sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O BILHETE.

"O olhar, a expressão diz tudo mesmo faltando as palavras. O mecanismo complexo dos traços faciais sempre denunciam nas primeiras instancias o desejo dos algozes e dos apaixonados. 
Os olhos não são as únicas janelas da alma, como todos dizem, mas o corpo inteiro. O que preciso, é saber qual das tuas janelas está aberta para eu desvendar os teus segredos. Existe mistério em toda a tua casa, onde escondes tua alma."                               

Bom este texto aí em cima, não é meu, embora o autor tenha assinado coincidentemente com as iniciais do meu nome e sobrenome. Acho também que não é autoria de Clarice Lispector... Rssss!
Eu o encontrei preso ao tronco de uma arvore, na praça em frente da minha casa, quando retornava hoje pela manhã, do supermercado e me causou surpresa como quem encontra uma poesia dentro de uma garrafa trazida pela correnteza de um rio.
Encontrar um bilhete desses, escrito num guardanapo de papel, me pareceu incomum numa via publica, numa praça, numa cidade, onde tantas pessoas passam, o vento pode carregar, extraviar,.. enfim, me despertou curiosidade.
Primeiro quem a teria escrito? Por que razão? Pra quem? As vezes não importa o destino, mas o conteúdo. De qualquer forma, achei de muita sensibilidade este bilhete, que evidentemente deixei no lugar e que talvez o destinatário nunca o encontre.

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