segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

FINAL DE SEMANA EM TRAMANDAÍ

Fazia algum tempo que eu não visitava Tramandaí, uma das poucas praias do eixo norte do Rio Grande do Sul, que sempre me causou surpresa por sua beleza, principalmente naquele recanto de encontro das águas do rio com o oceano.
Lembro-me de alguns anos atrás, ter ficado por ali próximo a o leito do rio aguardando o boto entrar no canal, enquanto os pescadores jogavam suas redes na esperança de muitos peixes. Era uma tarde fria de inverno e  muito vento.
Tramandaí cresceu muito nestes anos que se passaram, mas algumas coisas permanecem atemporais, suplantando o tempo nesta cerimonia de homens,  lançando suas  redes no rio.
Neste final de semana, fui convidado por Maria Santa, uma meia gaúcha de Osório, com alma de nordestina e nome sui generis, casada com Lair que amavelmente convidaram-me  para saborear uma deliciosa  tainha na brasa.


Maria Santa como eu já disse, tem  na alma  a audácia, coragem e alegria revelada em seus gestos  e no brilho diferente do olhar, que somente as mulheres nordestina possuem.
Durante a tarde de muito bate-papo, gargalhadas, muita cerveja gelada, as vezes chimarrão, caipirinha...
De noite, uma deliciosa caminhada na beira do rio, molhando os pés e vendo a cidade se acender  e multiplicar-se sobre o reflexo da água iluminada, parecendo velas, tochas...













No outro dia, um passeio de carro na inter praias para admirar as novas torres gigantes de energia eólica, construídas próximas aos montes de areia em  Oásis do Sul, que também guardo lembranças de outros tempos ainda não apagados...
Até o próximo passeio!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

4 HORAS DE CORRERIA CONHECENDO O CENTRO HISTÓRICO DE SALVADOR.



Minha visita a Salvador, ocorreu no ultimo dia 23 de fevereiro de 2011, quando retornávamos de M. de S.Paulo (eu, Cristina e Rosane), para pegarmos o voo para Porto Alegre, com horário marcado para as 17 h. 55 min.
Saímos de M. de S.Paulo as 9 h da manhã e chegamos em Salvador as 11 h. 30 min. O catamarã levou duas horas e meia para atracar na Baía de Todos os Santos. Pagamos para um funcionário do porto guardar nossa bagagem e seguimos em direção a Praça da Sé, no centro da cidade, onde nos informamos sobre o horário do ônibus que nos deixaria no aeroporto do outro lado da cidade. Ninguém sabia informar horários no terminal de ônibus, mas sabíamos que ele levaria em torno de uma hora e meia até o nosso destino. Desta forma, tínhamos quatro horas apertadas para ver tudo e pegarmos o avião sem atraso.







MERCADO MODELO:
A poucos metros de onde estávamos, (na marina de desembarque, do catamarã), ao atravessarmos a rua, estava o Mercado Modelo, um prédio neoclássico amarelo, cercado de pequenas bancas de artesanato, vendedores, tendinhas, trançadeiras e barracas com água de coco gelada à R$ 2,50 num calor insuportável.
O Mercado Modelo, que se encontra dentro de um prédio histórico, a antiga Casa da Alfândega, erguida em 1861, é um lugar que estimula nossos sentidos de percepção entre as mais variadas obras artesanais, cores e cheiros. Num espaço aberto um grupo dançava capoeira a o som do berimbau. O prédio possui mais de duzentas lojas espalhadas por pequenos corredores que se cruzam e lembram um labirinto cheio de suvenires dos mais diversos tipos e preços. Tudo muito colorido e deixando a gente quase tonto de tanto olhar para a diversidade de objetos, pinturas à óleo coloridas e temperos perfumados.


MONUMENTO DA CIDADE: 
A poucos metros dali, quase ao lado do prédio da Marinha, está o monumento criado por Mário Cravo, com 16 metros em fibra de vidro, com a intenção de mostrar a perfeita união do antigo com o novo, a cidade alta e a baixa numa perfeita união.

