sábado, 14 de março de 2015

INTERVENÇÃO MILITAR, JÁ.


Por vezes fica difícil a adaptação compulsória com alguns colegas de trabalho, que expõe suas ideias de forma sumaria e equivocada, sobre a atual situação politica do país, mas a cada dia que passa, percebo que se aprende com as diferenças, através de discussões civilizadas em busca do senso comum. A adaptação se faz necessária e se dá pela persistência, pela crença num crescimento mutuo e respeitoso das divergências ideológicas.
Mas penso também, que é inaceitável a ideia, de que uma intervenção militar seria o melhor caminho para restabelecer uma democracia digna neste país. Quem acredita nesta ideia, sofre de amnésia ou desconhece completamente o que é viver debaixo de uma ditadura, impedido de exercer seus direitos de cidadania e sem liberdade de expressão. Ignora que famílias inteiras foram humilhadas, destruídas, que pessoas foram torturadas até a morte e jogadas em valas comuns em nome da segurança nacional. Esqueceu que o que houve por aqui foi uma luta covarde e armada de desiguais, onde foram suprimidos a dignidade e os direitos humanos. Será que já esqueceram desta terrível imagem de Vladimir Herzog, torturado e morto nas instalações do DOI-CODI?


Quando navego pelas redes sociais e leio que alguns internautas estão aclamando ou defendendo o regime militar, percebo o quanto anda equivocada e desesperada a nossa sociedade, por uma reforma politica necessária que redesenhe a democracia de forma competente e verdadeira.  Mas a retomada de militares ao poder é um retrocesso politico desnecessário por conta de uma repressão e crimes que jamais serão justificados e esquecidos.


Essas pessoas que hoje tem a liberdade de reclamarem nas redes sociais de uma politica incompetente, corrupta e articulosa, esqueceram que estão praticando o seu direito de liberdade de expressão, de cidadania, que antes não tinham e que expor sem medo as suas insatisfações com a atual governança é uma legitimidade democrática conquistada; Que no passado, pessoas também insatisfeitas, saíram as ruas, ousaram reclamar seus direitos e foram torturadas, mortas, exiladas e taxados de comunistas.
Eu fico estarrecido, quando entro numa pagina como esta aqui, que defende as ações da ditadura militar, como uma forma de defesa a família e a democracia. Que diz que liberdade demais é perigoso e ainda ameniza os crimes feitos pela ditadura brasileira, chamando-a de Dita branca por se tratar de uma contra revolução ao domínio comunista e que exterminou menos gente se comparada com a de Pinochet no Chile, e Hitler que dizimou a população judaica.

Um comentário:

  1. Intervenção militar não é ditadura militar. A população clama por socorro para que o Brasil não se transforme numa Venezuela e posteriormente numa Cuba. O sistema socialista está em fase de implantação e este é o sistema de governo que mais matou cidadãos no mundo. Há sim o que temer.

    http://www.therealcuba.com/RaulGettingReady.jpg

    Che Guevara, Raúl Castro e Fidel Castro amarrando um homem para ser fuzilado. Faziam parte do partido Comunista, que se refere a uma sociedade sem classes, sem Estado e 'livre de opressão'.

    Porque a esquerda maltrata tanto os povos?

    https://www.youtube.com/watch?v=Ar1eslJ18GQ

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