sábado, 25 de outubro de 2014

TRINCHEIRAS.

Depois de muitas mensagens e ligações clandestinas no telefone celular, ele pensou se queria ou não arriscar-se naquela aventura-trincheira, que lhe parecia mais perigosa do que estar entre fogos cruzados. Era sempre assim, pensou consigo. Gostava dessas aventuras desconhecidas, que lhe arrepiavam os pelos dos braços e avolumava-lhe a calça.
O outro chegou com os olhos vermelhos e enfiou dentro dele, o que pensava ter de melhor, mas o que realmente o agradava, era aquele cheiro atraente de graxa e poeira de pneus.
Algo nele se descontrolava e então perdia o juízo, como um adolescente que solta pipa entre os fios de alta tensão ou que arrisca mutilar-se, para calcular a intensidade da dor. Esta foi a unica vez que se deram.

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