Férias

Mudança de planos: Como Cusco ficou alagada pela enchente dos últimos dias, tornando-a inviável, impróprio para se chegar até lá e fazer um tour, uma festa, resolvemos mudar nosso destino em respeito as reações de queixas da natureza!
No destino será Argentina e Chile onde visitaremos, Córdoba!!.., Mendonça!!.., Andes!!.., Santiago!!..., Valparaiso!!.., Vinas del Mar!!.., Deserto do Atacama!!.., Antofagasta!!.., Licancabur!!.., Geisel Del Tatio!!..,Valle de La Muerte!!.., Salta!!....Buenos Aires!.

Coração Satânico

Coração Satânico é destes filmes que eu inexplicavelmente assistia em pedaços quando ligava a televisão, por que já estava rodando a não sei quanto tempo.
Um dia vi o seu inicio, algum tempo, depois outras partes do filme, mas sempre me angustiava e aguçava-me a curiosidade de assisti-lo na íntegra, pelas cenas densas e de fotografia rica, detalhadas, cheio de sutilezas.
Algo me chamava a atenção neste filme instigante, que mostra muito mais do que a historia de um detetive particular que foi contratado para desvendar o paradeiro de um musico ligado a seitas satânicas e cujas as pessoas ligadas a ele vão sendo mortas violentamente e colocando o detetive com principal suspeito dos crimes. O filme é cheio de pequenos rituais de ordem psíquica, cenas paralelas que abordam alguns maneirismos culturais da época e do local (Nova Orleans- cidade do Blue/jazz de rua, anos 50), onde acontece a trama que ultrapassa a historia simples de terror e suspense que estamos acostumados a ver na TV. Coração Satânico é uma destas produções que não atingiram o eixo comercial, mas é admirado pelos seus poucos fãs como eu e encaixando-se no conceito Cult cinematográfico.
Termino este post com a opinião de um cinófilo sobre o filme:
"Ele nos deixa o questionamento: Atos obscuros são engrenados nos calabouços de nossa mente, ou há mesmo uma força maligna além de nossa compreensão que dirige nossos desejos toda vez que almejamos alterar o ciclo natural da vida?..."

Titulo Original: Angel Heart.
Lançamento: EUA- 1987.
Direção: Alan Parker.
Atores: Mickey Rouke, Robert De Niro, Charlotte Rampling, Brownie McGhee.
Gênero: Terror/suspense
Duração: 112min.



Café Santo de Casa



Tem lugares que me causam surpresa por estarem dentro da cidade onde eu moro e não ter o conhecimento de sua singularidade e beleza. Desatenção, falta de oportunidade, desconhecimento?... Hoje no encontro com os integrantes da excursão para (Macchu Picchu) e que se reuniram para discutirem alguns detalhes sobre a viagem, conheci o bar café escondido no sétimo andar da Casa de Cultura Mário Quintana, com sua arquitetura barroca diferenciada e bem vinda nesses tempos de modernidade e linhas retas.



No espaço aberto para Happy hour,  o teto é em formato de abobada e em toda volta, amplas aberturas onde é possível observar-se o Lago Guaíba e parte da cidade. O ambiente é tranquilo, o serviço sem queixas, e passa aquela sensação de estarmos em algum cantinho europeu tão sonhado!.. Além desta sensação, a temática da cafeteria de nome Café Santo de Casa, homenageia diversas religiões e crenças em meio a uma atmosfera de Pub. Os santos não estão apenas no nome da casa, eles também batizam os pratos e os cafés. O happy hour sugestivo para um final da tarde, pode ser regado a chope ou cerveja, no embalo de música ao vivo e uma visão privilegiada da cidade. Este Santo de Casa me fez milagres!..


