quarta-feira, 15 de julho de 2015

DE QUE SÃO FEITO OS DIAS?

Eu deveria me acordar as dez e levantar-me da cama somente a o meio dia, nesta sociedade moderna e escravocrata que nos faz arrastar responsabilidades, mas sou dessas pessoas que sente culpa ate por dormir demais e preciso me levantar a o primeiro sinal de luz que se reflete pela fresta da janela, a o primeiro ruido da chuva que cai sobre os telhados, que se espalha no asfalto onde reflete faróis, capas, folhas caídas, guarda chuvas coloridos.
A noite, todos os candieiros estão acesos, mas a certa hora do dia, competem com a luz natural que vem nascendo despretensiosa e em silencio. Depois, gradativamente a luz vai se expandindo, se equilibrando e tornando-se comum aos meus olhos que vê abrir-se o dia.
Dai que eu me lembro do poema de Cecilia Meireles:

De que são feitos os dias? - De pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças. Entre mágoas sombrias, momentâneos lampejos: vagas felicidades, inatuais esperanças. De loucuras, de crimes, de pecados, de glórias - do medo que encadeia todas essas mudanças. Dentro deles vivemos, dentro deles choramos, em duros desenlaces e em sinistras alianças...

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