domingo, 13 de julho de 2014

QUANDO PARIS SE TORNOU VERDADEIRAMENTE PARIS PRA MIM:

Sou daqueles neguinho que só tenho certeza de estar realmente num lugar que ouvi falar, mas que nunca estive antes, se eu encontrar alguma coisa que me dê referencias e que me faça identificar onde eu estou e que aquele é realmente o lugar certo que estou interessado em conhecer. 
Por exemplo: Quando fui a Paris, eu não me sentia em Paris, até eu ficar de frente com a Torre Eiffel e com o Arco do Triunfo, estes foram os dois objetos que me provaram que eu estava no lugar certo. Aquela cidade movimentada, com pessoas falando em francês nas ruas, era pra mim qualquer outra cidade, menos a Paris que eu construí na minha cabeça, a Paris que eu idealizei e joguei bastante expectativas em cima, antes  de realmente conhece-la. 
Alguns lugares eu consigo ter uma rápida identificação, mas outros, eu sinto bastante dificuldade, até a ficha cair de vez e eu acertar o meu radar de localização e buscar a emoção.
Descobrimos a Torre Eiffel depois de muito bater perna pelo centro de Paris e mesmo com um pequeno mapa da cidade em mãos, já estávamos desanimados e nos sentindo quase uns fracassados energúmenos dando voltas e mais voltas. De repente num entra por aqui e sai por ali e muita correria, mesmo sabendo que a torre não sairia do lugar, avistamos uma parte dela, entre alguns edifícios e arvores, nas proximidades da Rua Rapp, em direção a Champ de Mars, deixando-nos boquiabertos com o tamanho da estrutura de ferro.
Abrimos um largo sorriso, mesmo ainda meio que distantes do nosso destino e então pensei na minha intimidade com os meus neurônios ansiosos: Agora sim, estou em Paris!

O espaço onde ela está é bem amplo, para poder acomodar toda aquela estrutura gigantesca e os parisienses, fazem até piqueniques por ali em dias de Sol. Como era um dia de semana e final de tarde, já quase escurecendo, o que encontramos mesmo, foram muitos japas com suas maquinas de fotografar potentes, se batendo uns nos outros.
A torre que é considerada o simbolo maior da cidade é absolutamente bonita, tem três níveis para os visitantes e os ingressos podem ser adquiridos nas escadas ou elevadores do primeiro e do segundo nível de acordo com a curiosidade e disposição de cada visitante. O terceiro e mais alto nível, só é acessível por elevador, mas do primeiro andar já se pode ver a magnifica vista da Cidade Luz, incluindo o Sena, o Trocadero e bem ao fundo, La Defense.
A torre é também servida por dois restaurantes chiques e caros: 
O 58 Tour Eiffel, no primeiro andar e o Jules Verne, no segundo, que sinceramente pra nós estava fora de qualquer cogitação. Ouvimos falar que um jantar no Jules Verne por exemplo, pode chegar a fortuna de mais de 500 euros, pode? É neste momento que podemos sentir, o quanto somos praticamente uns mendigos perto de outras realidades. Mas a vida também me ensinou, que podemos sentir prazer comendo escargot, ou um pastel de carne moída, sem com isto deixar de viver e apreciar o que realmente importa nesta vida.
Eu e meu colega, só pra debochar e fazer piadas de nós mesmos, tomamos um expresso no primeiro nível da torre por 9 euros, uns (R$27,00) que já era caro para um simples café, cruzamos nossas pernas e levantamos um brinde na direção do Sena. Ficamos por ali um bom tempo, admirando tudo o que podíamos ver, até o anoitecer, quando a torre fica iluminada e ainda mais glamourosa, com toda Cidade Luz aos nossos pés.

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