ADOTE-ME.



Um projeto fotográfico, está ajudando cães abandonados a encontrar um lar. É muito comum encontrarmos nas redes sociais muitas fotos de animais abandonados, mal tratados e com uma carinha de triste e uma história comovente por trás. Nem sempre as fotos postadas, chamam a atenção de quem pretende adotar um novo amigo peludo e a adoção infelizmente, como no caso de crianças abandonadas, vai depender da empatia de quem adota, e considera alguns quesitos como beleza, cor de pele, etc., etc, importante. E pasmem!: Para os cachorros pretos, costuma ser ainda mais difícil conseguir um lar.



Mas a fotógrafa Guinnevere Shuster, da Humane Society of Utah, munida de muito talento, flores e uma câmera fotográfica, tem ajudado a mudar o destino destes bichinhos, para uma adoção que lhes de dignidade, carinho e um lar.
Outros projetos que também estão ajudando animais a encontrar um lar, são as fotografias surreais produzidas por Sarolta Bán com cães abandonados e o Projeto Cativa, que divulga fotografias bem humoradas de animais que estão em busca de uma nova família.

UMA VISITA NOS TERREIROS DE CANDOMBLÉ NO SERGIPE.


O povo brasileiro, traz no seu sangue, no seu cotidiano, a cultura africana trazida pelos negros que foram escravizados e trazidos pra cá, pelos colonizadores, em porões de navios, desumanamente, como mercadoria barata e fonte de renda aos grandes senhores brancos que movimentavam a economia do pais e enchiam seus bolsos de dinheiro e títulos da coroa.


Embora confinado originalmente à população de negros escravizados, inicialmente nas senzalas, quilombos e terreiros, proibido pela igreja católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos e meio, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888, estabelecendo-se com seguidores de várias classes sociais e dezenas de milhares de templos. Para se ter uma ideia da dimensão, somente na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros e catalogados pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, (Universidade Federal da Bahia) Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador, sem contar com os clandestinos não cadastrados.
Os negros escravizados no Brasil pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os iorubás, os ewe, os fon e os bantos. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes evoluíram diversas "divisões" ou "nações", que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, música (toque do tambor ou atabaque) e a língua sagrada usada nos rituais.

De visita ao nordeste - ( Sergipe e Bahia ), agora em Janeiro de 2015, eu não pude deixar de visitar alguns terreiros de candomblé e apreciar esta cultura secular, que faz parte da história do povo brasileiro e também da minha historia.
Visitando um terreiro de Candomblé, você  aprende a lidar mais facilmente com as diferenças individuais e a respeitar as identidades culturais e sociais de um povo que antes de tudo, foi de resistência as perseguições, sobrevivendo até os nossos dias. 



O Candomblé além do seu caráter místico, religioso, é hoje um agregador social que reafirma a importância do negro na sociedade, reinserindo-o em contextos que antes nunca teve acesso, através da sua visibilidade e aproximação com os movimentos sociais.



Segregado por séculos aos negros, considerados pobres, desocupados e marginais, o candomblé nos últimos anos tem recebido a aproximação da classe média e intelectuais, que perceberam seu peso e importância no panorama cultural do país.



No Rio Grande do Sul tanto o Candomblé como o Batuque são fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jêje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô. Um dos principais representantes do Batuque aqui no Sul, foi o Príncipe Custódio de Xapanã, onde eu cito sua história, no post "O Bará do Mercado Publico", aqui no blog.














LAVAGEM DO BOM FIM - SALVADOR



Você já foi a Bahia nego? Não? Então vá!..
Cheguei a Aracaju dia 14/01/2015, quarta- feira, por ocasião de minhas aguardadas férias, e lá recebi o convite de um amigo, Valdir, para ir a Salvador na lavagem da escadaria da Igreja do Bom Fim, no dia seguinte, considerada a segunda maior manifestação popular da Bahia, depois do Carnaval. 
Eu pergunto: Como eu poderia perder um evento desses, tão aclamado e que só acontece uma vez por ano na segunda quinta feira do mês de Janeiro?
Eu coincidentemente estava em Aracaju, sem ainda ter programado absolutamente nada e sem saber que a festa em Salvador, era naquela data, então aceitei o convite sem vacilar.