Horário de atendimento: De terça à sexta das 10h às 23h30.
Sab., Dom., feriados das 12h às 23h
Capacidade: 200 lugares.
Site: http:www.cafesantodecasa.blogspot.com

Renda-se, como eu me rendi.
Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.
Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Clarice Lispector

Loucuras

Dia desses escreví no blog um texto em que eu dizia numa frase, não querer mais administrar as loucuras que não fossem as minhas e então que fiquei pensando sobre isto, nesta frase que brotou espontânea e que é um sentimento verdadeiro. Antes devo explicar o que eu apelidei de loucura e que no texto anterior não deixei claro e que para mim, que não achei outra forma de conceituar a complexa "Fábrica de Sonhos", com que as pessoas definem sua relação com os outros, no seu convívio social, afetivo, no trabalho, a dinâmica de suas emoções, satisfações, frustrações, expectativas, que oscilam independente de suas vontades.
Administrar estas loucuras alheias, significa muitas vezes se submeter a elas, fazer cabe-las em nós, sufocando a nossa própria, se envolver em sentimentos e situações complexas que nunca acabam e podem não ter uma resposta de satisfação para ambas as partes. Bom seria se cada um administrasse a sua, sem conflitos maiores, sem auto piedade, sem se vitimar, sem responsabilizar os outros, como seria o correto. Quando vamos em busca de saídas do nosso caos interior, utilizamos as nossas relações de aféto como muletas e transformamos as pessoas com quem convivemos em co-responsáveis por nossas derrotas, como se dependesse delas a atitude transformadora para a resolução de nossos problemas. Cobramos atitudes, respostas, sorriso na hora certa, silêncio de consternação, decisões salvadoras, por que esperamos delas muito mais do que podem dar, transformando-as em escravos de nossas oscilações emocionais. Derramamos sobre elas todas as nossas frustrações em forma de pequenas cobranças e insatisfações menores, criamos buracos inexistentes na relação. Então vem aquela frase: (Ah, mas quando mais precisa de ti, não me destes apoio!..) Mas quando buscamos saídas por nós mesmos, antes de descobrir a força que temos, deparamo-nos com outros aspectos pessoais que nos surpreende por parecer estranho, distante daquilo que imaginávamos ser e que faz a gente se perguntar: Mas sou eu mesmo?... È como chegar diante de um espelho e enxergar outra cara diferente da qual estamos acostumados a ver e sentir pena. Daí que não vale o sacrifício de deparar-se com esta exposição que achamos medíocre, falsa, estranha!.. É que queremos sempre ser apoiados de alguma forma por alguém, não importa em que situação e circunstância. Gostamos de uma certa adulação, de uma cumplicidade sem limites que nos alimente o ego e isto parece significar alguma forma de ser amado, de ser aceito, de ser respeitado, sem dar em troca a mesma moeda de cumplicidade quando necessário. Precisamos de uma mão, não importa de quem seja, para caminharmos no escuro, e esta dependência se torna doentiamente eterna. Precisamos aprender a andar sozinhos quando necessário, sem fazer escravos, sem chantagens, sem pena de nós mesmos. Precisamos reconhecer a necessidade da mão amiga e do abraço afetuoso sem querer o corpo inteiro e a alma junto. É de vital importância que se crie espaços para que o ar circule e se renove. É necessário se dar uma chance para que sintamos nosso próprio poder de resolutividade. Por isso administrar certas loucuras de convivência e que não são as nossas, é por demais caro, é quase um serviço escravo de devoção vitalícia, que urge dar-mos um tempo para possamos viver.

Festa na Prainha


Dia 25 à noite foi a festa de comemoração do Fórum Social Mundial -10 anos na Prainha da Usina do Gasômetro em Porto Alegre com a participação de músicos locais como Renato Borghetti, Papas na Língua e finalizada com a apresentação de Marcelo D2. Além dos músicos, apresentações de capoeira, temáticas teatrais, exposições de arte e artesanato. A marcha de abertura do Fórum Social Mundial teve início no final da tarde, no Largo Glênio Peres. A caminhada percorreu a área central da cidade, passando pela Avenida Borges de Medeiros em direção à Prainha do Gasômetro, onde aconteceu os shows. O Fórum discute o futuro do planeta e pauta discussões sobre a crise ambiental, social e econômica, procurando caminhos a serem construídos. As comemorações se estenderão até o dia 29 de Janeiro.


Bingo!

