quarta-feira, 27 de maio de 2015

BELEZA E ALMA.


Existem coisas que a gente gosta só de passar o olho em cima. Não precisa ou não encontramos explicações, que defina os nossos sentimentos diante de sua beleza, por que não são apenas bonitas, contem alma que mexe com coisas misticas do nosso interior e que não  sabermos como lidar. Assim foi as esculturas de bustos do artista plastico americano Woodrow Nash, que retrata a ancestralidade do povo africano.  Quando as vi, fiquei boquiaberto, apaixonado, querendo todas pra mim!


CONHECENDO UM POUCO MAIS DE SÃO CHICO.


No Sábado passado, eu e duas amigas, fizemos um passeio até a Serra gaucha, entre as cidades de São Francisco de Paula, onde paramos para almoçarmos e depois seguimos para Gramado e Canela, com o objetivo de levar um grupo de quatro amigos sergipanos que estavam curiosos para conhecer Gramado, famosa não só por sua beleza que lembra uma cidade tipicamente suíça, mas também por carregar nas costa a fama de juntar muita gente famosa e por acontecer anualmente o festival de cinema.
Visivelmente o passeio mais bonito que fizeram nestes dez dias em que ficaram aqui no sul, mas também o mais caro, já que a cidade investe intensamente no turismo, aplicando preços bem acima dos utilizados nas cidade vizinhas e menos famosas.


Gramado não é mais a cidade que conheci há trinta anos atrás, nem poderia, pois cresceu, expandiu visivelmente sua malha urbana e viária, com o intenso movimento de veículos e poucos lugares para se estacionar, dificultando o acesso a outros pontos turísticos mais afastados do centro da cidade. É nos finais de semana e de inverno e com promessas de neve, que a cidade se torna mais bonita, porém intrafegável, causado pelo intenso fluxo de turistas que chegam de vários cantos do mundo e do pais, para visitar e se hospedarem na cidade.


Para as pessoas como eu, que não gosta destas muvucas urbanas, é interessante se hospedar em Canela, localizada a ( 8,8 km)-15 min. de Gramado pela Av. Das Hortênsias.
Menos badalada e movimentada do que Gramado e com preços hoteleiros mais em conta, Canela é uma opção a mais para quem tem menos no bolso. 
E se a procura é por um ambiente ainda mais tranquilo, São Francisco de Paula, ha (44,4 km)-47 min. de Gramado pela RS-235, é o ideal para um verdadeiro descanso reparador, disponibilizando acesso rápido as outras duas cidades.


POUSADAS:
São Chico oferece sofisticadas pousadas como: A Pousada do Engenho, além de outras mais acessíveis como: A Pousada Parque Das Cachoeiras e o Parque Das Cascatas.
No centro da cidade há opções de restaurantes econômicos como: A casa da Dinda (rodizio de galetos), o Restaurante Pasta Nostra (especializados em massas) e o Sabor da Serra (bufê livre com grelhados) na Av. Julio de Castilhos. Para quem aprecia carne, vários restaurante e CTGs oferecem o tradicional churrasco na vala.
A região central, na Avenida Getúlio Vargas e Julio de Castilhos se concentram as compras, como artigos em couro, lã e outros utensílios tropeiros. Próximo do centro tem o parque das cachoeiras, a 4 km do centro. 
A 75 km está o parque das cascatas, em Lajeado Grande. Para chegar, pegue a RS 020 até Tainhas, dobrar à esquerda na RS 453, seguindo até o distrito de Lajeado Grande.


LAGO SÃO BERNARDO:
Ainda nas proximidades do centro da cidade, você pode fazer um relaxante passeio as margens do Lago São Bernardo, cartão postal da cidade, com uma extensão de 1.900 metros e 5 metros de profundidade. Visitação permanente e gratuita.


CASCATA DA RONDA:
Conjunto de 5 quedas d'água em uma extensão de 5 km e uma altura de 100 m. O acesso a este local é feito por uma trilha nas imediações da cidade, que atravessa a mata nativa. Visitação permanente e gratuita.

MONUMENTO AO CARRETEIRO:
Localizado na Avenida principal da cidade, em homenagem aos carreteiros que movimentaram a economia local.
MONUMENTOS A CUIA E O NEGRINHO DO PASTOREIO:
Situados ao longo da Avenida principal, destacam a hospitalidade do povo gaúcho além das lendas e folclores da região.