Rachamos o combustível e fomos de carro, durante a noite, perfazendo uns 320 quilômetros  em 03 horas e 40 minutos de transito tranquilo. No dia seguinte, Salvador acordava com toda a movimentação necessária para a festa, com barraquinhas de artesanato, fitas coloridas, churrasquinhos, acarajés e toda aquela infinidade de comidas típicas, sob um dia ensolarado que prometia muito, mas muito calor.
Os Axés e sambas, tocavam alto por todos os cantos e as pessoas de  turbantes coloridos na cabeça, guias no pescoço e ramalhete de flores nas mãos, desfilavam por praças, ruas interditadas ao fluxo de veículos, com aquele sorriso de alegria e fé no olhar.


A Lavagem do Bonfim acontece há 259 anos, sempre nas quintas-feiras, que antecede o segundo domingo após o dia de Reis, marcada pelo sincretismo religioso católico e adeptos do candomblé. A lavagem festiva acontece com a saída, pela manhã da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, próxima do elevador Lacerda, seguindo a pé até o alto do Bonfim, para lavar com vassouras e água de cheiro, as escadarias e o átrio da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim.


Todos se vestem de branco e percorrem 8 km em procissão, desde o largo da Conceição, até o largo do Bom Fim. O ponto alto da festa ocorre quando as escadarias da igreja são lavadas por cerca de 200 baianas vestidas à caráter, que de seus potes de barros, que trazem aos ombros - despejam água nas escadarias e no átrio da igreja, ao som de palmas, toque de atabaque e cânticos de origem africana.
A festa segue até o final da tarde, onde alguns moradores tem por habito, comer a famosa feijoada baiana e outros pratos típicos.
Esta atitude de lavagem da escadaria do Bom Fim, vai alem de todo o seu significado mistico e sincrético, mas o cultuamento histórico da raça negra discriminada, que através de um gesto de humildade e trabalho, homenageia o Senhor do Bom Fim, lavando as escadarias de sua casa. Os negros por seculos foram impedidos de entrar na casa de Deus, que era frequentada unicamente pelos brancos e um dia isto foi quebrado.


Até o próximo passeio!

COMO DESATAR OS NÓS?


Apesar da placa anunciando que o local será o primeiro multi espaço urbano revitalizado do Brasil, a mesma parece estar lá só para enfeite e com as obras paradas desde o final do ano passado sob as mesmas e velhas desculpas reincidentes de que faltam liberações disto e daquilo. Desta vez e a aprovação do relatório de impacto ambiental para avançar às fases seguintes. Eu me pergunto se um empreendimento deste porte já não deveria estar com estes relatórios prontos para dar seguimento e um fim a esta novela? Como acreditar que a obra saia do papel, conforme o prometido, após duas décadas de espera com desculpas das mais esfarrapadas e tornando claro a incompetência dos envolvidos?
Veja o exemplo do Projeto Porto Maravilha, do Rio, que já começou as obras da PPP que investirá R$ 7,7 bilhões, mesmo iniciado muito depois do Cais Mauá.
A Cais Mauá do Brasil S.A. é a empresa responsável pela gestão do projeto de revitalização e operação do Cais Mauá de Porto Alegre. A área foi arrendada pela empresa por um período de 25 anos renovável por mais 25 anos.
Eu sei que depois de tanto alarde o projeto deverá virar realidade, mas cá entre nós, viver ainda é melhor do que sonhar!

CÂNION DO XINGÓ EM SERGIPE.

Visitar Sergipe e não conhecer o Cânion do Xingó, estava pra mim fora de cogitação. Era uma questão obrigatória. Nem que fosse nestes passeios bate-volta, (de apenas um dia), oferecido pelas agencias de turismo espalhadas na capital Aracaju. 


Ja estava chegando a hora de retornar para Porto Alegre, então entrei na Agencia Nozes Tur, acompanhado de Valdir, um amigo e morador da cidade, onde comprei o pacote, que mesmo sabendo ser bastante apertado, ( 213 Km- cerca de três horas) para chegar ao destino, valeu muito a pena ter feito e não me arrependi.


O Cânion do Xingo, é um dos destinos mais bonitos para se visitar no Sergipe e que surgiu após o represamento do Rio São Francisco, para construção da Usina Hidrelétrica do Xingó, na divisa entre Alagoas e Sergipe em 1987, em pleno sertão nordestino, numa cidadezinha chamada Canindé de São Francisco.




O passeio pelos cânions leva três horas, onde o turista tem a possibilidade de conhecer sua magnitude, num belíssimo percurso de integração entre os estados de Sergipe, Alagoas e Bahia, deslumbrando também todas as paisagens do serrado e a gigantesca usina hidrelétrica.



