Hoje eu acordei com os pingos da chuva, pingando, pingando...
Pingando nos telhados, na vidraça, nas calçadas até o amanhecer. Escorrendo nas paredes e suas frestas. Nos espelhos embaçados e olhares de insônia.
Nos olhos vigilantes e aborrecidos de quem não dormiu. Ouvindo os pingos, pingando, pigando...
Pingando sobre os automóveis e flores nos jardins. Alertando que amanhã será um novo dia, mesmo chovendo.