LIVRARIA MIRAGEM:
Localizada na Av. Julio de Castilhos 603, de propriedade de dona Luciana Olga Soares, uma professora de mais de 60 anos, que transformou um sonho em realidade, com recursos próprios. Na livraria você encontra momentos de paz e tranquilidade, alem da hospitalidade de dona Luciana e seus funcionários.
Até o próximo passeio!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

PONTOS MÁGICOS DA FOTOGRAFIA.


O ganho pessoal de se fotografar alguém, é a porta magica de cores e luminosidade que se abre, permitindo que o modelo fotografado se transforme numa imensa gama variável de personagens que vai do mais convencional ao mais primitivo, mostrando a extensão de que cada um pode alcançar. Não importa se num rei, numa pessoa comum, numa divindade, ou um animal selvagem.



quarta-feira, 20 de maio de 2015

OS DESEJOS ESTAPAFÚRDICOS NA GRAVIDEZ.


Discussão  de hoje entre  os amigos: Duda,  Gil e dona Mira, durante o jantar. Os estranhos desejos gastronômicos de comer coisas absurdas que acontecem durante a gestação. Entre tantos conhecidos como: Roer barra de sabão,  pedaço de telha de barro ou tijolo, porções de terra molhada e outras, nos parece tão estranho!.. Esses "desejos absurdos", são características de uma síndrome chamada picamalácia, que consiste no desejo de ingerir substâncias não alimentícias; Mas também ja presenciei gravidas querendo comer pasteis velhos, sanduíche de pão prensado e bem engordurado. Aqueles que de tão nojentos até provocam nauzea.
Estes desejos inexplicáveis, por que não sabemos o porquê acontecem, também atinge os futuros papais. Eu por exemplo, assaltei  a geladeira numa madrugada, há 23 anos atrás e me deliciei comendo  camarão cru e congelado. 
No outro dia quando  minha esposa foi para o trabalho  e contou minha nojenta façanha para alguns colegas,  bingo!  Uma delas  disse - Você está  grávida  minha querida!.. E para nossa surpresa, realmente estava.

VAMOS DAR UM TEMPO, PRECISO ME REENCONTRAR.

Domingo à tarde, eu estava com uma amiga passeando pelo Brique da Redenção, quando encontramos outros amigos sentados a sombra das arvores.
Uma delas me disse em algum momento, quando perguntei por seu marido, que não estava mais morando com ele, mas também não haviam se separado. Ele permanecia no apartamento onde moravam, enquanto ela alugou um quarto com banheiro, na casa de um familiar para ter alguns momentos de solidão necessária.
Logo que se ouve a palavra solidão, vem na nossa cabeça algo negativo, que semeia dor e sofrimento, mas a o se refletir melhor, surge noutros momentos, algo não tão pesado assim e que eu acho que ela deve estar vivendo. Trata-se no meu entendimento, de uma fragmentação de trocas interpessoais e sentimentos que vão se desgastando e precisam ser renovados. Por vezes a vida nos cobra assumir tantos papeis heroicos ao mesmo tempo, que nos perdemos de nós mesmo, de quem realmente somos. Perdemos a orientação daquilo que dizem ser de nossa responsabilidade, fazendo-nos transpor espaços que não nos pertence, pois cada um é responsável por sua vida. Esquecemos de olhar pra dentro de nós mesmos e de nos perguntarmos se é isto que queremos, se estamos satisfeitos com o que vemos a nossa volta.

Ser mãe, esposa, mulher, trabalhadora, às vezes não cabe na mesma estante das pessoas que nos relacionamos provocando quem sabe aquela desagradável sensação de incompetência e desleixo.
Algumas pessoas defendem a opinião de que somos a mistura de todos esses papeis e temos a responsabilidade de assumi-los com sorriso nos lábios e isto é discutível. 
Será que somos mesmos? Será que conseguimos dar conta de administrar tantas relações a nossa volta sem dar um tempo para nos renovarmos? Onde está escrito que para se "dar um tempo" é necessário fazer uma viagem ao redor do mundo e não subalugar um pequeno quarto com banheiro para uma reflexão? Acho elogiável pessoas que tem este entendimento de si mesmas, que conhece seus limites e tem a coragem de se dar o tempo que necessita, sem medo de ser taxada de covarde e outras mal interpretações.
Enquanto conversávamos sobre isto, veio na minha cabeça esta linda canção de Cartola chamada Preciso Me Encontrar.
"Deixe-me ir, preciso andar, vou por aí a procurar. Rir pra não chorar.
 Quero assistir ao sol nascer, ver as águas dos rios correr, ouvir os pássaros cantar
 Eu quero nascer, quero viver..."

