acesso pelo calçadão da Estação Mercado. 


O catamarã que se diferencia de um barco comum por apresentar dois cascos, o que significa boa estabilidade sobre a água, zarpou do Terminal Hidroviário de Porto Alegre, com destino a Guaíba às 11h30min., chegando do outro lado no cais de Guaíba exatamente em 20 minutos. Na cidade vizinha de Guaíba, o terminal fica na avenida João Pessoa - no Centro, no final do Calçadão, junto a estação rodoviária.

Corredor coberto para embarque no catamarã. 

Há também nos catamarãs, assentos exclusivos para portadores de necessidades especiais, cintos de segurança para cadeirantes e espaço para bicicletas. As janelas do catamarã são fixas para manter a refrigeração do ambiente e com um tipo de acrílico que diminui a propagação dos raios solares e também impede quem esteja de fora de enxergar os passageiros. O que eu não gostei é que de dentro do barco, as imagens ficam alteradas, com uma cor azulada comprometendo a nitidez das fotografias. Já está em discussão um projeto que visa criar uma nova rota ligando o centro de Porto Alegre à zona sul da cidade através do Rio Guaíba.

Foto comprometida pela janela de cor azul do catamarã. 


PASSAGENS:
A aquisição das passagens pode ser feita com até 30 dias de antecedência, nos 14 horários oferecidos em cada sentido da viagem. 
O preço da passagem é de R$ 6,00 de segundas à sextas-feiras, e de R$ 7,00 aos sábados, domingos e feriados. O pagamento pode ser feito em dinheiro, cartões de débito do Banrisul, Visa e Mastercard. O cartão TEU também é aceito. 
O trajeto de ônibus, que custa R$ 4,65 entre as duas cidades, leva pelo menos o dobro do tempo no deslocamento rodoviário.


UMA DICA:
Os acentos do lado esquerdo do Catamarã com destino à Guaíba dão uma visão privilegiada de toda a cidade de Porto Alegre, a partir dos armazéns do Cais Mauá, a Usina do Gasômetro, o Estadio Beira Rio, a Fundação Iberê Camargo, o Shopping Barra Sul e todos os morros e antenas de TVs e também outros morros adjacentes.
Apesar dos catamarãs estarem funcionamento a quase dois meses e meio, percebi um grande numero de visitantes a se provar pela quantidade de flaches dentro do barco. 


O QUE VISITAR NA CIDADE DE GUAÍBA:
Logo que se chega em Guaíba, uma boa pedida é caminhar pelo calçadão arborizado da Avenida João Pessoa, cujo convite se estende a apreciar também a beleza do Lago Guaíba com bancos de madeira distribuídos em toda a orla, atualmente em processo de despoluição, revitalização e o Pier.

Pier em Guaíba. 

IGREJA MATRIZ:
Ainda na parte alta da cidade é possível visitar a Igreja Nossa Senhora do Livramento, datada de 1857 por licença de D.Pedro II, localizada na Praça de mesmo nome.


BELVEDERE PAUL HARRIS:
Escadaria 14 de Julho, Conhecida no passado como Lomba do Inferno, a escadaria foi construída na década de 60 para facilitar o acesso da parte alta da cidade até a praia.



Belvedere Paul Harris 

RESIDENCIA DE GOMES JARDIM:
Casa com mais de 200 anos e que pertenceu a o líder Farroupilha Gomes Jardim. O local hoje é um museu e possui visita orientada com agendamento- Rua 14 de Outubro, 384. Informações fone (51) 3480-1159.

Residencia de Gomes Jardim. 


CIPRESTE FARROUPILHA:
Localizado na Praça Gomes Jardim, abrigou os farrapos, quando reuniam-se para traçar estratégias referentes à Revolução. No local encontram-se o busto e os restos mortais de Gomes Jardim. Na parte alta no centro da cidade.



PRAIA DA ALEGRIA:
É a maior e mais movimentada praia de Guaíba e onde acontecem os maiores eventos do município. Fica a 4km de distância da sede do município. Nesta praia localiza-se também o Marco Farroupilha, local de onde as tropas farroupilhas partiram para tomar Porto Alegre. 
A Praia da Alegria foi um dos lugares em que muito me diverti na infância. Meu tio enchia seu carro de parentes e amigos e fazia varias viagens levando todos para passarem fins de semanas em barracas enjambradas a beira do rio. Era uma alegria só...
De conversa, dentro do barco com uma passageira e moradora de Guaíba, ela me disse acreditar que este fluxo de gente é somente no verão, que no inverno cairá por menos da metade, que apesar da diminuição de tempo no percurso feito pelo catamarã, as pessoas ainda preferem o ônibus por ser mais barato. Que Guaíba é uma cidade cuja a população é de pessoas pobres e que a diferença de R$ 1,35 a mais do catamarã com relação ao ônibus, no montante do mês faz muita diferença no bolso.


