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TRÊS COROAS.

Quando pensamos em Três Coroas, o que logo vem a nossa cabeça é o rafting. Mas a cidade, não é apenas isto, é composta por uma exuberante beleza natural desenhada por rios, cascatas, morros e uma mata nativa de tirar o folego. Alem disto, muitas de suas construções em estilo enxaimel, encontradas na cidade e em áreas mais distantes, nos reporta a sua colonização alemã e tudo que rodeia esta  cultura.



ORIGEM DO NOME:
Outra coisa: Eu sempre tenho muita curiosidade de saber, a razão do nome de um lugar, de uma cidade que eu visito e com Três Coroas, não foi diferente. O senhor Google me informou, que antes de ser chamada de Três Coroas, o lugar já teve várias denominações: Colônia de Santa Maria do Mundo Novo, Santa Maria de Cima, distrito Mundo Novo, e por último Três Coroas, devido a um pinheiro Araucária, com três copas (coroas), que existia no vale do Arroio Kampf.












HISTÓRIA DA CIDADE:
A história da cidade, inicia junto com a colonização da Colônia de Santa Maria do Mundo Novo, atual Vale do Paranhana, em 1846. Diversos imigrantes de origem alemã, vindos de São Leopoldo, fixaram residência no vale, deixando suas marcas em alguns hábitos culturais, na gastronomia e principalmente no tipo de construção que se encontra pelo caminho.






Emoldurada por montanhas de mata nativa preservada, a cidade e banhada pelo Rio Paranhana que afomenta o turismo local com suas corredeiras.
Três Coroas é conhecida como "Cidade Verde" e esta localizada na encosta da serra gaúcha a poucos quilômetros de Gramado. É conhecida também como a cidade do Rafting e dos calçados femininos.
Dentre tantas opções de lazer, a cidade oferece desde Camping, trilhas, esportes como rafting, Mountain Bike, Canoagem slalom, rodeio, Canoagem-asteca, tirolesa, rapel, oferecidos por empresas esportivas especializadas locais e a chance de um contato intimo com o natureza.


A os visitantes que preferem uma visita mais contemplativa, voltada a mente e ao espirito através das tradições orientais milenares, tem a opção de ir a o Centro Budista Khadro Ling, localizado a poucos quilômetros do centro da cidade, pela Estrada de Águas Brancas. 
Esse templo tibetano é o maior da América do Sul e pode ser visitado gratuitamente. Também é possível deliciar-se com o sabor das iguarias oferecidas pelo Tashi Ling, restaurante temático tibetano na Rua Alagoas 361 - Águas Brancas, Três Coroas - RS, 95660-000 Telemóvel:(51) 3546-5763.


TASHI LING EM TRÊS COROAS.

Neste Domingo chuvoso, eu e Rosane subimos até Três Coroas, para mostrarmos para um casal de amigos (Ida Romano e Carlos Patrício), um dos atrativos mais visitados da cidade, que é o Templo Budista Chagdud Gonpa, localizado sobre um morro, na Estrada Linha Águas Brancas, 1211.



Depois de longos minutos observando tudo, tirando fotos e comprando lembrancinhas na lojinha do templo, descemos em direção ao centro da cidade, em busca de algum restaurante interessante para almoçarmos, já que a chuvarada de dias anteriores havia destruído alguns trechos da RS-020, fazendo-nos desistir de ir até São Francisco de Paula, outra cidade interessante, onde normalmente almoçamos, quando fazemos este roteiro.
Depois de algumas discussões pacificas e puxões de cabelos, dentro do carro, para decidirmos onde iriamos, nos rendemos a vontade e fala mansa de Carlos Patrício, que queria conhecer um restaurante tipico Tibetano, que ele havia lido em algum lugar, opiniões positivas à respeito.



MATA NATIVA E PEQUENAS CASCATAS NO CAMINHO:
Descemos a Estrada Linha Águas Brancas, cortando o morro  até a área central da cidade, onde exibia por seu sinuoso caminho, ora de terra, ora de calçamento de pedras, uma exuberante mata nativa por onde escorriam pequenas cascatas de encher os olhos e o som  encantador de pássaros nas arvores. Eu contei pelo menos três cascatas.



A NEBLINA SÓ AUMENTOU A BELEZA DO LUGAR:
Toda esta região é tão bonita e magica, que não é difícil de admitir que mesmo nestes dias frios e até chuvosos, em nada diminui sua beleza. Mesmo o templo, que ficou encoberto por uma densa neblina, revelava de uma forma mais tímida suas cores vibrantes, dando-lhe um clima ainda mais místico e sedutor.




O RESTAURANTE TASHIT:
Escolhemos almoçar no Tashi Ling, um restaurante tibetano na Rua Alagoas 361, sobre o qual, havíamos escutado elogios de Patrício.
Uma atendente tipicamente trajada, nos recebeu de maneira muito amável e nos levou até a mesa, onde nos foi servido um chá preto com gengibre, de boas vindas.




CARINHO E ATENÇÃO FAZ A DIFERENÇA:
O ambiente, como não poderia deixar de ser, é bem zen, com mantras e canções tibetanas tocando a o fundo. Sua decoração é simples mas aconchegante; Uma espécie de tenda com panos e bandeiras coloridas, enfeitando o teto do salão principal envidraçado.
No fundo, um quintal gramado com cadeiras, espreguiçadeiras de madeira e decoração tipica, convidam para um relax e por que não, uma boa soneca. Pena que estava chovendo!.. O restaurante agradou a todos, não só pelo menu diferente, diversificado e saboroso, mas principalmente pelo tratamento recebido. Carinho e atenção sempre fazem a diferença.

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