terça-feira, 19 de maio de 2015

DESAFINADO.

A canção é uma resposta à crítica da época, que considerava a bossa nova "música para cantores desafinados". A canção e uma critica, um tapa de luvas na critica que determinava o que deveria ser cultura no pais. A canção foi posteriormente gravada por diversos artistas, incluindo Tom Jobim, Herb Alpert, Ella Fitzgerald e Stan Getz, que em 1963 ganhou o Grammy de Melhor Performance de Jazz por um Solista ou Grupo Pequeno pela canção.

Quando eu vou cantar, você não deixa
E sempre vêm a mesma queixa
Diz que eu desafino, que eu não sei cantar
Você é tão bonita
Mas tanta beleza também pode se acabar

Se você disser que eu desafino, amor
Saiba que isto em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm o ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu

Se você insiste em classificar
Meu comportamento de anti-musical
Eu mesmo mentindo devo argumentar
Que isto é Bossa Nova, isto é muito natural

O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Rolley-Flex
Revelou-se a sua enorme ingratidão

Só não poderá falar assim do meu amor
Este é o maior que você pode encontrar
Você com a sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados também bate um coração

segunda-feira, 18 de maio de 2015

QUEM FOI DINDI DE TOM JOBIM.


Entre os meus prazeres, gosto de ouvir musica e por uma satisfação maior, entende-la e para entende-la, é necessário pelo menos compreender sua letra, conhecer a sua historia que nem sempre corresponde a o que ouvimos e interpretamos, já que algumas canções possuem uma dubieza de sentidos, criando algumas pluralidades naquilo que quer dizer. Vou me explicar:
Há exemplo disto, é a musica "Dindi" de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, composta na década de 1950, que muita gente dizia ser dedicada a cantora Sylvia Telles que tinha o apelido de Dindi e foi casada com Aloysio,  parceiro de Tom na própria musica. Ouvindo a musica realmente dá a impressão de se tratar de uma declaração de amor a uma mulher...
A canção que fez grande sucesso na voz da propria Sylvia Telles em 1957 e registrado pela gravadora Odeon, continuou a fazer sucesso nas vozes de Maysa, Alaíde Costa, João Gilberto, Elizeth Cardoso, Gal Costa, Astrud Gilberto, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e muitos outros.
Mas quanto a suposta homenagem do maestro e compositor Tom Jobim a cantora Sylvia Telles, ha uma controvérsia, na qual a composição "Dindi", seria um lugar, uma fazenda de nome Dirindi nos limites da casa de campo da família Jobim, em São Jose do Vale do Rio Preto, num lugar chamado Poço Fundo, as margens do Rio Preto, que seria uma especie de paraíso ecológico, onde o compositor encontrava inspirações para algumas de suas composições mas conhecidas e famosas como Águas De Março.
No livro que Helena Jobim escreveu, chamado "Antonio Carlos Jobim, um ser iluminado." Ela diz o seguinte: Ele via o rio passar, roncando nas pedras, as águas espumaradas. Aquele ruido o apaziguava. Na outra margem, começava o pasto que ia dar no morro do Dirindi.
Dirindi não era como muitos pensavam, um nome de mulher. Mas sim toda aquela vasta natureza e seus segredos...

terça-feira, 12 de maio de 2015

NA MESMA LINHA TÊNUE DO MUNDO.