IGREJA NOSSA SENHORA DA PRAIA:
Construída em 1623 é a uma das igrejas mais antigas de Salvador. Sua construção em estilo gótico foi feita toda de pedra sabão trazida em pequenos pedaços numerados de Portugal. Sua localização fica próxima ao Elevador Lacerda e do Mercado Modelo sendo alvo de inúmeras visitas.


ELEVADOR LACERDA:
Sua construção começou em Outubro de 1896, com material trazido da Inglaterra, e foi concluída em 1873. Considerado um cartão postal da cidade. Seu estilo em arte decô, separa a cidade baixa da cidade alta onde se encontra o Pelourinho. Do elevador Lacerda se tem uma visão magnifica da Baía de Todos os Santos. É cobrado um valor simbólico de R$ 0,15 de ingresso para deslocar-se da parte alta ou baixa da cidade no elevador que não parece ter ventilação e cujo o calor em seu interior era insuportável.


ESCULTURA DA CRUZ CAÍDA
Escultura em aço inox de 12 metros, que remete ao protesto pelo desaparecimento da antiga Igreja da Sé do Brasil. A obra contemporânea, criação de Mário Cravo Jr, fica no Belvedere da Sé, um dos principais mirantes da cidade, ao lado do Memorial das Baianas, no Centro Histórico de Salvador.


PELOURINHO: 
Localizado a poucos metros, possui em seu centro histórico um dos maiores conjunto arquitetônico colonial barroco (português) preservado e integrante do Patrimônio histórico da UNESCO. Fundado por Tomé de Souza primeiro governador-geral do Brasil, que escolheu o lugar por sua posição estratégica - no alto, próximo ao porto e da região comercial e com uma barreira natural constituída por uma elevação abrupta do terreno, verdadeira muralha de até 90 metros de altura por 15 quilômetros de extensão - facilitando a defesa da cidade.
Pelourinho também significa colunas de pedra colocadas em lugar público onde eram torturados e expostos os criminosos.


Os presos eram amarrados às argolas e açoitados ou mutilados, de acordo com a gravidade do delito e os costumes da época. Atualmente o Pelourinho é um maiores centros culturais da Bahia, sendo visitado por turistas do mundo todo.



Visitamos também o Largo Berro D'Água, espaço cultural onde acontece diariamente todas as manifestações artísticas culturais da Salvador como shows de afro-ragee, afoxés, danças etc...Os afoxés são os representantes máximos da cultura afrodescendente nas festas carnavalescas da Bahia, constituindo um importante registro de luta para a preservação do patrimônio histórico cultural do povo negro. Suas principais características são as roupas, nas cores dos Orixás, as cantigas em língua Iorubá, instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, afoxés e xeque rês. O ritmo da dança na rua é semelhante ao executado nos terreiros de Candomblé. Os cantos são puxados em solo, por alguém de destaque no grupo, e são repetidos por todos, inclusive pelos instrumentistas. As apresentações ocorrem no Pelourinho, gratuitamente.




Depois de almoçarmos num restaurante no Pelourinho, que inacreditavelmente servia churrasco, corremos para a estação de transporte urbano, na Praça da Sé a poucas quadras de onde estávamos. Nos sentíamos ansiosos e preocupado de não chegar a tempo para o voo, pois descobrimos estar acontecendo uma passeata dos trabalhadores do SAMU, em protesto as condições de trabalho, salários e vinculo empregatício, junto a prefeitura de Salvador. A manifestação deixara o trânsito em algumas das principais avenidas interrompido. 

Dentro do ônibus para o aeroporto que é praticamente do outro lado da cidade e meio atrasados, admiramos pela janela as praias do litoral: (Porto da Barra, Praia do Farol da Barra, Ondina, Rio Vermelho, Amaralinda, Pituba, Jardim de Alah, Itapuã), um dos passageiros, muito simpático, sentado do meu lado, serviu de guia apontando-nos cada uma delas e contando a sua historia, inclusive apontou-me a casa de Gal Costa na beira do mar.