ILHA DAS PEDRAS BRANCAS:
No retorno para Porto Alegre, o catamarã passou ao lado da Ilha das Pedras Brancas, também conhecida como Ilha do Presídio, abandonada há mais de 20 anos. A ilha já foi ponto estratégico dos Farrapos, depósito de pólvora, laboratório de pesquisa da peste suína, e prisão no período da Ditadura. Mas este é outro passeio que pretendo fazer num outro dia e documentar sua historia aqui no blog.
Até o próximo passeio!

CABO POLÔNIO A PRAIA INÓSPITA NO URUGUAI.


Cabo Polônio é um lugar solitário e de rara beleza, talvez o mais inóspito naquelas regiões litorâneas  do Uruguai, por estar localizado a 15 metros acima do nível do mar, numa área coberta de cômoros de areia intrafegáveis em veículos de tração simples. 
Está à cerca de 300 quilômetros da capital Montevidéu e a 600 de Porto Alegre. Trata-se na verdade de um pequeno vilarejo nascido ao redor de um farol, cujo os poucos moradores sobrevivem da pesca, do artesanato e do turismo. 
Cabo Polônio, ganhou fama de ser um refugio hippie dado a sua característica de lugar de difícil acesso e de não possuir as facilidades que outros lugares proporcionam. Para se chegar até lá, somente em veículos 4X4, à pé ou à cavalo.



O lugar parece ter parado no tempo, não tem luz elétrica, nem água encanada, virou uma reserva ambiental onde é proibido construir e também acampar. As poucas casas que existem, só podem ser reformadas com autorização dos militares que cuidam e administram o lugar. Os cabos de energia por geradores, são somente para as casas dos militares e o farol de 26 metros, construído em 1881 e que deu início a cidade e hoje é considerado um monumento histórico no Uruguai. Todas as outras construções usam querosene, vela, painel solar ou moinho de vento, para a iluminação e energia.



A atividade comercial fica concentrado na unica rua existente e no período de maior movimentação turística funcionam alguns bares e lancherias. 
Próximo a sua costa, localizam-se três pequenas ilhas que servem de morada para uma das maiores concentrações de lobos marinhos do mundo: La Rosa, La Encantada e El Islote e que foram responsáveis por diversos naufrágios ocorridos no passado.




Origem do nome: 
O nome Cabo Polônio vem de um galeão espanhol que naufragou na região em 1735, no entanto; outras informações costumam dizer que outro naufrágio ocorreu em Janeiro de 1753, quando um barco chamado de Nossa Senhora do Rosário naufragou, por que seu capitão que gostava de vinhos se excedeu dentro de sua cabine, provocando o acidente. O nome do Capitão era Joseph Polloni.
Cabo Polônio possui uma paisagem singular, com enormes dunas ao redor da cidade. Sua população fixa é pequena e formada principalmente por pescadores, artesãos e funcionários do farol. Nos períodos de férias, os argentinos são os principais turistas da cidade, embora o turismo interno e de outros países também é significativo na economia do lugar.




Como chegar em Cabo Polônio: 
Quem vem do Brasil para o Uruguai através da (cidade de Chui), Cabo Polônio fica aproximadamente 100 quilômetros pela na Rota 9 em direção à Montevidéu, em seguida deve-se entrar à esquerda na Rota 16, ate o cruzamento com Águas Dulces e seguir pela Rota 10, até o quilometro 264, no estacionamento dos carros 4X4 da empresa El Francês, que transportam os visitantes até Cabo Polônio em 20 minutos. Os carros saem a cada 1 hora e prestam este serviço até às 20 horas cobrando ingressos de 150,00 pesos ida e volta.




De Cruces Terminal Tres horários e freqüências de Chuy para Valizas, a viagem leva cerca de uma hora e meia.


O que fazer em Cabo Polônio:
Além de aproveitar a praia, outra pedida é subir no farol e curtir a vista lá de cima. Também existem TRILHAS oferecido por alguns moradores cujos os circuitos podem ter a duração de 90 minutos até 6 horas. As caminhadas pelas dunas, que chegam a 70 metros de altura, podem ser feitas sem guia entrando na cidade de Valizas e caminhar 2 km em direção à Cabo Polonio. 
O circuito mais curto, para ver lobos marinhos, pode ser feito seguindo as placas próximas ao farol.

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Quando as nossas emoções, alegrias e tristezas passam do tempo, nossos sentimentos humanos ficam acomodados numa cesta do tempo recebendo so...