De repente fomos acionados para atender uma senhora na Rua Dona Eugénia com queixa de arritmia cardíaca. Quando chegamos, ela estava deitada no sofá de seu belo apartamento cercada pelos dois filhos já adultos e preocupados com a situação da mãe que não parava de dizer entre gemidos e perceptível ansiedade para que não a deixassem morrer. Durante a entrevista e verificações dos sinais vitais onde constatamos uma taquicardia normal nestes casos de ansiedade, ela havia dito que sofria de síndrome do pânico e que usava como medicação Rivotril que resolveu parar por decisão própria. Bingo!..
Como não possuía uma referencia clínica ou hospitalar, embora tivesse um bom plano de saúde, o medico do Samu regulou para que nós a conduzissemos para a sala de clínica do Pronto Socorro Municipal, doqual fizemos parte e que os filhos rejeitaram imediatamente a ideia por (ser publico) e considerar que sua mãe tinha um plano de saúde diferenciado($$) e que só estavam usando o serviço do Samu por que ela possuía uma prótese de quadril implantada alguns anos que a impedia de ficar sentada num carro comum e ser levada por eles mesmos a algum serviço competente, não importava o preço. (Serviço de transporte), Bingo!
Depois de deixa-la na emergência de um hospital particular, lembrei que minutos antes tínhamos atendido uma senhora na Lomba do Pinheiro com possível congestionamento pulmonar por problemas cardíacos sérios e outras complicações que necessitavam de total agilidade e atenção da equipe e intervenção medica imediata. O que foi feito.
Fico lembrando destas duas ocorrências e pensando que é quase impossível não compara-las embora cada caso é um caso isolado em sua complexidade (clinica, social, economica, etc, etc...)
Eu me pergunto se sou egoísta quando busco somente o lado iluminado das pessoas, aquele que reflete sua visão diferenciada e que cria uma opinião através do olhar sutilmente sensível sobre as coisas. Talvez eu ame mais a grandeza da alma e a bondade do espírito, do que a plasticidade de um corpo, a apresentação de um kit sutilmente dissimulado. Talvez eu admire muito mais a profundidade do que os sentimentos básicos que nos torna tão desnecessariamente iguais, tão carentes, tão perdidos, tão igualmente sem saída.
E como diz as sabias palavras de Lama Padma Samten:
"O outro é você mesmo num mundo diferente."

Morte libertação e leveza

Não sei porque razão eu acreditava que nunca chegaria aos 30 e eles vieram quase sem eu perceber! Depois pensava jamais atingir os 40. A os 45, algumas as coisas começaram a mudar internamente, além dos medos e culpas que cresciam e que me impediam de viver, eu sentia-me com outras emoções freadas, paixões congeladas e temeroso de sair de meu mundinho particular onde eu apenas sonhava e pensava existir alguma segurança. Talvés eu achasse que a morte me libertaria e assim arrastava tantas coisas da minha vida com esta idéia, que desistia de meus sonhos. Aos 50, descobri que só se pode viver e ser feliz com liberdade, coragem e autenticidade e para se ter estas três coisas é necessário abrir mão de alguns medos e culpas. É necessário principalmente assumir os erros e deixar a covardia de lado e que eu tinha um conceito errado de morte associada a libertação!..
Hoje tenho que agradecer tanta coisa boa que vem acontecendo, tanta gente boa cruzando pelo meu caminho..., tantos sonhos realizáveis, tanta vida pra descobrir que as vezes percebo querer viver muito, muito mais que 100 e recuperar os anos perdidos!
Veio-me então esta musica do Cazuza na cabeça:
"Vida louca vida, vida breve, Já que eu não posso te levar, quero que você me leve!.. "
E senti uma certa leveza de estar acordando!
..

Que má ideia!

Por vezes pegar o telefone para falar, vira uma má ideia, a pessoa não te ouve, tu também não ouve o que ela esta querendo dizer e cria-se um certo clima de ansiedade recíproco desnecessaria. As palavras e ideias saem distorcidas, as pontuações ficam mal distribuídas e uma certa irritabilidade pré anunciando a qualquer momento uma explosão parece inevitável. Sobra depois a sensação de que não era o  dia, a hora, nem o momento certo de dizer pelo menos um alô!