O avião da Webjet decolou pontualmente às 17 h. 55 min. de Salvador e fomos os últimos a embarcar. Sentado em minha poltrona, senti uma alegria de ter dado tudo certo e um desejo secreto de um dia retornar à esta cidade que enfeitiça quem a visita. 
Até a próxima viagem!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SEIS DIAS EM MORRO DE SÃO PAULO-BAHIA.



Morro de São Paulo é um vilarejo localizado no sul do Estado da Bahia, á 308 quilometros da Capital Salvador é só existe três formas de se chegar a este paraíso de águas mornas e cristalinas margeado de mata nativa e altas plantações de coqueiros:
De avião:
Leva 20 min. e custa: R$210,00 (Aero Star: 71-3377-4406 e 75-3652-1535) ou 
R$210,00 (Addey: 71-3204-1393).

De catamarã ou lancha rápida:
Demora em torno de 2 horas e custa R$75,00 (entre 8:30 e 14:00 hs) (embarque em frente ao Mercado Modelo). Lancha: 8:30 h (75-3652-1715) e 11:30 h (75-9994-3746 ou 9971-1975)
Catamarã: 9:00 h, 13:30 h e 14:00 h (71-3326-7674 ou 75-3652-1174).

De Ferry-boat:
(71-3254-1020) até Bom Despacho (Itaparica), de ônibus (Viação Cidade do Sol - 73-3525-4611) até Valença e de barco até Morro de São Paulo. O total do percurso leva entre quatro e cinco horas e custa entre R$ 25,00 e R$35,00. O último barco de Valença para Morro é às 18:00 h na baixa e 19:00 horas na alta temporada.

COMO CHEGAR:
Do aeroporto, pegue o micro-ônibus (Praça da Sé - R$4,00) com ar condicionado, o ponto final é bem perto do elevador Lacerda. Descendo pelo elevador, caminhe até o Mercado Modelo, em frente é o local de embarque do catamarã ou da lancha rápida.


Transfer 24 horas (do aeroporto até algum albergue em Salvador): 
De Valença para Morro: Estando no sul da Bahia, Itacaré, Ilhéus, Porto Seguro ou Lençóis, ou estando de carro, não é necessário ir até Salvador, vá direto para Valença, de onde saem os barcos para Morro de São Paulo.
entre 6:00 e 18:00 hs. Convencionais, R$ 6,00 (2 à 3 horas) ou lanchas rápidas, R$14,00 (35 à 55 minutos). Os preços e horários acima mencionados estão sujeitos a alterações e as informações me foi repassada por Francisco Valpino da Pousada do Morro por e'mail, quando eu ainda estava consultando preços e localizações acessíveis.


Chegando ao cais de Morro de São Paulo, você pagará uma taxa de R$ 10,00 para permanecer na ilha e em seguida será abordado por carregadores de bagagens e guias que oferecem passeios e o transporte da bagagem até a sua pousada. O preço é de R$10,00 por bagagem, mas poderá ser negociado. Como a entrada para a vila é uma ladeira íngreme e as ruelas são de areia ou terra em quase toda a região, você vai precisar deste serviço. Negocie o preço antes. 


Se você ainda não fez reserva em alguma Pousada, leve consigo pelo menos uma lista das que mais te interessam. Os preços variam entre R$ 90,00 à mais de R$ 500,00 de acordo com os serviços e confortos oferecidos. Ao cruzar o Portal de entrada, você já estará na vila e descendo pela unica estrada de chão a sua esquerda, encontrará a Primeira Praia, depois a Segunda, a Terceira, Quarta, etc...
As praias são deslumbrantes e cada uma possui seu diferencial; Quanto mais longe da vila, menor o numero e concentração de pessoas, bares e restaurantes, revelando paisagens paradisíacas, com muitos coqueiros e pessoas simpáticas e hospitaleiras.
Como M. de S.Paulo está situada numa ilha e é proibido a circulação de carros no vilarejo, não possui poluição, barulho de buzinas e stress das grandes cidades. Até mesmo as musicas tocadas nos diversos bares e restaurantes na beira da praia, parecem conviverem em harmonia, sem ofuscar o som do bar vizinho. É o lugar perfeito para relaxar. Encontra-se durante a noite muita badalação, luaus, shows de musica na beira da praia, (Axés, reage), grupos de capoeira, além de uma diversidade gastronômica local e internacional, belos artesanato e gente bonita. 



