sexta-feira, 26 de agosto de 2016

NÃO LIGO. DESLIGO.


Alguns frases, textos, poesias que leio, musicas que ouço, me revelam fantasias de Marte, outras me dão necessárias respostas sobre a minha frágil natureza de homem e me faz parar a nave no ar, questionar e colocar meus pés descalços sobre a terra firme. Outras diferentemente, chegam até mim em forma de códigos emocionais, que são identificados por sentimentos tão profundos, que a luz não chega, que a própria razão desconhece e não encontra lógica, não decifra, não revela. Vem embrulhada em papel fino e da cor da pele, camufladas.  Mas eu finjo que não percebo, não ligo, me desligo pra continuar voando. 

De manhã cedo ela saí. Leva a chave, me deixa trancado o dia inteiro
Não ligo, deito sobre os trilhos... Vejo o trem passar.
Entre brinquedos, cigarros. O Tesouro da Juventude, não sei quantos volumes
E quando canto. Deixo a imaginação voar
Mas ontem à noite, a mão sobre meus cabelos. Ela disse: Meu bem não tenha medo
No verão que vem. Nós vamos à praia
         
                                                        Gilberto Gil

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