sábado, 27 de dezembro de 2014

UM NOVO TEMPO...


Me pergunto: Será que existe alguma surpresa quanto a nova relação estabelecida e recém divulgada, entre os EUA e Cuba e que alguém acredita que o difusor desta nova relação de pacificação entre os dois países se deu por que Cuba libertou o prisioneiro americano Alan Gross detido há mais de 20 anos e que os EUA, em troca dessa gentileza, soltou os três cubanos condenados por espionagem em 2001?
Ora, desde a substituição de Fidel Castro, por seu irmão Raul Castro no poder, percebe-se uma sutil flexibilidade do governo cubano em melhorar as relações com os outros países e até a sua politica para receber apoio de fora, é percebida nos esforços em turismo, visível nas restaurações de ruas, praças, prédios e bodegas considerados patrimônio da humanidade pela UNESCO, que antes estavam esquecidos e destruídos pela falta de recursos do pais.


Os turistas europeus que desfrutam desses ambientes, pagam suas comandas em euros, aumentando a economia do pais e ainda é insuficiente. A Cuba que conheci em fevereiro de 2012 com ambientes sofisticados, com mesas ao ar livre e decoradas com velas coloridas, flores, musica, provocando um clima romântico e nostálgico, passou-me a sensação de que estávamos numa Cuba requintada, com ares europeus e que nada tinha haver com o que li em livros do passado a não ser a repressão e falta de liberdade do seu povo, com inúmeras restrições arcaicas, estabelecidas pelo governo. Percebe-se nos cubanos um patriotismo forçado, cada vez mais difícil de convencer, o olhar muitas vezes não consegue dar veracidade as palavras que são ditas.
Quando tomei um táxi em Trinidad, o condutor logo começou a perguntar se eu estava hospedado em algum lugar nas redondezas, o que eu lhe respondi que não, estava apenas conhecendo a cidade e que depois de alguns dias em Varadero, iria para Havana. Então perguntei-lhe se conhecia Havana e ele com expressão de timidez, me disse que não, pois não era permitido sair de onde estava sem a devida permissão do estado.


Uma das grandes surpresas que tivemos no hotel onde nos hospedamos, no centro de Havana, é que havia Coca-cola para o turista comprar, a mesma coca cola que não entrava no pais a muitos anos, por representar o capitalismo selvagem americano. O preço era quase de ouro liquido, mas havia para o turista consumir. Até que me provem do contrario,  politica é um jogo de cartas marcadas que favorece somente os interesses das minorias.


Na minha opinião, o embargo americano contra Cuba, iniciado em 1962, mais ajudou Fidel Castro do que o atrapalhou, ao proporcionar-lhe um bode expiatório para se isentar de todos os crônicos problemas existentes na ilha. Quanto ao presidente Obama já tendo em vista seu final de mandato, o restabelecimento de uma nova relação politica e econômica com Cuba, seria um tapa de luvas na cara de seus opositores (republicanos) e um salvo conduto para que o seu legado não seja esquecido e entre para a historia americana. Alguém duvida disto?

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