quarta-feira, 4 de junho de 2014

OS CAFÉS E A CULTURA DA PRESSA EM NOVA IORQUE


Eu, como todo o brasileiro que adora beber café, sentir seu aroma e gosto na medida certa, me assustei com o tamanho dos copos servidos nas delicatessen e Coffee shops de Nova Iorque.
E o gosto então? Aquilo é qualquer coisa, menos café. Parece café solúvel com leite em pó solúvel em água fervente. É tão quente, mas tão quente, que nos primeiros goles é capaz de escaldar a boca e criar bolhas e olha que nem no frio das manhãs de outono meio inverno na cidade, é capaz de esfriar com eficiência, aquelas bombas quentes. Talvez o que mais se aproxima do cafe brasileiro é o Starbucks.


Havia um mercadinho próximo do albergue onde eu estava hospedado, cujos os donos eram corianos, que servia uma variedade de cafés, sanduíches, croassans, tortas salgadas, onde as pessoas entravam, talvez novaiorquinos, serviam seus cafés na maquina, pagavam e saiam na rua bebendo com pressa e sem restrições. Eu tinha algumas.
O local era do tipo: "Sirva-se, pague e caia fora", já que não havia nem bancos para sentar, ou um balcão para apoiar o cafe. Eu me sentia como um turista desagregado aquela cultura da pressa e com saudades de um verdadeiro cafe brasileiro, acompanhado de um pãozinho com manteiga e sem nenhuma pressa.


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