17/02-PRIMEIRO DIA:
Chegamos em Morro de São Paulo, pagamos a um carregador de bagagens R$15,00 para levar nossas tralhas até a Pousada Kanzuá do Marujo (Hostel Black White), na Terceira Praia de frente para o mar. Esta pousada é administrada por sua proprietária Soraia, uma baiana simpaticíssima, que abriu suas portas a o turista Israelense, que procuram sua hospitalidade diferenciada o ano todo. A pousada possui um cardápio elaborado aos costumes alimentares do povo judeu e escrito em hebraico. Só para se ter uma ideia, na semana em que estivemos hospedados por lá, éramos os únicos brasileiros na pousada.



Pagamos R$ 130,00 a diária, num quarto confortável com ar condicionado, cama de casal, beliche para mais duas pessoas, frigobar, banheiro privativo e café da manhã incluído. Como estávamos em três, o valor saiu por aproximadamente R$ 43,00 para cada um.


A limpeza e troca de lençóis e toalhas de banho eram feitas diariamente. O café da manhã, servido à partir das 8 horas era composto de pão francês, presunto, queijo, margarina e dois tipos de geleia, bolachas doces e salgadas, chocolate em pó, frutas diversas, bolo, suco, ovos mexidos e salada verde (hábito dos Israelenses), Internet com antena wireless e TV no quarto. 


A própria pousada nos indicou um lugar de preço acessível para fazermos as outras refeições, chamado Maria do Pão. que ofereceu uma deliciosa comida caseira por um preço incomparavelmente baixo, num ambiente familiar e muito procurado. O pessoal é tão hospitaleiro, que Soraia (dona da pousada), nos presenteou num dos cafés da manhã, com um prato saboroso de cuscuz.


18/02-SEGUNDO DIA:
Fizemos caminhadas pela beira do mar até a Quarta Praia, onde percebemos que a paisagem vai ficando mais agreste e com piscinas naturais de água morna que se formam com a maré baixa. O mar fica tão afastado da costa que parece um prenuncio de Tsunami, voltando a encher em torno das duas horas da tarde. Nesta praia, oferecem passeios de charrete até a Quinta Praia, também conhecida por Praia do Encanto, por preços de R$25,00 por pessoa. 


No caminho de volta para a pousada, fechamos um pacote turístico para o outro dia, pela manhã, com a empresa "Puro Prazer" que ofereceu passeios de lancha para alguns locais do arquipélago de Tinharé, com:
-Piscinas Naturais de Guarapuá e ou Moreré.
-Praias de Tassimirim, Cueira e Boca da Barra.
-Povoado de Velha Boipeba.
-Bar de Ostras.
-Cidade histórica de Cairú.
-Passagem por belas praias e manguezais.

O valor do pacote é R$ 60,00 por pessoa, parecia salgado, mas depois percebemos ter valido à pena. A previsão de saída foi as 10h.30 min da manhã na Terceira Praia com previsão de retorno para as 17h 30mim no ancoradouro do M.de S.Paulo. Foi neste passeio que conhecemos a Soon, uma Paulista de descendência coreana que veio para Morro à passeio, sozinha.


A noite resolvemos experimentar a variedade de caipirinhas de vodca com todos os tipo de frutas expostas nas banquinhas em frente a Segunda praia, o que se tornou quase um hábito nas noites seguintes e nos transformando em clientes especiais. A que mais gostei, foi a de abacaxi com maracujá e vodca.


19/02-TERCEIRO DIA:
Embarcamos na lancha da empresa turística Puro Prazer e fomos conhecer as piscinas naturais de Garapuá e Moreré, 40 minutos de banho e mergulho entre os recifes e peixes coloridos. É inacreditável a obra da natureza!.., ou seria de Deus?.. Água morna e de transparência surpreendente!..


