PODE SER QUE SEJA QUALQUER COISA

Pode ser que seja um grande peixe descendo riacho a baixo, se debatendo nas raízes submersas, das arvores entorno. Pode ser que seja um galho seco arrastando outras objetos, que não dá pra ver o que é. Pode ser que seja um animal morto ou um corpo de alguém que se afogou. Tudo desce por este riacho caudaloso e sujo, indo parar na sua parte mais larga, que chamamos de panelão, depois afundam para não serem mais vistos pela cidade, cidade esta, de boa educação. To vendo agora da janela!

NÃO JOGUE MILHO AOS POMBOS

O pior é que eu tenho a resposta para os meus desconfortos, mas fico protelando pra tomar uma iniciativa radical, que dissolva completamente o mal estar. 
É como se eu quisesse dar uma chance, uma ultima chance que for, ao que pode ser um mal entendido.., e assim me provarem, que estou errado, que foi um desacerto e daí vou alimentando o ciclo de Falso conforto por algum tempo.
Outra coisa: Não jogue milho aos pombos, eles terminam cagando na tua cabeça.

DEPOIS DO TRABALHO:

E reconfortante chegar em casa depois de um dia de trabalho, tomar um banho quente, colocar uma boa musica para ouvir deitado no sofá da sala, depois preparar um prato, não exagerado, de feijão mexido e uma taça de vinho tinto chileno. É destas misturas que eu gosto: o simples e o refinado, o seguro e o arriscado. Afinal, a gente está sempre correndo riscos e a noite está tão fria e chove lá fora!..

EU E OS RATOS

Sempre há ratos rondando a nossa volta, tentando usufruir do que são e do que não são sobras. Eles nos vigiam astutamente achando que não são percebidos. Se escondem atrás dos moveis, dentro dos nossos sapatos e ate fazem traquinagens para ganhar nossa confiança, até darem o primeiro golpe pensando que não estamos percebendo que se trata de um roubo ou de um abuso. 

Mas a gente percebe até quando eles adquirem tamanha autoconfiança e querem trazer mais ratos para fazerem festa na nossa casa, utilizando os nossos recursos.

O fato de deixa-los comer alguns farelos que caem da nossa mesa, ou o queijo fresco que esquecemos de guardar, está longe de sermos desatentos. A gente se faz de bobo, de trouxa, que não está vendo, até estudar como agem e assim que possível eliminamo-nos de vez das nossas vidas.

FRAGMENTOS DA OPRESSÃO

Agora, já não há muito o que perder, as perdas foram tantas no decorrer da vida, que o saldo baixou a níveis de quase zerar. Mas a gente continua aprendendo a lidar com as faltas, com aqueles que te viram a cara, te ignoram, com os que são mentirosos, com os que te julgam um chato, mas fingem o contrario. Os que se acham melhores que você em vários âmbitos da vida e então não se permitem perderem tempo com o que consideram o menos. 

Mas tudo isto faz parte do grande pacote estabelecido pela elite, que carrega consigo alguns seguidores que pensam não fazer parte dos jogos de discriminações, dos boicotes, da falta de oportunidades, mas fazem parte. São os fantoches da elite que ajudam-na a ser mais forte, mais severa, mais podre. O curioso é que eles, enquanto fantoches, também se sentem vitimas da opressão.

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TÔ PENSANDO QUE:

Quando as nossas emoções, alegrias e tristezas passam do tempo, nossos sentimentos humanos ficam acomodados numa cesta do tempo recebendo so...