Nós, que já ultrapassamos o quinquagésimo ano de vida, ficamos com o passar do tempo mais calmos, mais apropriados e seletivos, menos rebeldes e explosivos, porém ainda insatisfeitos e por favor, não confundam, pois continuamos os mesmos loucos, sonhadores e românticos. Não perdemos a aflição que persegue a todos nestes tempos de mudanças e que nos restringe algumas liberdades e sonhos pessoais. 
Depois que assoprei a velinha, ontem a noite, e todos foram embora para suas casas, aproveitei para assistir alguns videos, (antigas entrevistas de Cazuza, Elis Regina, Renato Russo, Clarice Lispector), ouvir algumas  musicas e poesias que me foram importantes e ainda são e que me ajudaram a desenvolver o que sou hoje e me joguei em reflexões.
Percebi que muitas coisas mudaram nesta trajetória de tempo, mas outras, permaneceram inalteradas principalmente no que se refere a alma das pessoas, que buscam igualmente uma resposta para as suas dores e inquietudes. Cazuza, Elis, Renato, Clarisse, tiveram as suas inquietudes, como temos as nossas e então fizeram disto, a sua arte e importância.
Por conta disto, fiquei pensando nas diferenças e igualdades que permeiam entre nós, enquanto seres humanos, diante de suas verdades e em busca da felicidade e de um sentido para a vida. Viver é difícil e ter respostas, ainda muito mais...
Não importa o grau de importância que tenhamos no mundo, nossas dores e erros gerados por incertezas e desprazeres, seguem na mesma linha tênue da vida como uma complexa equação de igualdades.
Por isto, volto a abrir meus leques pessoais na expectativa de dias melhores e na esperança de me tornar um ser humano pelo menos melhor, com maiores chances de ouvir, ser ouvido e compreendido, sem medo de amarras e que o tempo não seja tão escasso pra isso. Alias, até pensei em trocar aquelas horas de bobeira, por aulas de francês, o que pode ser um inicio.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

MÃE


Ontem foi o teu dia, e eu nada postei  aqui  no blog.  Fiquei  perdido, sem palavras,  preocupado em não  conseguir  dimensionar num pequeno  texto, todo sentimento que tenho por ti.  Enfim,  nada escrevi,  mas aprendi  contigo é mais tarde com a vida, que os sentimentos  verdadeiros são atemporais, indescritíveis, inexplicáveis e portanto  não necessitam de inflamadas explosões de homenagens. Os verdadeiros  ficam guardados dentro  da gente para serem ditos num momento qualquer que se ilumina ,  sem dia previamente marcado, através  de um olhar,  de uma palavra, de um gesto que se revela e diz tudo..

domingo, 10 de maio de 2015

FIM DOS TEMPOS.


Quanto as declarações de Bibi Ferreira ao Jornal "O Globo" e a do cartunista e escritor Ziraldo ao Jornal "Hoje Em Dia" - de Poços de Caldas, sobre a atuação de Fernanda Montenegro, na novela Babilônia, pode parecer surpreendente pelo que eles representam na cultura do pais. Ela, a grande dama do teatro, ele, cartunista e escritor reconhecido, mas mostra principalmente nas suas opiniões, a posição das pessoas em geral e no quanto elas estão despreparadas para as mudanças sociais que vem ocorrendo rapidamente no mundo, mesmo se tratando de Ziraldo e Bibi (simples mortais que nasceram, cresceram e possivelmente presenciaram as perseguições e dificuldades no pluralismo sexual, o que talvez justifique este travamento moral).
Esta sociedade em que vivemos, certamente será arcaica e eu acredito que Fernanda um dia será lembrada e aplaudida por sua coragem e atitude visionaria.
A maravilhosa musica Fim Dos Tempos, do genial compositor Guinga, traduz em verso e prosa a quanto anda a alma das pessoas, que andam juntas, mas cujos os rastros largam lastros e soltam lados pelos caminhos. Afinal andamos aflitos. De um lado os doidos, dos outros malditos.
Fim dos Tempos 
Ginga e Paulo Cesar Pinheiro

Nós somos muitos
Todos sozinhos
Andamos juntos pelos caminhos.
Formamos todos a legião.
E os nossos rastros
Largam lastros
Soltam lados

Nós somos todos
Todos aflitos
De um lado os doidos
Do outros malditos
Com o fim dos tempos no coração.
E pelos becos, pelas ruas, pelo mundo
Andamos sós.

Pelas marés
Pelos sertões
Pelas cidades povoadas dessa terra
Andamos sós

Pelas galés
Pelas nações
Pelos demais campos de guerra
Para onde andamos.