O deslocamento bate-volta é bem apertado para quem sai de Aracaju: três horas de ônibus ou van para cidade de Canindé do São Francisco, onde os catamarãs saem do atracador, em frente ao restaurante Karancas, cujo o almoço pode ou não estar incluído no pacote. 
É uma hora de passeio entre os cânions, mais uma hora de banho refrescante num dos trechos mais bonitos do rio "O Paraíso Talhado", em piscinas demarcadas com redes e mais uma hora para voltar ao atracador e almoçar no restaurante com bufe livre. Nos catamarãs também existe a opção de bebidas e lanches rápidos à bordo.



O passeio nos presenteia com formações rochosas de granito avermelhado, águas verdes e cristalinas, alem da vegetação exuberante e uma fauna diversificada. No cânion, é possível encontrar vestígios dos primeiros habitantes do local, que viveram por lá há mais de oito mil anos, como pinturas rupestres e fragmentos de cerâmica.
No local de parada dos catamarãs, para os turistas se banharem, é possível fazer um outro passeio de canoa no interior das grutas, cuja as paredes coloridas dão outra dimensão da beleza do lugar.



Durante o percurso, outras formações rochosas são informadas por um guia, através do auto-falante do barco como: a Pedra da Águia, cujo topo tem o formato da cabeça dessa ave; o Morro do Macaco, assim denominado porque foi encontrado um bando de macacos-prego antes do enchimento do reservatório; e a do Cruzeiro, que se parece com um homem montado em um cavalo.
O Cânion do Xingó, um dos maiores do mundo e o maior em extensão navegável,  é um vale  com 65 km de extensão e 170 m de profundidade e largura variável entre 50 e 300 metros.





Além do passeio ao cânion do Xingó, você pode optar por outros atrativos locais como:
Visitar o Museu Arqueológico de Xingó.
Visitar o interior da Usina Hidrelétrica. Há visitas guiadas pelas instalações da Usina, com exposição, vídeo e fotos. O passeio dura cerca de 40 minutos e o acesso é feito pela estrada que segue para o município de Piranhas.
Fazer a Trilha do Cangaço, onde o ponto de partida, é o cais de Piranhas. Lá, o visitante embarca em um dos catamarãs que seguem em navegação pelas águas do Rio São Francisco até o município de Poço Redondo-na praia da Forquilha, até a Grota de Angico, onde Lampião foi capturado. Para estes passeios é necessário ficar pelo menos um dia numa das cidades a fim de aproveita-los. 
Até a próxima viagem!.

CROA DO GORÉ


CROA DO GORÉ é uma pequena ilha formada a partir de um banco de areia branca, que surge com o movimento da maré, localizada no rio Vaza-Barris, entre os municípios de Aracaju, São Cristóvão e Itaporanga d'Ajuda. 
Para se entender melhor: Croa é um pequeno banco de areia que fica visível no meio do rio ou mar quando a maré está baixa e goré é aquele mini-caranguejo, que se enfia debaixo da terra principalmente em mangues.


O local atrai visitantes em busca de lazer e sossego, ponto turístico já famoso em Aracaju. O acesso é pela praia do Mosqueiro, um povoado de pescadores, de onde partem lancha, barco ou catamarã em viagens de 10 a 15 minutos que revelam manguezais nativos, pequenas ilhas fluviais e vegetação preservada.


O movimento é grande nos finais de semana, por conta dos bares flutuantes e das barracas rústicas de sapé, que servem peixe-frito, pastéis de camarão, caldinhos de ostra, sururu, etc.., acompanhados daquela cerveja bem gelada.
O passeio pode ser feito através de agencias de turismo, espalhadas por Aracaju que sai com grupos de no mínimo 6 pessoas.




PASSEIO PELOS CAMPOS DE CIMA DA SERRA.

Eu saí neste dia, com a musica do Gilberto Gil, dentro da minha cabeça: "Vamos fugir, deste lugar Baby!.. A previsão marcava forte instabilidade, chuva, ciclone extratropical, mas mesmo assim, eu, Alba e Rolelita,  decidimos ir em frente nesta aventura e não nos arrependemos!


Foi neste inicio do mês de Fevereiro que eu e mais duas amigas, Alba e Roselita, decidimos fechar nossos últimos dias de férias, com um passeio cheio de aventuras e de belezas naturais, numa das regiões mais bonitas do Rio Grande do Sul, os Campos de cima da Serra e dar uma escapadinha até São Joaquim na serra catarinense, considerada a cidade mais fria do Brasil, que não conhecíamos. Nada foi planejado pois o roteiro foi brotando a medida em que chegávamos num lugar, ou ainda dentro do carro quando fomos abrindo nossas expectativas e as ideias foram surgindo.