Cruzando as paredes

Chove muito esta manhã e da cama eu posso ver a agua escorrer sobre o telhado vermelho da casa a o lado. O cheiro no ar, o ruído da chuva me é tão peculiar que me passa a cabeça lembranças antigas guardadas em mim e que pareciam esquecidas com o tempo. Elas não me causam tristeza, melancolia, ou alegria. É alguma coisa próximo da contemplação, de um sentimento meio sem estrutura e de dificil definição. Então eu fico viajando sem sair do lugar, os pensamentos multiplicados, o olhar ultrapassando paredes, o ouvido captando outros sons distantes, vozes que não estão por perto e que me parecem longe, mas que são conhecidas de algum lugar desta minha vida.
Levantei-me da cama cedo para trabalhar com esta pergunta que não me saia da cabeça:
_Por que será que as pessoas que jogam, perdem mais do que ganham?..
O jogo me parece ter algo de manipulação, de esperteza, de enganação, de interferência sobre o rumo natural das coisas. Deve ser por isto que não assisto ao Big Brother!

10

De tarde, depois de uma caminhada dez pelo bric da Redenção, um almoço que me pareceu dez e uma descançada dez sob a sombra das arvores do parcão, retornei para casa sentindo estranha sonolencia, sudorese, nauzeas, desconforto abdominal. Mais tarde a certeza de uma infecção intestinal das mais dez. Agora, chá de boldo morno ou uma coca-cola bem gelada quando o estomago pedir algo?.. Alba disse-me que é uma tal virose que de tempos em tempos mostra a sua cara!...Ou seriam os mexilhões à vinagrete do almoço?..

Descarrego

De repente tudo ficou cinza, o tempo começou a virar, de um dia claro e com sol quente, para nuvens escuras, vento forte, gotas densas de chuva que quase doiam ao bater na pele. Eu estava sentado na rua olhando toda aquela transformação no ceu e deixando-me molhar enquanto meu colega de trabalho gritava de dentro da casa: "_Que gripão tu tá pedindo ein?..." Minha vontade era de ficar ali, deixar-me encharcar com aquela chuva que caia sobre o meu corpo como uma espécie de massagem relaxante, como se retirasse de mim cargas posivelmente negativas.

Despertar de uma paixão

Ambientado nos anos 20, o filme conta a historia de um casal, (Edward Norton), bacteriologista de classe média e da jovem rica Kitty (Naomi Watts) que se conhecem em Londres e casam-se aparentemente sem amor. Após o casamento, mudam-se para Xangai, onde ela se envolve com outro homem e é descoberta pelo marido que resolve como castigo, por sua infidelidade, mudarem-se para um pequeno povoado no interior da China. Inicialmente para Kitty, o lugar é muito mais que um castigo, mas o próprio inferno.
Na medida em que conhecem melhor a cultura local, descobrem também em cada um deles suas diferenças e interesses assim como, outros elementos antes não mostrado como valores, bondade, sensibilidade. O filme mostra a possibilidade de descobrir o amor por meios que não são habituais. Tem a direção de John Curran e nos papéis principais Naom Watts (Kitty Fane) e Edward Norton (Walter Fane). Excelente fotografia e trilha sonora.
Gênero: drama/ romance
Duração: 125 min.


Happy hour

Para diminuir a angustia que levamos de casa para a rua e o estres que encontramos causado pela correria no centro da cidade, às vezes é necessário uma paradinha para um happy hour acompanhado de um delicioso café passado na hora. A Casa de Pelotas é a melhor pedida, situada no 2º piso, Lojas 62, 64 e 66 do Mercado Publico em Porto Alegre, oferece um ambiente calmo e agradavel para um bate papo de esquecer as horas passarem. De um lado pode-se contemplar pelas amplas janelas iluminadas pelo Sol, a avenida Borges de Medeiros, a prefeitura da cidade, do outro lado os clientes sentados no extenso espaço livre do mesanino. Dado o tempo necessário de uma boa conversa num ambiente como este, tudo parece melhorar!