Pelos quartéis
Pelas missões
E pelos quatro cataventos todo canto
Andamos sós

E os menestréis
Pelas canções
Já profetizam como os santos
Para onde andamos

Pelas marés
Pelos sertões
Pelas cidades povoadas dessa terra
Andamos sós.

sábado, 9 de maio de 2015

PRA QUEM PEDIR AJUDA?


O espancamento feito por policiais de Manaus, contra dois jovens ( 22 e 18 anos ) e uma adolescente de 14 anos, na madrugada do dia 07, flagrados  por uma câmera de vigilância e denunciado pelo Jornal Nacional de hoje, faz a sociedade se perguntar o que esperar da policia que foi criada para proteger. Pra onde o mundo está sendo conduzido, se não existe mais em quem confiar ou recorrer...
O comando-geral da PM informou que há um pedido de prisão preventiva para os policiais envolvidos no caso e um inquérito foi instaurado para apurar excesso na conduta. O prazo para a conclusão é de até 40 dias.
De tudo isto o que sobra são adolescentes e famílias traumatizadas e com medo, oa mesmo tempo que sociedade se pergunta:  -E se acontecesse com a gente?

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O PROJETO ADIPOSITIVITY.


Cansada de fotografias onde corpos longilíneos e magros dominam os padrões de beleza atuais, a fotógrafa norte-americana, Substantia Jones, decidiu retratar corpos obesos desde 2007, criando o "PROJETO ADIPOSITIVITY" com o objetivo de promover a aceitação da variabilidade corporal e uma reflexão acerca do que ela chama de indústria do emagrecimento. 


Substantia acredita que, vendo cada vez mais esses diferentes corpos, as pessoas possam modificar seu conceito de beleza. O preconceito contra as pessoas fora de padrão e a dificuldade de aceitação do próprio corpo estão fortemente relacionados à falta de exposição nos meios de comunicação. 


Aumentar a visibilidade das variadas formas corporais não significa fazer apologia a o sobrepeso e a obesidade, que comprovadamente trazem prejuízos à saúde, mas resgatar a autoaceitação e sobretudo o respeito pelas as diferenças.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

RINCÃO DO INFERNO.


Um amigo, sabedor de que eu aprecio lugares incomuns e cujas as temáticas são diferentes das turísticas habituais, esteve visitando um lugar raro, relativamente distante e pouco conhecido pela maioria das pessoas que curtem turismo.
Ele então me enviou um recado, com algumas fotos deste lugar que se chama Rincão do Inferno, localizado na região das Palmas, entre Bagé e Caçapava do Sul. O lugar é geograficamente privilegiado por suas formações rochosas, cavernas, rio e famílias muito simples, que constitui os últimos remanescentes das comunidades quilombolas aqui no sul do país.
No passado este lugar era tão hostil para se viver que recebeu este nome apavorante. Desprezado pelos fazendeiros por ser inóspito até para a criação do gado,  com uma vegetação de cactus e unhas-de-gato, estradas ingrimes e esburaquentas e de pedras soltas, dificultando o seu acesso.
O lugarejo estava desvinculado de qualquer vestígio de civilização. Um lugar encravado entre planaltos e rochas gigantescas, onde apenas os resistentes e acostumados à viver na solidão resistiram.

domingo, 3 de maio de 2015

PENSAMENTOS SOLTOS.

Acordei com a cabeça cheia de idéias soltas, que não se encaixam neste meu presente sinuoso, ideias fictícias para colocar no papel, ou então simplesmente deixar pra lá, no esquecimento, enquanto cai esta chuva fininha que vejo pela janela e renova o que não tenho plena consciência do que poderá mudar neste futuro incerto e invisível.
Sopram ventos, mas sinto que ainda não estou pronto, faltam alguns preenchimentos neste pseudo projeto de criação de ideias que parece surgir singular a todos os outros e se transforma em qualquer coisa nova, mas ainda sem formato e dimensão... Falta eu sair pra rua e fazer algumas coisas que considero relevante e depois retornar assoviando qualquer musica guardada nas gavetas do afeto. Preciso daquele momento de esvaziamento e depois retomar-me mais leve, mais direcionável, até voar sobre o que ainda é tão vago.

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