Depois de observar as praias de Tassimirim, Cueira e Boca da Barra, fomos visitar o povoado de Velha Boipeba com parada para almoço, num dos restaurantes locais à beira mar, onde experimentamos a famosa moqueca de peixe com pirão arroz branco e cerveja geladíssima.
Mais tarde Visitamos o "Bar da Ostra", que é um bar flutuante no meio de um canal, onde oferecem pratos á base de ostras. 


Eu experimentei as ostras gratinadas ao forno com palmito e queijo, não tive coragem de come-las crua com limão e sal. 
Roseli, uma turista mineira divertidíssima, que estava no passeio, fez cara de nojo e disse que aquele prato à base de ostras era uma mistura de lesma com qualquer coisa do tipo escarro.


A próxima parada, foi na Cidade histórica de Cairu, que conforme disse o guia, era a segunda cidade mais antiga do Brasil. Já foi chamada de Araca juru - casa do sol pelos indígenas que lá habitavam e hoje sobrevive da pesca, agricultura (dendê e piaçava) e do turismo local.
A cidade é pequena e graciosa, abrigando prédios históricos como um Convento, ( em restauração) e a Igreja Santo Antônio de Cairu, construída num dos pontos mais altos da cidade e com vista privilegiada da região. Experimentamos nesta cidade um delicioso sorvete de tamarim de arrepiar as papilas degustativas.


Caminhar por suas ruas estreitas e casarios antigos é como voltar no passado. Alguns telhados possuem duas ou três beiras, característica que identificava o poder econômico de seus moradores no período colonial. Quanto mais beiras tinham as casas, mais poder econômico, possuíam os seu donos. O que originou a antiga frase para designar os menos afortunados: "Sem era nem beira."


Depois retornamos para a lancha, a fim de apreciar as belas praias e manguezais com muitos pássaros e armadilhas montadas para a pesca artesanal. O final do passeio foi no Porto de M.de São Paulo onde chegamos mortos de cansados e loucos por um banho quente. 



20/02-QUARTO DIA:
Banho de mar nas piscinas naturais da Quarta Praia e depois na Primeira Praia, onde percebemos ser a menor delas em extensão, cerca de 500 metros.
É na Primeira Praia que existe a Tirolesa, que consiste em um cabo aéreo ancorado horizontalmente entre dois pontos e neste cabo a pessoa se desloca através de roldanas presas por mosquetões a uma cadeirinha de alpinismo, sendo projetada dentro d'água num banho refrescante por R$ 30,00. Neste dia Soon, que conhecemos no passeio de lancha, passou boa parte conosco, já que estava hospedada numa pousada bem próxima dali e sem companhia.
Passeamos pela Vila do M. de S. Paulo e conhecemos o interior da Igreja Nossa Senhora da Luz, na praça de mesmo nome, concluída em 1845 com relíquias dos séculos XVII e XVIII e a Fonte Grande ou Fonte do Imperador como também é chamada, construída em 1746 pelo vice-rei do Brasil. 


A Fonte foi o maior abastecimento de água potável do vilarejo e do presídio que ficava localizado próximo a Fortaleza de Tapirandú, próximo da entrada do morro.
Existe um motivo para a Fonte ser conhecida como "Fonte do Imperador". No ano de 1859, Dom Pedro II esteve na cidade de Valença para conhecer a Fabrica de tecidos e fez uma visita a Morro de São Paulo, onde teria tomado um banho na Fonte Grande, junto com a Marquesa de Santos. Nos seus escritos sobre a viagem, deixou registrada a importância desta fonte de três bicas e que atualmente me pareceu com aspecto de abandono. 



21/02-QUINTO DIA:
Eu, Cristina, Rosane e Soon, resolvemos fazer outro passeio oferecido pela empresa de nome RBH para conhecermos do outro lado das ilhas. Agendamos no dia anterior, quando visitávamos a vila e a Primeira Praia. Desta vez, embarcamos num saveiro, (R$ 30,00 o pacote), que nos levou a outros lugares também magníficos como:

-A Ilha de Caitá para banho e mergulho entre os recifes.
-Parada entre o Forte do Morro de São Paulo (Fortaleza do Tapirandu, considerado um dos maiores conjuntos defensivos do Brasil, com 678 metros da sua cortina de muralhas e ruínas, hoje protegidas pelo Patrimônio Histórico Nacional).


