Acho que porque o Beto morreu fiquei inquieto e pensativo. Em cada momento um sorriso, uma duvida, uma decepção, um olhar que te ergue ou te derruba, um adeus, uma revelação que te rouba o sono, um esquecimento, uma gargalhada que provoca dor no abdômen, um encontro, um desencontro e vamos levando a vida como der e vier, esta vida que tanto desejamos fazer parte e que tanto estamos insatisfeitos. Nesta quarta-feira fui me despedir dele, que fez sua passagem.
Enquanto vivo, ele como a maioria das pessoas que conheço, não tinha nenhuma simpatia pela morte. As vezes, quando converssávamos à respeito, via em seus olhos algumas duvidas, um certo receio, que aos poucos se transformava em medo e depois em resignação. Acho que é como ficamos quando pensamos no nosso fim. Resignação, é a palavra certa!