Palavras e olhares que não mais se encontram

Como é posivel mudanças tão rápidas no tempo, na vida, na alma, em nossas expectativas? Ontem sol escaldante o dia inteiro, ventiladores ligados, planos, promessas pessoais refeitas, possibilidades, up e hoje dia nublado, palavras com intonações reticentes ouvidas, como se faltassem verdades à serem ditas e não houvesse clima, tempo, como se alguns pedaços fossem perdidos no caminho de ontem pra hoje, de semanas, de meses e não foram encontrados.
Cansaço, falta de estímulo, tempo escasso
, incertezas?..
Não sei como chamar isto, esta sensação de que não vale a pena persistir em algo que parece vir morrendo dos dois lados, que põe dúvidas nos olhares e palavras que se cruzam mas não se encontram, nas ligações perdidas, não recebidas, nos diferentes fusos horários e que a soma positiva por vezes parece pura insistência, teimosia
de quem não quer perder sonhos idealizados que se desbotam, se perdem, mas ficam penduradas numa pequena possibilidade de encontro mágico que não acontece por ter perdido sua força...

Cama de gato

Semana passada fui numa festa e então aproveitei para fazer um teste. Eu raramente faço este tipo de coisa, mas desta vez por desconfianças anteriores, resolvi fazer. Pedi para uma pessoa na festa, que não publicasse as minhas fotos na Internet pois iria me comprometer se o fizesse.
_Não, não te preocupa, não coloco nada na Internet sem a autorização das pessoas, pode deixar!.._ disse, tranquilizando-me.
Alguns dias depois, adivinhem!.. Minhas fotos durante a festa, publicadas em seu Orkut e uma visita sutil na pagina da suposta pessoa do qual eu teria de dar explicações, criando uma espécie de ísca.
Cama de gato? Abraço de urso? Como devo chamar isto?.. Eu seria por demais ingenuo se não acreditasse na má intenção desta pessoa! Na verdade, as fotos publicadas jamais me trariam problemas pois nada tinham de comprometedor e se tratavam de uma gentileza, um carinho que fiz com a minha presença no aniversário de uma pessoa amiga, de princípios éticos incontestáveis e que prezo muito. Jogos com este, faz parecer que as pessoas podem ser manipuladas facilmente como fantoches, mas a realidade é diferente. Também tenho total liberdade sobre minhas atitudes que considero responsável, honesta e nada tenho a esconder. Lamentei profundamente o ocorrido que pareceu-me uma armadilha cujo a imaturidade e técnica primária me deixaram de cara.

FERIAS NO PERU.

Dia 30 de Janeiro, parto em direção ao Peru, numa viagem cuja a curiosidade e expectativas tem me causado certa ansiedade de tirar o sono. O roteiro sairá de: Porto Alegre, depois São Borja, Jujuy na Argentina com um breve tour, Purmamarca onde pode-se avistar o famoso Cerro de Siete cores, Tilcara com as impressionantes ruínas indígenas, a Quebrada de Humahuaca, um itinerário cultural de dez mil anos, com o povo homônimo e que foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. Por seus caminhos ingressaram os Incas, e até hoje conservam crenças religiosas, rituais, festas, arte, música e técnicas agrícolas que são um patrimônio vivo. Atravessaremos a Cordilheira dos Andes que é um dos pontos altos da viagem, passaremos pelo mini deserto branco - Salinas Grandes, em Susques, saída da Argentina por Paso de Jama, Humahuaca, San Pedro Atacama, Calama no Chile.
Em Calama, seguiremos em viagem, passando pelos lugares mais áridos do mundo como o Deserto do Atacama, para chegarmos em Arica ao final da tarde e se der um banho de mar. Arica é uma cidade situada no litoral do Oceano Pacifico, quase no limite internacional entre o Chile e o Perú. Depois de Arica, Machu Picchu, Cuzco. Prometo muitas fotos e comentários sobre o passeio!


Encontro de casais?

Estou cheio de prioridades neste novo ano!..
Parar de fumar(que já tentei tantas vezes...), manter minhas caminhadas(...), continuar elaborando meus planos de viagens, alinhar uma pitica pessoal aqui, outra pitica ali.., de modo à manter a promessa que fiz a mim mesmo: "Não abraçar as loucuras que não sejam as minhas." Fortalecer e manter as amizades que valem a pena e as relações que se alicerçam no aféto, aceitação e respeito mutuo, do contrário tô passando à distancia.
Hoje por exemplo, recebi um convite para um café, no próximo Sábado, na casa de uma colega, onde se encontrarão várias pessoas do qual eu conheço. Ela chama de encontro de casais! Quase disse um "sim", mas depois fiquei pensando, engoli o sim e agradeci o convite por achar que alguns encontros como este, além de cansativos, correm o risco de decepções, como tantas vezes já aconteceu noutras ocasiões.