A construção do Forte se iniciou em 1630 para proteger a entrada de esquadras piratas inimigas na chamada "barra falsa da Baía de Todos os Santos" entrada estratégica para o Canal de Itaparica até o Forte de Santo Antônio (atual Farol da Barra) e também proteger o Canal de Tinharé, essencial no escoamento da produção dos principais centros da colônia (Boipeba, Cairu, Camamu e Itacaré) para o abastecimento da capital, Salvador.


-Observação da montanha de argila (sem sair do barco) que fez uma parada na Vila de Gamboa para agendamento e escolha do almoço. O garçom trouxe o cardápio ate o barco e somente depois fomos liberados para um banho de argila medicinal, banho de mar e seguir viagem com parada num banco de areia, (local onde a dançarina Carla Perez tirou fotos para a revista Playboy e que os moradores locais se orgulham). 
-Nova parada em Ponta do Curral (local onde desembarcaram as primeiras cabeças de gado trazidas pelos portugueses ao Brasil, fato que inspirou o nome da praia.) 


-Mais banho de mar para nos refrescarmos e retornamos a vila de Gamboa do outro lado da margem para um almoço merecido. Final do passeio foi no Porto de M. de São Paulo novamente mortos de cansados.


22/02-SEXTO DIA:
Visita e compras nas lojas de artesanatos à procura de lembranças para os amigos, muitas caipiras de vodca com frutas... 
Será que a caipira era vodca mesmo? Por vezes eu desconfiava que era de cachaça pois o preço era muito barato!..
De noite fomos jantar num restaurante de nome Tia Dadai, indicado por um nativo que encontramos em Boipeba e nos informou que a comida caseira era muito gostosa, bem servida e barata. Trocamos e'mais com Soon, pois era nossa ultima noite e nos despedimos. Tínhamos de retornar para a pousada arrumar nossas bagagens.



23/02-SÉTIMO DIA:
Já com os ingressos do Catamarã comprados no dia anterior, partimos as 9 horas da manhã, de M. de S. Paulo para um rápido Tour no centro de Salvador.
O pouco espaço de tempo, só nos permitiu visitar o Mercado Modelo para algumas compras adicionais, o Pelourinho onde almoçamos e tiramos fotos, a escultura da cruz caída, apreciar a Baia de Todos os Santos do elevador Lacerda, pegar o ônibus na Praça da Sé e depois correr para o aeroporto, que contarei numa próxima postagem AQUI no Diário de Bordo.


Ah, esta baiana simpática na foto acima é a Simone, que encontramos no Pelourinho para uma fotografia de recordação para o nosso álbum de férias.

Até a próxima viagem!..

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Recesso para férias

Ontem foi meu ultimo plantão e hoje preparo minha mochila e pequenas coisas que devem ser encaminhadas por aqui, antes da viagem. Amanhã oficialmente entro de férias do trabalho e no dia seguinte voo para Salvador com retorno dia 23. Neste período meu blog estará sem atualizações. 
O grupo que iria me acompanhar era composto de seis pessoas, depois passou para cinco e agora três. Isto é normal de acontecer com viagens mais distantes e planejamentos relativamente longos; as pessoas terminam se desestimulando, substituindo prioridades, aparecem pequenos problemas a serem resolvidos que as impossibilitam de manter seus planos, abrindo espaço, quem sabe, para uma outra oportunidade né mesmo?... Prometo muitas fotos  e historias da terra do Axé, do feitiço, do candomblé e onde o Brasil começou...