Nosso objetivo não era a busca de pontos turísticos das cidades, mas andar livres por estradas que nos levassem para algum lugar.., para observar a natureza, a simplicidade  dos lugares e das pessoas por onde passávamos. Buscávamos talvez, essas coisas que estão se tornando tão raras nas cidades grandes e que nos deixa tão surpresos quando encontramos nas pequenas cidades e vilarejos do interior.



Saímos de Porto Alegre numa Quinta- Feira ensolarada (do dia 05/02/2015) pela manhã e retornamos no Sábado à tarde também com muito sol, mesmo com o serviço de meteorologia informando na Internet, um possível ciclone extra tropical formando-se na costa sul do país. Ufa, será que estávamos com má sorte e essa coisa nos atingiria?.. Acreditávamos que não, então jogamos-nos a própria sorte e em muitas aventuras surpreendentes, cujo o ganho foi a satisfação e a alegria pessoal!



Foram mais de 16 horas de ida e de volta, apreciando pequenos povoados, vilas de nomes estranhos, vales, roças, vilarejos escondidas entre colinas, plantações de maçãs, perfazendo uma distancia total de 1.176 quilômetros, cuja as cidades visitadas foram:


São Francisco de  Paula, onde paramos para almoçar no Restaurante Sabor da Serra. Cambará do Sul, onde visitamos o cânion Fortaleza, o centro da cidade e para aliviar o cansaço, dormimos na Pousada Pôr do Sol com boa infra- estrutura e um excelente cafe da manhã.




No dia seguinte nosso destino foi Jaquirana, cuja a estrada de chão pedregosa, parecia que estávamos num rali, mas  o desgaste foi compensado por todo o cenário feito de planaltos, campos verdes, açudes e o gado pastando na beira da estrada. 
No centro de Jaquirana, depois de admirar e fotografar a praça central e sua igreja de madeira, paramos para o almoço, um bufê simples, único aberto, com rodizio de churrasco por R$ 16,00.



Após um pequeno intervalo, seguimos para Bom Jesus, onde visitamos o centro da cidade e sua igreja matriz em estilo gótico.
Nosso próximo destino foi São Joaquim, a cidade mais fria do Brasil, em Santa Catarina, onde percorremos uma estrada secundaria de chão, que diminuiu mais de 100 km o trajeto, mas aumentou nosso cansaço, pelas condições difíceis da estrada.



Na cidade visitamos o centro da cidade e sua igreja matriz toda construída de pedra basalto, retirada da região e as esculturas dos profetas bíblicos e de Adão e Eva, na parte externa da Igreja.


Paramos para pernoitar na Pousada São Joaquim administrada por dona Belmira, uma simpática senhora de 84 anos, que adaptou sua casa, para receber pessoas que visitam a cidade, desde que uma nevasca, a muitos anos atrás, deixou visitantes desabrigados na cidade. A casa simples e sem calefação, obrigou-nos a dormir com edredons reforçados "o sonho dos justos".


Pela manhã, depois do farto café e fotos de recordações, seguimos viagem por outra estrada de chão, até São Jose dos Ausentes, onde no caminho, um súbito desejo na minha amiga Alba, de comer uma comida caseira, feita num típico fogão à lenha, contagiou a todos nós dentro do carro. Galinha à caipira com molho, sobre um arroz branco, dizia ela, dando água na boca em todos nós.


Pois foi num povoado, chamado Silveira, a mais ou menos uns 20 quilômetros da área central de São Jose dos Ausentes, que encontramos o Restaurante Sabor da Serra, com a tipica comida caseira, tanto sonhada por Alba e que se espalhou por nós durante o percurso da viagem, fazendo-nos acreditar que a força de um desejo, opera verdadeiros milagres na Terra.



A dona do restaurante, bonachona e muito simpática, em poucos minutos alterou o cardápio e nos serviu a típica comida sonhada, arroz branco, frango com molho, bifes empanados, feijão e saladas de vagem e rúcula, tudo fresquinho e feito na magia de um fogão à lenha. Nunca pensei que iria comer tanto neste dia por apenas R$ 20,00  e ainda com direito a sobremesas.


Depois caminhamos pelo centro da cidade de São José dos Ausentes, para fazer batermos algumas fotos, enquanto fazíamos a digestão. O retorno para casa, em Porto Alegre, se fez tranquilo durante o entardecer, com aquele típico cansaço de viagem, mas com a alma feliz, pelo o que aprendemos e trocamos no caminho.
Até o próximo passeio!




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