segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

PRA NÃO ENTREGAR O JOGO.

Filho, hoje no nosso encontro, durante o almoço, falamos tanto sobre as coisas da vida e dos sentimentos que nos machucam a nossa revelia, que tive a impressão de que eramos uma unica pessoa em corpos diferentes; Como um desses milagres feito pelo criador!..
Falamos sem constrangimentos e com aquela sinergia rara que acontece entre pais e filhos, que aprenderam a se conhecer e serem amigos, respeitando suas diferenças e dificuldades. Isto também me levou a pensar no quanto realmente somos parecidos e nos confiamos. Um presente da vida!
Fiquei feliz por nos termos juntos, neste pedaço de vida, que se constrói histórias a serem lembradas e também esquecidas no decorrer do tempo, nos porões da memória.
Mas sabe, num certo momento, como é da minha natureza, comecei a pensar em outras coisas, pensamentos não lineares me fizeram voar pra longe e dar rasantes, mesmo estando perto de ti e sentindo a tua respiração perto da minha.
Nossa, se me perguntasse no que eu estava pensando, não saberia responder, não teria o que te dizer e ficaria com aquele olhar que atravessa muros e paredes, para esconder a felicidade que sentia naquele momento. Por outro lado, me bateu uma tremenda angustia, uma estranha saudade, uma repentina sensação de despedida, já sentida outras vezes na tua presença e perfeitamente disfarçada, pra não entregar o jogo.
Ps: Algo me diz que venho brigando com o tempo, que tenho me sensibilizando demais e sentindo muitas saudades de coisas que ainda não acabaram. Te amo!

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