Alcool e velocidade

Soube hoje que o menino de cinco anos, que foi atropelado a o lado de seu irmão, Sábado à tarde, na Estrada das Querinas, por uma mulher louca e bêbada num Fiat Palio, está em coma no Hospital de Pronto Socorro. Contam que ela se perdeu numa ultrapassagem arriscada na estrada de areião atingindo os garotos. Que estava tão bêbada, que ria depois do ocorrido, sem ter a mínima noção do estrago cometido e que só sofreu alguns arranhões. Talves risse da sorte de ter sobrevivido!... Gostaria que ela tivesse a coragem de ver o estado desesperador da mãe, enquanto nossa equipe prestava socorro a o garoto gravemente ferido. Fiquei pensando em que tipo de medidas ainda são necessário pelos meios de comunicação para que pessoas como ela, se concientizem que bebida, carro e velocidade só levam à estes desfechos infelizes.

Me faz falta


Faz alguns dias que não tenho encontrado tempo prá mim e o pouco tempo que encontro nestes dias de cansaço, não tenho saco pra olhar um filme, ler um livro, pra sentar diante do computador e escrever alguma coisa que preste, algo que particularmente me agrade. Quando forço a escrever, sinto que fica faltando combustível...
As vezes queremos fazer coisas que nos agrade, que nos faça sorrir, que nos surpreenda e dai parece que sobra somente o suficiente para aguentar mais um dia de trabalho e de cansaço.
Ontem no início da noite, caminhei sob a chuva que caiu na cidade. Coloquei meus pés na grama molhada, abracei algumas árvores e pensei no quanto este tipo de interação me é necessária, importante, compensadora! Ontem forçadamente, depois de alguns dias, dei meu primeiro passo de reação.

Referenciais

Soube hoje, que dois conhecidos meus, morreram. Na verdade eu tinha com eles uma relação de bom dia, boa tarde, no máximo um olá como vai. Um deles bebia da manhã à noite e morreu repentinamente enquanto era levado ao hospital, já o outro alguns anos se definhando visivelmente em função de ter adquirido AIDS, enforcou-se no quarto, após ter conversado naturalmente com alguns vizinhos pela manhã sem deixar pistas de sua intenção. A noticia de suas mortes, me causou a sensação de que alguma referencia na minha história fora apagada e que na medida em que o tempo passa, outras vão sendo excluídas e chegam até os nossos ouvidos através de uma observação sem importância e quase sem peso algum. Nossa vida é cheia de referencias que construimos, baseadas em observações pessoais que elaboramos, umas boas, outras más, outras importantes outras sem importância e utilizamos alguns objetos, situações e pessoas como símbolo vivos destas referencias que criamos à exemplo de seguir ou rejeitar suas atitudes, sua forma de viver e quando acabam parece que alguma peça do quebra- cabeças foi mexido, deixando uma sensação de falta, de lacuna, um pequeno espaço vazio, um desvio duvidoso. Mesmo não parecendo importantes na minha vida estas duas pessoas, faziam parte de um contexto que eu ja estava acostumado a conviver. Acho que foi isto que senti quando deram-me a noticia de suas mortes, a sensação de que alguma coisa foi retirada da minha história de vida, como aquele objeto que a gente sabe que está no nosso caminho e mesmo de olhos fechados pode-se visualiza-lo, desviar ou pular por cima, por que se conhece a sua posição diante do nosso espaço, que está ali como uma referência pré estabelecida e registrada pelos dias que seguem. Algo que eu estava acostumados a ver, falar, ouvir ou sentir e agora fica faltando!..

Postagem em destaque

TÔ PENSANDO QUE:

Quando as nossas emoções, alegrias e tristezas passam do tempo, nossos sentimentos humanos ficam acomodados numa cesta do tempo recebendo so...