sexta-feira, 13 de março de 2015

QUEM FOI MATINTA PEREIRA?


Eu ando chato e por esta razão tenho bebido vinho todas as noites e achado as pessoas a minha volta também muito chatas e com os mesmos discursos chatos de sempre. Acho que como eu, essas pessoas não aguentam mais viver debaixo de tanta mentira e corrupção. No meu caso algumas taças de vinho servem para dar aquela equilibrada no velho carburador de ideias e não me sentir tão fracassado diante de lutas que trouxeram mudanças, mas que a gente ainda quer mais, precisa de mais, muito, muito mais.
É o rombo na Petrobras, é o impeachment de Dilma, a aclamação de algumas pessoas desesperadas para que retorne o militarismo e a ditadura neste país e fica aquela sensação de que perdemos ou fomos enganados.
Fiquei ouvindo esta musica brasileiríssima, até o amanhecer e pensando no quanto ela cabe na diversidade dos meus sentimentos. 
"É pau, é pedra, é o fim do caminho, é um resto de toco, é um pouco sozinho, é um caco de vidro, é a vida, é o sol, é a noite, é a morte, é um laço, é o anzol. 
É peroba do campo, é o nó da madeira, caingá, candeia, é o Matinta Pereira..."
Eu sou antigo e somente as coisas antigas parecem me tocar quando tocam. Afinal já chegaram as águas de março por aqui e eu tenho a curiosidade de saber quem foi Matinta Pereira!..
Conta a lenda, que à noite, um assobio agudo perturba o sono das pessoas e assusta as crianças, ocasião em que o dono da casa deve prometer tabaco ou fumo. Ao ouvir durante a noite, nas imediações da casa, um estridente assobio, o morador diz: - Matinta, pode passar amanhã aqui para pegar seu tabaco. No dia seguinte uma velha aparece na residência onde a promessa foi feita, a fim de apanhar o fumo. A velha é uma pessoa do lugar que carregaria a maldição de 'virar' Matinta Pereira, ou seja, à noite transformar-se neste ser indescritível que assombra as pessoas. 
A Matinta Pereira pode ser de dois tipos: com asa e sem asa. A que tem asa pode transformar-se em pássaro e voar nas cercanias do lugar onde mora. A que não tem, anda sempre com um pássaro, considerado agourento, e identificado como sendo 'rasga-mortalha'. 
Dizem que a Matinta, quando está para morrer, pergunta:' Quem quer? Quem quer?' Se alguém responder 'eu quero', pensando em se tratar de alguma herança de dinheiro ou jóias, recebe na verdade a sina de 'virar' Matinta Pereira.

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