terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Os erros também são nossos.

Conheci algumas semanas, outra mulher que se sente magoada por ter sido abandonada pelo marido. Eu digo outra, por que conheci pelo menos quatro, nestas ultimas semanas. 
Abandonada não é o termo correto, talves traída e tantas outras palavras que não caberiam aqui no corpo deste texto, se ficarmos ancorados apenas numa unica perspectiva de opinião, fragilizada por magoas, insatisfações, desafetos que se criaram dos dois lados, por consequência de  falhas geradas por uma serie de erros humanos conjuntos
Ora, mesmo com o risco de apanhar, eu arrisco a dizer que a união entre duas pessoas não deixa de ser uma prestação de serviços, cujas as regras emocionais vão sendo fixados em clausulas complexas  cheia de pontos, números, virgulas e letras pequenas e pouco legíveis à serem desvendados com o tempo. Cada um tem seu motivo para um dia chegar na frente de casa, chutar o balde de lixo, rasgar este contrato e dizer: _Chega, não quero mais isto pra mim!.. As vezes não é nem o companheiro o responsável pelo chute no balde, mas a gente mesmo envolvido em desacertos pessoais.
Mas fico observando esta mulher em sua inquietude, subserviência e falta de vaidade e me perguntando se ela agia assim quando vivia a o lado do marido, acumulando insatisfações e se permitindo criar uma distancia tal que a transformou numa especie de robô doméstico, um objeto que parece estar longe de oferecer prazer! 
Acho que tantas mulheres, assim como homens, se perdem neste ponto ao substituírem sua posição de amantes e amigos em simples serviçais, quebra-galhos, escravos, deixando de lado seus atrativos indispensáveis na manutenção de uma relação amorosa.
Muitas mulheres se protegem atras de baldes, vassouras, aspiradores de pó, cuidados excessivos com os filhos que costumam chamar de responsabilidade domestica e que sem perceberem, vão perdendo o que de melhor possuem, o prazer de viverem e dividirem afetividade com seus companheiros. 
Também não buscam socorro adequado, não param para se avaliarem e discutirem com civilidade o que possivelmente estará com os dias contados. Sentem vergonha de admitir para si mesmas que sua falta de habilidade em lidar com o problema, foi uma das responsáveis pelo inevitável fracasso. Depois que a casa cai, não adianta empilhar tijolos no alicerce e tentar coloca-la de pé, é necessário muito mais do que isto; é urgente uma mudança profunda e radical de atitudes, de pensamentos, sem garantias de que a relação seja salva. Eu não sei se conseguiria dizer isto pra ela, cujo o momento, não consegue assimilar quase nada além da indignação de ter sido enganada!.. As vezes leva muito tempo até que aprendamos alguma coisa com estes erros e admitirmos que eles também são nossos e não somente dos outros.

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