sexta-feira, 19 de agosto de 2016

LADRÕES DE ALMA.


Então eu o abracei pelas costas, enquanto sentia o seu cheiro e o calor da sua nuca na minha boca, que queria morder com calma a fragilidade da sua pele quente.
Era uma noite fria e por mais que suas coxas se movimentassem entre as minhas, ele não podia e nem queria se escapar de mim, que procurava um jeito de roubar-lhe a alma por inteiro...
É nestas horas que encontramos algum conforto, nós soldados de Roma, que só pensamos na estratégia de possuir uma ao outro, até o final.

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