Despedida de viagem


Ontem fiquei por mais de uma hora no telefone, depois na Internet,  conversando com uma amiga. O que era para ser apenas uma despedida de viagem, acabou numa conversa bacana sobre o reconhecimento de uma amizade, que dura a mais de dois anos, construída sobre pilares de afinidades, respeito e honestidade, que poucas pessoas conseguem manter.  
Com muito carinho e compreensão, ela entendeu sua impossibilidade, neste momento, de me acompanhar, junto de outros amigos, também muito especiais. 
Ela sabe que não faltará oportunidades futuras para viajarmos juntos e darmos muitas gargalhadas, neste mundo que temos ânsia de conhecer e dividir experiencias.
Salvador é logo ali, tão perto.., e sei que  só existe plena felicidade, se pudêssemos dividimos nossas alegrias e descobertas junto de todos  com quem gostamos e cantar para a vida uma mesma sinfonia. 
Tenho comigo, que o reconhecimento, é o resultado de nossas mais profundas reflexões e a humildade de expô-lo,  a prova de nossa grandiosidade humana.

ESTE NÃO SOU EU.

Mexendo em algumas fotos do passado arquivados no computador, eu percebo o quanto ficamos distantes do que fomos com o passar do tempo e devo dizer que não sinto saudades.
Tenho a sensação de que não sou eu nesta foto aos 13 anos de idade, e que alguém  me disse que sou eu e que devo acreditar a partir de evidencias lógicas e ainda assim, me posiciono desconfiado, meio incrédulo, duvidoso desta verdade. Entre tantos defeitos que eu encontrava em mim, era achar-me dentuço (o que me rendeu apelidos), o queixo fino e com cara de apatetado. A adolescência, foi um período  de muitas dificuldades pra mim, que era extremamente introvertido e sem a mínima noção da realidade que me cercava. Depois, como acontece com a maioria das pessoas, eu fui mudando, me descobrindo, fazendo escolhas...
Ainda ontem, perguntei para um colega de trabalho se ele tinha saudades de quando era adolescente e ele me respondeu que não, pois começou realmente a viver, depois dos 20 anos. Eu concordo com ele, acho que é nesta fase que começamos a pensar que somos mais seguros, que sabemos exatamente o que queremos e daí construímos nossas regras pessoais, escolhemos nossas amizades, que ainda temos tempo para muitas coisas a serem realizadas, que investimos muitos mais em sentimentos  leves do que em relações pesadas  em nome de  obrigações impostas, que damos mais vazão as nossas importâncias emocionais,  que somos impetuosos, que abrimos guerra ao mundo, que podemos ser tudo sem muito esmero, que tomamos decisões apressadas e  depois mudamos de opinião sem sentir culpa, que cometemos as mais variadas loucuras, que começamos a amadurecer nossa vida sexual, que perdoamos nossos erros sem questionamentos complexos, que damos as costas a tudo que não acreditamos, sem medo de ficarmos sozinhos. Este é quem sabe o período de longas construções e reafirmações do que seremos mais tarde.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O TEMPO NÃO PARA NEM PARA GRACE JONES














É inacreditável pensar que a jamaicana Grace Jones tem hoje 62 anos. Acho que eternizamos a imagem dessas pessoas públicas e quando percebemos que o tempo passou também para elas, ficamos surpresos. Ela sempre foi um ícone no mundo das celebridades da moda, musica e cinema. Seu visual andrógeno e exótico de se apresentar em publico e shows, virou referencia para muitos artistas que vieram depois. De uma beleza agressiva e roupas extravagantes, sua presença forte sempre chamou a atenção das pessoas nas principais avenidas e locais badalados do mundo.


Nascida em 19 de Maio de 1948 na Jamaica, Grace se instalou em Nova Iorque onde virou modelo desfilando nas mais consagradas passarelas e tornando-se capa das mais importantes revistas da Europa e do mundo. Como cantora e atriz, deixou sua marca pessoal através da voz marcante e sua presença cênica intransferivel. 















Em Outubro de 2009, a Diva veio a o Rio de Janeiro para participar do "Oi Fashion Rocks", evento de moda/ musica, onde foi fotografada na varanda do Copacabana Palace. Apesar dos elogios dados pela imprensa sobre seu físico, que não aparenta a idade que tem, Cazuza tinha razão ao dizer em sua musica: "O Tempo Não Para, Não Para,.. Não". 

Você também pode gostar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...