Onde foi que se perdeu, a luz do teu olhar e ninguém percebeu: Depois já era tarde.
Luz que tanto despertou antigas alegrias, nos tempos de menina, cheio de fantasias.
Teu sorriso e astúcia, brinquedo de pelúcia, teu sonho de infância, querendo virar moça.
Aí, quanto alvoroço, vermelho em teu rosto, já menina moça. O doce que roubaram, nada revelaram.
Vera, que é Vera de verdade, a flor da primavera, aloé vera da cidade, que cresce sobre a terra, na beira das estradas.
Aí, agora que és mulher feita, busca o que reluz nos olhos que seduz. Tira o peso desta cruz que pesa em tuas costas.
Aí volte a ser criança, com cachos ou de tranças no embalo do balanço, retira toda a dor, a dor te crescido.
Teu nome é Vera de verdade, a flor da primavera, aloe vera da cidade, que cresce com liberdade.
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